22 de agosto de 2015

Malaquita

Série Jóias do Texas



Se não fosse pela coragem de Ônix, o líder dos Comanches teria certamente sido morto, pois os caçadores de búfalos tinham a vantagem dos rifles.

Mas ter salvado a vida de seu líder, dois cervos, não viera sem um preço. 
Ônix tinha oscilado à beira da morte por vários dias. 
Foi apenas por causa do carinho da irmã do chefe que ele sobreviveu.

Capitulo um

Texas, 1871
Ele tinha estado na sela por cinco dias, parando apenas tempo suficiente para algumas horas de sono e mudança de cavalos. A jornada, partindo de um rancho isolado em Montana para a região montanhosa do Texas, tinha já lhe custado dois bons cavalos. Fora forçado a deixar o primeiro para trás em Wyoming, o segundo no Colorado. Ainda, com alguma sorte, devia chegar ao seu destino antes do amanhecer.
Ele deslizou de sua montaria e ajoelhou-se na neve para beber de um córrego gelado. Passando a mão sobre o seu queixo barbudo, esperou impacientemente até que seu cavalo terminar de beber. Então montou e estava em seu caminho mais uma vez.
Ele era impulsionado por um sentimento de urgência. A mensagem tinha sido breve.
Estrela da manhã está doente. Mas ele sabia que a sua mãe nunca teria permitido essas quatro palavras serem enviadas, a menos que a doença fosse grave.
Incitou sua montaria até uma colina, depois, nas águas do riacho ainda entupido de gelo.
E rezou para que chegar a tempo de fazer as pazes com a mãe cujo coração ele tinha quebrado tantos anos atrás, quando tinha deixado sua casa e povo, virando as costas para o seu modo de vida. O Comanche tinha se refugiado para o inverno em uma pequena floresta, densamente arborizada de uma área do Texas. Para um fazendeiro ocasional ou cowboy, as suas tendas eram indistinguíveis das árvores.
Quando os cascos de seu cavalo agitaram os flocos de neve, a notícia se espalhou rapidamente através do acampamento. O filho da Águia tinha retornado.
No momento em que ele entrou na tenda de sua mãe, uma multidão se reuniu, embora todos mantivessem a uma respeitosa distância.
Uma jovem mulher, sentada ao lado da cama, olhou com surpresa antes de, tranquilamente ter sua licença.
No mesmo instante, ele caiu de joelhos e tomou as mãos de sua mãe na sua. Quão pequenas pareciam. Quão frias.
"Eu sabia que você viria, Filho da Águia. "Sua voz era pouco mais que um sussurro. Mesmo o pequeno esforço parecia demais.
"Como eu não viria? Preciso consertar essa coisa entre nós, Mãe. Eu não deveria ter ficado tanto tempo longe. Eu deveria
ter ... "


Série Jóias do Texas
1-Esmeralda
2- Pérola
3- Jade
4- Rubi
5- Malaquita



19 de agosto de 2015

Príncipe Apaixonado

Série Nobres Apaixonados

Josephine Atworthy está escandalizada pelo que acontecia durante a festa celebrada na casa de seu rico vizinho. Muito chocada. 

Mas o charme recatado de Jo seduz um nobre misterioso, que implora um beijo... elogo outro. E em um abrir e fechar de olhos, os dois caem nas profundas redes do amor..




Capítulo Um

— Papai, o que diabos é isto?
A senhorita Jo Atworthy atirou o pacote que carregava sobre a escrivaninha de seu pai. Ele se apressou em pegá-lo antes que batesse na danificada superfície de mogno.
— Cuidado, Jo! É uma coleção muito rara dos poemas de Catullus para Lesbia.
— Oh, Meu Deus.
Jo apertou os dentes e contou até dez. Outro livro caro, e de poesia lasciva, nada menos. Quantas vezes tinha que dizer ao seu pai que não podiam se permitir tais extravagâncias?
O observou enquanto examinava o livro com reverência e acariciava a capa de couro. Dava no mesmo que tivesse falado mil vezes. Ele nunca ouvia o que não queria.
Sufocou um pequeno suspiro. Não tinha nada que fazer. Teria que dizer ao senhor Windley que aceitaria dar aulas de latim para seu filho mais novo, um menino dos mais travessos. Desatou a touca e a tirou. Mas de maneira alguma aceitaria o senhor Windley, não importava o quanto fossem claras as intenções dele de contratá-la permanentemente – com anel de casamento incluído – para que ensinasse sua prole e cuidasse do lar, e talvez, até mesmo, procriar um par a mais de Windleys idiotas.
Ainda que a condenada verdade fosse que esse casamento solucionaria todas suas dificuldades financeiras.
Atirou a touca sobre uma surrada cadeira. Meter um pouco de senso de economia na cabecinha de seu pai também podia funcionar. Nesse momento, ele estava examinando as páginas de sua nova aquisição, com um sorriso de alegria pura e um tanto temerosa.
— Papai, tem que parar de comprar estes livros. Não temos dinheiro para pagá-los.
Ele nem sequer se incomodou em levantar a vista.
— Vamos, Jo, tenho certeza que podemos…
— Não podemos.
Meteu as mãos nos bolsos para não o estrangular, e os dedos deslizaram por uma carta que recolheu junto com o resto da correspondência. Um frenesi de emoção a percorreu. Havia esperado esta carta toda a semana. Quando, por fim, recebeu-a, com seu endereço escrito na familiar letra negra, seu primeiro instinto fora pegá-la a toda pressa, ir a seu dormitório, aconchegar-se em sua poltrona favorita e ler na intimidade..., mas o maldito pacote de seu pai conseguiu fazer com que se esquecesse da carta. Passou um dedo pelo papel. Seu príncipe londrino teria se divertido com seus comentários sobre Virgílio? Esteve em brasas esperando sua reação. Acaso ele...?








Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- O Visconde Apaixonado
6.5 - Príncipe Apaixonado
7- The Naked King - em revisão








15 de agosto de 2015

Tentado à meia-noite

Sociedade Literária das Damas de Londres



Uma mulher bonita em uma situação desesperadora, vai usar um pequeno truque para garantir o sucesso, e isso não só atrai a atenção do Literary Society of London Ladies, mas do último homem que ela nunca imaginou seria capaz de seduzir.

Emily Stapleford nunca imaginou que a tarefa de salvar sua família da ruína financeira cairia sobre seus adoráveis ombros.
E desde que decidiu se casar só por amor, não por dinheiro, ela tem escrito uma história que espera trazer a cobiçada fortuna que precisa ... Mas tudo o que conseguiu foi a recusa de cada editora a qual enviou seu manuscrito. Afinal, que respeitável leitor que se preze será atraído por uma heroína vampira?
Mas em vez de sentir- se derrotada, Emily elabora um plano e marca uma série de aparições de vampiros para toda a sociedade de Londres. Agora ela tem a publicidade que precisa e o sucesso é garantido ... A menos que o misterioso americano Jennsen Logan perceba seu truque e tenha a intenção de usá-lo em seu próprio benefício. Até que perceba que se apaixonou por ela. Mas Logan também esconde um segredo chocante ... Um que pode colocar suas vidas em perigo.

Capítulo Um

Desejei-o do momento em que o vi.
O aroma de sua pele, de seu sangue, era um delicioso e potente afrodisíaco que me provocava um intenso frenesi de necessidade.
Tentava-me de uma forma inexplicável, e não podia resistir.
Não podia esperar para afundar minhas presas em sua garganta.
O beijo de lady Vampiro, Anônimo
—Vê alguém suspeito?
Logan Jennsen se deteve debaixo de um dos altos olmos que beiravam o caminho de cascalho do Hyde Park e tirou o relógio do bolso do colete; um gesto despreocupado que contrastava com a tensão que gotejava sua voz.
—Suspeito do quê? —perguntou em voz baixa Gideon Mayne, o detetive do Bow Street.
Logan fingiu consultar a hora.
—Ninguém parece me dar a menor atenção, mas tenho a forte sensação de que alguém me vigia.
Notou como Gideon esquadrinhava a zona com um olhar penetrante enquanto fingia, igual a ele, consultar a hora em seu próprio relógio. Graças à ensolarada tarde depois de mais de uma semana do clima deprimente e cinza de janeiro, o parque estava abarrotado de pessoas que passeavam, cavaleiros e carruagens elegantes.
—Pelo seu tom deduzo que esta não é a primeira vez que isso te acontece —disse Gideon, voltando a guardar o relógio no bolso do colete antes de ajoelhar-se para limpar a ponteira de sua bota negra, embora Logan soubesse que o detetive só prestava atenção ao que acontecia a seu redor.
—Não. É a terceira vez em três dias. Por isso pedi que te reunisse comigo aqui. Esperava que pudesse perceber algo estranho.
—Não observo nada fora do normal —disse Gideon levantando-se. —De qualquer forma, será melhor que continuemos caminhando.
Essa era uma das coisas que Logan gostava em Gideon e a razão pela qual tinha pedido ao detetive que o acompanhasse; não perdia o tempo com perguntas desnecessárias tais como« —Está certo disso ? » — nem fazia sugestões como —«Pode ser que tenha imaginado». 








Sociedade Literária das Damas de Londres
1- Despertos à meia noite
2- Confissões de uma Dama
3-  Sedução à meia noite
4- Tentado à meia- noite
Série Concluída







O Visconde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados



A verdade apaixonada...

Depois de oito temporadas em Londres, a senhorita Jane Parker-Roth, está desejando abandonar a tediosa busca de marido a favor de interesses mais excitantes. 
De modo que quando encontra um intruso na casa de seu anfitrião, não está disposta a deixar o sem vergonha escapar. 
Até que descobre que está lutando com um Visconde, Lorde Motton, um aristocrata com o qual não se importaria em encontrar na escuridão. E quando fazem em pedaços a uma escandalosa estátua do deus Pan, os problemas estão apenas começando…
Motton estava buscando provas incriminatórias, mas as chocantes pistas dentro da estátua nua, são muito diferentes daquilo que procurava. 
O mesmo pode dizer de Jane, que demonstra ter um talento natural para interferir nos seus assuntos. E quando sua busca se torna um tanto imprópria, descobre que a impetuosa senhorita Jane também tem um grande talento para outras coisas…

Capítulo Um

EdmundSmyth, Visconde Motton, empurrou a porta francesa que dava para o terraço. Esta se abriu facilmente. Perfeito. Ou o mordomo era incrivelmente descuidado,ou o mais provável é que estivesse mais bêbado que uma esponja.
Abriu aporta totalmente e entrou noestúdio do lamentavelmente falecido, ClarenceWidmore. As damas Parker-Roth se encontravam atualmente na residência. Teria que contar a Parker-Roth. Stephen gostaria de saber que suamãe e sua irmã não estavam adequadamente protegidas. Isto eraLondres, ao final de contas.Qualquer tipo de delinquente poderia forçar a entrada.
Motton pegou uma velado suporte da lareira e aproximou das brasas. O fogo voltou a vida.
Claro que, se  Parker-Roth vivesse debaixo deste teto, já estaria a par da situação, mas não podia culpar seu amigo por querer manter sua independência. Ele gostaria de fazer o mesmo, suas tias o estavam deixando louco. Winifred tinha chegado hoje com seu papagaio e seu mico, e com isto, suas cinco tias paternas e suas mascotes, se encontravam, neste preciso momento, morando na sua residência. Por Deus! 
Agora o manicômio de Bedlam seria muito mais tranquilo que sua casa da cidade. O pior de tudo era que as mulheres tinham se unido para lançar um ataque contra sua solteirice. A chegada de tia Winifredera especialmente alarmante.Era uma estrategista muito astuta. Teria que  estar extremamente alerta até que ela voltasse para sua casa.
Inspecionou a habitação.Maldita seja, teria sido muito útil se tivessem lhe dado uma pista de por onde começar. Buscar dentro de todos os livros o misterioso desenho de uns espiões franceses que o Conde Ardley queria,o manteria ali até amanhã.As damas Parker-Roth não ficariam fora tanto tempo.
Edmund abriu o livro que estava mais próximo e folheou as páginas. Se não fosse o vizinho de Widmore e não estivesse tão malditamente aborrecido, teria rechaçado cortesmente — ou não tão cortesmente — o pedido de Ardley.









Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- O Visconde Apaixonado
7- The Naked King - em revisão







Índigo

Série Comanche


Nascida da união de dois universos diferentes, o branco e o comanche, Índigo Blue vê-se dividida entre mundos diversos...

Crescendo sem muita convivência com os moradores da cidade de Porto Wolf, no Oregon, que não conseguem compreender seu espírito livre e indomável, discriminando-a por considerá-la uma mulher “branca” de sangue Comanche. 
Isto começa a mudar com a vinda de Jake Rand, que chega à cidade para trabalhar como capataz do rancho de sua família, atendendo ao chamado de Hunter, pai de Índigo.
Porém, os reais motivos de Jake são tão secretos quanto a sua verdadeira identidade e tão pessoal como o é sua crescente atração em relação a Índigo, a quem se empenha em conquistar, para isto usa todo o seu arsenal de paciência e sedução.
Irá Jake atingir seus objetivos e também conquistar Índigo? Conseguirá domar o espírito selvagem da sua amada?  









Série Comanche
1– Lua Comanche
2– Coração Comanche
3– Indigo  
4- Magia Comanche

Entre dois mundos

Shanaco era orgulhoso, mas tinha um grande coração, por isso quis cumprir o último desejo de seu avô e levasse sua reduzida tribo de Comanches à reserva do Fort Sill, Oklahoma, onde estariam a salvo. 

Ele prometeu ficar só o tempo necessário para assegurar-se de que sua gente seria tratada como mereciam, até que viu aquela beleza ruiva. 
A rebelde e teimosa Maggie Bankhead tinha abandonado a segurança de seu lar para empreender uma aventura no Oeste. E resultou que ensinar inglês na reserva era o mais de gratificante que tinha feito em sua vida. 
Por isso prometeu ficar no Fort Sill para sempre, até que conheceu o muito bonito guerreiro com pele de bronze e uns olhos prateados capazes de entrar em sua alma solitária.

Capítulo Um

Uma fria noite de outubro de 1875, Shanaco, um comanche mestiço da tribo dos Kwahadi, jogava pôquer em uma habitação privada no andar alto de um luxuoso Saloon da Santa Fé, Novo México. Shanaco vestia jaqueta negra, igual aos outros quatro cavalheiros, brancos e enriquecidos, sentados à mesa.
Em ambos os lados do arrumado mestiço, encarapitadas em tamboretes de veludo, havia duas mulheres ansiosas.
Uma formosa loira, a sua direita, e uma morena voluptuosa à sua esquerda. O fino braço da loira se apoiava sobre os ombros do comanche Kwahadi, enquanto a mão da morena, com as unhas pintadas de vermelho, descansava languidamente sobre sua coxa. Shanaco não prestava atenção a nenhuma delas.
Sua atenção estava fixa nas cinco cartas que sustentava, muito juntas, na palma da mão direita. Gostava do que via, mas não dava mostras de satisfação.
A ninguém se dava melhor em não demonstrar emoções durante um jogo de pôquer. Era um jogador hábil que conhecia as probabilidades e apostava sem acanhamento. Tinha talento para interpretar a expressão dosseu oponentes e era um professor de blefe. Sabia sem dúvida jogar cartas.
Alguns o chamavam sorte. Com os anos, tinha ganho dinheiro suficiente para comprar um pequeno rancho em terras não confiscadas pelo Governo Federal, em um frondoso Vale ao sul de Pracinha Pass. Ali, trabalhando conscientemente e sem ajuda de ninguém, tinha levantado uma modesta cabana e um curral rodeado por um cercado de troncos.
No ano seguinte planejava começar a explorar o rancho e convertê-lo em um verdadeiro lar. Do instante em que tomou posse da terra, tinha ignorado os olhares furiosos e as ameaças veladas dos colonos próximos. Sempre tinha o rifle preparado para defender sua casa.
 O isolamento e a solidão daquele lugar lhe faziam bem. Aquietava seu espírito. Se necessitasse de companhia, ia a Santa Fé por um par de dias. Ali havia uísque, cartas e mulheres, suas três grandes debilidades. Juntas ou em separado.
Naquela áspera noite de outono, Shanaco preferia desfrutar das três coisas de uma vez. Sua mão ocultava cinco cartas com as que sonharia qualquer jogador profissional. Ante ele havia um copo baixo e uma garrafa de bourbon de Kentucky antigo.
Tinha a cada lado uma mulher bonita e ansiosa por conhecê-lo mais intimamente. Os homens brancos e respeitáveis se mostravam menos cordiais e generosos com o Shanaco. Toleravam ao mestiço comanche para jogar cartas com ele, mas longe da mesa de pôquer procuravam lhe evitar. Não queriam ter nada a ver com ele.
Com as mulheres brancas e respeitáveis acontecia o contrário. Atrair o belo sexo não lhe custava nenhum trabalho. Aos seus vinte e seis anos, Shanaco media um metro oitenta e oito e pesava oitenta quilos. Era todo ele fibra e músculos duros. Seu cabelo abundante, comprido até os ombros e preso atrás com um fino cordão de couro cor ébano, era negro como a noite mais escura. Seus olhos de pesadas pestanas eram de um surpreendente cinza prateado. Aqueles olhos assombrosos podiam ser tão frios como gelo pálido ou exalar um fogo branco de puro ódio. Ou arder lentamente de desejo.

9 de agosto de 2015

O Escandaloso, Dissoluto, Nada Bom Sr. Wright





A Senhorita Eliza Cade é uma dama à espera.

Por causa de um erro tolo em sua juventude, não tem permissão para “sair” na sociedade até que suas três irmãs mais velhas estejam casadas.
Mas enquanto está tentando ser boa, continua esbarrando os cotovelos, e, mais desgraçadamente, com os lábios, do notório libertino Harry Wright. 
Cada momento que ela passa com ele, corre o risco da ruína completa. As paixões sensuais que ele desperta nela são tão erradas... Mas Eliza simplesmente não consegue resistir ao irresistível Sr. Wright.

Capítulo Um

Na vigésima sexta noite de abril de 1810
-Não é romântico? - perguntou Georgie. - Ele e Margaret fazem um casal perfeito.
-Eu suponho que sim - disse Eliza, tentando ser diplomática.
Ela inclinou-se para ver melhor. Por que espreitando através de uma abertura nas portas duplas, só podia observar um vislumbre dos dançarinos.
Sir Roland Farnsworth não era exatamente a imagem que Eliza tinha de um romântico. Ele não era nem mesmo sua imagem de um cunhado desejável. Ele era mais sério e cauteloso do que os homens de sua idade deveriam ser. Ele não falou palavras doces a Margaret quando ele se voltou para ela através do salão. Na observação de Eliza, ele não envolvia Margaret — ou qualquer mulher — em uma grande conversa.
Mas tudo isso, ela poderia perdoar—se ele não fosse tão terrivelmente lento.
-Ele certamente esperou muito para pedir a mão de Margaret - disse ela. -Caracóis acasalam mais rápido do que Farnsworths.
Georgie deu-lhe um olhar censurador.
- Eliza.
-Bem, é verdade. Eu assisti.
-Você espionou Sir Roland?
-Não, eu espionei caracóis.
A irmã dela apenas balançou a cabeça dessa forma que dizia, Honestamente, Eliza.
Ela pressionou a testa na fresta entre as portas novamente, olhando o turbilhão colorido de cavalheiros e damas. Em noites como esta, parecia que isto era o mais próximo que ela poderia chegar a dançar entre eles. Ela tinha dezoito anos e ainda se esgueirava por vislumbres pelo buraco da fechadura, tudo por causa de um erro impulsivo—feito anos atrás. Tão miseravelmente injusto.
-Pareça feliz - Georgie insistiu. - Aquela é uma de nós, o que significa uma a menos em seu caminho. Em breve você terá a sua vez.
Oh, certamente. Quando ela tivesse trinta anos, talvez. Ainda tinha que esperar a vez de Philippa. A sonhadora Philippa.
-Peter Everhart está nesse salão de baile. - Ela deixou sua testa bater contra a porta. - Peter Everhart. Ele é tenente agora. Passaram anos desde que ele me viu, e ele vai estar de volta a Portsmouth na próxima semana. Este é o ano em que meus seios finalmente chegaram, e agora ele nunca vai perceber.
-Eliza. Eu acho que você prefere ser notada pela sua personalidade animada.
-Sim. Você poderia pensar isso - ela respondeu. - Eu não sou você.
Ela desejou ser como sua irmã, tão naturalmente paciente e obediente. Tais qualidades teriam sido uma benção, em sua situação.
Mas ela simplesmente não podia ser como Georgie — o gosto pela ousadia e emoção estava muito enraizado em sua natureza. Em uma família grande, uma menina tinha que esculpir seu próprio nicho. Mesmo quando eram crianças, Margaret tinha sido a responsável, enquanto, Philippa tinha a cabeça nas nuvens. Em seguida vinha Georgie, um doce. Eliza era o tempero. Essa era a maneira das coisas serem com as irmãs, não era?
Sua irmã endireitou as luvas.
- Eu fui convidada para dançar a próxima valsa com o coronel Merrivale.



2 de agosto de 2015

Meu Irresistível Conde

Série O Clube Inferno

O Clube Inferno: Em público, essa escandalosa sociedade de aristocratas londrinos é célebre por procurar o prazer e a libertinagem em todas as suas formas. Mas, em privado, são guerreiros que farão qualquer coisa a fim de proteger seu rei e sua pátria...

Outrora ela jurou se casar com Jordan Lennox, conde de Falconridge. Agora ela jura que o esqueceu. 
Depois de tê-la abandonado para viver uma vida repleta de segredos, 
Mara Bryce, lady Pierson, conseguiu se manter à distância, até que o conde aparece em Londres de forma inesperada, fazendo com que ela se apaixone por ele de novo.
Obrigado pelo dever a voltar à vida de Mara, o amor não demora a ser o motivo pelo qual Jordan fique em Londres.
Não conseguu se esquecer daquela tão apaixonada beleza, e nunca quis partir-lhe o coração. Mas essa recém-encontrada felicidade está em perigo..., pois o Clube Inferno exige muito dos seus membros, e a vital missão dele é revelar um mortal complô, que poderia ameaçar a própria vida dos dois...

Capítulo Um

Londres, 
— Tem um homem muito bonito que não para de olhar para você – disse Delillah entre dentes e com voz lânguida, enquanto as duas jovens e elegantes viúvas estavam sentadas em meio à endinheirada multidão reunida nas magníficas salas de leilão Christie’s, em Pall Mall. – Humm... Ele é muito elegante. É louro, tem um olhar ardente. Trajes impecáveis. Vamos lá, dê uma olhada. Vou ficar com ele se você não estiver interessada.
— Shhhh...! Estou tentando me concentrar!
Mara, lady Pierson, ignorou os esforços marotos da amiga para distraí-la, e continuou concentrando a atenção no leiloeiro, que, do alto do púlpito ao fundo da galeria de teto alto, realizava com elegância a venda da grande obra prima de um antigo pintor.
— Oitocentos e cinquenta... Alguém disse oitocentas libras? Oitocentas e cinquenta...
— Você não precisa de outro quadro, querida – opinou Delillah. – O que você precisa de verdade é de um amante, como eu já lhe aconselhei faz muito tempo.
— Eu lhe garanto que isso é a última coisa que preciso.
— Hipócrita...
Mara bufou, e mal prestou atenção à amiga quando o sinalizador subiu de novo. — Outro homem arrogante para me dar ordens? Não, muito obrigada. Acabei de me desvencilhar de um.
— Um amante, querida, é diferente de um marido.
— Bom, isso você sabe muito bem.
Delillah lhe deu um pequeno beliscão no braço por aquela insolência. Mara lhe lançou uma olhada marota de rabo de olho e depois cravou os olhos de novo no fundo da sala.
— Não, minha querida, eu lhe garanto que me viro muito bem sem homem. Tenho quase trinta anos e acabo de encaminhar a minha vida do jeito que me agrada. Por que eu deveria dar chance para algum homem fogoso de arruiná-la?
— Bom, não lhe tiro a razão. Mas os homens fogosos têm sua utilidade, querida. E eu até me atreveria a dizer que você aprenderia a usufruir deles com o tempo.
— Duvido muito. Não tenho talento para essas coisas... Pergunte ao meu marido – e olhou para a mundana amiga com cinismo.
Delillah sorriu de maneira compreensiva.
—Mais uma razão para que você encontre um homem que saiba satisfazer de verdade a uma mulher.
— E por acaso existe tal criatura? – murmurou Mara, observando o leiloeiro com atenção.
— Mas é claro que sim! Eu poderia deixar-lhe meu Cole..., mas não. Depois eu teria que lhe arrancar os olhos!
Mara riu suavemente.
— Não se preocupe. O seu Cole está a salvo de mim. O único homem que me interessa no momento tem dois anos.
— Pode até ser que seja assim, mamãe ursa, mas eu lhe advirto que, agora que terminou o seu período de luto, vão considerá-la presa fácil.
Mara deu de ombros, olhando com inquietude para os que competiam por aquele quadro na sala de leilões.
— Seja lá quem for que tente só vai perder tempo.
— Eu ouvi novecentas?
Mara levantou a raquete numerada mais uma vez, enquanto Delillah deixava escapar um suspiro de tédio.
— Por quê você vai gastar uma fortuna com esse velho e deprimente retrato da esposa de algum mercador alemão? É horrível, e tem o nariz bulboso.
— Arte não é apenas beleza, Delillah. Além do mais, o quadro não é para mim.
Mara fez uma careta diante do elevado preço anunciado pelo leiloeiro.
— Mil libras!


Série O Clube Inferno
1- Meu Perverso Marques
2- Meu perigoso duque
3- Meu Irresistível Conde

31 de julho de 2015

Casar antes de ir para cama com ele

Série Escola de Senhoritas



Esta maravilhosa conclusão da série escola de senhoritas de Sabrina Jeffries, conta a história de Charlotte Harris, a diretora da amada escola. 

Ao longo da série, os leitores se perguntam sobre a relação de Charlotte com o misterioso correspondente, primo Michael. 
Sua identidade será finalmente revelada neste divertido e sexy final.


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Novembro 1824
Charlotte Harris, diretora e proprietária da escola para senhoritas da senhora Harris, sentada à sua mesa e lendo — duas vezes — a carta que havia escrito implorando ao primo Michael, seu benfeitor anônimo. Então ela parou. Que sentido tinha escrever, quando todas as cartas ao advogado eram devolvidas fechadas? Secou as mãos molhadas na saia. Ele devia saber da situação desesperada em que a escola estava — ele sabia de tudo —. E até seis meses atrás, ele sempre lhe dizia tudo o que sabia. Mas depois dela tanto pressioná-lo sobre sua identidade, ele interrompeu a correspondência. E ela não soube mais uma palavra dele desde então. O temor se apoderou dela instigando o nó que sentiu tantas vezes durante os últimos dias no estômago. Ok, talvez ele tivesse boas razões para estar zangado com ela. 
Ela havia concordado que não o pressionaria sobre a identidade dele. No entanto, como ele poderia abandoná-la depois de tanto tempo? Ele fez parte da fundação da escola há quatorze anos. Na verdade, sem ele não teria nenhuma escola.
Ela provavelmente ainda estaria definhando como uma professora na escola de Chelsea, sonhando com o dia em que pudesse abrir sua própria instituição governada por seu próprio currículo e suas próprias regras. Agora, seu vizinho idiota, Sr. Pritchard, estava prestes a jogar tudo fora.
Ele estava espalhando rumores de que estava prestes a vender a propriedade de Rockhurst, contigua a escola, ao proprietário de uma pista de corrida em Yorkshire. Ela já podia ver aqueles homens brutos reunindo-se para apostar nas corridas, esparramados no gramado da escola e abordando suas meninas. Como poderia o primo Michael ficar parado e deixar isso acontecer? Ele era dono da propriedade.
Não se importava se ela fosse forçada a fechar? Ela engasgou. Isso era o que mais doía — a possibilidade de que estivesse permitindo que isso acontecesse para conseguir lucros mais altos.
Desde o início, o aluguel era menor do que o aplicado por outros proprietários em Richmond, e agora, com os valores das propriedades na área nas alturas, estava ridiculamente baixo. Em todos esses anos, seu misterioso primo nunca aumentou.
Por quê? Ela não tinha certeza. Talvez porque percebeu que ela só poderia pagar um aumento modesto? Isso era especialmente verdadeiro agora que as matriculas haviam reduzido, alimentada pelos escândalos de algumas das alunas do último ano.
Se os rumores sobre uma possível venda da propriedade vizinha resultassem verdadeiros, isso só iria piorar as coisas. 
Ela teria que lutar contra isso. Se tivesse pensado que Rockhurst seria comprada meses atrás, ela e suas amigas teriam várias boas ideias para frustrar o Sr. Pritchard.
Elas poderiam fazer um pedido ao Conselho de Licenciamento de novo, ou...

Série Escola de Senhoritas
1- Seduzir um Patife
2- Alguém a quem amar
3- A Vingança Escocesa

4- Um Pilantra em minha Cama
5- Nunca pactue com o diabo
6- Casar antes de ir para cama com ele
Série Concluída


29 de julho de 2015

Era uma vez uma Princesa

Série Família Real Cardinia





Tanya, uma bela e exótica jovem trabalha como uma escrava em uma taberna no Mississipi. 

Não conhece sua origem, desde bebê ficou com um casal, os quais pensava serem seus pais, até que a mulher antes de morrer contou que ela não sabia quem era sua mãe e que está morrera de febre sem esclarecer até mesmo o seu nome. 
Um estrangeiro chega e alega que ela é uma princesa de uma região da Europa Oriental, um local distante – Cardinia – e que ele e seus acompanhantes a levariam de volta. Ela não acredita. Então, eles a sequestram. Ela tenta retornar ao Mississipi, acha que é americana. 
Ela ignora seu sangue real e o príncipe Stefan Barany, tem certeza que ela é a princesa Tatiana Janacek, devido à uma marca feita por seu pai. O príncipe tenta devolve-la ao trono através do casamento.

Série Família Real Cardinia
1- Era uma vez uma Princesa

27 de julho de 2015

A Indomável

 Série V

Chloe Gresham não esperava uma recepção calorosa, afinal, seu novo guardião era um total desconhecido.

Mas quando Sir Hugo Lattimer adentrou Denholm Manor, depois de uma noite de farra e descobriu que ele estava vinculado a uma jovem pupila incontrolável e bonita, o belo solteiro deixou perfeitamente claro que não queria nada com ela. 
Chloe, no entanto, tinha suas próprias idéias...
Impulsionado por memórias sombrias de um desesperado tormento, a última coisa que Hugo precisava era uma estudante irritante, enfurecedora, imprevisível, e especialmente uma cuja deslumbrante beleza e sensualidade natural desafiavam o seu autocontrole. 
No entanto, ele devia à moça e para isso precisava transformá-la em uma dama e casá-la com um jovem senhor rico, em Londres. E, por Deus, iria fazê-lo... caso pudesse resistir à tentação de levá-la para sua cama... e se também pudesse mantê-la a salvo daqueles que usaria uma jovem inocente para executar uma desavergonhada vingança.

Capítulo Um

Agosto de 1819,
Já tinha avançado a manhã quando o fatigado cavalo percebeu, por fim, o aroma do lar, transpôs a entrada de pedra e entrou pelo acidentado atalho que conduzia à casa senhorial de Denholm Manor.
O animal soprou pelo nariz, levantou a cabeça e, quando a casa branca e negra, protegida em parte pelas árvores, apareceu ante sua vista, pôs-se a trotar. O sol quente iluminava as janelas gradeadas e iluminava as vigas vermelhas do teto alto.
A casa tinha um ar de descuido que se manifestava no caminho com seus sulcos de lodo endurecido invadido de ervas daninhas nos emaranhados arbustos, um triste resto do que tinham sido em outros tempos cercas vivas lindamente podadas.
Hugo Lattimer deteve seu cavalo, sem registrar nada disso. Só percebia que lhe palpitava a cabeça, tinha a boca ressecada e lhe ardiam os olhos. Era incapaz de recordar como havia passado as horas transcorridas desde que saíra de sua casa na noite anterior: certamente, em alguma taverna dos subúrbios de Manchester, bebendo um desses conhaques que queimam as tripas e divertindo-se com alguma rameira, até cair sem sentido. Era seu modo habitual de passar as horas noturnas.
Sem necessidade de receber indicações, o cavalo passou por debaixo do arco de entrada que havia a um lado da casa e entrou no pátio pavimentado. Então Hugo notou que em sua ausência tinha acontecido algo fora do comum.
Piscou, sacudiu a cabeça e observou perplexo, a carruagem de aluguel que descansava ao pé da escadaria de entrada da casa. Visitas... Ele jamais recebia visitas. A porta lateral estava aberta; isto também era pouco usual. Em que diabos estaria pensando Samuel?
Já abria a boca para gritar chamando Samuel quando um cão mestiço saiu saltando pelo vão da porta, ladrando a mais não poder, e desceu os degraus mostrando os dentes, o pelo do pescoço arrepiado, e em uma demonstração de incongruência, meneando a cauda como se lhe desse as boas-vindas.
O cavalo relinchou assustado e escorregou de lado pelas pedras. Hugo lançou uma maldição e o reprimiu. O cão desconhecido saltava ao redor do cavalo e cavaleiro, ladrava e movia a cauda como se estivesse saudando dois amigos que fazia muito não via.
— Samuel! — Vociferou Hugo, saltando de sua montaria e fazendo uma careta quando o violento movimento lhe provocou uma aguda dor na cabeça. Ficou de cócoras, aproximou sua cabeça ao buliçoso cão e explodiu: — Silêncio! — Em um tom tão baixo e feroz que o animal retrocedeu, meneando a cauda, desconcertado, e deixando pender fora de sua boca uma língua muito longa e babosa.
Samuel não aparecia; lançando um xingamento baixo, Hugo soltou as rédeas, deu ao cavalo uma palmada na garupa, sinal conhecido para que se fosse para o estábulo, e subiu os degraus da escadaria lateral de dois em dois, com o cão junto a seus calcanhares e em um bendito silêncio... por hora. Hugo se deteve no grande vestíbulo, com a sinistra sensação de que essa não era sua casa.
Um feixe de luz entrava pela porta aberta do outro lado do enlameado piso; as bolinhas de pó bailavam nos raios que entravam pelas janelas gradeadas; uma grossa capa de pó cobria o aparador de carvalho apoiado contra a parede e a maciça mesa Tudor, da mesma madeira.
Tudo isso estava como sempre. Mas o centro do recinto estava cheio de baús, caixas e artigos variados que, a princípio, Hugo não conseguiu identificar. Depois de uns instantes, sob seu olhar incrédulo, um desses objetos se definiu como uma gaiola com um papagaio.
Depois de havê-lo examinado melhor descobriu que tinha uma só pata. Inclinava a cabeça e lançava uma enxurrada dos mais obscenos insultos que Hugo jamais tinha ouvido em seus dez anos de serviço na Armada de Sua Majestade.
Desconcertado, virou-se lentamente. Sem querer, pisou no rabo do cão e este disparou, se lamentando, e depois a estendeu como um peludo leque sobre o piso.
— Fora.

 Série V
1-  Heart's Folly
2-  Virtude
3- A Indomável

26 de julho de 2015

O Duque

Série Remmington
Uma deslumbrante farsante!
Lady Lily Walters cumpriu com seu papel perfeitamente.
Em cada baile da sociedade e em cada festa elegante, seus vestidos curtos e seu bate-papo vazio, mantiveram todos os presentes tentando adivinhar a verdade. Mas detrás de seus flertes sensuais, ela era uma espiã. 
Voluntariamente, arriscava sua vida para proteger quão segredos que só ela podia divulgar. 
Mas quando o perigoso e atraente Duque de Remmington a tomou em seus braços, encontrou-se desejando terminar com essa farsa e lhe mostrar a mulher que realmente era...
Um perigoso desejo.
Para Remmington, um homem a quem os segredos e as cicatrizes tinham ferido profundamente, Lady Lily era só outra mulher formosa para desfrutar e depois descartar... até que a encontrou correndo aterrorizada pelas ruas de Londres.  Repentinamente soube que ela era algo mais que uma mulher sedutora, como simulava ser. Ele não sabia por que sua vida estava em perigo, só sabia que devia protegê-la. Ainda que tivesse de forçá-la a esconder-se em sua própria casa e comprometer gravemente sua honra, ele faria algo mais... a levaria a desatar toda sua paixão em uma guerra de intrigas na qual o maior risco era apaixonar-se.

Londres, 1813
—Uma desavergonhada, isso é o que é.
Lily Walters tentou ignorar o insulto expresso em um sussurrou e centrou sua atenção em um ponto imaginário no outro extremo do salão de baile de lorde e lady Ashland, medindo com precisão seus passos enquanto atravessava a sala. Mais de quinhentas pessoas se encontravam na enorme sala, e a música do mais seleto quarteto de Londres se via amortecida pelas risadas e conversas que enchiam o salão. 
A sua esquerda, oferecia-se um esplêndido bufê, enquanto que a pista de dança dominava o lado oposto do salão. Lily disse a si mesma que era de se esperar a presença de debutantes pouco discretas como as quatro que permaneciam de pé perto da mesa do bufê. As maldades que sussurravam atrás de seus leques enfeitados não deviam lhe afetar.
Entretanto, uma jovem chamada Margaret Granger se assegurou de que sua voz pudesse ser ouvida por cima dos sussurros.
—Pobre Osgoode... Que descanse em paz. Mal faz três meses que jaz em sua tumba e ela já volta a fazer vida social como se nunca tivesse existido. Vocês já viram algo mais impróprio em suas vidas?
Lily sentiu como subia o rubor em seu rosto. Desejava que, ao menos, Margaret e suas amigas tivessem a decência de comentar o tema em suas costas, como o resto do mundo. No entanto, embora a sala estivesse cheia dos sons da música e das conversas, era impossível ignorar suas vozes.
—O pobre infeliz do Osgoode — Margaret continuou— deixou a vida naquele duelo e ela nem sequer teve a decência de ficar de luto.
—Um duelo? —uma de suas amigas perguntou—. Eu achava que Osgoode havia sido vitima de uns assaltantes.
—Ao amanhecer e em Regent's Park? — Margaret contrapôs —. Os fatos falam por si. Inclusive perguntei a meu prometido sobre o acontecido e ele também acredita que é evidente que lorde Osgoode faleceu em um duelo.
—Seu prometido? Você está dizendo que está comprometida?
As outras debutantes começaram a falar em sussurros excitados, mas Margaret respondeu com um dramalhão a suas suplicas para que lhes contassem mais detalhes.
—Não, temo que não possa lhes dizer mais nada. Remmington insistiu em que mantivesse nossas conversas sobre o compromisso em segredo.
Lily perdeu o passo e quase tropeçou, mas recuperou a compostura enquanto olhava de soslaio para a mesa. Só Margaret a observava. A loira sorriu e afastou seus cachos colocando-os sobre um de seus ombros, depois sussurrou algo à garota que permanecia ao lado dela. Lily se acalmou respirando profundamente, e continuou seu caminho depois de perceber que as malevolências de Margaret podiam machucá-la.
Finalmente, conseguiu que a conversa de Margaret se confundisse entre as vozes confusas que competiam com a música, entretanto, Lily ainda sentia seus efeitos nela. Uma estranha dor atingia seu peito e tinha feito tal nó na garganta que mal podia respirar. O ambiente no amplo salão estava muito carregado por causa do aroma dos perfumes rançosos e dos aromas subjacentes fruto da aglomeração de gente demais em um só lugar. Lily abriu seu leque, mas a brisa forçada não lhe pareceu nada refrescante.
Um brilho de cor atraiu sua atenção e olhou para um par de palmeiras que havia no terraço. Em um oceano de vestidos de baile em tons pastel, só Sophie Stanhope usaria um tom fúcsia tão chamativo. Voltou a vislumbrar algo dessa intensa cor através das folhas e acelerou seus passos.
—Lady Lillian!

Série Remmington
1– O Senhor da Guerra
2– Acorrentados
3– O Duque
4– O Guerreiro Sombrio
Série Concluída

O Castelo do Lobo





Apaixonada por seu protetor.

Obrigada a se casar com um homem a quem abomina, Thomasina terá que se valer de toda a sua virtude e coragem para colocar os deveres de família acima da própria felicidade. 
Até que sua vida muda de rumo ao ser raptada durante uma terrível invasão! 
Cativa do lendário Lobo de Gales, não tarda para Thomasina sentir uma irresistível atração pelo homem protegido pela pesada armadura. Embora tenha abduzido Tamsin em nome da vingança, Rheged não consegue abafar a voz de seus instintos de proteção. Mas amá-la poderia tornar ainda maior a ira dos inimigos do Lobo!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
A luz tremeluzente dos tocheiros e das velas de cera de abelha no salão nobre do castelo DeLac sombreavam as tapeçarias com estampas de caçadas e guerras, penduradas à parede. A lareira estava acesa, aquecendo o salão do frio da tarde de setembro.
Dos dois lados da lareira, cavaleiros e damas sentavam-se às mesas perto do palanque, onde lorde DeLac, sua filha e os convidados mais importantes compartilhavam a refeição da noite.
Cachorros circulavam pelas mesas, procurando pedaços de comida que caíam no piso de pedra. Um menestrel franzino, vestido de azul, entoava uma canção com a voz trêmula, que versava sobre um cavaleiro que enfrentava uma batalha para salvar seu amor perdido.
Sir Rheged de Cwn Bron, não estava interessado na refeição, nem na canção ou nos outros convidados. Que os nobres passassem o resto da noite se divertindo com bebidas, danças e músicas, enquanto ele descansaria para o torneio do dia seguinte. 
Assim, levantou-se, ajeitou a sobreveste preta e seguiu para a porta de onde espiou aqueles que competiriam com ele no torneio, uma disputa que mais parecia uma batalha de verdade do que uma competição entre cavaleiros. 
Alguns deles, como o rapaz animado vestido de veludo verde brilhante, ou o velho cavaleiro que cochilava de tanto vinho, seriam fáceis de vencer, um por ser jovem demais e sem experiência, outro velho demais para se mover com agilidade. Havia outros que tinham vindo mais para se divertir nas competições do que para ganhar o prêmio.
O prêmio estava dentro de uma caixa de ouro, cravejada de pedras, uma das razões pelas quais Rheged estava ali, além do pagamento em armas e cavalos daqueles que derrotaria na disputa. Ele era um veterano de muitas batalhas, acostumado a participar de torneios, quando testava suas habilidades.
Conforme ele seguia pelo corredor, outros cavaleiros comentavam a seu respeito:
— Esse não é o Lobo de Gales? — perguntou um normando bêbado.
— Por Deus, é ele mesmo! — murmurou outro.
— Por que ele não corta o cabelo? — perguntou uma mulher. — Ele parece um selvagem.
— Minha querida, ele é um galês — respondeu outro nobre com desdém. — Todos eles são selvagens.
Houve uma época em que Rheged se incomodava com aqueles comentários e insultos. Mas agora o que importava era vencer nos campos. Se acreditassem que ele lutaria com a determinação de um selvagem por causa do cabelo, tanto melhor.
O céu não tinha nenhuma nuvem quando Rheged saiu para respirar ar puro. A lua cheia iluminava os campos como se fosse dia, embora o vento anunciasse chuva. Mas, não seria uma tempestade, nada que justificasse adiar o torneio.
Um facho de luz, saindo de uma porta semiaberta de uma construção baixa adjacente ao salão nobre, iluminou os pedregulhos do pátio. Era a porta da cozinha, de onde vinha o som de panelas se chocando e conversas dos criados.
Dali saiu uma mulher de vestido escuro com uma sobreveste mais clara por cima, carregando uma cesta grande e fechando a porta com os quadris. Rheged reconheceu lady Thomasina, a sobrinha do anfitrião, vestida como uma freira com uma longa trança descendo-lhe pelas costas. Quando a conheceu, Rheged tinha ficado impressionado pela inteligência que reluzia em seus olhos castanhos. A responsabilidade de gerenciar a casa devia ser da linda filha de lorde DeLac, Mavis, quando na verdade a tarefa ficava por conta de Thomasina.
Rheged a observou cruzar o pátio até um portão menor que antecedia o portão duplo. Nem mesmo o vestido simples escondia a altivez e elegância natural dela. Os guardas abriram o portão para ela passar. O burburinho de vozes dos pobres famintos, ansiosos pelos restos da festança, remeteu Rheged à infância.
— Obrigada, milady!
— Deus a abençoe, milady!

24 de julho de 2015

Terra Selvagem




Kenneth Malory perdeu sua esposa e o bebê que esperavam.

Culpou-se por tê-la deixado sozinha naquela manhã, e já não se importa mais em saber se vai viver ou morrer.
Por isso, abandona seu rancho e vai em busca dos assassinos.
Prometeu a si mesmo encontrar e acabar com eles. Um por um.
Abbyssinya St. James, Abby, é jornalista. 
No entanto, em Boston, vê-se obrigada a publicar seus artigos com um pseudônimo masculino. Por isso, quando herda de seu tio Thomas, um pequeno jornal, em Santa Fé, não hesita e aceita o desafio. Enquanto atravessa o país, emocionada com a aventura, nem imagina que, não só terá que enfrentar criminosos, mas o homem mais enfurecido de todo o Oeste: um maldito caçador de recompensas.

Capítulo Um

Estava morrendo.
O fato em si já não importava, mas o que o afetava, o que o fazia desistir mentalmente, era a frustrante sensação de ter perdido. Sobretudo em ter falhado com Lidia. Desde aquele fatídico dia em que tudo aconteceu, havia tratado de vingar a vida de sua esposa e do filho que esperavam, e agora, como uma foice pairando sobre ele como um manto de agonia, a única coisa em que conseguia pensar era não ter podido levar a cabo sua vingança.
Alguém falava a seu lado, mas Kenneth Malory apenas captava as palavras. Os sons se desvaneciam tal qual luzes e cores, deixando ao redor um vazio frio, mortal, contra o qual não parecia capaz de lutar. Em imagens sobrepostas e aceleradas, recordou aquela tarde, em que sua vida deixou de ter sentido...
Havia saído com a maior parte de seus homens na tentativa de recuperar algumas cabeças de gado, dispersas pelo vale.
Nada indicava, naquela fria manhã, que seu mundo poderia virar de cabeça para baixo. Ao sair, não quis acordar Lidia, porque tinham-se deitado tarde na noite anterior, ao se lançarem na cama como adolescentes ansiosos, entre risos e carícias, para depois fazerem amor de maneira lenta.
Lidia ainda era uma menina, com apenas dezoito anos completos, morena e delgada como o leito de um rio, a pele suave, delicada e feminina.
Uma criatura capaz de converter o próprio Diabo em São Miguel Arcanjo. Ao conhecê-la, acreditou que era exatamente o que precisava o que necessitava depois de ter participado de uma guerra impiedosa em que guardava tristes recordações, marcando-o com raiva e consternação. Era um porto de paz para seu espírito. Apaixonou-se por ela e foi correspondido.
Esperavam um bebê. Faltavam apenas três meses para o seu nascimento e Ken estava no sétimo céu, dede que ela havia lhe dado á notícia. A vida lhe sorria. Tinha vinte e seis anos, um rancho próprio herdado de seu avô paterno, mais de dez mil cabeças do melhor gado e vontade suficiente para fazê-lo prosperar, expandindo-o, e conseguindo para sua jovem esposa e para o filho que ia chegar, um lugar para serem felizes. Mas a maldita tormenta que havia caído na noite anterior, tinha dispersado parte do gado, e eles saíram para recuperá-los.
Desde que havia terminado a Guerra da Secessão1, apenas alguns conflitos existiam no território. Por outro lado, seu rancho estava localizado longe o suficiente da cidade, mal recebiam visitas, apesar de irem com frequência ao rancho de sua irmã Vicky, felizmente bem casada com o bom Clay.
Dois homens ficaram de guarda no rancho: o jovem Conrad Thyssen e Bob Bradfort, um velho rabugento que trabalhava ali há anos. Bradford conhecia o rancho como a palma de sua mão, resmungão ou não, era incomparável em seu trabalho, e por este motivo tinha a total confiança de Ken, que no decorrer dos anos, tinha desenvolvido um verdadeiro carinho pelo velho vaqueiro. Recuperar o gado disperso tinha demandado mais tempo do que o previsto.
Assim quando o dia terminou, esgotados e suados, mas com bom ânimo, ele e seus homens regressaram a Siete Estrellas.
Foi seu avô quem colocou o nome no rancho, baseando-se na crença dos índios, por quem sempre sentiu respeito, passado aos seus descendentes. Os Lakotas e, os pawnis se guiavam na posição das Sete Estrelas (as Plêiades), para determinar o ano cerimonial.
Faltava menos de uma milha para chegar ao rancho, quando Ken pressentiu que alguma coisa estranha tinha acontecido. Uma fumaça negra subia no horizonte manchado de vermelho. Com o coração oprimido por um medo repentino, esporeou seu cavalo, deixando os outros homens para trás.
Sua casa estava em chamas, saltou da montaria de seu cavalo, antes mesmo que ele parasse da louca corrida por ele imposta, gritando o nome de sua esposa. O corpo crivado de balas do velho Bob deixou-o paralisado, aumentando seu medo. 
Já não havia dúvida: a tragédia havia atingido a ambos, com toda crueldade. Como um louco, com as batidas do coração ensurdecendo seus ouvidos, correu para casa onde as chamas devoravam as paredes e os telhados, que desmoronou tão logo cruzou o portal.
Ken nada escutava, apenas a descompassada batida de seu sangue, surdo aos chamados de seus homens, que atrás dele, tinham começado a tentar apagar o incêndio e o preveniam sobre o perigo de um desabamento total. Desviava dos escombros e das vigas em chamas cruzando a sala. A leve esperança de que Lidia pudesse ter escapado do desastre, deu-lhe forças para entrar no corredor que levava aos quartos.
Empurrou a porta do quarto do casal. E ficou pregado no chão.






21 de julho de 2015

O Lorde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados




Lordes e Ladies podem se tornar companheiros distantes...

A festa na casa do Visconde promete ser um dos destaques da temporada, e Laird e Lady Kilgorn estavam encantados em comparecer.
No entanto se esse casal há muito tempo separado soubesse que ambos foram convidados — e que lhes foi reservado o mesmo quarto...
Lady Kilgorn não viajou quilômetros de sua casa confortável para que tivesse que compartilhar um quarto muito pequeno com o escocês canalha e bonito, que ela se casara quando muito jovem — e com extrema avidez!
E a última coisa que Laird Kilgorn precisa é ser provocado pela visão de sua esposa, cada vez mais linda! Mas enquanto o fim de semana avança, o casal vai descobrir que há alguns incêndios que até mesmo o tempo não pode apagar...

 Capítulo Um

Eleanor, condessa de Kilgorn, se afundou ainda mais na banheira de cobre, depois da longa viagem de carruagem, a água quente era maravilhosa, o nó de tensão nas costas começou a afrouxar. Mas não o nó que tinha no estômago, que seguia duro e tenso.
Fechou os olhos e tentou respirar fundo. Durante toda a longa viagem desde a Escócia, tinha esse nó pesado no ventre. Tinha desejado voltar atrás a cada quilômetro que a tinha trazido para esta terra tediosa e antinatural. Seu lugar não estava aqui, entre esses toscos convidados.
 Seu lugar era em casa, entre os despenhadeiros e os lagos, a salvo em Pentforth Hall. Agarrou a borda da banheira. Mas em Hall, já não estava mais a salvo, graças a esse verme do Pennington. Esse bastardo baboso.
Por quê Ian o tinha contratado? Acaso não pode encontrar um administrador mais adequado, menos desprezível, quando o senhor Lawrence, aquele doce velhinho, se aposentou? Por acaso…? Deus santo!
Se incorporou de um salto e um pouco de água foi parar no chão. Estava na Inglaterra, muito perto de Londres. Por acaso Ian... ? Ele não podia estar aqui, verdade? Era por isto que foi convidada? Para que esses sassenach  pudessem rir dela enquanto observavam como o conde de Kilgorn rechaçava publicamente sua inoportuna esposa? 
Obrigou os dedos a relaxar e afrouxar a pressão que faziam na borda da banheira. Não, de certo que não. Ian declinaria qualquer convite que a incluísse. Sem dúvida tinha tão pouca vontade de vê-la como ela à ele. — Os lacaios eram muito atraentes, não é mesmo, milady? Para ser sassenach, claro. — Annie, sua jovem criada, sorriu amplamente e alcançou o sabonete; — Percebeu como me olhava o de olhos azuis?
 — Não, não me dei conta — Annie não ia começar a perseguir os lacaios de Lorde Motton, certo!? Aquela reunião já era ruim o suficiente sem isto.
— Não acredito que sua mãe gostasse de escutar o quão atraentes te parecem os lacaios de Lorde Motton, Annie.
— Oh, mamãe não ia se importar. Ela sabe que tenho olhos na cara — resmungou Annie, enrugando o nariz enquanto olhava a sua volta. — E agora o que estou vendo é essa pequena ratoeira. Achei que iam lhe dar um dormitório mais elegante, milady.
A habitação era… acolhedora, estava quase toda ocupada por uma cama de quatro colunas. — É perfeitamente adequada para mim.
 — Mas a senhora é uma condessa. Merece o melhor.
 — Besteira — uma condessa sem um conde era mais uma figura alvo de diversão do que de respeito. Só esperava que não ficassem lhe olhando como tontos. Seu estômago revirou. Talvez, além dos nervos, tivesse fome. Tinha comido horas atrás. — Não disse que ia descer para me trazer o chá?
— Sim, é verdade — Annie se olhou no espelho e alisou a saia.
— O chá, Annie. Apenas, o chá. Não olhe para os lacaios. Annie deu risada. — A senhora se preocupa mais do que a minha mãe. Nell suspirou quando a porta fechou e se virou para o fogo da lareira.
Era bem provável que se preocupasse mais que Martha que tinha criado cinco filhas, enquanto que Nell não tinha sido capaz nem de dar à luz a seu pobre filhinho.









Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- The Naked Viscount
7- The Naked King
Série Antiga - em Séries

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