23 de fevereiro de 2009

Coração de Guerreiro


Aquele fascinante cavaleiro era sua única salvação! 

Inglaterra, 1214. 

Para lady Catrin, só havia um jeito de escapar de seus impiedosos inimigos: refugiar-se nos braços fortes de Nicholas Talbot, homem cuja simples presença lhe provocava sensações que ela julgara enterradas para sempre. 
Mas por trás da bela e nobre figura do lorde Nicholas havia um passado misterioso e uma arrebatadora paixão pela adorável 
Catrin, mulher que jamais poderia ser sua... 

Capítulo Um 

Pântanos de Gales Os cascos dos cavalos chocavam-se contra a trilha pedregosa, o som reverberando na mata envolta em névoa. 
Catrin ajeitou-se melhor na sela, e o arrepio que lhe percorreu a espinha nada tinha a ver com a umidade fria que a cercava. Nunca a viagem até L'Eau Clair, o castelo de sua prima Gillian, lhe parecera tão longa ou tão agourenta. Num gesto instintivo, aconchegou o manto ao pescoço.
 Talvez fosse a impaciência em chegar a responsável por seu nervosismo e não a possibilidade de algum perigo oculto entre as árvores. 
Dois soldados de seu irmão Ian cavalgavam a frente e mais dois a seguiam como escolta de proteção. Mas a inquietação deles era evidente e Catrin conseguia ouvir-lhes as preces sussurradas, à medida que avançavam em meio à espessa neblina. Nunca deveria tê-Ios trazido como escolta, já que eram os menos hábeis dos homens de armas de Ian. 
Agora receava que a presença deles não fosse suficiente para protegê-Ia. Um leve ganido chamou-lhe então a atenção, levando-a a deter a égua que montava. 
- Venha, Ídris - falou em tom de comando para o magnífico cão de caça que a acompanhava correndo a lado da estrada. Enquanto ele encostava a cabeça maciça em sua perna Catrin escrutinou as árvores gotejantes. 
- Há alguém ali? Vá ver, Ídris. Depois de esfregar nela o focinho, o animal voltou para a beira da floresta, as orelhas em pé, a cabeça movendo-se de um lado para o outro. Incitando a montaria, Catrin voltou-se para o garoto, que cavalgava a seu lado. 
O rosto magro de Padrig aparentava tranqüilidade, embora suas faces estivessem pálidas como cera. Seus olhos azuis examinavam a área em redor com a determinação do guerreiro que um dia esperava ser, servindo como escudeiro do marido de Gillian, lorde Ranulf FitzClifford. - Talvez devêssemos ter aguardado a volta de Ian - falou Catrin, baixinho. - Não, milady, não havia necessidade. - Padrig empertigou-se na sela. - Embora a companhia de lord Ian fosse muito bem-vinda, claro... Apesar das palavras corajosas, a palidez de Padrig mostrava que estava com medo. 
Com catorze anos, quase um homem, tinha levado uma vida protegida, até vir para o castelo de lorde Ian. Mas o garoto ansiava por aventuras e pela oportunidade de tornar-se escudeiro de Ranulf com o mesmo ardor do irmão de Catrin naquela idade. 
Assim que entraram na floresta, ela tinha se dado conta do erro que cometera ao partir para L'Eau Clair sem a companhia de Ian. Aos poucos sua preocupação fora aumentando, e só o medo de voltar sobre os próprios passos a fazia prosseguir. Deveria ter se sentido segura com a escolta dos homens de armas do irmão, porque ninguém ousaria desafiar o Dragão, nome pelo qual Ian, o mais valoroso dos cavaleiros do príncipe Llywelyn de Gales, era conhecido. Mas agora tudo em que conseguia pensar era que não devia ter colocado em risco a segurança de Padrig, nem dos demais, devido à sua impaciência em atender ao chamado de Gillian. Esta daria à luz quando Deus quisesse, com a presença ou não de Catrin. E provavelmente se sairia muito bem, apesar dos protestos em contrário. 
- A senhora pode ficar tranqüila, milady. - Padrig lançou um olhar à espada presa em sua cintura, e depois ergueu os olhos para Catrin, o rosto enrubescido. 
- Há cinco de nós aqui, o suficiente para protegê-Ia. Não foi o que a senhora disse ao padre Marc, antes de partirmos de Gwal Draig? Apesar do tato de Padrig, Catrin sentiu o rosto queimar de vergonha. 
Na verdade, ela havia praticamente gritado aquelas palavras ao sacerdote, que fazia a última e desesperada tentativa de convencê-Ia a esperar pelo irmão. 
Ian com certeza iria censurar de novo o pobre capelão, ao retornar e descobrir que ela partira sozinha. Padrig pousou a mão no cabo da espada, dizendo:
 - Estou às suas ordens, lady Catrin. Eu a defenderei com minha própria vida, juro. Ela reprimiu um sorriso diante da bravata do garoto.
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