16 de maio de 2009

O Rapto de Sophie

Título Original: Stealing Sophie




Escócia, 1728


Irresistível Tentação!

De um dia para o outro, Sophie se vê casada, possuída e aprisionada, por um homem que ela nunca viu antes.
Criada em um convento, a última coisa para a qual ela estava preparada era ser mulher e refém de um rebelde atraente e sedutor. Sem escolha, Sophie recorre à única arma a seu alcance: a reputação de moça meiga e boa como uma santa.
Ela tenta transformar a vida de Connor num inferno ao criar um ambiente de ternura, paz e harmonia quase celestiais no esconderijo onde ele a mantém cativa, com a esperança de que ele a acabe libertando apenas para se ver livre de sua indesejável influência feminina. Connor, porém, não parece disposto a desistir... e quando seus beijos ardentes e carícias apaixonadas a deixam ansiando por mais, Sophie suspeita de que seu coração já esteja irremediavelmente rendido!


Capítulo I


Perthshire, Escócia, Primavera de 1728.

Connor MacPherson ouviu a aproximação muito antes de eles surgirem. Neblina densa e escuridão ocultavam as colinas e o esconderijo, além de distorcer os sons. Mas o ruído de bridas, o estalar de couro e o tropel de montarias indicavam que o grupo estava perto.
A longa espera terminava e o coração disparava. Apertou o punho da espada embainhada. Katherine Sophie MacCarran — Kate — logo seria sua esposa, raptada sem aviso e casada às pressas.

A união tinha de ser assim, mesmo que ambos não quisessem.
O papel dobrado dentro de sua camisa continha o nome dos dois numa nota assinada pelo irmão dela, proprietário de Duncrieff e chefe do clã Carran.
Connor acataria seu pedido. Afinal, havia provocado a captura e a prisão dele, e agora, ouvia-se o boato de sua morte, ocorrida poucos dias antes. A tristeza por isso era mais profunda do que ele queria admitir.
Foi em frente, os passos silenciosos sobre o capim e as urzes. Olhou para trás e viu que os dois companheiros o seguiam. As roupas e os rostos ficavam indistintos sob as sombras e a neblina, mas ele viu o brilho das pistolas e das espadas. Os habitantes da região montanhosa estavam proibidos de andar armados. Mesmo assim, os três portavam armas.
Escondido atrás de pedras altas, Connor esperou por eles. Pegou a manta xadrez que tinha escondido ali ao preparar o trabalho dessa noite, e colocou-a entre as dobras da sua. Virou-se para trás e indagou em gaélico:
— Tudo pronto?
— As cordas estão nos lugares e o padre já se encontra na velha capela, nas colinas — Neill Murray, seu ajudante, respondeu.
Connor MacPherson observou a neblina. Pronto para saltar como um gato selvagem, ele nem podia distinguir a presa.
— Isto não passa de brincadeira. Podemos fazer pior — disse Andrew MacPherson, seu primo.
— Não. Já estamos causando problemas demais — Connor declarou.
— Existem outras maneiras para se arranjar uma noiva — Neill resmungou.
— Não tão rápidas quanto esta — Connor contestou.
O barulho estava mais perto. A neblina abriu uma brecha por um instante e ele pôde ver a trilha. Conhecia seu curso pelo vale como a própria mão. Sabia o lugar exato dos dois rios e das pontes. Calculou quanto tempo o grupo levaria para alcançá-las.
— Cavalos. Dois montanheses a pé e dois soldados da cavaiaria escoltam a moça e sua acompanhante desde que elas deixaram a casa do magistrado — Neill murmurou.
— Isso mesmo. Nós as vimos mais cedo. Depois que jantaram lá, sir Henry as mandou para casa com a escolta — Andrew confirmou.
— Gentileza dele — Connor resmungou. — Deixem os homens caírem na água e poupem as damas. Depois, fujam. Se eu for apanhado por roubar uma noiva, serei enforcado sozinho.
— Estaremos às suas costas como sempre, Kinnoull — Neill garantiu.
Connor ignorou o aperto no coração. Kinnoull. Ele ainda possuía o título, mas não a propriedade. O fato de sir Henry morar em sua casa agora o queimava como ferro em brasa.
Cauteloso, fez um gesto para os companheiros e seguiu em frente. Não se abaixaria, pois era muito alto e orgulhoso demais para isso.
Escondeu-se atrás de outras rochas e prestou atenção. Ouviu a marcha do grupo e até quase as batidas do coração.
Ele ainda podia voltar atrás e escapar dessa loucura. Kate MacCarran era uma jovem excelente e corajosa. Embora a tivesse visto uma única vez, sabia que ela sempre demonstrava entusiasmo e audácia. O próprio irmão tinha confirmado que ela estivera envolvida com espionagem jacobita que apoiava os pretendentes Stuart. Ela seria uma boa parceira para um fora-da-lei, embora muitos afirmassem que Connor MacPherson não servia como marido para mulher alguma.
Ele não deveria estar ali, disse a si mesmo. Numa noite como essa nada melhor do que ficar sentado perto do fogo com seu uísque, o violino e os sonhos perdidos. Mas à vontade de prosseguir era como uma fome profunda.
O grupo estava mais perto. Connor já vislumbrava os dois montanheses a pé, seguidos pelas mulheres a cavalo e, atrás, os soldados da cavalaria.
Ele ainda não queria uma esposa e, muito menos, dessa forma.
Mas a nota o prendia à promessa agourenta. 

Sempre cumpria a palavra dada, mesmo que fosse a um homem já morto. 
Além do mais, devia esse favor àquele homem e ao seu clã. Duncrieff havia dito que a moça precisava ser roubada e se casar antes que alguém interferisse.




 Família MacCarran 
1- A Paixão de Kate
2- O rapto de Sophie
3- To Wed a Highland Bride
4- A Lenda de Kinloch Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

4 comentários:

  1. Oi jenna pode enviar para meu e-mil esse e-book?

    o e-mail é tyka_2@hotmail.com

    beijos e brigada!

    ResponderExcluir
  2. Oi Jenna, vc poderia mandar para o meu e-mail esse e-book?

    meu email é tyka_2@hotmail.com

    xD

    ResponderExcluir
  3. Peguei e li neste fim de semana...adorei.
    bjs

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  4. Anônimo5:57 AM

    quero esse livro onde posso encontar

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