25 de novembro de 2012

Desejo nas Terras Altas

Clã MacKinloch 
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Ele vai exigir a noite de núpcias que jamais tiveram!

Bram MacKinloch passou sete anos, longos e torturantes, em cativeiro. 
Durante esse tempo, apenas três pensamentos o faziam resistir: cultivar sua força bruta, alimentar a sede de vingança e manter viva a memória do belo rosto de sua noiva. 
Ao rever seu marido após tanto tempo, Narnia ficou totalmente paralisada pelo choque de um encontro inesperado. 
As cicatrizes sobre o corpo de Bram revelavam o quanto sofrera em cativeiro, enquanto a fome em seus olhos provocava chamas de desejo. 
Porém, muitas. coisas mudaram desde seu inocente casamento... 
Os guerreiros do clã MacKinloch estão sempre prontos para lutarem até o fim... pela sua terra... e pelos seus amores! 

Capítulo Um 

Ballaloch, Escócia, 1305 
Bram MacKinloch não conseguia se lembrar da última vez em que comera ou dormira. Estava tomado pelo entorpecimento, e tudo o que conseguia fazer era continuar andando. 
Ficara aprisionado na escuridão por tantos anos que esquecera como era sentir o sol na pele. 
A luz o cegava, forçando-o a manter os olhos no chão. 
Deus todo-poderoso, nem se lembrava de há quanto tempo estava correndo. 
A exaustão lhe nublava a visão, e nem mesmo sabia quantos soldados ingleses o perseguiam ou onde estavam agora. 
Ficara distante do vale e permanecera nas colinas, sob os abetos que o escondiam. 
Suas roupas e seu cabelo ficaram ensopados depois que atravessara um rio a nado para impedir que os cães seguissem seu cheiro. 
Mas não se lembrava mais se houvera cães, as sombras lhe tomavam a mente até não conseguir mais distinguir entre a realidade e os pesadelos. 
Continue correndo, ordenou a si mesmo, não pare, não agora. Escorregou enquanto cruzava o topo da colina e caiu. Antes de se levantar, prestou atenção aos sons de seus perseguidores. Nada. 
O silêncio se estendia pelas Highlands, rompido apenas pelo canto de pássaros e insetos. 
Segurou um punhado de grama e usou o gesto como uma alavanca para recuperar o equilíbrio. 
Depois de se levantar, girou lentamente num círculo para olhar para todas as direções. 
Do alto da colina, não via ninguém, apenas a imensa extensão das montanhas ásperas e verdes e as nuvens no céu. Liberdade. 
Bebeu a vista, saboreando o ar livre e a terra de que sentira tanta falta nos últimos sete anos. Embora estivesse longe de casa, estas montanhas lhe eram familiares como velhas amigas.
Bram descansou por um momento e esperou a respiração voltar ao normal, Devia se sentir grato por ter conseguido fugir do cativeiro, mas a culpa não permitia. 
Seu irmão Callum ainda estava prisioneiro naquele lugar esquecido por Deus. Que ele esteja vivo, Bram rezou, que não seja tarde demais. 
Libertaria Callum mesmo se precisasse vender sua alma, especialmente depois do preço que pagara pela própria liberdade. Começou a se mover para o oeste, em direção a Ballaloch. 
Se mantivesse a mesma velocidade, seria possível chegar à fortaleza em menos de uma hora. Não estivera lá em anos, desde seus 16 anos de idade. 
Os MacPherson lhe dariam abrigo, mas se lembrariam dele ou o reconheceriam? Um vazio gelado lhe tomou o peito e roçou os dedos sobre as cicatrizes nos pulsos. 
Os dias sem nenhum descanso haviam cobrado seu preço, fazendo suas mãos tremerem. 
O que não daria por uma noite sem sonhos, uma noite em que sua mente não o atormentasse. 
Mas um sonho deveria permanecer: o da mulher em quem pensara todas as noites dos últimos sete anos. Nairna. Apesar dos pesadelos do cativeiro, mantivera sua imagem fixa na mente. 
Seus olhos verdes, o cabelo castanho que lhe chegava à cintura. 
A maneira como sorria para ele, como se fosse o único homem que jamais quisera ou quereria. 
Uma sensação de pesar o abalou enquanto pensava no que havia acontecido com ela durante todos aqueles anos. Passara a odiá-lo ou o esquecera? 
Devia estar diferente agora, mudada, como ele. Depois de tantos anos perdidos, não esperava que ela sentisse nada por ele. 
E, embora jamais tivesse sido sua vontade deixá-la para trás, o destino o arrastara por outro caminho. Levou um dedo até a barra da túnica e tocou a pedra familiar que mantivera escondida na bainha. 
Em todos aqueles anos, quase desgastara completamente a pequena pedra achatada. 
Nairna a dera a ele na noite em que partira para lutar contra os ingleses. 
Tantas vezes segurara a pedra durante seu cativeiro, como se pudesse chegar a Nairna por meio daquele toque. 
A imagem dela o afastara da loucura, como um anjo segurando-o para impedir que mergulhasse no inferno. Dera-lhe um motivo para viver, uma razão para lutar. 
O pesar lhe encheu a alma, já que não era realista imaginar que esperara por ele. Depois de sete anos, provavelmente já esquecera as lembranças... 
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*Editora
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Um comentário:

  1. Anônimo11:02 AM

    Gosto muito de livros sobre as histórias da Escócia.

    ResponderExcluir

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Jenna

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