19 de fevereiro de 2018

Doce Inimizade

Série Doce Londres
Lady Elizabeth Albrigth está de volta a Londres depois de ter crescido na França, após o falecimento de sua mãe. 

Recém apresentada em sociedade, o seu pai, o marquês de Ardem, espera que consiga um bom matrimônio. 
No entanto, ela não tem intenção de escolher um marido, muito menos de casar-se.
Decidida a retornar ao povoado onde foi criada por sua avó materna, Lizzy deve resignar-se a passar uma aborrecida temporada social e tolerar ser oferecida, qual mercadoria, no mercado matrimonial. Lorde Nicholas Bladeston, Duque de Stanton, é famoso por ser um solteiro contumaz. 
Resolvido a manter-se longe dos bailes e eventos sociais, evita mães casamenteiras e debutantes virgens.
Mas quando um assassino começa a atingir alvos aristocráticos, é-lhe atribuída uma missão real: deverá aventurar-se nos salões londrinos para tentar descobrir o homicida e possível traidor do rei, e assim frustrar seus planos.
Seus caminhos cruzar-se-ão e juntos mergulharão no perigoso mundo da espionagem, cheio de traições, mentiras e morte. E enquanto tentam sobreviver, perderão os seus corações para a paixão e para o amor.


Capítulo Um

"O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males"
Nicholas Bladeston, nono Duque de Stanton, deixou docemente o jornal sobre a mesa do café da manhã, pensativo.
Há algum tempo, a sua natureza curiosa tinha captado uma série de feitos _ assassinatos de homens pertencentes ao mundo elegante, mais precisamente. As vítimas foram achadas em diferentes becos dos piores lugares de Londres. Mas o mais curioso era que todos tinham morrido de uma mesma maneira _ de um único e certeiro tiro. As autoridades, ao que parecia, pensavam que existiam indícios suficientes para acreditar que eram feitos isolados. 
Mas ele não estava de acordo; muitas coincidências e muitos buracos nas investigações de cada feito alimentavam as suas dúvidas. Sem contar que nenhum dos mortos frequentava os lugares onde tinham sido achados os seus corpos; não havia testemunhas, nem mais pistas, tudo era muito turvo e ele estava certo de que as autoridades escondiam alguma coisa.
Como os assassinatos continuavam, Nicholas decidiu entrar em contato com uma pessoa de confiança do rei e averiguar se as suas suspeitas eram corretas. O que descobriu o deixou estupefato. Não só eram corretas as hipóteses da conexão entre as mortes, como também todas as vítimas estavam, de alguma maneira, envolvidas no contrabando que acontecia entre a França e a Inglaterra. 
Esse mesmo incluía tanto armas, como mercadorias e o negócio mais perigoso – a venda de informação.
Por isso, imediatamente, marcou um encontro com o Ministro da Guerra – antes tinha trabalhado para ele passando informação e dados úteis. 
O ministro lhe confiou que estavam atrás de uma pista de espionagem e possível traição ao Rei Jorge. Além disso, aparentemente, alguém se tinha precavido disso e o cabeça da organização tentava encobrir o seu rastro eliminando os seus membros mais expostos.
A segurança britânica tinha a certeza de que o assassino, e possível traidor era nobre, alguém localizado no coração da nobreza, com as melhores conexões, o que lhe permitia estar sempre um passo à frente. Por isso, ofereceu-se para ficar à disposição da coroa e usar o acesso e os benefícios que o seu título de duque lhe outorgava para tentar desmascarar o traidor e descobrir os seus planos.
A porta da sala de jantar se abriu e apareceram a sua mãe ― a duquesa ― e sua irmã mais nova. 
Não pareciam ter sequelas de ter retornado a altas horas da noite, logo depois de terem assistido a outro interminável baile. Sua irmã, que acabava de ser apresentada em sociedade e que ― pelo que tinha escutado ― já causava sensação entre a população masculina, olhou-o e arqueou uma dourada sobrancelha.
— Brincando de detetive outra vez, irmãozinho? ― A risada lhe dançava nos olhos.
— Bom dia, mãe — disse Nicholas ficando de pé —. Está radiante como sempre, irmã — disse, fazendo uma inclinação com a cabeça.
Sua irmã lhe mostrou a língua, brincalhona, e depois agarrou um prato para ela e para sua mãe. Com um sorriso, Nicholas voltou a sentar-se. «Para alguém tão magro, a minha irmã tem um considerável apetite», pensou enquanto a observava servir-se. Certamente as velhas matronas da alta sociedade escandalizar-se-iam se soubessem que pessoas de sua posição se serviam de comida sem chamar os lacaios. Mas desde que tinha memória tinha sido assim. Seu pai, o antigo duque, não lhes tinha dado uma educação muito ortodoxa. 
O duque gostava de tomar o café da manhã em família e que se servissem eles mesmos. Inclusive lhes ensinou a montar sem sela. Ele mesmo se ocupou de ensinar-lhes a escrever, ler, pescar, nadar e até dirigir uma carruagem. A sua prematura morte os tinha destroçado. A sua ausência ainda lhe doía. Sacudiu a cabeça; deveria fazer como a sua mãe, que o recordava com alegria e riso. Ela tocou-lhe no braço, tirando-o de seus melancólicos pensamentos.
— Filho, está bem? ― Levo horas falando e você só me olha como um peixe moribundo. — «O exagero, evidentemente, é um traço familiar», pensou Nick.
— Sinto muito, sempre me agradou a vida marinha, já sabe —disse sorrindo.
A risada de Clarissa ressonou no cômodo; a sua mãe a fulminou com o olhar e depois lhe beliscou o braço. O seu sorriso se transformou em uma careta dolorida. Queixou-se em voz alta e murmurou:
— Perdão, mãe, o que dizia?
— Contava-lhe do grande baile que se celebrará esta noite. Será o acontecimento da temporada; todo aquele que se considera alguém assistirá.
Nicholas sabia aonde queria chegar. A seus vinte e oito anos já era perito em evitar tediosas festas, onde estaria rodeado de virgens ruborizadas, debutantes vestidas de branco e, o pior, de mães e damas de companhia ávidas para caçar um título. Isso sem contar com os cavalheiros desejosos de cair em suas boas graças, com óbvias intenções de ascender à seu volumoso bolso. A mera visão disso o aterrava; podia passar sem esse grande acontecimento. Olhou para sua mãe, que o observava expectante, enquanto a sua irmã parecia adivinhar os seus pensamentos.
— É óbvio, mãe, que pode assistir. Se quiser algum acessório para o seu vestuário, não tem mais que dizer... — Ela o interrompeu com um gesto.
— Oh, por favor! 



Série Doce Londres
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3 comentários:

  1. Muito bom !!! Eu recomendo 😍😍

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  2. Anônimo4:13 AM

    Queria um duque apaixonado desses para mim...

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  3. Zora Almeida8:51 AM

    Gostei muito do início desse livro. Como o casal se conheceu, como discutiam, me diverti muito lendo o jogo de palavras deles dois.
    Também adorei como o mocinho se assumiu logo apaixonado. Muito bacana. Quer dizer, ele não se apaixonou primeiro pela beleza dela, mas pelo caráter e fibra. Gostei muito disso. Foi tão coerente que nem estranhei como ele caiu de amores por ela rapidamente. "O que esse canalha está fazendo com a minha mulher??" Morri nessa hora S2 S2

    Contudo... O que foi o desenrolar pro final do livro?? A cena do cavalo... Tosca. Ao meu ver, um clichê sem sentido. Aquele sequestro de mentira dela, eu definitivamente não gostei. Eu ia matar se algum cara fizesse isso comigo Hahahahahahaha

    Enfim, gostei da personalidade dos dois. Mas o desenrolar do livro foi muito fraco, na minha opinião. Parecia que a autora queria trazer uma emoção atrás da outra, mas algumas coisas ficaram toscas e sem lógica.

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