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6 de abril de 2018

A Duquesa

Série Saga Montgomery

Inglaterra, 1886. 
A jovem norte-americana Claire Willoughby só poderá receber a fabulosa herança de seu avô e salvar da ruína sua esbanjadora família, se se casar com o homem "adequado". Claire não demora para achar um marido com título nobiliário: o escocês Harry Montgomery, décimo primeiro duque de MacArran.
Harry possui um histórico castelo em Bramley, é loiro, bonito e parece encarnar toda a tradição e magia da Escócia. Entretanto, não tem dinheiro e carece totalmente de engenho e motivação para ganhar a vida ou tirar proveito de suas propriedades.
Quando foi anunciado o compromisso entre a jovem herdeira e o encantador nobre, a futura duquesa viaja a Bramley para conhecer o excêntrico clã dos Montgomery, e casualmente, a um estranho personagem: Trevelyan.
Trevelyan, é cínico, altivo e fascinante. Desvendará Claire os misteriosos vínculos que o unem aos membros do clã e se converterá em seu melhor amigo e confidente?
Dividida entre o amor e a paixão que suscita nela o aventureiro Trevelyan e o sentido de dever que a obriga a casar-se com Harry, Claire deverá tomar uma decisão.

Capítulo Um

Londres 1883
Claire Willoughby se apaixonou por Harry, décimo primeiro duque de MacArran, a primeira vez que o viu... como ocorreu com as demais mulheres do salão. Mas não foi somente a incrível beleza do homem o que a fez apaixonar-se. Não foram seus ombros, de uma largura descomunal, ou seus espessos cabelos loiros e brilhantes olhos azuis. Nem foram suas pernas musculosas, por todos os anos de montar cavalos indômitos, expostas vantajosamente sob o vistoso kilt verde. Não, não foi o que viu o que fez com que o piso tremesse sob seus pés; foi o que ouviu.
À vista do kilt, com o sporran prateado pendurando de sua cintura, a adaga de cabo de marfim embainhado em sua grosa meia de lã e o tartan jogado sobre um ombro, seguro pelo broche do lorde, ouviu um homem solitário tocando uma gaita de fole. Ouviu a brisa por cima dos brejos e a melodia local. Ouviu os canhões de Culloden e os gemidos das viúvas chorando a seus homens caídos. Ouviu os gritos de alegria pela vitória e o silêncio desesperado da derrota. Ouviu o rumor de esperança ante o aparecimento do príncipe Charlie e ouviu a desesperança quando o derrotaram. Ouviu a traição dos Campbell e ouviu o triste, triste lamento de dor dos escoceses em sua secular batalha contra os ingleses.
Harry por sua vez viu uma americana baixa e bonita, certo, mas o que a fazia quase linda era a expressão de seu rosto. Uma expressão ansiosa, interessada em tudo e por todos. Quando olhava Harry sentia que era o único ser na Terra que merecia ser escutado. Seus grandes olhos castanhos refletiam curiosidade e inteligência. Seu corpo pequeno e enérgico se movia com rapidez e caminhava com uma decisão que a maioria das mulheres não possuía.
Harry não demorou em compreender que gostava do fato de que Claire fosse uma mulher de ação. Não podia estar sentada, quieta, nem um instante, e sempre queria ir a todas as partes e ver coisas. Claire sugeria excursões e se encarregava da comida, e o único que Harry e seus amigos deviam fazer eram aparecerem. O fazia rir e lhe distraía. Às vezes falava muito a respeito da história da Escócia, mas achava extremamente divertido que a narração de uma batalha que tinha acontecido há mais de cem anos atrás lhe enchesse os olhos de lágrimas. Parecia haver centenas de homens mortos que ela considerava heróis e que, a seu parecer, tinham realizado façanhas de grande valentia e importância. Ao falar desses homens, seus olhos se tornavam sonhadores, perdiam-se no infinito. Enquanto, Harry passava o tempo admirando seus seios.





5 de outubro de 2010

A Duquesa

Trilogia Legacy



Paixão e intriga!

Por ser sempre serena e controlada, a filha ilegítima do conde de Chase é chamada de Duquesa.
Após ficar órfã, ela recebe a inesperada notícia de que foi legitimada e transformou-se em uma herdeira.
Porém, ao discordar das cláusulas do testamento de seu pai, ela descobre que a única maneira de consertar a situação é casando-se com seu teimoso primo... 
Dono de um temperamento explosivo, Marcus, o novo conde de Chase, fica revoltado ao saber das providências tomadas pelo tio e vai para Paris.
Ele não imagina, contudo, que logo se verá preso a um casamento indesejado com a distante Duquesa.
De volta à propriedade da família, os dois se deparam com a visita de parentes americanos em busca de um tesouro escondido.
Enquanto isso, misteriosos atentados que põem em risco a vida de Duquesa aproximam o casal, trazendo à tona os reais sentimentos que têm um pelo outro...

Prólgo

Em junho de 1804, no segundo dia de sua visita a Chase Park, aos nove anos de idade, ela ouviu uma criada dizer a Tweenie que ela era uma bastarda.
— Uma bastarda!? Absurdo! A menina é uma bastarda, Annie? Todo mundo diz que é uma prima da Holanda ou da Itália...
— Prima da Holanda ou da Itália o diabo! A mãe dela mora perto de Dover, e o senhor a visita freqüentemente. Ouvi a sra. Emory contar à cozinheira. Sim, ela é filha bastarda do lorde. Veja aqueles olhos azuis!
— É muita ousadia do lorde trazer sua bastarda para cá, no nariz de milady!
— Sim, mas a nobreza é assim. O lorde deve ter uma coleção de bastardos espalhados por aí. Que diferença faz mais um? Mas ela está aqui e, por isso, deve ser especial. E é toda sorriso e doçura, como se este fosse o seu lugar! Milady ignora a menina, mas ela vai passar pelo menos duas semanas aqui.
— E mais do que o suficiente. Imagine, trazer uma bastarda a Chase!
— Mas a menina é bonita!
— E o lorde é tão belo quanto o avô dele. Minha avó me contou que ele era um cavalheiro de grande nobreza e beleza... Faz sentido que a menina seja linda. Aposto que a mãe também não é feia. Ouvi a sra. Emory dizer que eles estão juntos há doze anos... como se fossem casados.
As duas criadas se afastaram, ainda conversando. Ela permaneceu escondida em um dos muitos nichos do corredor do segundo andar, imaginando o que seria uma bastarda. Não era nada bom, isso ela sabia.
O conde de Chase era seu pai? Ela balançou a cabeça veementemente.
Não, ele era seu tio James, irmão mais velho de seu pai, e ia visitá-la a cada dois meses para se certificar de que ela e a mãe estavam bem.
Seu pai fora morto em fevereiro de 1797, quando tropas francesas tinham invadido a Inglaterra.
Ela sempre ouvia a mãe dizer como havia quase dois mil franceses, não soldados de verdade, mas criminosos, todos libertados de prisões e perdoados em troca do ataque a Avon e da destruição de Bristol, seguida de Liverpool.
Sua mãe dizia também que aqueles criminosos franceses tinham desembarcado em Pencaern, e lá haviam sido enfrentados e rendidos pelo exército de Pembrokeshire.
E seu pai liderara aqueles bravos ingleses, que derrotaram os franceses que ousaram pisar em solo britânico. Não, seu verdadeiro pai era o capitão Geoffrey Cochrane, e ele morrera como herói, defendendo a Inglaterra.
Os olhos de sua mãe sempre se tornavam mais suaves quando ela dizia:
— Seu tio James é um nobre, minha querida, um homem muito poderoso, com muitas responsabilidades, mas ele vai cuidar de nós para sempre. Ele tem a própria família, por isso não pode nos ver sempre. As coisas são assim e sempre serão. Mas, não esqueça, ele nos ama e nunca vai nos abandonar.
E quando ela completara nove anos, sua mãe a mandara para passar duas semanas com tio James em sua magnífica mansão chamada Chase Park, perto de Darlington, no norte de Yorkshire.
Ela havia implorado à mãe para acompanhá-la, mas ela simplesmente balançara a cabeça e dissera:
— Não, minha querida, a esposa de seu tio James não gosta de mim. Fique longe dela. Você tem primos lá e vai se aproximar deles, mas mantenha distância da esposa de seu tio. Lembre-se, amor, nunca fale sobre você. E aborrecido, não acha? Muito melhor guardar segredos e ser misteriosa.
Ela havia evitado a condessa de Chase com pouca dificuldade, porque a dama, na única vez em que a vira, a olhara com grande desprezo e depois saíra da sala. Nem ela nem seus primos se uniam ao conde e à condessa na sala de jantar todas as noites; por isso era fácil manter-se longe dela.
Tio James era diferente ali em sua mansão, com tantos criados em uniformes elegantes de botões dourados reluzentes.
Era como se houvesse empregados em todos os lugares, em cada corredor, sempre olhando, mas nunca falando.
Exceto por Annie e sua colega.
Tio James era atencioso em Rosebud Cottage, quando ia visitá-la e conversar com sua mãe, mas agia diferente ali.
Ela franziu a testa, tentando entender por que ele não a abraçara. Seu tio a chamara na biblioteca, um aposento quase tão grande quanto a casa onde ela morava, com paredes cobertas por livros e escadas que corriam por trilhos presos ao teto.
Tudo ali parecia pesado e escuro, até o luxuoso tapete sob seus pés. Quando ela entrou, não havia nada além de sombras, pois era final de tarde e as cortinas estavam fechadas. Mas ela viu o tio e sorriu.
— Olá, tio James. Obrigada por ter me convidado para ficar aqui.
— Olá, minha querida criança. Entre, e vou lhe dizer como deve agir enquanto estiver aqui.


Trilogia Legacy
1. A Duquesa

2. O Legado de Nightingale
3. Jessie e James
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