1 de maio de 2016

Rumores na corte

Série Casamentos Reais



Uma aliança duvidosa...

Lady Cecily despreza os reféns franceses mantidos na corte. 
Tratados como convidados de honra, não passam de escroques no jogo de sedução. 
Pior: Cecily teme que a princesa seja corrompida. Fadigado pela guerra, tudo o que o cavaleiro Marc de Marcel deseja é voltar para casa. 
Descrente de que seu resgate será pago um dia, ele faz um acordo arriscado com a tentadora Cecily. 
Marc manterá a princesa a salvo, se Cecily o ajudar a fugir. 
Um pacto que abrirá caminho para o escândalo!

Capítulo Um

Smithfield, Londres — 11 de novembro, 1363
Mon dieu, como essa ilha é fria.
O vento gélido afastou o cabelo da testa de Marc de Marcel e penetrou na cota de malha pela gola. Ele deu uma olhada para os cavaleiros do outro lado do campo, imaginando qual seria seu oponente e quem enfrentaria seu amigo francês.
Bem, não faria nenhuma diferença.
— Derrubarei qualquer um do cavalo — murmurou ele.
— O código de conduta dita que a luta deve consistir de duas partes, a primeira com três golpes com a lança — disse o lorde de Coucy — , a segunda com três golpes com a espada. Só então o vencedor será declarado.
Marc suspirou.
Era uma pena as justas terem se tornado tão enfadonhas. Ele bem que gostaria de matar outro maldito inglês.
— Isso é desperdiçar a força do cavalo, e a minha.
— É melhor não ofender aqueles que nos capturaram, mon ami. Se cooperarmos, nossa estada aqui será bem mais tolerável.
— Somos reféns. É impossível tornar nossa estada tolerável.
— Ah, as damas têm esse poder. — De Coucy inclinou a cabeça na direção da arquibancada. — Elas são très jolie.
Marc olhou na direção das damas, sentadas à direita do rei Eduardo. Impossível de distinguir uma da outra. A rainha devia ser aquela vestida com uma capa lilás com bordas de pele, enquanto as outras vestiam tons similares de violeta e cor de canela, pareciam um borrão colorido... com uma exceção.
Uma dama de cabelo escuro adornado com um arco de ouro olhou na direção dele com os braços cruzados e o cenho franzido. Mesmo à distância, ele reconheceu que ela estava tão aborrecida quanto ele, como se estivesse desprezando tudo e todos.
— Bem, o sentimento é mútuo.
Marc deu de ombro. Les femmes Anglaise não eram de sua conta. Havia dois outros monarcas visitantes ao lado do rei inglês Eduardo, supervisionando a liça do torneio.
— Quero impressionar les rois e não as damas.
— Ah, um cavaleiro sempre tenta impressionar as damas — disse o amigo de cabelo escuro, com um sorriso. — Essa é a melhor forma de espantar os homens delas.
Marc se encantara com a habilidade daquele jovem, Enguerrand, lorde de Coucy, em matar o inimigo com um machado; ele era igualmente competente em entoar umachanson para as damas em seguida. Marc o tinha ensinado a lutar, mas não a cantar.
— Como é que você consegue cumprimentar e sorrir para seus captores?
— Isso é para manter a honra da cavalaria francesa, mon ami.
Enguerrand estava falando em preservar a ideia de que os cavaleiros cristãos viviam de acordo com o código de conduta. E Marc bem sabia que era uma falácia. Os homens falavam em fidelidade aos princípios, mas faziam o que bem entendiam.
— A honra francesa morreu em Poitiers.
Durante a Batalha de Poitiers, os comandantes franceses, inclusive o filho mais velho do rei, fugiram covardemente, deixando o monarca para lutar sozinho.
Enguerrand balançou a cabeça.
— Não lutamos mais por isso.
Mas Marc lutava ainda, apesar de a guerra já ter terminado e a trégua, assinada. Ele era refém dos les Anglais, preso naquele lugar estrangeiro gelado. O ressentimento chegava quase a estrangulá-lo.
O arauto interrompeu os pensamentos dele ao dar as ordens aos dois grupos. Enguerrand lutaria primeiro contra o maior cavaleiro do grupo oponente. Pelo menos seria uma luta digna contra o inimigo.
Para ele sobrara um rapaz mais novo. Se não tomasse cuidado, ele seria capaz de matá-lo. Qual seria seu humor de hoje? Estava cuidadoso?
Por todos os santos, como está frio!
Lady Cecily, condessa de Losford, percebeu sua respiração se condensar enquanto olhava para o campo do torneio. A liça estava enfeitada com bandeirolas e faixas vermelhas, azuis, douradas e prateadas. A festa de cores se estendia também às capas dos cavaleiros e aos paramentos dos cavalos. Era um espetáculo digno da realeza. Eduardo III reinava com toda a majestade depois da vitória contra a França.
Cecily ergueu o queixo, esforçando-se para manter a postura digna de sua posição.
É o seu dever.
Ela ainda ouvia a voz dos pais na memória.
— Não é, Cecily?
Ela olhou para Isabella e imaginou o que a filha do rei devia ter dito. A princesa estava acompanhada por outras seis damas. Mas era ela que sempre se distraía.
— Estou certa de que tem razão, milady. — Esta era sempre uma boa resposta.
— É mesmo? — A princesa sorriu. — Achei que você não ligasse para os franceses.
Cecily suspirou. Isabella adorava brincar quando percebia que ela estava distraída.
— Lamento, mas eu não estava ouvindo.
— Eu disse que os franceses parecem ferozes.
Cecily acompanhou o olhar da princesa. Do outro lado da liça, havia dois franceses montados em seus cavalos, ainda sem o elmo. Um deles ela nunca tinha visto. Era um cavaleiro alto, louro e esbelto. Tal qual um leopardo. Uma fera que podia matar alguém com um salto.
— Ele é bonito, você não acha?
Cecily corou, envergonhada por Isabella ter percebido que ela olhava para o refém francês.
— Não gosto de homens de cabelo claro.
Isabella não escondeu o sorriso.
— Estou falando do moreno.










Série Casamentos Reais
1 Segredos da Corte
2 Rumores na corte
Série Concluída

28 de abril de 2016

Casamento Alquímico

Série Guardiões

Sir Adam Macrae passou um ano na Torre, acorrentado em ferro e condenado pelo seu apoio a Maria, Rainha dos Escoceses. 

Adam é um poderoso mago que pode controlar o tempo, e o ferro o priva de seu poder.
Para sua surpresa, um dia Mestre John Dee, o mago da corte de Elizabeth, lhe pede que conjure uma poderosa tormenta para afundar a frota espanhola. 
Adam odeia os espanhóis, mas odeia ainda mais os ingleses, e se nega. 
Dee o apresenta a Isabel de Cortes, uma maga de ascendência espanhola, que tem motivos para odiar seu país ancestral.
Quando Adam usa o cristal de vidência de Isabel e vê o que pode acontecer com sua amada Escócia, se compromete a provocar a tormenta, mas um ano acorrentado drenou seu poder. 
No entanto, Isabel é uma mulher forte que junto com Adam pode ser capaz de reunir a energia necessária para pôr fim a Armada, se é que podem desenvolver a confiança exigida para cooperar entre si.

*este deu origem a trilogia

Capítulo Um

Torre de Londres, julho de 1588
Mesmo que as celas fossem espaçosas e estivessem mobiliadas como correspondia a um prisioneiro de nível, as frias paredes de pedra estavam saturadas com a dor e a morte. Sir Adam Macrae caminhou por sua prisão, sacudindo os grilhões e se perguntando se seria concedido a ele a formalidade de um julgamento antes de ser executado. Ou seria mantido para sempre ali, apodrecendo no silêncio enquanto seu espírito e seu corpo definhavam?
A grossa porta rangeu ao ser aberta. Se virou com cautela, sabendo que não era a hora da entrega dos alimentos. Sua expressão se endureceu a entrada de dois homens com capas escuras e capuz. Assim que a Rainha Virgem e seus conselheiros tinham escolhido silenciá-lo, assassinando-o ao invés de se arriscar a decapitar um escocês proeminente.
Bem, por Deus, não seria derrubado sem uma luta. Se apoderou do pedaço da corrente que conectava suas algemas. Ainda que o detestável ferro reduzisse seu poder, os pesados elos seriam uma arma aceitável.
O mais alto dos homens tirou o capuz, revelando uma longa barba branca e um olhar penetrante. Era John Dee, o bruxo da rainha.
Macrae recobrou o fôlego. Dee tinha verdadeiro poder, assim como influência com a Rainha, mas não seria enviado ali para realizar um simples assassinato.
— Achei que vivia no continente, Mestre Dee. Me disseram que talvez terminasse seus dias na Boêmia, onde seu trabalho é muito valorizado.
Dee lhe deu um pequeno sorriso seco.
— Oficialmente, ainda estou na Boêmia, mas minha rainha me necessitava para uma grande crise que se aproxima.
— Inglaterra está em perigo? Esplêndido. — Macrae aplaudiu, as argolas tilintaram — Rogo por força a seus inimigos.
— Não seja tão rápido para invocar a destruição. Existem destinos piores que Elizabeth, não importa o pouco que você goste dela.
— Ela assassinou a rainha dos escoceses, — disse terminantemente Macrae — merece tudo o que disse e mais.
— Ninguém lamentou a morte de Maria Stuart mais do que Elizabeth. Ela permaneceu a seu lado por anos — décadas — apesar de todas as evidências de que sua rainha estava envolvida em complôs traidores. A necessidade de executar sua própria prima e companheira soberana, provocou em Elizabeth uma dor que quase a deixou louca.
— No entanto, assassinar sua prima, foi o que fez.


Série Guardiões
0,5- Casamento Alquímico
1- O Beijo do Destino
2- Magia Roubada

26 de abril de 2016

Magia Roubada

Série Guardiões
Nos escuros bosques da Inglaterra do século XVIII se trava um combate encoberto dos olhos dos homens. 

Simon, membro da estirpe de magos conhecida como os Guardiões, enfrenta o renegado Drayton. 
Mas o poder deste último é muito grande e só a intervenção de uma estranha jovem, Meg, salva Simon de uma morte certa. 
Meg não tem consciência de seu passado nem de sua verdadeira natureza, já que seus poderes, sua personalidade e até mesmo sua beleza, foram reprimidos durante anos através de um feitiço para servir os escuros interesses de Drayton. 
Quando está perto dela, Simon descobre pela primeira vez a magia mais antiga e poderosa que existe: a paixão. Mas para poder desfrutar de seu inesperado amor, antes terão que deter as maquinações do mago escuro, em uma apaixonante aventura onde se conjugam o mistério, a magia e o romance. 
Meg não lembra de nada da sua vida antes que Lorde Drayton a encontrasse no bosque. Sua inteligência, sua forte personalidade e sua vontade própria estão submetidas desde então pelo poder do feiticeiro. 
Um poder capaz de ocultar sua autêntica beleza e fazer que os demais a vejam como uma jovem feia e comum. 
Ela nem mesmo suspeita que possui um enorme dom mágico, um poder que Drayton aprendeu a utilizar e a única razão porque a mantém viva. Até que o encontro com outro mago, Simon, consegue que o malefício se quebre. 
Duas emoções vêm então inquietar a alma da jovem: o desejo de vingança contra o homem que a atormentou durante anos e o poderoso impulso do amor, junto daquele que lhe devolveu sua verdadeira natureza. 

Capítulo Um

Monmuthshire, 1748 
Como Conde Falconer, Simon Malmain viajava escoltado por carruagens, cocheiros e, sobretudo, seu valete. Como o encarregado de fazer cumprir a lei do Conselho dos Guardiões, viajava sozinho, como uma escura sombra na noite.
O céu estava coberto de nuvens, perfeito para as manobras secretas. Ia vestido de negro e levava o cabelo loiro escondido debaixo do tricórnio. E não porque temesse Lorde Drayton, cujos poderes eram menos impressionantes que suas ambições, mas porque um caçador astuto não deixava nada ao azar.
Tinha deixado o cavalo em um prado para poder se aproximar do castelo de Drayton com a maior discrição possível. Havia estado vigiando o castelo à distância e conversado com um antigo criado que partiu porque temia por sua alma. 
O senhor estava em casa, fazia pouco que tinha retornado de uma viagem a Londres, onde ocupava um cargo no governo. Simon tinha cogitado a possibilidade de se enfrentar com ele na cidade, mas logo acabou decidindo por este lugar mais remoto. Se ocorresse uma batalha mágica, quanto menos gente fosse afetada, melhor.
O castelo se levantava acima de uma colina rochosa circundada pela curva de um rio que levava até Severn. A construção original tinha sofrido reformas e ampliações ao longo dos séculos, mas seguia assentada na imponente colina que repelia ataques. Teria custado muito aos soldados penetrar no castelo. À Simon, não.
Encontrou-se com o primeiro obstáculo no alto da colina. Era um escudo de proteção surpreendentemente eficaz. Drayton deve ter praticado bastante. Simon começou a desenhar uma série de símbolos com uma mão. No campo energético, se abriu um buraco com forma humana. Simon o cruzou e o fechou, deixando-o intacto. Ainda que pudesse ter se livrado dos vigias no mesmo instante, não queria colocar Drayton de sobreaviso.
O obstáculo seguinte foram as portas fechadas. Por sorte, tinha uma porta lateral que dava acesso ao castelo e que ficava bem escondida pela abundante vegetação. O feitiço que protegia a fechadura não resultou em nenhuma complicação para Simon. Silenciou o ranger da porta e a fechou atrás de si sem fazer ruído. Seria melhor deixá-la sem passar o trinco. Supôs que não teria que sair correndo, ainda que nunca considerasse nada como certo. Os Guardiões encarregados de fazer cumprir a lei que faziam suposições, tinham muitas poucas possibilidades de morrer na cama.
Oculto detrás da sombra da parede, usou seus sentidos mágicos para estudar o pátio. Tinha um par de guardas entediados vigiando a partir da torrezinha que havia em cima das portas de acesso ao castelo. Em uma Inglaterra em período de paz, aquilo demonstrava que Drayton era um homem desconfiado. Sem dúvida, o produto de uma consciência culpada.
Antes de entrar, observou a torre do tributo. A essa hora, a maioria dos criados estavam dormindo nos desvãos ou nos estábulos, um edifício separado atrás do castelo. 
Enrugou o nariz com desagrado quando percebeu a energia daquela propriedade. Era intensa, corrupta, com a maioria dos seus habitantes prisioneiros do medo e da brutalidade. 
Sentiu a inquieta e mais limpa energia de uma jovem, talvez uma donzela muito jovem. Simon supôs que a pobre logo teria motivos de sobra para amaldiçoar seus pais por tê-la posto para trabalhar sob o mando de Drayton. Pode ser que até mesmo estivesse literalmente submetida a ele. Outra razão a mais para enfrentá-lo antes de que pudesse fazer mais danos.
Em um canto do segundo andar, havia uma sala iluminada e Simon percebeu que Drayton estava ali trabalhando. Sua energia estava tranquila, não tinha se dado conta que alguém havia entrado no seu castelo.
Protegendo-se com um feitiço de invisibilidade, cruzou o pátio e subiu pelas escadas da torre de tributo. 
Os guardas da torre não reagiram, se o viram, foi só como uma sombra.

Série Guardiões
1- O Beijo do Destino
2- Magia Roubada


23 de abril de 2016

O Anjo e a Fera

Lançamento Autora Brasileira, prestigiem!

Ela o amou mesmo conhecendo seu pior lado."

França, 1820. 


Stephen tem marcas na pele e na alma. 
O belo lorde que lutou bravamente durante a guerra, agora é motivo de pavor entre a sociedade francesa. 
É por esse motivo que viveu durante anos enclausurado em sua própria casa, longe de qualquer pessoa que pudesse encontrá-lo, vivendo sob a sombra de seus próprios demônios. 
Isso, porém, muda quando encontra uma jovem jogada em frente sua porta, machucada e corrompida. Seu único instinto foi salvá-la. E ele o fez.
Ao acordar em uma cama de lençóis macios e quentes, Rosaleen percebeu que não fora um sonho. Tudo realmente havia acontecido. Desorientada, a jovem sabia que não poderia ficar lamentando-se e, mesmo que estivesse protegida naquela imensa casa, não estava a salvo. Deveria partir.
Deveria, mas seu salvador, o homem que lhe acolheu, não concordava exatamente com esse pensamento. Misterioso e sedutor, o homem com o rosto coberto por uma máscara revela à Rosaleen quais são seus planos para ela, que assim quando os compreende, percebe que está com grandes problemas.
E, quando a consequência de uma noite terrível acontece, os dois se veem envolvidos em uma situação incomum, que testará os limites de cada, colocando-os em prova, assim como a chama de desejo e paixão que surge em ambos.
Com sua docilidade e bom humor, Rosaleen fará de tudo para provar a Stephen que está disposta a salvá-lo, se ele aceitar entregar seu coração a ela...
Em maio será lançado a versão impressa.

9 de abril de 2016

Uma Chama No Horizonte

Série Ventos da Campina

Uma jovem pioneira, um forte índio lakota e uma terra onde os dois precisam começar um legado. 

O índio bateu no peito com a mão fechada e repetiu: - Conhecer Deus aqui. - Abrindo a mão, tocou a têmpora: - Precisar Deus aqui. 
Missionário fala esse livro ensinar Deus, Você ensinar. Capturada por um sioux lakota, numa campina do Nebraska, Jesse King se perguntava como iria adaptar-se à vida entre os índios. 
Mas como ela ora por uma fé sustentadora, descobre a misericórdia compassiva de Deus em sua amizade com uma índia e em seu amor pelo valente sioux, Cavalga o Vento. 
Encontrando uma paz inesperada e um senso de pertencer à tribo, Jesse aprende que os sioux lakotas têm uma linda cultura. E ao aprender a amar essa cultura, torna-se para sempre dividida entre dois mundos. 


Capítulo Um

O bom desejo do meu coração e a oração a Deus... é para sua salvação. Romanos 10:1 Ele tinha visto a cólera dizimar o povo da caravana do comércio de peles em Bellevue, e tinha resistido à zombaria dos homens rudes da montanha. Tinha lutado para ficar em cima de sua mula, quando a doença o fizera tão fraco que não mais podia montar sem ajuda. 
Sua pulsação tinha disparado ao sinal dos galopes de índios aproximando-se da caravana do oeste - e, em seguida, voltado ao normal novamente quando eles atiraram para o ar a fim de mostrarem suas intenções amigáveis. Eleja havia-se medicado, sofrido, passado fome e orado. Mas nada disso havia preparado Marcus Whitman para a cena de um campo indígena com dois mil habitantes. 
A vila estendia-se por milhas ao longo do Rio Laramie, bem acima do lugar onde ele desaguava no Platte. 
O encontro dos dois rios era uma esquina natural onde comerciantes de peles tinham construído o Forte Laramie. A caravana de peles deveria parar ali, em sua viagem ao grande lugar do encontro no Rio Green. Whitman e seu colega missionário, o reverendo Samuel Parker, 4 tinham-se juntado à caravana de peles em Bellevue, Nebraska, e viajariam com ela até seu destino em Oregon. 
Eles tinham ouvido que os índios naquela terra desejavam saber sobre o Deus do homem branco. No local do encontro, eles teriam oportunidade de investigar a veracidade de tais rumores. Então eles viajariam ao Oeste para levar o evangelho 
— Até aos confins da terra. A chegada da caravana de peles causou uma grande comoção na tribo lakota. As crianças saíam pulando das tendas, saudando com gritos estridentes e fazendo muitas perguntas. 
Os cachorros juntavam-se ao desfile tumultuado, ganindo nos cascos da mula teimosa de Whitman até que o animal escoiceasse com fúria. 
Ao alcançar o forte, Whitman desmontou cuidadosamente, grato pela recuperação de suas forças. Ele sorvia famintamente cada detalhe da cena à sua frente, cheio de compaixão pela vasta nação de almas não alcançadas. 
Porém, mais tarde, quando os barris de uísque foram trazidos e a bebedeira prevaleceu, à compaixão do missionário misturou-se o desgosto. Ao chegar a noite, os lakotas divertiram seus visitantes brancos com a dança do búfalo, saltando alto na fogueira, cambaleando num êxtase bêbado.
Quando Whitman se retirava para a privacidade de sua tenda, sua atenção voltou-se para um belo guerreiro pele-vermelha, parado à beira da fogueira. Brincos grandes de metal pendiam das orelhas do guerreiro e penas de águia enfeitavam suas tranças grossas e escuras. 
Um colar de garras de urso decorava o pescoço musculoso. Whitman ficou pensando por que o índio não se juntava aos seus amigos naquela celebração selvagem. Ele estudou sua face. Olhos escuros e inteligentes observavam de soslaio, examinando cada movimento dos dançarinos. 
Descansando uma mão no ombro de uma linda e jovem índia ao seu lado, ele gesticulava e cochichava. Os cantos de sua boca bem formada moveram-se num meio sorriso. Algumas rugas na testa alta e no canto dos olhos faziam-no parecer mais velho que a mulher. 
Ela continuava a olhar para ele com expectativa e com certeza divertindo-se com suas atenções. Enquanto Whitman olhava o índio virou para o lado e deu um passo em direção à sua mulher. As sombras da fogueira acentuaram seu maxilar quadrado e o buraco do queixo. 
De repente o meio sorriso desapareceu... 
 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída


Águia que Voa Alto

Série Ventos da Campina




A viúva LisBeth King retorna a Nebraska e o mundo assombra com violência.

Conseguirá ela unir um bravo guerreiro e um desiludido soldado pavimentando o caminho de volta a seu lar? As regras mudaram. A vida que ela conhecia acabou.
O que será de Águia Que Voa Alto e sua meia-irmã LisBeth King?


Capítulo Um

"Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as aves dos céus; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas." Lamentações 4:19
"Estão todos mortos?", Búfalo Sentado perguntou.
Águia que Voa Alto apeou e aproximou-se do chefe. "Wicunkasotapelo! (Nós matamos todos eles!)"
Búfalo Sentado balançou a cabeça e virou-se. "Então vamos voltar ao acampamento."
Águia que Voa Alto refreou seu pônei, que se mexia como se estivesse dançando, e seguiu Búfalo Sentado até o lugar onde as mulheres, agitadas, tratavam de seus feridos e levantavam tablados para colocar seus mortos.
Ouviu-se um pequeno grito vindo do meio de um grupo de mulheres enquanto Águia que Voa Alto cavalgava entre elas. Uma índia, ainda jovem, correu até seu pônei. "Você está ferido", ela disse, estendendo o corpo para tocar o fluxo de sangue fresco em seu braço.
Águia que Voa Alto rispidamente desviou-se do toque dela. Mas sua voz ainda foi gentil ao responder: "Não é nada".
A índia deu um suspiro profundo e fez uma careta. "É possível sentir a morte no ar aqui."
Águia que Voa Alto balançou a cabeça concordando e virou-se para trás, olhando para a colina pintada com corpos vestidos de azul. "Nós teremos de mudar o acampamento." Ele impeliu seu pônei a andar para frente. 
A jovem índia aproximou-se de novo. Dessa vez colocou a mão no joelho dele e sussurrou: "Vou cozinhar hoje à noite, Águia que Voa Alto. Você não gostaria de vir até a fogueira de meu pai, para compartilhar a história dessa grande vitória?". Seus olhos brilhavam ao olharem para ele. "Você ganhou muitas penas hoje. Ouvi o Urso Andante e Lobo Solitário conversando sobre você. Disseram que você golpeou o inimigo, pelo menos umas quatro vezes!"
Ele queria terminar a conversa abruptamente, mas sabia que o grupo de jovens mulheres, com quem Winona conversava antes, estava observando. Águia que Voa Alto sorriu graciosamente enquanto procurava uma resposta. Quando a encontrou, não era o que a jovem queria ouvir. 
"Não vou compartilhar canções sobre vitória hoje." Tiros a distância deram a ele uma desculpa. "Ainda há soldados lá em cima da ribanceira. Quero dar uns tiros neles." Águia que Voa Alto virou o pônei rapidamente e saiu depressa, deixando Winona em pé na poeira.
"Ele vai vir até a sua fogueira hoje à noite?", perguntou, insolentemente, uma das índias jovens. "Ele tem um pedaço de ouro dos soldados. Não ofereceu a você!?", falou, escarnecendo de Winona. "De qualquer modo ele é muito velho para alguém da sua idade. Você deveria procurar um homem mais novo."
O escárnio teve o efeito desejado. Winona apressou-se até o grupo de mulheres e respondeu de volta: "Águia que Voa Alto é o melhor caçador do nosso bando. É o guerreiro mais bravo - e não há homem na aldeia que ousaria apostar uma corrida com seus pôneis!". 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída

Pássaro Vermelho

Série Ventos da Campina



Toda sua vida Carrie sonhou com a Águia Voando. 

Agora todos Estão crescidos, pode o amor de Carrie sobreviver ao seu novo modo de vida?






Capítulo Um

Empoleirada na beira da cadeira no salão da Escola Preparatória Chouteau, em St. Louis, no Missouri, Carrie Brown fez um pequeno movimento com a mão esquerda para repelir Everett. Ele tinha se inclinado em sua direção para cochichar algo, mas quando ela levantou sua pequena mão vestida com a luva, ele se sentou bruscamente, resistindo ao desejo de arrumar um dos cachinhos vermelhos que tinham caído de seu abundante cabelo preso. 
Dia de formatura e ele vai me cochichar alguma coisa boba, pensou Carrie. "O céu é só um reflexo de seus olhos hoje, Carrie. Hones-tamente." Carrie dava batidinhas nervosas no chão, com seu pé calçado em uma elegante bota. 
O mais disfarçadamente possível, virava a cabeça de um lado para o outro, procurando algo na multidão. Quando o orador da formatura começou a falar, Carrie endireitou-se, arrumando o cabelo. 
Pegou o buquezinho de flores de sua lapela, inalando o doce perfume do lírio do vale, sem perceber que Everett observava, num estado de adoração, cada um de seus movimentos - interpretando erroneamente a causa de seu nervosismo. 
O orador finalmente concluiu seu discurso. Ao levantar-se para cantar um hino, Everett inclinou-se na direção dela, sorvendo o aroma de verbena e lírio do vale que acompanhava Carrie durante toda a manhã. Ela sentiu a respiração dele em seu pescoço enquanto ele cochichava: "Relaxe, Carrie. Você vai falar bem. Seu discurso está perfeito". 
Carrie virou-se para encará-lo, mas um movimento da multidão no fundo da sala chamou sua atenção. Ela era baixa demais para ver quem havia acabado de chegar, mas com certeza alguém estava atrasado para a formatura. Carrie parou de cantar e seu coração disparou. LisBeth falou que viria e traria uma surpresa - alguém que me deixaria muito feliz. 
O hino terminou. Everett cutucou Carrie por trás e ela se virou para ele furiosa. Mas Everett simplesmente deu-lhe um sorriso e apontou para o palco. Carrie enrubesceu com embaraço, percebendo que era hora de seu discurso pela classe. Apressou-se em direção ao palco, mas, quando chegou lá, gastou um tempinho olhando os rostos familiares até o fim do salão, na esperança de ver LisBeth ... "mas LisBeth não estava lá. Os olhos de Carrie procuraram seus avós. 
Eles estavam sentados na fileira da frente, sorrindo para encorajá-la. Olhando seus colegas de classe, pensou em quão rapidamente o tempo havia passado no Chouteau. Entre os colegas estava Clara Delacroix, tão orgulhosa de seus pais terem sido uns dos pioneiros franceses a fundar St. Louis. Philip Canard, que contava piadas todos os dias e nunca parecia se importar com sua própria linhagem, aliás, muito mais nobre que a de Clara. E Everett. 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída

2 de abril de 2016

Paixão Proibida



Paixão Proibida...

Um amor proibido que desafia as convenções sociais de um mundo injusto. 
O mundo de Emma Tremayne é o do luxo das grandes mansões, as caçadas e os esplêndidos bailes. 
Nada se espera dela, exceto que se case com o rico proprietário de uma fábrica têxtil, em que os trabalhadores, irlandeses em sua maioria, trabalham em condições desumanas. 
Mas a vida de Emma sofrerá um giro inesperado com a aparição de Bria, uma jovem trabalhadora da fábrica, que interrompe a última caçada da temporada com um menino morto em seus braços. 
Sua amizade com Bria a conduzirá a Shay, antigo revolucionário fugido da Irlanda que, apesar de seu desprezo pelos ricos, não pode negar sua atração por Emma, uma mulher que necessita sua paixão tanto quanto ele necessita suas carícias. Pouco a pouco se desatará entre ambos um amor que desafiará o escândalo.

Capítulo Um

Bristol, Rhode Island. Abril de 1890.
Emma Tremayne sentia seus olhares como bofetadas na pele nua. Era tão tímida que só que a olhassem era uma tortura, apesar de que já deveria estar acostumada. Depois de tudo, era uma Tremayne, uma dos indomáveis, perversos e escandalosamente ricos Tremayne. E era bonita, ou isso lhe haviam dito toda sua vida.
Nunca tinha gostado de participar dos eventos sociais, mas sabia qual era seu dever e, geralmente, esforçava-se ao máximo em fazer o que devia. Tinha ido à última caçada da raposa da temporada porque era uma tradição entre a “Gente importante” de Bristol e os Tremayne tendiam a ter um cuidado especial com as tradições da “gente importante”.
—Agora é nossa última esperança — lhe tinha recordado sua mãe aquela mesma manhã.
Assim tinha ido, por sua mãe e pela família. Por isso e porque gostava da caça. Bom, não exatamente a caça; o que gostava era de cavalgar: galopar a rédea solta cruzando os campos lavrados, através da erva e dos bosques de bétulas e pinheiros; saltar por cima dos muros de pedra e das cercas cobertas de amoras, lançando-se de cabeça para esse instante no tempo em que o cavalo deixava de tocar o chão e ela se sentia tão livre como se carecesse de peso.
Entretanto, naquele momento, aguentava erguida e firme na galeria da fazenda de seu primo. Olhava, com os olhos muito abertos, os inquietos cavalos,
os cães que gemiam a jaqueta vermelha do Caçador líder, as calças de montar, tudo de cor bege, os trajes negros e as cartolas de seda negra. Conhecia aquela gente de toda a vida, mas se sentia relutante a sair ao pátio e reunir-se com eles. Entretanto, quando pensava na desenfreada cavalgada que a esperava, sentia que a enchia uma onda de prazer, descarado e embriagador.
Viu os irmãos Alcott em um canto do pátio, perto da grade, montando um par de baios castrados iguais. 
Tinha esquecido o muito que se pareciam os dois irmãos, com aqueles narizes longos e estreitos e as caras largas, coroadas por fartos cabelos castanhos claro.
Geoffrey montava em seu cavalo com soltura, mas muito erguido, elegante com seu chapéu de feltro negro e sua gravata-borboleta branca pulcramente atada. Stuart estava sentado de qualquer maneira na sela, com um aspecto ao mesmo tempo galhardo e decadente. Mas Stuart sempre tinha sido assim. 
Levava fora de casa sete anos e se alegrou tanto de vê-lo que se imaginou recolhendo as saias e correndo escada abaixo até o pátio, gritando seu nome. 
Sete anos atrás possivelmente o teria feito, inclusive com todo mundo olhando, mas agora não seria apropriado. Não, nunca teria feito uma coisa assim, nem sequer quando era menina. 










27 de março de 2016

Redenção Total

Série Vikings Vitoriosos



Uma noiva guerreira na cama do viking!

Temperamental e geniosa, Lara tem tanto talento com a espada quanto pretendentes indesejados. 
Finn Egilsson chega a seu povoado com o objetivo de fazer uma aliança com Ottar, pai de Lara, para derrotarem um inimigo em comum. 
Ottar estava disposto a oferecer navios e armas, desde que Finn aceitasse desposar sua filha. 
Apesar de não ter intenção de se casar outra vez, um beijo apaixonado de sua noiva relutante faz seu sangue viking ferver. Lara tem coragem suficiente para não se render em uma batalha, mas o que Finn deseja é que ela se entregue completamente no leito nupcial.

Capítulo Um

A névoa se alastrava ampla e extensamente sobre as águas escuras do fiorde e pairava por entre as árvores abaixo do promontório. Os primeiros raios de sol tingiam de tons de rosa e dourado as montanhas distantes.
Em qualquer outra ocasião, Lara talvez tivesse apreciado a cena pacífica que saudava o amanhecer de um novo dia, mas naquele momento seus pensamentos estavam voltados para dentro, o corpo se movendo automaticamente conforme ela praticava os exercícios que Alrik lhe ensinara. Seu irmão não a supervisionava àquela hora da manhã, mas ela fazia bom uso das lições dele, levantando-se cedo todos os dias para treinar, até a sensação do cabo da espada em sua mão se tornar tão familiar quanto uma roca ou um fuso. Ainda não havia ninguém acordado na propriedade, e o promontório ficava suficientemente distante para que ninguém percebesse o que ela estava fazendo. Se seu pai descobrisse, não ficaria nem um pouco satisfeito.
Lara fez uma careta. A tensão entre ela e o pai estava difícil de aguentar. Eles mal haviam se falado desde a última discussão, uma semana antes...
— Você já tem 18 anos e quer ser adulta, e no entanto continua afugentando cada pretendente que tenta cortejá-la.
— Homens medrosos nunca me impressionaram, papai.
— Não seja insolente, menina — repreendeu o jarl Ottar. — Seria bom se você se comportasse direito e aprendesse a cultivar um pouco de charme feminino.
— Eu não sou charmosa, papai?
— Já vi lobas com temperamento melhor que o seu. Homem nenhum quer uma megera de língua afiada como esposa.
— Então que se casem com ovelhinhas.
— É papel de uma mulher ser obediente.
Os olhos de Lara cintilaram de indignação.
— Asa era obediente, não era?
O pai franziu a testa.
— Sua irmã fazia o que era exigido dela. Ela compreendia que tinha um dever para com a família.
— Não use a família como escudo. Asa foi forçada a se casar para satisfazer sua ambição política.
— Foi uma aliança necessária para evitar mais anos de rixas.
— O senhor poderia tê-la jogado num poço de víboras que teria sido a mesma coisa. Mas a mim o senhor não vai usar.
Lara se equilibrou e fez um movimento como se espetasse a lâmina da espada na forma imaginária do homem que havia sido seu cunhado. Teria sido um prazer enorme estripá-lo de verdade, mas infelizmente ele estava fora do alcance. Ela também tinha noção suficiente para saber que, se algum dia se enfrentassem em combate, ele a mataria com facilidade. Ela nunca teria a força nem a habilidade de um guerreiro com a espada, mas aprender as noções básicas de autodefesa lhe dava uma sensação de realização. Conferia também um senso de poder, mais ou menos como ver os futuros pretendentes fugindo bem depressa.
— Não vou perder a fé, Asa — murmurou ela. — Eu juro.








Série Vikings Vitoriosos
1- Noiva Desafiadora
2- Toque de Coragem
3- Entre a Vingança e o Desejo 
4- Redenção Total 
Série Concluída

Feliz Páscoa!!!


20 de março de 2016

Vale da Paixão

Série Oeste  (Relançamento GTR)
Depois da morte de seu pai,, a bela De Swane aferra a única coisa que lhe resta: o vale de Angel Crek.. 

É então quando o desumano e ambicioso Lucas Cochran desuman o e ambicioso entra na vida da jovem
com a intenção de apoderar-se de seu vake...e dela.
Entretando à medida que a confrontação se transforma em uma violenta paixão. ardente e devastadora, o destino os arrasta a um perigoso abismo no qual poderiam ficar sem pedaços...
Ou o amor poderia nascer tão violento e selvagem como o próprio Oeste, mais forte que a ambição, mais forte que o ódio, mais forte que a vingança...

Capítulo Um

Fazia quase um mês que Lucas Cochran tinha voltado para o lugar que o viu nascer, mas ainda se surpreendia do muito que o povoado de Prosper fazia para estar à altura de seu nome. Nunca chegaria a ter uma grande população, entretanto, estava limpo e cheio de vida. 
Pode-se dizer muito de um lugar em apenas observar às pessoas que passam pela rua, e, segundo essa norma, Prosper era tranquilo, seguro e, definitivamente, próspero. 
Possivelmente as cidades que cresciam depressa graças às minas tinham muito mais vida em suas ruas que um como Prosper, e as pessoas faziam muito mais dinheiro neles, mas esse tipo de população acabava morrendo assim que se esgotavam os minerais.
Em seu começo, Prosper tinha contado com tão somente um edifício que servia de loja, bar e estábulos para os poucos colonos do lugar. 
Lucas recordava os tempos em que a área em que se assentava agora Prosper não era mais que terra vazia, e os únicos homens brancos em quilômetros de distância eram os do rancho Duplo C. 
A febre do ouro de 1858 tinha mudado tudo: milhares de mineiros e aventureiros tinham chegado às montanhas do Colorado em busca de dinheiro rápido, e, embora não se encontrou ouro naquele lugar, alguns tinham se estabelecido ali criando pequenos ranchos. 
Ao aumentar a população, cresceu a demanda de mercadorias. O único armazém logo teve outro edifício ao lado, e assim nasceu o diminuto assentamento que um dia seria Prosper, no Colorado.
Lucas tinha visto muitas cidades mineiras, e todas se pareciam muito em seu ritmo frenético, em suas ruas enlameadas repletas de garimpeiros e daqueles que pretendiam separar os mineiros afortunados de seu ouro: jogadores, proprietários de salões, prostitutas e ladrões de terras. 
Alegrava-se de que Prosper não tivesse recebido a bênção, ou a maldição, conforme se olhasse, do ouro e da prata. Por suas características, o povoado no qual tinha nascido seguiria ali quando a maioria dos assentamentos mineiros não fosse mais que estruturas vazias açoitadas pelo vento.
Tratava-se de um bom lugar para formar uma família, tal e como era claro com as trezentas e vinte e oito almas que residiam ali. Todos os negócios se alinhavam ao longo da rua central, enquanto que as residências se repartiam nas outras nove ruas. 
A maioria das casas eram pequenas e simples, mas alguns, como o banqueiro Wilson Millican, já tinham dinheiro antes de chegar a Prosper. Suas mansões não teriam parecido fora de lugar em Denver ou inclusive nas grandes cidades do Leste.
Prosper só tinha um salão e carecia de bordéis, embora fosse bem conhecido entre os homens da cidade que as duas garotas do salão estavam dispostas a fazer determinados favores sexuais por um preço. 
As mulheres do povoado também conheciam esse acerto, embora seus maridos não fossem conscientes disso.
Havia um colégio para os meninos e uma igreja; um banco, dois hotéis, três restaurantes contando os dois dos hotéis, uma loja que vendia todo tipo de coisas, dois estábulos, uma barbearia, um sapateiro, um ferreiro e inclusive uma loja de chapéus para as damas. 
Até podia dizer que contavam com boas comunicações, porque a diligência passava uma vez por semana.
Em realidade, o povoado só seguia ali porque a família Cochran tinha criado de um nada o grande Duplo C, lutando contra os comanches e os arapahoes, pagando pela terra com sangue. 
Lucas tinha sido o primeiro Cochran nascido ali, e, naquele momento, era o único que restava; tinha enterrado a seus dois irmãos e a sua mãe durante as guerras com os índios, e seu pai tinha morrido fazia um mês.

Série Oeste
1- Uma Dama do Oeste
2-  Vale da Paixão
Série Concluída
(GTR)

16 de março de 2016

Coleção Barbara Cartland


O Milagre
Sem conseguir dormir, o belo marquês de Melverley olhava as estrelas da janela de seu quarto. 
Ao voltar-se, sufocou um grito de espanto. Uma mulher toda de branco surgira no aposento fechado como vinda do além! Mervyn acreditou estar sonhando, mas a visão lá estava, a silhueta projetada contra a parede escura. Ela foi se aproximando dele e, com os dedos nos lábios, sussurrou: "Venha comigo... você está correndo risco de vida!"


Baixar  na Biblioteca em Títulos.
- AVISO: Existe tb uma pasta "Coleção Barbara Cartland' dentro da Pasta da Autora Barbara Cartland com + de 500 ebooks por número.

12 de março de 2016

Um Coração por Conquistar

Relançamento GTR.
Série Callahan-Warren


Tiffany Warren está prestes a se casar, mas não por amor, mas para acabar com uma antiga rixa.

Relutantemente, viaja para o oeste ao encontro de seu pai e do filho mais velho do inimigo deste, o fazendeiro Hunter Callahan.
A união entre Hunter e Tiffany é para acabar com uma briga entre os Warren e os Callahan por um lote de terra.
Mas o trem em que viaja é atacado, e durante a confusão Tiffany aproveita a oportunidade para assumir a identidade da nova governanta de seu pai, o que lhe permitirá viver com o pai que nunca viu e avaliar a sua autenticidade, e também conhecer o cowboy vizinho com quem está comprometida...

Capítulo Um

Rose Warren deixou de chorar justo antes que sua filha Tiffany abrisse a porta de sua mansão de pedra avermelhada, mas não podia tirar da cabeça as palavras que tinham provocado suas lágrimas: “Veem com ela, Rose. Já faz quinze anos, não acha que já nos torturamos o bastante?”.
Normalmente deixava que fosse sua filha, que tinha completado dezoito anos no mês anterior, quem lesse as cartas de Franklin Warren. Frank estava acostumado a escrever coisas impessoais para que Rose pudesse compartilhá-las com sua filha. Esta vez não o tinha feito, assim Rose a dobrou e a meteu no bolso quando ouviu a voz de Tiffany no vestíbulo. A jovem não conhecia o autêntico motivo pelo qual seus pais não viviam juntos. Nem sequer Frank sabia o motivo real que ela tinha tido para deixá-lo. E depois de tantos anos, era melhor que seguisse assim.
—Tiffany, veem ao salão, por favor! — gritou-lhe Rose antes que ela pudesse subir para o seu quarto.
Com a luz da tarde cintilando em seu cabelo loiro avermelhado, Tiffany tirou o chapéu enquanto entrava no salão e em seguida a capa curta e fina que levava sobre os ombros. 
O tempo estava muito quente para um casaco, mas mesmo assim uma dama de Nova York tinha que se vestir respeitavelmente quando saía de casa.
Rose olhou para Tiffany e recordou mais uma vez que sua pequenina já não era tão pequena. Desde que sua filha havia completado dezoito anos, Rose tinha rezado mais de uma vez para que deixasse de crescer. Já estava bastante acima da média de um metro e setenta e a pequena se queixava disso. Tiffany era tão alta como seu pai, Franklin, e também tinha seus olhos verdes esmeralda, embora ela não soubesse. 
Tinha os ossos magros de Rose e umas feições delicadas que a faziam mais do que bonita, embora só em parte tivesse herdado o cabelo ruivo de sua mãe; o de Tiffany era mais acobreado.
—Recebi uma carta de seu pai.
Nenhuma resposta.
Tiffany estava acostumada a emocionar-se com as cartas de Frank, embora isso fizesse já muito tempo, mais ou menos pela época em que tinha deixado de perguntar quando as visitaria.
O coração de Rose rompia ao ver a atitude de indiferença que havia adotado sua filha para seu pai. 
Sabia que Tiffany não conservava nenhuma lembrança dele. Era muito pequena quando Rose e ela partiram de Nashart, em Montana. 
Rose sabia que deveria ter deixado que se conhecessem ao longo de todos aqueles anos. Frank tinha sido magnânimo lhe enviando os meninos, embora ela estivesse segura de que o tinha feito para fazê-la sentir-se culpada por não lhe corresponder e permitir que sua filha o visitasse.
Temia que Frank não deixasse que Tiffany voltasse para casa com ela. Era um temor infundado, seu pior pesadelo. 
Em uma explosão, tinha-a ameaçado que ficaria com sua filha. Tinha-a ameaçado com muitas coisas apenas para voltar a reunir-se a sua família. E ela nem sequer podia culpá-lo por isso! 
Mas isso não ia ocorrer. Impossível. E agora teria que enfrentar o seu pior medo: que quando Tiffany fosse a Montana, ela jamais voltasse a vê-la.
Deveria ter insistido em que o prometido de Tiffany viesse á Nova York cortejá-la. Mas isso teria sido a gota que enche o copo para o Frank, que tinha respeitado o desejo de Rose durante quinze anos e havia se mantido afastado dela. Mas havia chegado o ano em que lhe havia prometido que Tiffany voltaria a viver sob seu teto. 
Rose não podia mantê-los separados por mais tempo e seguir com a consciência tranquila.
Tiffany se deteve ante ela e estendeu a mão reclamando a carta, mas Rose, em vez de dar-lhe assinalou-lhe o sofá.
—Sente-se.
Sua filha arqueou a sobrancelha ao negar-se a entregar-lhe a carta, mas sentou-se frente a ela. 








Série Callahan-Warren
Um Coração por Conquistar

Uma Dama do Oeste

Relançamento GTR.


A bela e inocente Vitória Waverly, descendente de uma nobre e aristocrática família sulina, é obrigada pela guerra a deixar para trás tudo o que conheceu e a enfrentar um futuro cheio de incertezas no Oeste.

O que não imaginava é que se veria imersa em uma complexa rede de ódio e vingança, e que perderia o coração para um perigoso pistoleiro que a arrastaria a uma escura e poderosa paixão sem limites.
Sendo apenas um menino, Jake Sarratt foi testemunha do brutal assassinato de sua família e do roubo de suas terras.
Agora sendo um duro e implacável pistoleiro estava disposto a vingar-se e reclamar o que era seu por direito.
Nada se interporá em seu caminho. Nada… exceto o feroz desejo que sente por Vitória o que acabará convertendo-se em um profundo amor que rasgará sua alma.
Só seu amor poderia lhe redimir.

Aquela terra era extraordinariamente bela, e talvez essa fosse a razão pela qual os primeiros seres humanos que se assentaram no continente decidiram viver ali. 
Uns vinte e cinco mil anos mais tarde a conheceriamos como Novo México, um nome que não sugeria a magia de seus bosques alpinos do norte, dotados de lagos frios, cristalinos e sombreados, nem suas verdes e onduladas pradarias e suas solitárias montanhas. 
O ar era tão puro que aliviava tanto os olhos como a mente, e ao entardecer o céu sempre se tingia de belas cores.
Seus habitantes viveram e prosperaram durante centenas de anos, mas quando chegaram os colonizadores com seus guerreiros armados, suas lanças de aço e seus ferozes cavalos para desenterrar o ouro oculto naquela rica terra, também reclamaram o lugar para seu longínquo rei. 
Como recompensa a aqueles ambiciosos colonos, os reis espanhóis lhes entregaram as escrituras que testemunhavam a posse do selvagem território que pretendiam dominar.
Um desses primeiros colonos espanhóis foi Francisco Peralta, um homem alto e tranqüilo de olhos verdes e orgulhosos. Marcou os limites do que considerava dele e o defendeu com seu sangue. Construiu uma grande casa de tijolo cru e mandou trazer da Espanha à mulher de bom berço que tinha acertado em ser sua esposa.
Só tiveram um filho, um varão ao que chamaram Juan, que ampliou os limites das terras de seu pai, extraiu ouro e prata, criou cavalos e gado, e se fez rico. Ele 7

também trouxe uma noiva da Espanha, uma mulher que lutou a seu lado durante os ataques índigenas e que lhe deu três filhos: um varão e duas meninas. Juan Peralta construiu uma casa nova para sua família, muito maior que a de seu pai. A sua contava com um desenho harmonioso de entradas em forma de arco, muros de um branco brilhante, chãos de barro escuro, e um grande pátio no que cresciam flores perfumadas.
O filho de Juan, chamado Francisco em honra a seu avô, extraiu ainda mais riqueza do rancho. Mas sua mulher, que era de saúde delicada, morreu só seis meses depois de dar a luz a seu primeiro filho, uma menina. Seu abatido marido nunca voltou a casar-se e mimou a sua filha Elena como o tesouro mais precioso de sua vida.
Naquela época, em 1831, os americanos se expandiam por todo o Oeste através do Texas. A maioria eram trapaceiros, homens das montanhas e aventureiros. No começo não havia muitos, mas a cada dia foram chegando mais; homens impacientes aos quais não lhes interessava a beleza da terra.

Capítulo Um

O comandante Frank McLain saiu do alpendre expondo-se ao sol e observou como se aproximava a calesa enquanto entrecerrava os olhos com expectativa.
Por fim tinha chegado sua prometida.
Uma violenta satisfação se apoderou dele. Aquilo nunca teria acontecido antes da guerra, entretanto, as coisas tinham mudado e agora uma maldita Waverly seria sua esposa. Sua mãe, Margaret, pertencia à poderosa família Creighton, e a jovem tinha o aspecto de uma deles, pálida, elegante e orgulhosa até os ossos.
Vitória Waverly. Poucos anos antes, sua família teria lhe cuspido. Mas agora ia se casar com ele porque tinha dinheiro e não ficava mais que estômagos vazios e uma impecável árvore genealógica. A guerra e a fome eram os melhores ecualizadores do mundo. Os Waverly e os Creighton não tinham duvidado em casar a sua filha com ele em troca de uma vida mais confortável.
Mal podia esperar. Tinha arrancado aquela terra dos Sarratt com sangue e morte, e a tinha feito dele. Naquele momento possuía mais terras que qualquer fazendeiro sulino, tinha conseguido que seu nome se reconhecesse em todo o território, tinha mais ganho e empregava a mais homens que qualquer outro rancheiro e, entretanto, faltava-lhe algo. Ainda não tinha conseguido o que mais desejava na vida, e isso era uma dama sentada a sua mesa, uma autêntica aristocrata que levasse seu sobrenome.
Nunca tinha albergado esperanças de consegui-lo, mas depois da guerra tinha retornado a Augusta, à cidade em que tinha crescido como um desprezível pária. Ali procurou à mulher perfeita, a mulher de seus sonhos, e encontrou a Vitória.
O coração lhe pulsava com mais força em apenas pensar nela. Levava quatro meses esperando sua chegada e por fim estava ali.
Casariam-se aquela mesma noite.
Um dos homens que estavam atrás dele mudou de lugar para ver melhor.
—Quem vem na calesa com ela?
—Sua irmã pequena e sua prima, Emma Gann —respondeu McLain.
Não lhe importava que Vitória houvesse trazido consigo parte de sua família. Em certo modo lhe agradava a idéia das acolher sob seu teto. Provavelmente iriam cortejar os homens chegados de todo o território.
As mulheres brancas seguiam sendo pouco habituais no Oeste, e as damas autênticas eram tão apreciadas como o ouro.
Desfrutou durante um instante com o agradável pensamento das alianças que poderia forjar arranjando proveitosos matrimônios para as duas jovens. Levantaria um império que faria com que os Sarratt parecessem uns sujos granjeiros a seu lado.
Tinham passado vinte anos desde que matou ao último deles e ficasse com sua terra, e ainda seguia odiando aquele sobrenome. Duncan Sarratt o tinha tratado sempre como se fosse lixo, e aquela cadela da Elena tinha atuado como se sujasse o ar que respirava. Mas tinha ido pelos dois, tinha-lhes feito pagar, e agora vivia na casa dos Sarratt. Não, que diabos, era sua casa, do mesmo modo que aquelas eram suas terras. Já não ficavam Sarratt. Encarregou-se disso.
A meia dúzia de homens que tinha às costas estava, em certo modo, igualmente ansiosa como ele por ver a calesa se deter. OH, havia algumas prostitutas brancas em Santa Fé se queriam ir-se tão longe, mas todas as mulheres do rancho ou das redondezas eram mexicanas.
As poucas mulheres brancas de Santa Fé que não se dedicavam à prostituição eram as esposas dos soldados, ou as anciãs mulheres dos rancheiros. Só a esposa do comandante estaria proibida.
Que diabos, todos o conheciam. Se queria deitar-se com a irmã de sua esposa, faria-o sem pensar-lhe duas vezes. Assim observaram a chegada da calesa com olhadas ávidas, perguntando-se que aspecto teriam aquelas mulheres, embora isso tampouco importasse muito.
Will Garnet cuspiu no chão.
—O comandante está atuando como um idiota com essa mulher —murmurou—. Nenhuma fêmea merece tanto alvoroço.
Os poucos homens que o ouviram estiveram de acordo com ele, embora se mantivessem em silêncio. Só havia dois homens imunes à raiva do comandante, e Garnet era um deles.
Tinha quarenta e tantos anos, o cabelo escuro e as têmporas chapeadas, e estava com o McLain desde o começo. Era o capataz e fazia sempre o que queria com a bênção do comandante.
Todos caminharam com passos rápidos a seu redor, exceto o homem que permanecia afastado do grupo, mantendo uma postura relaxada e os olhos frios sob a asa do chapéu. Jake Roper levava só uns meses no rancho, mas ele também parecia imune à ira do comandante.




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