20 de fevereiro de 2011

Série Guerreiros

3- A ROSA E O GUERREIRO

Quatro dos mais formidáveis guerreiros do clã MacTier caíram em uma armadilha no bosque.
Queriam acabar com o bando do Falcão, um grupo de foragidos que assaltavam e humilhavam aos membros de seu clã.
Estavam preparados para enfrentar homens fortes e bem armados.

Mas se deixaram capturar por um ancião e três jovens que mal podiam com o peso de suas espadas, chefiados... Por uma mulher!

Uma morte em combate era preferível a essa humilhação: as amarras, a prisão no destruído castelo do clã inimigo, despojados de suas armas...
Para proteger sua honra só restava tentar escapar...
Mas a fuga significaria mais morte, mais destruição, muito mais horror.

Nota da Revisora Silvana: Gostei muito dessa história, o mocinho já não é tãooo mocinho é um quase quarentão... Claro que não muda muita coisa dos jovens guerreiros, também tem toda aquela coisa da honra e da glória, porém, o cara tem uma sensibilidade! E que pegada! Hehe...
É uma história divertida, com flecha no traseiro e tudo... Com drama familiar, amigos verdadeiros e momentos hot, hot... Espero que gostem!

Capítulo Um

Terra altas da escócia verão de 1216

Cada passo que dava com sua montaria era uma agonia.
"Não é nada”, Roarke disse para si mesmo com severidade movendo seu peso para acalmar a dolorosa pressão sobre a coluna vertebral.
Mas a implacável palpitação nos músculos continuou num aviso incessante de que seu corpo já não desfrutava da dura elasticidade que outrora tinha conhecido.
Era um descobrimento amargo.
— Já é tarde. — Observou Eric, instigando seu cavalo a avançar junto a Roarke.
O guerreiro enorme de cabelo loiro estudou a luz moribunda. — Deveríamos acampar.
O outro meneou a cabeça.
Eric o olhou com seus penetrantes olhos azuis. Roarke devolveu o escrutínio de seu amigo com rígida indiferença.
— Como desejar — aceitou Eric, passado um momento encolhendo os ombros disse: — Só pensava nos cavalos.
— Avançaremos um pouco mais — resistiu ao impulso de trocar outra vez de posição, por medo de revelar sua fadiga. — Ainda podemos.
— É estranho que ainda não tenhamos visto sinal deles — comentou Donald enquanto esticava os braços com preguiça por cima da cabeça. Bocejou. — Possivelmente o famoso Falcão e seu encantador bando tenham mais vontade de se apresentar quando nós estivermos prontos para passar a noite.
É o que fizeram com os últimos homens que lorde MacTier enviou para capturá-los — resmungou Myles. O guerreiro cuspiu com desdém no chão. — Atacaram enquanto roncavam depois de ter golpeado os homens responsáveis pela guarda.
— Os despiram e roubaram os seus cavalos — acrescentou Eric. — Os idiotas tiveram que retornar a pé vestidos com uns ramos estrategicamente cobrindo seus corpos. Lorde MacTier ficou furioso.
— Isso não parece muito esportivo — Donald arqueou uma sobrancelha com perplexidade. — Uma coisa é roubar armas e objetos de valor, mas, para que o Falcão levaria suas roupas?
— Para humilhar a seus inimigos — Roarke foi incapaz de conter seu desgosto.
Era melhor matar a seu oponente, com rapidez e honra que despi-lo como se fosse uma criança e o enviar de volta a seu clã. — O Falcão e seus homens preferem a arma da humilhação ao corte limpo da morte. Se conseguirem que MacTier pareça um idiota, então outros clãs nos considerarão idiotas também. Por isso devemos esmagar esse bando de proscritos.
— Entretanto, MacTier quer que capturemos o Falcão com vida — murmurou Donald.
— Quer matar em pessoa o infeliz bastardo — explicou Roarke. Fazia meses que o Falcão era um espinho que supurava no traseiro do lorde, e sua paciência se esgotou. — MacTier também o necessita vivo para averiguar onde escondeu a fortuna que nos roubou.
— Para isso não faz falta que o arrastemos durante todo o trajeto até nossas terras. — A mão grande de Eric se fechou em torno do punho da pesada adaga que levava na cintura. — Bastará com que lhe arranquemos umas tiras de pele para que nos diga exatamente o que queremos saber.
— Nossas ordens são levá-lo vivo Eric - recordou Roarke. O guerreiro soltou a arma à contra gosto.
— Prefiro a batalha a esta tediosa caçada — se queixou com tom lúgubre. — No combate não tenho que escolher a quem mato e a quem mutilo.
— Por Deus, que reflexão tão inspiradora! — Exclamou Donald com uma risada. — Com certeza quando voltarmos a nossa casa você seduzirá a muitas donzelas formosas com sua galante filosofia.
— Deixo a sedução de donzelas para você. — Bufou Eric. — Tem o rosto bonito para essas tolices.
— Não é o meu rosto que ganha seus corações — afirmou Donald, embora com seus traços finos não se pudesse negar o atrativo que exercia sobre as mulheres.
— Simplesmente eu sei como relaxar a uma gentil donzela...

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Série Guerreiros
1- Guerreiro Lendário
2- Feiticeira
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Um comentário:

  1. Aglaer6:12 AM

    Bem, é um livro que conta a estória de uma mocinha sofrida, que luta para sustentar seu clã muito empobrecido, tão miserável, que ela praticamente não se alimenta para sobrar um pouco de comida para os outros.Ele é um guerreiro cansado de batalhas, que ao conhecer a mocinha e seu clã reflete e transforma as suas atitudes.
    Gosto da autora Karyn MonK e este livro segue o seu estilo. Tem uns dois momentos hots muito bons...Mas, o romance não é um dos meus favoritos, gostei mais de A Feiticeira, o livro anterior. De qualquer forma vale a pena lê-lo, depois deixe um comentário, para eu saber se vocês concordam comigo.

    Beijos

    ResponderExcluir

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