2 de abril de 2017

A Donzela Guerreira


A Dama e o Guerreiro!

Thrand, o Destruidor, só tinha uma coisa em mente: acertar as contas com o passado! 

Contudo, ao conhecer a bela lady Cwenneth de Lingwold, esse implacável guerreiro passa a sonhar em ter um lar e uma esposa amorosa. 
Cwen também está em busca de justiça, mas sabe que a frágil aliança que formara com Thrand só irá durar enquanto tiverem um inimigo comum. 
A menos que consigam deixar o desejo de vingança para trás e fujam rumo a uma nova vida. Juntos!

Capítulo Um

Verão de 876 — perto da fronteira entre a Nortúmbria, controlada pelos vikings, e a Bernícia, controlada pelos anglo-saxões
— PARAMOS de novo. Quantas vezes estas rodas ainda vão atolar na lama? Talvez tivesse sido melhor esperar até que as chuvas da primavera dessem uma trégua. — Lady Cwenneth de Lingwold espiou pela janelinha da carruagem. — Esta viagem a Acumwick está levando o dobro do tempo por causa de todas as paradas que os homens de Hagal, o Ruivo, insistem em fazer. É um atraso após o outro. Prefiro evitar hostilidades a ser uma desculpa para eles.
A nova criada ergueu o rosto.
— Você está tão ansiosa assim para se casar com Hagal, o Ruivo? Só soube da reputação insípida dele há algumas noites. E como seu irmão a ameaçou a se casar.
Cwenneth pressionou os lábios e sentiu cócegas no nariz ao aspirar a fragrância das ervas que Agatha estava socando para acabar com o cheiro de mofo da cabine contígua da carruagem.
— Falei antes da hora, Agatha. Não precisa me lembrar.
— Só estou falando — disse a criada, espremendo mais ervas de cheiro forte em um pote de cerâmica. — Algumas pessoas…
Cwenneth preferiu ajeitar a gola de pele do casaco a dar uma resposta afiada. Discussões podiam gerar inimigos. E ela precisava mais do que nunca de amigos e aliados agora que iria morar em terras estrangeiras com pessoas conhecidas pelas barbaridades e crueldades que praticavam.
O casamento dela com o novo jarl nórdico de Acumwick garantiria ao irmão e ao povo de Lingwold a paz depois de anos de guerra. Como parte do acordo nupcial, Hagal, o Ruivo, concordara em proteger Lingwold contra Thrand, o Destruidor, o selvagem que nutria o gosto de matar por matar e já havia levado muito ouro do vilarejo. O irmão de Cwenneth assinara o acordo nupcial quando Hagal prometeu levar a cabeça de Thrand até ele.
— Você está séria assim por estar infeliz?
Cwenneth apressou-se em mudar a expressão do rosto para uma mais alegre.
— Estou ansiosa para começar uma vida nova. Será um novo começo depois da tristeza dos últimos anos — disse ela, pois era a única coisa que achava positiva daquela união e que poderia compartilhar com Agatha.
Se ela não quisesse se casar com Hagal, o Ruivo, teria de ir para um convento que o irmão escolhesse e se resignar a uma vida num cubículo, sem dote, sem nenhuma perspectiva boa de futuro, a não ser trabalho árduo pelo resto de sua existência.
— Você conseguirá o que quer se agradar seu novo mestre e lorde. É fácil se souber como fazer. — Agatha abriu um sorriso malicioso e colou as costas ao assento, exibindo os seios grandes. — Os homens são criaturas simples, fáceis de se agradar. Você entende o que estou falando, não é?
Cwenneth olhou para o próprio corpo, comparando o corpo longilíneo e com poucos seios com o da criada. Tomara que Hagal, o Ruivo, gostasse de mulheres magras.
— A viagem iria durar uma semana. Agora, por causa desta chuva incessante, está levando o dobro do tempo. — Cwenneth franziu o cenho.
Seria ótimo que começasse logo a estação mais seca, assim as viagens seriam mais rápidas. O que aconteceria se o casamento não fosse formalizado? Será que Hagal, o Ruivo, cumpriria a promessa de proteção? Será que ele acabaria com as ameaças de Thrand, o Destruidor?
— E se Hagal levar o atraso como um insulto?
— Estou certa de que choveu em Viken, de onde ele vem. Ele vai entender. — Agatha soltou uma risada seca e continuou a socar as ervas. — Lá no Norte eles apreciam muito uma mulher bonita. Hagal, o Ruivo, deve estar impaciente com a demora. Dizem que ele tem muito vigor na cama.
O cheiro forte das ervas deixou Cwenneth enjoada e com dor de cabeça.
— Detesto viajar numa carruagem. Não aguento tantos trancos e balanços. — Ela mudou de assunto propositalmente. Já havia ouvido falar das proezas sexuais de Agatha e que a cunhada a havia surpreendido na cama com seu irmão. Para disfarçar mais, esticou o pescoço a fim de enxergar mais alguma coisa da janelinha, mas só viu árvores desfolhadas com os galhos à mercê do vento.
— Se eu estivesse viajando com meu irmão, ele me deixaria andar um pouco, mas os homens de Hagal não querem nem falar no assunto. As coisas vão mudar bastante depois do casamento.
— Tenho certeza que sim.


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