23 de abril de 2010

Quase Um Cavalheiro

Regência Histórica

Por insistência de seu pai,
Lady Vitória Wexhall se vê forçada a viajar de Londres ao imóvel rural do visconde Sutton, na Cornualha, onde não se interessa tanto pelo nobre como por seu irmão menor, o Dr. Nathan Oliver, um antigo espião.

O destino tornou a unir Vitória com o primeiro homem a quem beijou, faz três anos, antes de que se apagasse do mapa depois do fim turvo de uma de suas missões.
Mas o reencontro na Cornualha não está livre de dificuldades.
Nathan deve recuperar umas jóias roubadas, para o que Vitória resulta ser uma pista involuntária.
Esporeada pela busca das jóias e do misterioso ladrão, e por causa de uma atração intelectual e física, a relação entre Vitória e Nathan avança a chamas por uma novela onde abundam os pretendentes de linhagem, os diálogos faiscantes e a sensualidade de toda uma época.

Nota da Revisora Roberta: Gostei muito do livro e adorei fazê-lo.

Prólogo

Cornwall, 1817
Nathan Oliver protegeu contra seu peito a valise de couro gasto cheio de jóias roubadas e se recostou contra a áspera casca do imenso olmo em na tentativa de recuperar o fôlego.
Uma bota de cano longo em toda regra... Já quase cheguei.
Já quase o obtive, pensou. Só tinha que cruzar o claro iluminado pela luz da lua, entregar o bota de cano longo ao homem que esperava do outro lado do bosque e tudo teria terminado.
Por fim desfrutaria de segurança econômica durante o resto de seus dias.
Inspirou lenta e profundamente, até que o ar chegou ao fundo de seus ardentes pulmões, acalmando assim seu pulso acelerado.
O coração lhe retumbava no peito, e não lhe custou perceber seus batimentos do coração nos ouvidos e na boca do estômago.
Apesar de que todas eram reações já conhecidas, experimentadas durante as dúzias de vezes que tinha agido assim anteriormente, nesta ocasião as sensações foram mais acusadas... por motivos que Nathan não duvidou em deixar sem piedade a um lado.
Maldição, sua consciência escolhia sem dúvida o momento menos conveniente para lhe censurar. Mesmo assim, e apesar de todos seus esforços por impedir sua intrusão, as dúvidas e a culpa que lhe tinham acusado desde que tinha aceitado levar ao final
este encargo em particular, sua consciência continuava lhe perseguindo.
Esquece-o. Assunto encerrado. Te limite a terminar com isto, disse-se.
Com maior cautela, jogou uma olhada atrás da árvore, com todos os sentidos alerta.
A lua se ocultou depois de uma nuvem, lhe sumindo na escuridão.
Uma brisa fresca, prenhe de aromas marinhos, sacudiu as folhas, mesclando-se com o canto noturno dos grilos e com o de uma coruja próxima.
Embora tudo parecesse em calma, Nathan notou que lhe fechava o estômago, alerta; um instinto que muito bom serviço lhe tinha feito no passado.
Ficou totalmente quieto durante dois minutos mais, esquadrinhando, aguçando o ouvido, mas não detectou nada estranho.
Colocou-se o vulto sob o braço, assegurando-o melhor contra o corpo, inspirou fundo uma vez mais e pôs-se a correr.
Quando quase tinha alcançado já o amparo do bosque do outro lado, ouviu-se um disparo. Nathan se jogou ao chão, dando um doloroso golpe no flanco. ouviu-se um segundo disparo de pistola em rápida sucessão, seguido por um surpreso grito de dor.
- Cuidado! - exclamou alguém.
Gelou-lhe o sangue nas veias. Demônios tinha reconhecido essa voz.
Levantou-se, apoiando-se nas mãos, e correu para o lugar de onde lhe pareceu que procedia o grito.
Depois de uma curva do atalho, viu no chão uma figura masculina.
Com toda sua atenção posta no homem derrubado, não ouviu o ruído a suas costas até que foi muito tarde, antes de poder reagir, viu-se empurrado e a mercê de um golpe que impactou diretamente entre suas omoplatas e lhe fez perder o equilíbrio.
A valise que continha as jóias saiu disparada de suas mãos, mas outra mão, embainhada em uma luva negra, a pegou.
Logo a escura figura se desvaneceu na escuridão, agarrando firmemente o que segundos antes tinha pertencido a Nathan.
Sem apenas denúncia, esporeado pelas afiadas garras do medo, levantou-se e correu até o homem que jazia no chão.
Caiu de joelhos junto a ele e olhou os olhos consumidos pela dor de seu melhor amigo.
- Maldito seja, Gordon, que demônios está fazendo aqui?



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2- Um Amor Escondido
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