3 de abril de 2011

A Esposa Perfeita




A esposa perfeita tem de ser uma mulher bela, crédula e muito agradável, ou ao menos isso é o que pensava o conde Wyldewood.

Mas nesta intrigante história o protagonista se dá conta de que no matrimônio nada é o que parece…

Quando o conde de Wyldewood conhece Sabrina Winfield, acha que encontrou sua mulher ideal: uma mulher elegante, bonita e sofisticada que vai se encaixar perfeitamente nos seus braços.

E não há dúvida de que uma moça como Sabrina irá se comportar como uma mulher respeitável e vai deixá-lo ter toda a liberdade que precise, para ir, em busca dos seus próprios prazeres...
Mas sob a delicada beleza de Sabrina está a mulher mais obstinada e aventureira que o Conde já conheceu.
Ela não tem nada da mulher perfeita que ele tinha imaginado.
Logo, a única coisa que possa pensar para acalmar o espírito mordaz de sua esposa é o fim dos seus planos extravagantes, e não hesita em usar seus beijos, sua arma de sedução e tudo em seu poder para se tornar o marido perfeito.

Capítulo Um

1818
—Maldita seja. Sabrina Winfield murmurava em voz baixa enquanto olhava com desprezo a ofensiva papelada que se estendia ante ela.
De modo distraído golpeava os dedos sobre uma mesa de escritório de mogno puído, criando um tamborilo rítmico.
Estudava uma e outra vez os papéis que se amontoavam sobre a mesa, esperando encontrar algo, algo que fora importante.
Já sabia perfeitamente bem que aquilo era inútil.
As folhas de contabilidade e informe de investimentos retratavam uma imagem deprimente.
—Maldição. — gemeu, olhando rapidamente a porta fechada de sua biblioteca.
Não era conveniente que os serventes, ou pior ainda, sua filha, escutassem-na falar como uma mulher da rua.
Mas durante todos os anos que levava vivendo a vida correta que se espera de alguém com seu status social, nunca tinha encontrado nada tão satisfatório como uma boa maldição.
Em particular, é óbvio.
Sabrina voltou a dirigir a atenção aos documentos que se desdobravam ante ela. Ficavam os recursos suficientes para levar uma vida respeitável, embora um tanto austera.
Desgraçadamente, austeridade não era uma palavra que ela pudesse aceitar tão facilmente.
Tudo era culpa daquele idiota do Fitzgerald.
Deveria ter previsto o que aquele homem pequeno e com cara de porco que babava em suas mãos em lugar de acolhê-las.
Isso tinha resultado desastroso.
A razão pela que permitiu que ele se encarregasse de seus assuntos financeiros depois da morte de seu pai lhe resultava incompreensível.
Obviamente se deveu a um sentimento de lealdade equivocado.
O velho Fitzgerald tinha sido um homem com uma sólida cabeça para os negócios e muito ardiloso, além disso.
Esteve se ocupando discretamente de seus assuntos durante quase nove anos antes de seu inconveniente falecimento e tinha convertido seu investimento inicial em uma fortuna substanciosa, cômoda e inclusive excessiva.
E apesar de ser mulher, ele escutava suas sugestões e desejos.
Tinha aceitado consequentemente sua vista para as finanças.
Mas durante o ano que precedeu a sua morte, o louco de seu filho reduziu drasticamente seus recursos até deixá-los refletidos na mísera contabilidade que agora descansava diante dela.
Uma voz azucrinando em algum lugar de sua mente apontava que possivelmente não fora toda a culpa do filho do Fitzgerald.
A princípio ela teve mão dura com seus investimentos, como de costume, mas depois tinha reduzido a atenção.
Com inapetência admitia que não tinha estado tão atenta como deveria.
Distraiu-se com o período de apresentação em sociedade de sua filha.
Temporada em que tinha desperdiçado muito mais tempo do que tivesse sido prudente. Mesmo assim, pensava ela obstinadamente, tinha sido um dinheiro bem gasto.
Belinda merecia o melhor.

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4 comentários:

  1. Oi Gente!!!

    Se vocês repararem, as postagens novas tem dois links, mas as antigas que tem o "livrinho" a maioria delas não aparece a foto, mais o link está lá, se clicar em cima do "X", da foto que nã aparece verá que o link está lá.

    Bjs

    ResponderExcluir
  2. Anônimo9:38 AM

    Adoro seu blog!
    Gosto muito de romances históricos, principalmente das edições mais antigas.

    ResponderExcluir
  3. Anônimo3:45 PM

    oi jenna boa noite, tentei baixar o livro e da que o link foi deletado vc poderia consertar
    bjs

    ResponderExcluir
  4. Anônimo5:17 PM

    obrigada por consertar
    bjs

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