12 de agosto de 2010

Trilogia dos Príncipes

3- O PRÍNCIPE SERPENTE








Lucy Craddock-Hayes, uma cândida donzela das cercanias de Kent, não esperava encontrar com um homem maltratado e completamente nu!

A poucos passos de sua casa. Tampouco supunha que este se apresentaria como Simon Iddesleigh, um importante visconde, um cavalheiro londrino não isento de humor e sedutoras maneiras, habituado à arte da conquista.

E muito menos suspeitava que este pícaro nobre cairia a seus pés, cativado por sua serena beleza e suas doces maneiras.
Mas, além das brincadeiras e hospedagens, Lucy intui uma alma atormentada, um espírito errante consumido por uma vingança do passado.
Pouco a pouco começa a sentir por ele um desejo irrefreável.
Entre bandagens e curas, os dois jovens beiram os limites de sua paixão, enquanto pouco a pouco descobrem o destino do “príncipe serpente”...

Capítulo Um

Maiden Hill, Inglaterra
Novembro de 1760.

O homem que jazia morto aos pés de Lucinda Craddock-Hayes parecia um deus caído.
O deus Apolo ou, mais provavelmente, Marte, o causador de guerras, tinha tomado forma humana e caído do céu para que o encontrasse uma jovem solteira no caminho a sua casa.
Embora claro, os deuses não sangram.
Nem morrem, se for por isso.
— Senhor Hedge — chamou Lucy, por cima do ombro.
Olhou a ambos os lados do caminho que levava do povoado de Maiden Hill à casa Craddock-Hayes, estava igual a antes que encontrasse o homem, estava deserto, além dela, do criado que vinha resfolegando atrás e do cadáver que jazia na sarjeta.
O céu invernal estava coberto por nuvens cinza.
Já começava a escurecer, embora ainda não eram as cinco da tarde.
As árvores sem folhas que bordeavam o caminho se viam silenciosas e frias.
Tiritando pelo frio e o vento, amassou mais a capa que tinha deslizado pelos ombros. O homem morto estava atirado na sarjeta, nu, tudo machucado e de barriga para baixo. Os largos contornos de suas costas estavam cobertos de sangue, que emanava do ombro direito; mais abaixo os magros quadris, as pernas musculosas e peludas, e os pés ossudos, curiosamente elegantes.
Pestanejou e voltou a olhar a face.
Até estando morto, era bonito; a cabeça girada para um lado deixava ver um perfil patrício, um nariz largo, maçãs do rosto altas e uma boca larga.
Uma sobrancelha sobre o olho fechado estava partida por uma cicatriz; o cabelo claro muito curto caía liso sobre o crânio nos lugares onde não estava emaranhado e condensado pelo sangue.
Tinha a mão esquerda sobre a cabeça e no indicador se via uma marca que indicava que aí devia levar um anel; seus assassinos teriam roubado junto com todo o resto.
Ao redor do corpo o barro estava revolto e perto do quadril se via um fundo rastro do salto de uma bota.
Além disso, não havia nenhum sinal que indicasse quem o deixou atirado aí como quem atira restos.
Sentiu a ardência de tolas lágrimas nos olhos.
Parecia um insulto terrível que seus assassinos o tivessem deixado aí dessa maneira: nu, degradado.

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Trilogia dos Príncipes
1- O Princípe Corvo
2- Principe Leopardo
3- O Príncipe Serpente
3.5- A Princesa de Gelo Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

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