24 de dezembro de 2011

A Vidente

 Irmãs Wherlocke






Não se pode prever uma grande paixão...e amar era sempre arriscado

"Chloe suspirou e entrou na casa.

- É assim que tudo começa. 
- Sim, minha criança. 
É assim que tudo começa." 

A História: A família Wherlocke era especial. 

Cada um de seus integrantes possuía uma habilidade, e a de Chloe era prever o futuro. 
E foi uma dessas premonições que mudou completamente o seu futuro. 
Com uma visão, ela encontra sua irmã morrendo ao dar a luz a uma criança. 
Isso a faz encontrar um outro bebezinho abandonado, filho de uma mulher inescrupulosa e um conde. 
Por amor, ela leva a criança para casa, criando um plano com sua família para proteger a criança e o pai. 
Anos depois, após uma premonição, ela acaba salvando a vida de Lorde Julian Kenwood, e lhe apresenta seu filho que ele pensava estar perdido. 
Uma paixão entre os dois acaba se tornando inevitável.
Mas será preciso muito mais do que apenas as visões de Chloe para mantê-los a salvo das tramas diabólicas de pessoas que querem toda a herança de Kenwood.  

Capítulo Um


Londres, Outono de 1788

Lutando para se manter em pé, Julian Anthony Charles Kenwood. 
O nono Conde de Colinsmoor, saiu do bordel para a noite fria e úmida de Londres. 
No entanto, relembrar-se de quem ele era não ajudou muito a recuperar o equilíbrio. 
A sua importância social não endireitou as costas, estabilizou as pernas ou limpou o espesso nevoeiro que tomava conta da sua mente, causado pelo excesso de bebida. 
Ele rezou para que conseguisse chegar ate a carruagem, que estava estacionada a uma distancia discreta. 
Embora fosse fato que estava demasiado bêbado para se divertir com uma das moças da Sra. Button, ele tinha imaginado que conseguiria, pelo menos, caminhar para sua carruagem. 
Mas já não tinha tanta certeza disso.
Pisando cuidadosamente, um passo de cada vez, ele caminhou na direção da carruagem. 
Um barulho a direita atraiu a sua atenção, mas, ao se virar para espiar nas sombras, ele sentiu uma dor aguda na lateral do corpo. 
Às cegas, saiu de lado, satisfeito ao ouvir um grito de dor e uma blasfêmia. 
Julian labutava para conseguir sacar a pistola do bolso, quando notou uma sombra imensa avultando na sua direção.
Viu então o brilho de uma lamina se aproximando do seu peito e se esquivou para a esquerda. Soltou um grito quando a faca fez um corte profundo no seu ombro direito. 
Uma pilha de barris podres cheirando a peixe impediu, de uma maneira um tanto dolorosa, que ele caísse para trás.
Justamente quando pensou que seja lá quem estivesse tentando matá-lo de fato poderia obter sucesso, outra sombra surgiu. 
Era bem menor e pulou da densa escuridão para aterrissar justamente sobre as costas do seu agressor. Julian sentia-se cada vez mais fraco. 
Finalmente, sacou a pistola do bolso, mas acabou percebendo que não estava conseguindo enxergar com clareza suficiente para atirar contra o homem que o apunhalara. 
Para completar, a pistola parecia muito pesada para ele segurar. Se era alguém em seu socorro, temeu que tivesse chegado tarde demais.
Chloe segurou firme enquanto o homem que tinha esfaqueado o conde fazia o que podia para tira-la de cima das costas. 
Ela desferia socos contra a cabeça do sujeito ignorando as inúteis tentativas que ele fazia para segura-la - enquanto ela esperava pela ajuda de Todd e Wynn. 
No momento em que eles chegaram, ela largou das costas do homem e deixou que os homens grandalhões de Leo assumissem a briga. Cada vez que ouvia o som dos punhos acertando a carne, seu rosto delicado se contorcia.
Quando ouviu algo que soou muito mais dolorido do que os seus socos acertando uma cabeça muito dura, ela correu para o lado do conde.
Ele não se parecia muito com o elegante cavaleiro que ela tinha visto vez ou outra ao longo dos últimos três anos. 
Não apenas porque as suas roupas elegantes estavam um desastre, mas também porque fedia a bebida barata, mulheres da vida, peixe e sangue. 
Chloe apanhou a pistola da mão hesitante, colocou-a ao lado, e então, com tiras arrancadas do saiote, ela enfaixou os
ferimentos do conde do melhor jeito que pode. Rezou para que conseguisse estancar o sangramento ate que pudesse levá-lo para a casa de Leo e Gaidar para cuidar adequadamente dos ferimentos.
— Preciso dele vivo — Julian disse sua voz fraca e rouca de dor. 
— Preciso fazer perguntas..
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 2- A SENSITIVA





Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas.

Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. 


Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel.

A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. 
Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. 
Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. 
Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais 

Capítulo Um 


Londres, Outono de 1788. 

Ter uma faca apontada para o pescoço pode fazer uma pessoa enxergar  com mais clareza a opinião que tem sobre a própria vida, Penélope concluiu. 
Ela permaneceu imóvel enquanto o homem corpulento, um tanto fétido, que a segurava de modo desajeitado ajeitava sua posição. 
De repente, toda a raiva e todo o ressentimento por ter sido tratada por suas meias-irmãs como se ela não passasse de uma mera criada pareceu insignificante, um problema sem importância. 
É claro, isto podia ser alguma forma de castigo cósmico por todas as vezes que desejou mal para suas meias-irmãs, ela pensou quando o homem a ergueu o suficiente para que seus pés saíssem do chão. 
Um dos dois comparsas do homem amarrou seus tornozelos de um modo semelhante ao que prendeu seus pulsos. 
Seu raptor carregou-a para um beco escuro que cheirava tão mal quanto ele. 
Poucas horas antes, apenas ela havia visto Clarissa saindo para um passeio de carruagem com seu futuro noivo, Lorde Radmoor. 
Espiando da janela quebrada do seu quartinho no sótão ela tinha, incontestavelmente, nutrido o desejo perverso de que Clarissa tropeçasse e caísse sobre o monte de estrume próximo às rodas da carruagem. 
Penélope achou, no entanto, que ser levada por um bandido armado à faca e seus dois comparsas grandalhões fosse uma punição um tanto severa para um desejo infantil nascido da inveja. 
Ela, afinal, nunca desejara que Clarissa morresse o que Penélope temia ser seu destino.
Penélope suspirou e admitiu com tristeza que era parcialmente culpada pela sua atual situação de apuro. 
Tinha passado muito tempo com seus meninos. Até mesmo Paulinho a apressara para que ela não voltasse para casa no escuro. 
Era embaraçoso pensar que um garotinho de cinco anos tinha mais bom-senso do que ela. 
Ela deixou escapar um suave gemido de dor, emudecido por uma mordaça imunda, quando seu raptor tropeçou e a fria lâmina arranhou sua pele. 
Por uma fração de segundo, o medo que ela lutava para controlar inflou dentro de seu corpo com tanta força que ela achou que fosse desmaiar. 
O calor de seu sangue penetrando pelo decote do vestido só intensificou ainda mais o temor. Levou alguns minutos para que conseguisse agarrar algum fiapo de calma ou coragem. 
A noção de que seu sangue estava fluindo muito lentamente para que seu pescoço tivesse sido de fato cortado ajudou a controlar o pânico crescente. 
— Tem certeza de que não podemos tirar ao menos uma lasquinha, Jud? — Perguntou o maior e o mais peludo dos comparsas do seu raptor. 
— Ordens são ordens — respondeu Jud enquanto ajeitava a faca sobre o pescoço dela. 
— Uma lasquinha vai custar mais do que o que ela vale. — Nenhum de nós vai abrir a boca, e a belezinha não vai poder dizer nada. 
— Não vou permitir que você arrisque. Ela pode reagir e isso deixa hematomas. As marcas dirão tudo e aquela vadia da Sra. Cratchitt vai perceber. E depois não vai querer nos pagar por este servicinho noturno.
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Irmãs Wherlocke
1. A Vidente
2. A Sensitiva
3. A Intuitiva
4. O Escolhido

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7 comentários:

  1. Mas elas não são irmãs????
    Nos livros são apenas parentes....
    Queria entender

    ResponderExcluir
  2. Olá, adorei os livros,porém elas não são irmãs, fiquei ansiosa para rever os personagem da vidente porem eles não apreceram. Principalmente o Duque.

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  3. Anônimo3:54 PM

    Ola, gostaria de ler O Escolhido, mas gostaria de saber se e necessario ler os livros da serie anteriores.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este é o último, eu começaria pela Vidente,

      bjs

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  4. Adorei estes livros. Li os 4, muito bom.

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  5. Vi alguns outros dessa saga Wherlockes, If he's noble, If he's daring, If he's tempted, queria saber se tem eles traduzido aqui ou mesmo a intenção de ser traduzido?

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    Respostas
    1. Olá, são só os quatro na Série, os outros da lista na página da autora não faz parte das Irmãs Wherlockes. bjs

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Oiiiiii...Não vai sair sem deixar um comentário vai?

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AVISO IMPORTANTE: Nunca sabemos qdo um ebook vai ser lançado, somente no dia do lançamento no grupo, então nunca temos previsão! bjs
Jenna

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