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30 de abril de 2012

A Feiticeira


O eterno feitiço do amor...

As doces lembranças do passado de Kayleigh, de um tempo em que vivia descontraída e feliz no Castelo de Mhor, na 
Escócia, com a irmã gêmea Myrna, quando não tinha problemas nem atribulações, são assombradas pelo trágico dia em que Myrna foi vítima de uma crueldade sem igual, e quando a própria Kayleigh por pouco escapou do mesmo triste fim...
Agora ela vive perambulando pelas ruas de Nova Orleans, lutando pela sobrevivência e ainda fugindo do perigo. 
O destino a coloca frente a frente com St. Bride Ferfinger, que, ao salvar sua vida, se vê enfeitiçado por aquela jovem misteriosa e incrivelmente bela. 
Para Kayleigh, o sensual St. Bride pode ser a salvação que ela almeja... ou seu pior inimigo! 

Capítulo Um

Maio, 1746
Com um soluço, acordou do pesadelo. Levou as mãos ao rosto, e sentiu que estava úmido. Mas os traços provocados pelas lágrimas só limparam parte da su­jeira. Seu coração ainda estava pesado, os ombros duros, e continuava sufocando com o ar carregado ao redor.
Permaneceu quieta no escuro por muito tempo, pensando em Myrna. Seu espectro parecia planar à volta de Kayleigh, que ansiava por rever a irmã para ter sua companhia nas longas noites da Louisiana, uma amiga nas horas difíceis e na vida solitária que levava agora.
Mas Myrna não apareceu, e o único consolo de Kayleigh foi suspirar de frustração, e fazer o que já fizera centenas de vezes. Deixou a mente vagar no passado, pensando na vida feliz que perdera na Escócia, e que tanto queria recuperar.
Porém nessa madrugada parecia estar duplamente amaldi­çoada, pois mesmo esse pequeno conforto lhe era negado.
Por mais que tentasse, não conseguia sentir a maciez do cetim francês de encontro à pele, nem o calor do fogo acon­chegante da lareira nas noites frias. Naquele momento nem mesmo conseguia recordar com precisão os contornos do cas­telo de Mhor. Começava a esquecer os detalhes.
Um ano longe de casa faz com que as memórias se diluam, disse a si mesma. Então, desesperada, fechou os olhos com medo de esquecer tudo de vez, e forçou-se a recordar cada detalhe.
— Kestrel está tendo o sonho outra vez.
A voz soou no fundo da escura choupana. Ali não a chama­vam de Kayleigh, o nome da jovem escocesa de suas lembran­ças, mas de Kestrel, denominação inglesa de um falcão que sempre erguia a cabeça contra o vento.
— Não — replicou Kayleigh em um murmúrio. Tentava se lembrar do que estava gravado no escudo de Mhor.
— Não me engana, menina — replicou a voz macia em meio à escuridão da madrugada. Ouviu-se um som de passos arrastados, e em seguida um dedo ossudo a cutucou. — Aquele dia maldito em Mhor jamais será esquecido.
— Já não me lembro bem de Mhor. E era verdade, apesar de negar a si mesma. Relutante, sentou-se.
— Venha, menina. Onde está aquela força que demonstrou naquele dia no outeiro em Mhor? Foi tão intensa que não con­segui matá-la, e acabei fugindo com você para este lugar.
— Acho que desapareceu também, Bardolph. O calor da Louisiana a dissolveu. — Sacudiu a palha da cama. — Não consigo respirar aqui! Por que não sopra uma brisa fresca?
— Bem, não sei, mas trouxe-lhe algo que irá agradá-la. Quando Bardolph, o Negro, acendeu a vela, Kayleigh o viu fitando-a com atenção. Ergueu-se da cama forrada de palha, e alisou as saias esfarrapadas. Um gatinho preto esfregou-se em suas pernas, pedindo o café da manhã.
— Então qual é a surpresa, Bardie? Nossa! Acordou cedo para me trazer seu presente ou ficou fora a noite toda?
Arqueou as sobrancelhas, e o fitou. Sem dúvida Bardolph era uma criatura noturna. Com o corpo disforme e os longos cabelos acinzentados, a escuridão lhe assentava melhor que a luz do dia. Não era uma visão agradável, muito menos inspi­rava afeto, mas Kayleigh o amava de todo o coração. Bardolph salvara sua vida, e no último ano tentara de tudo para tornar seus dias suportáveis.
—Veja isto!

3 de janeiro de 2011

A Feiticeira



O poder de uma mulher!

Quando lady Eldswythe é chamada para cuidar dos cavalos de raça do reservado e solitário sir Robert Breton, um rival de sua família, ela não está preparada para as fortes emoções que ele lhe desperta.
Aquele olhar lânguido e penetrante, por si só, poderia fazê-la esquecer que está noiva de outro homem.
Embora seu coração deseje Robert, Eldswythe não confia nele.
Mas quando uma violenta invasão acontece em sua propriedade, e Robert salva a sua vida, ela começa a imaginar se seus temores eram infundados...
Robert não sabe que estranho encantamento foi lançado sobre ele.
Durante o dia, ele não consegue pensar em outra coisa senão em Eldswythe, e à noite, a bela dama aparece em seus sonhos.
Que segredos ela esconde? Eldswythe o intriga como nenhuma outra mulher, e Robert está começando a acreditar que ela de fato tem poderes especiais... e está determinado a fazê-la sua!...

Capítulo Um

Praia de Dover, Inglaterra, 1269.
Véspera da Oitava Cruzada

A brisa quente do oceano, úmida e pesada com o cheiro da maresia, colava a camisa de sir Robert Breton ao seu peito largo e agitava-lhe os cabelos negros.
Contudo, isso não era o bastante para esfriar seu temperamento adverso.
— Foram chicoteados? — ele perguntou, a voz tensa.
Fechou o punho no cabo da espada e esfregou o polegar em pequenos círculos do topo, um lugar tão polido com a freqüência do gesto, que brilhava como um espelho de prata.
O escrevente real, um homem mirrado e de olhar astuto, comprimiu os lábios antes de responder.
— O sargento-ferreiro bateu neles para obrigá-los a andar. Eu intercedi antes que ele fizesse coisa pior, sabendo como o senhor abomina o chicote.
Robert cerrou o queixo, e os músculos de seu pescoço e dos ombros ficaram tão tensos quanto um arco retesado.
Aqueles cavalos eram seu bem mais valioso.
Os únicos seres viventes na Terra, que ele poderia confiar.
Qualquer idiota veria que os pobres animais estavam com os pés tão doloridos que não conseguiam se mover.
O baio, o alazão e o cinza malhado postavam-se na traseira da carroça, as pernas duras, os pescoços esticados, os olhos ansiosos e cheios de dor.
O chicote do sargento só aumentara a agonia dos infelizes.
Sua garganta apertou-se com aquela sensação terrível que o atormentava sempre que alguém chicoteava um cavalo.
O ataque feroz contra pele e músculo por uma arma da qual não se podia fugir. Ele conhecia bem esse tipo de dor.
Arrancou a camisa pela cabeça e rasgou-a.
Vestido apenas com as calças de couro preto e as botas altas de montaria, passou pelo escrevente e foi até a carroça, molhou a camisa rasgada no balde de água e depois pegou o pano ensopado e passou pelos flancos trêmulos do animal cinzento.
Robert esfregou a cicatriz dentada que corria por seu pescoço, um triste lembrete do quanto estivera próximo da morte e do assunto não resolvido que ele havia deixado para trás na Inglaterra. Seu inimigo teria de esperar, no entanto não seria esquecido.
Virou-se para encarar o escrevente real.
— Zarparemos ao amanhecer, e minhas montadas não estão em condições de fazer a viagem. — Enxugou o suor da testa com o dorso da mão, e apontou para os animais. — Desconfio que tenham sido envenenados. Ouvi rumores de que uma feiticeira de cavalos está na praia. Preciso dela.

14 de outubro de 2010

Série Rose

Claire Delacroix
2- A FEITICEIRA





Uma paixão regida pelo destino!

Certa manhã, ao se deparar com um belo cavaleiro, Sofie Mauclerc o reconheceu: era o homem que sempre aparecia em seus sonhos.
E pelo misterioso poder de que era dotada, Sofie sabia que Alain de Pontesse era mais que a realização de uma fantasia. Era o seu próprio destino!


Capítulo Um

Bordeaux, outubro de 1226.

As brumas rolavam preguiçosamente sobre as colinas. Sofie estremeceu, incapaz de resistir ao fascínio das suaves ondulações a seu redor.
À medida que se aproximava, podia discernir negras silhuetas, cuja existência pressentira antes mesmo de vislumbrá-las ao cair da noite. Como sempre, a névoa as obscurecia. Sofie percebia seus vultos altos e avançava por entre eles cautelosamente.
Mais uma vez, estremeceu. De frio. De medo do que poderia encontrar pela frente.
Mas a curiosidade a impelia a prosseguir.
Tão longe quanto à vista alcançava, a paisagem era sombreada em sutis tons de azul, verde e cinza.
Cores recobertas por um manto de bruma.
Parecia que Sofie não se achava sozinha em sua expectativa: a própria terra dava impressão de reter o fôlego e aguardar por algo.
Algo que aconteceria naquela clareira. Naquela noite.
Ela apurou a audição e escutou as ondas se quebrando na praia ali perto.
Quase pôde sentir o cheiro de sal. Deteve-se quando chegou ao cume, ciente de que se postava no centro de vultos maciços.
O terror apoderou-se dela Tentou refreá-lo desesperadamente. Virou-se devagar, já sabendo com o que se defrontaria.
Não obstante, ficou chocada ao deparar com a misteriosa figura encapuzada que esperava seu sinal. Não houve acenos ou saudações.
Apenas o peso do silêncio.
O olhar de Sofie recaiu sobre os restos de uma fogueira que ardia e voltou a fitar a figura encapuzada, tentando divisar seus olhos.
Crispou as mãos nervosamente quando a figura velada pareceu ganhar vida e deu um passo em sua direção, a silhueta negra recortada contra as últimas chamas douradas da fogueira, sobressaindo na névoa azulada.
O coração de Sofie falhou uma batida. De súbito, constatou que havia ocorrido uma sutil alteração na cena.
A figura que se aproximava era grande, muito grande. Não poderia ser a mulher que imaginara encontrar. Todavia, forçou-se a permanecer onde estava.
O medo crescia em seu peito. Ela procurava a todo custo se controlar e compreender aquela inesperada mudança.
O manto de lã tremulava enquanto o estranho vencia a distância que os separava.
O coração de Sofie disparou.
Mas ela estava petrificada, tão imóvel quanto às formas sombreadas que se elevavam à sua volta. O homem agora se achava a poucos passos, as feições ainda invisíveis sob o pesado capuz.
O desconhecido parou diante dela.
Era alto e tinha ombros largos. Lançou uma sombra fria sobre Sofie, que teve um calafrio mas sustentou o olhar. O momento chegara.
O homem era como as sombras que a rodeavam envoltas na névoa. Gélido, inatingível, enigmático. Gradualmente, porém, Sofie captou o calor que dele emanava. Um calor que contrastava com seus olhos de pedra.
Pela primeira vez, Sofie não teve medo do que poderia acontecer
.










Série Rose
1- O Romance de Rosa
2- A Feiticeira
3- Insesatez
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