12 de janeiro de 2010

Série Perigueux

1- DRAGÃO NEGRO





Inglaterra, 1776

A Bela...
Assim como seus ancestrais saxões, Faithe de Hauekleah faria qualquer coisa para preservar seu lar e seu modo de vida, até mesmo aceitar casar-se com um guerreiro de reputação feroz, embora jurasse para si mesma que jamais entregaria o coração! 

Contudo, ela não imaginava o que viria a sentir nos braços de Luke.
Nunca pensou que um homem pudesse ser tão forte a ao mesmo tempo tão gentil, tampouco que pudesse guardar um segredo capaz de separá-los...
A Fera...
Conhecido como o Dragão Negro, tanto pelos amigos quanto pelos inimigos, o notório Luke de Périgeaux encontra a redenção nos braços de Faithe, porém guarda um segredo monstruoso, que jamais poderá revelar a ela...

Capítulo Um


Março de 1067, aldeia de Cottwyk, em Cambridgeshire, Inglaterra
— Não parece um prostíbulo. — Luke de Périgueux puxou as rédeas, fazendo o cavalo parar ao lado do que seu irmão montava, na clareira.
Mal conseguia ver o chalé dentro da mata, logo adiante. As florestas inglesas eram negras como breu à noite.
— Pelo menos, é um abrigo — Alexandre comentou, bocejando. — Vai chover logo e prefiro estar lá dentro quando começar.
Um arrepio percorreu o corpo de Luke. Esfregou os braços, por baixo do manto. Alex viu e socou-o de leve no ombro.
— Ah, então meu irmão sente frio como o restante dos mortais...
Luke assentiu, embora não fosse o ar úmido da noite que o fizesse arrepiar-se, mas uma amaldiçoada fraqueza de corpo e alma, vergonhosa demais para ser revelada. Cerrou os punhos e contraiu os dentes.
Tentava controlar-se, para que a sensação passasse. Deitar-se com uma vagabunda ajudaria; sempre ajudava. Incitou o cavalo, e aproximou-se do chalé.
Alex seguiu-o, desconfiado da aparência do lugar. Podia ver luz por trás das janelas cobertas com tecidos grosseiros, e sentir o cheiro de madeira queimada, embora não ouvisse som algum.
— Talvez este não seja o lugar certo — observou.
— É claro que é.
Um dos arqueiros indicara o local. Em suas palavras rudes, havia apenas uma vadia ali, que abriria as pernas a qualquer um com duas moedas e uma boa arma no meio das pernas, mesmo que fosse normando. Afinal, a maioria das mulheres saxãs, vadias todas elas, fugia quando via um normando...
Todos os habitantes daquela ilha miserável e encharcada de chuva temiam e desprezavam os conquistadores normandos. E por que não o fariam?
Cinco meses tinham se passado desde que Luke e Alex cruzaram o Canal para auxiliar Guilherme, duque da Normandia, e agora rei da Inglaterra, a reclamar aquele país esquecido por Deus numa única e devastadora batalha.
Hastings deveria ser o fim de tudo, e teria sido, se aqueles ingleses bárbaros parassem com suas incursões inúteis e aceitassem o governo normando.
Durante todo o inverno, o exército de Guilherme, incluindo muitos cavaleiros sem terras, como Luke e Alex, sedentos de pertences ingleses, tinham confiscado propriedades e subjugado os habitantes locais sem compaixão,a intenção de acabar com qualquer tendência de rebelião.
Ainda assim, o povo parecia desafiá-los, agarrando-se com patética tenacidade a terras que estavam para sempre perdidas, desde a terrível data de quatorze de outubro de 1066.




2- LOBO SOLITÁRIO





Desejo proibido!

Nicole de St. Clair se casou unicamente para gerar o filho que lhe possibilitaria receber sua herança.

Por isso ela partiu o próprio coração e o de Alex de Perigueux, o jovem cavaleiro por quem estava apaixonada. 
Agora, dez anos depois, Nicole ainda não engravidou, e o marido está gravemente enfermo.Alex retorna à França como herói, porém sua alma ainda está destroçada. A honra deveria impedi-lo de aceitar a proposta do marido de Nicole para seduzi-la, conceber um filho e depois desaparecer para sempre.
É uma proposta indecente, porém irresistível. No entanto, poderá desencadear uma tempestade de desejo que condenará Alex e Nicole à perdição, ou os arrebatará num amor tão puro e poderoso... que fará estremecer céus e terra...

Capítulo Um

Normandia, 1073, Julho
Palácio de Rouen, de William, o Conquistador, duque da Normandia e rei da Inglaterra
— Quem é aquela mulher, Alex? Não tira os olhos de você.
— Qual delas, Faithe? É bonita? — Alexandre de Périgeaux protegeu os olhos contra os fortes raios do sol da manhã e esquadrinhou a multidão que se aglomerava no pátio da Torre de Rouen. Um pouco de diversão bem que viria a calhar, depois da longa espera sob o sol abrasador, pensou.
Faithe de Hauekleah, cunhada de Alex, acomodou o bebê, a pequena Edlyn, passando-a de um ombro para outro.
— Ora, ora. Pensei que todas as mulheres fossem bonitas para Alexandre. Afinal, é o que vive apregoando.
— Está querendo me provocar, cunhada? Pois o que disse é a mais pura verdade: para mim, todas as mulheres, sem exceção, são belas. — Alex tornou a examinar a multidão.
Lordes e ladies, a fina flor da aristocracia normanda, estavam ali reunidos. Conversavam animadamente, vestidos com elegância e até mesmo com certa ostentação.
As mulheres abanavam-se com luxuosos leques de renda, adornados por pedras preciosas e ouro em pó, enquanto aguardavam o início da cerimônia.
Outras pessoas entretinham-se com a bela canção interpretada por um grupo de menestréis, que falava de valentes cavaleiros que haviam partido em busca do Santo Graal, em tempos remotos.
Aqui e ali, homens do clero conversavam em pequenos grupos, assemelhando-se a bandos de aves de cores variadas, dentre as quais se destacavam o vermelho e o negro.
— A mulher de quem lhe falei está trajando uma belíssima túnica de seda branca — Faithe informou.
— Não vejo mulher alguma vestida de branco, olhando para cá — Alex retrucou, enquanto admitia para si mesmo que um flerte não lhe faria nada mal, talvez até mais que um simples flerte, se a sorte ajudasse.
É disso que andava precisando para estabilizar os humores de seu corpo, alterados pela longa e exaustiva travessia do Canal Inglês. Era bom estar de volta à França, terra onde havia nascido e crescido, depois de tantos anos de ausência.
A família de seu irmão e melhor amigo, Luke, também viera da Inglaterra, a fim de participar daquela ocasião festiva.
Mas Alex não podia negar a saudade que sentia da Bretanha, desde o momento em que o navio se afastara da costa daquele país.
Quem sabe não teria sido melhor ter permanecido por lá?
Pouco afeito à vida da corte e menos ainda a multidões e longas esperas, ele se perguntava onde encontraria forças para enfrentar a semana inteira de celebrações reais que tinha pela frente.
— A tal mulher deve ter dado meia-volta — comentou Faithe, enquanto estudava a multidão com olhos curiosos. — O traje agora é azul!
— Isso não ajuda muito. — Alex riu. — A multidão mais parece um mar de vestes azuis.
— Estou lhe dizendo, ela olhava para você como se o conhecesse.
— Ah, aí está você, irmãozinho — Luke saudou Alex com um tapa nas costas. — Nunca se cansa de flertar com minha mulher, não é?
— Jamais. Se fosse você, não ficaria tanto tempo longe dela.
Vou acabar roubando-a de você. Faithe revirou os olhos, fingindo-se envaidecida diante da pretensa disputa entre os dois irmãos, fazendo o marido dar boas risadas.

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3 comentários:

  1. Ola´meninas.... bom ano pra vocês!

    Sobre esta série... gostei muitíssimo, vale a pena ler

    09/01/13

    bjs Nanci

    ResponderExcluir
  2. Olá Nanci,

    Obrigada, pra vc também um ano cheinho de muita alegria!

    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Aglaer4:58 PM








































    Li O Dragão Negro e é fantástico, adoro estórias onde as mocinhas resgatam os mocinhos atormentados pela consciência e que vivem mergulhados na infelicidade, e é o que vemos neste belo livro da Patricia Ryan.
    Beijos













    li O




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