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17 de julho de 2017

Resgatada pelo Guerreiro das Terras Altas

Clã MacKinloch
Celeste de Laurent está determinada a nunca mais viver na pobreza. 

Depois de sacrificar o amor por um casamento seguro, ela agora está a perder tudo como uma viúva. 
Sua única esperança é ter um herdeiro. E que melhor homem para ser o pai de seu filho — e salvá-la de um destino terrível — do que Dougal MacKinloch, o único homem que ela sempre amou?

Capítulo Um

Eiloch, Escócia, 1312
— Ela pretende livrá-la de seu filho, minha senhora — sussurrou sua criada, Síla, ao seu ouvido, olhando para a taça sobre a mesa.
— Não beba de nenhum copo que ela lhe der.
Celeste de Laurent, Lady de Eiloch, manteve seu rosto inexpressivo, embora o perigo fosse real. Agora que seu marido estava morto, seu irmão mais novo, Lionel, tornou-se herdeiro.
Mas só se ela não tivesse um filho.
Sua esposa, Lady Rowena, queria assegurar que nada ameaçasse a herança do marido. O cálice foi provavelmente misturado com ervas para forçá-la a abortar se estivesse grávida.
— Deixe-nos — ordenou Rowena. A criada obedeceu, mas lançou outro olhar de advertência em direção a Celeste.
A taça continha um vinho temperado e Celeste brincou com a taça, seguindo o dedo pela borda de prata. Mas ela deu ouvidos ao aviso de sua empregada e não bebeu.
— Você faria bem em deixar Eiloch — Rowena disse, seu rosto plácido com um sorriso suave. — Casar com outra pessoa e dar a meu marido as terras que lhe pertencem.
— Não tenho nenhum desejo de voltar a casar. Celeste se endireitou no assento, olhando para o vinho escuro. — Eu permanecerei aqui, como é meu direito.
— Por que você ficaria onde não é querida? — Seu olhar centrou-se na cintura de Celeste. — Você pode ter direito a um terço da propriedade de Lord Eiloch, por lei. Mas isso não significa que você deve morar aqui, dentro dessas paredes. — Seu sorriso se tornou ameaçador. — Há outros lugares dentro de nossa propriedade onde você poderia ir.
Outros lugares, menos desejáveis, ela não disse. — Eu posso estar carregando o herdeiro de Edmon — disse Celeste, recusando-se a recuar. — Até que eu tenha certeza, você não tem direitos.
Uma vez que tinha vindo a notícia da morte de Edmon, Rowena e Lionel tinham descido sobre Eiloch como um enxame de gafanhotos. A ameaça de uma gravidez era tudo o que Celeste tinha para defender seu direito de permanecer em sua casa. Suas mãos foram para seu ventre, orando em silêncio para que ela tivesse vivificado com a semente de seu marido. Um filho poderia mantê-la a salvo dos urubus que circulavam — mas ela se preocupava com sua própria segurança.
— Tente ficar aqui, e cuidarei para que sua vida seja uma miséria — advertiu Rowena. — Você não receberá nada de nós e viverá às margens de nossas terras, entre os arrendatários. — Ela se aproximou, seus olhos escuros decididos. — Será como era a sua vida antes de se casar com Edmon, ou você esqueceu?
Celeste fingiu não ter ouvido as ameaças de Rowena. Mas mesmo assim, um arrepio percorreu seu sangue, lembrando-se dos anos de fome e de como ela e sua irmã se haviam amontoado para se aquecerem nas noites de inverno.
Ela agarrou o cálice, como se pudesse absorver força da prata. — Não, eu não esqueci. — Ela escolheu esse casamento para escapar das lembranças.
— Edmon nunca deveria ter se casado com uma mulher como você, você não sabe nada do que significa ser senhora de um castelo.
Ela não negou. Durante seu breve casamento, ela tentou aprender, mas as complexidades de governar as pessoas e administrar os aluguéis a haviam dominado. Edmon não tinha escolha a não ser assumir as responsabilidades por conta própria. Ele deveria ter casado com uma rica herdeira normanda, que teria trazido terra e ouro para seus cofres. Em vez disso, ele a havia escolhido, a filha de um escocês de baixo nascimento.
Edmon a desejara e ela usara descaradamente sua aparência para prendê-lo em matrimônio. Seu casamento tinha sido seu meio de escapar da pobreza de sua infância, uma forma de manter sua irmã segura.
E agora, ela poderia não ter nada.
— Você não carrega nenhuma criança dentro de seu ventre — Rowena previu. — E dentro de uma quinzena, vamos saber a verdade. desaparecido daqui — replicou Celeste. — Porque eu carrego uma criança.
— Você não poderia saber disso. — Rowena se serviu uma taça de vinho. — E quando se provar que você não está grávida, sua irmã vai sair com você.
Celeste não tinha certeza de que Rowena tivesse permissão para forçá-la a sair do castelo, por lei. Mas ela não iria provocar a mulher para tentar.
— Você não gostaria que Melisandre sofresse, não é?
Celeste ficou rígida ante a ameaça. Sua irmãzinha mal tinha mais do que treze anos.
— Ela é apenas uma menina.
— Ela é. E se você insistir em ficar aqui, ela vai aguentar o mesmo destino que você. — A expressão calma de Rowena não revelou nenhum remorso.
Melisandre era a única família que Celeste possuía e não podia permitir que ninguém a ameaçasse. A resolução de ferro endureceu sua espinha dorsal e ela entendeu agora que tudo dependia de ela ter um filho. Uma criança significava santuário, um meio de proteger aqueles que amava. Isso significava mantê-la em casa em Eiloch e se livrar de Lionel e Rowena.
  









Clã MacKinloch
1 – Reclamada por Seu Marido
2 – Esquecida por Seu Marido
2.5- Desejando o Toque do Highlander
3– Voz do Coração
3.5- Resgatada pelo Guerreiro das Terras Altas 
Série Concluída


Desejando o Toque do Highlander

Clã MacKinloch
Quando Alys Fitzroy, Lady de Harkirk, encontrou Finian MacLachor o prisioneiro de seu brutal marido, acorrentado, algo no guerreiro ferido a fez libertá-lo. 

Ele deveria ser seu inimigo, mas ao contrário, o Highlander despertou nela um desejo que ela jamais houvera experimentado em seu leito matrimonial...
As cicatrizes de Finian são provas da culpa de seu passado e de tudo que ele perdeu. Mas agora, com a ajuda de Alys, ele tem uma segunda chance de lutar pelo seu clã. E em troca, mostrar a lady forte e corajosa às noites de inacreditável prazer que ela está perdendo!

Capítulo Um


Escócia, 1306
Finian MacLachor estava morrendo lentamente de frio. Despojado de suas roupas, ele não usava nada, a não ser às calças. Suas roupas haviam sido retiradas. O barão de Harkirk, Robert Fitzroy, ordenou que ele fosse chicoteado e naquele momento Finian estava aprisionado, dentro de uma câmara de armazenamento.
Suas costas estavam nuas e ensanguentadas. As grossas correntes que cercavam seus pulsos impossibilitavam sua fuga. Ao amanhecer, ele morreria.
Finian sabia que o barão não lhe daria uma morte rápida. Eles o tomariam como exemplo para aterrorizar os outros escoceses que se atrevessem a se levantar contra as guarnições inglesas.
O ar gelado se infiltrou em sua pele, lentamente tirando sua capacidade de sentir, então a sua mente se acalmou. Você não merece viver. Por causa de você, a maioria dos MacLachors estão mortos. Incluindo sua própria filha.
Finian fechou os olhos, o nó estrangulando seu coração. Era tarde demais para salvá-la. Suas mãos se enrolaram contra as correntes, agarrando-as com força enquanto tentava arrancá-las do muro de pedra. Teria Iliana morrido acreditando que ele havia se esquecido dela? A garota acabara de completar dez anos.
De joelhos, ele fez uma oração pela alma da menina. Duvidava que pudesse viver tempo suficiente para vingar a morte dela, mas não iria morrer tão facilmente. Se Deus quisesse, mataria Harkirk antes que isso acontecesse.
O som de passos se aproximando o fez se perguntar se já havia amanhecido. Finian levantou-se e ficou de pé, esperando. Quando a figura encapuzada emergiu, ele logo percebeu que era uma mulher. Intrigado, se perguntou por que ela iria entrar em um lugar como aquele? O que ela queria?
Finian abaixou a cabeça, comportando-se como se não a tivesse visto. Era mais fácil lutar com um inimigo se agisse de surpresa. Ela ainda estava na escada quando através da sua visão periférica ele pode vê-la melhor.
Seu cabelo castanho claro brilhava como ouro, ela pareceu surpresa ao vê-lo. Finian nada disse, aguardando que ela falasse. Seus olhos analisavam as correntes do prisioneiro, quase incerta do que devia fazer, às chaves descansavam na palma da sua mão. Ela estava planejando libertá-lo? Ele duvidava que uma estranha pudesse demonstrar tanta misericórdia.
O guerreiro esperou que ela partisse, aquele não era um lugar para uma mulher. Em vez disso, os passos dela se aproximaram, descendo os degraus de pedra. Finian permaneceu imóvel, e então ela ficou diante dele, ele estava consciente do seu próprio tremor. As correntes tremiam, apesar de seus punhos cerrados. E embora o sangramento houvesse parado, sua pele latejava intensamente.
— Se eu o soltar você promete que não irá me machucar? 
  









Clã MacKinloch
1 – Reclamada por Seu Marido
2 – Esquecida por Seu Marido
2.5- Desejando o Toque do Highlander 
3– Voz do Coração
3.5- Resgatada pelo Guerreiro das Terras Altas
Série Concluída

2 de setembro de 2013

Voz Do Coração

Clã Mackinloch




A força de seu silêncio a tocou…

Finalmente, depois de anos de torturas brutais, Callum MacKinloch está livre de seus raptores, mas sua voz ainda está aprisionada. 
Seu grito não seria ouvido por ninguém, nunca. 
Apesar de invisíveis, as correntes de lady Marguerite de Montpierre podem prendê-la a um casamento cruel e sem amor. 
Quando Marguerite descobre Callum à beira da morte, seu coração bate mais forte, ainda que o amor deles não tenha futuro. 
Mesmo assim, ela é única mulher com o poder de domar a fúria contida no peito dele. 
Talvez Callum possa encontrar uma nova razão para viver...Por Marguerite.

Capítulo Um

Escócia, 1305
O som de um homem gritando a despertou do sono.
Marguerite de Montpierre sentou-se num sobressalto, agarrando a colcha enquanto encarava sua criada, Trinette.
— O que foi isso?
Trinette balançou a cabeça, os olhos arregalados de medo.
— Não sei. Mas devemos ficar aqui, onde é seguro.
Marguerite aproximou-se da janela da torre, espiando o céu escuro iluminado apenas pela lua. Os gritos do homem tinham silenciado agora. Ela bem podia imaginar o que isso significava.
Fique aqui, ordenou sua mente. Não se intrometa. O que poderia fazer, afinal? Era apenas uma moça de 18 anos. Tanto seu pai quanto lorde Cairnross ficariam furiosos caso saísse sozinha.
Mas se alguém precisava de ajuda, que direito tinha ela de permanecer no quarto? O medo não deveria encobrir a misericórdia.
— Vou descobrir o que foi — informou à criada. — Pode ficar aqui se quiser.
— Minha senhora, non. Seu pai não permitiria.
Não, ele não permitiria. Marguerite podia bem imaginar a voz autoritária do pai ordenando que permanecesse na cama. Respirou fundo, dividida pela indecisão. Se não fizesse nada, permaneceria segura e ninguém se zangaria com ela.
E alguém poderia morrer. Isso não tinha a ver com obediência, mas sim com salvar uma vida.
— Tem razão. O duque não me permitiria sair. Mas ele não está aqui, está? — murmurou, e rezou para que seu pai voltasse o mais rápido possível, pois cada dia de ausência transformava sua vida num pesadelo maior.
Guy de Montpierre, o duque DAvignois, não sabia o que estava acontecendo ali, pois o noivo de sua filha havia se comportado com grande cortesia diante da família.
O duque era um homem que valorizava riqueza e status, e Gilbert de Bouche, o conde de Cairnross, promoveria uma forte aliança com a Inglaterra. Uma filha caçula não poderia esperar por casamento melhor.
Mas embora o conde a tivesse tratado com respeito e honra, sua crueldade a horrorizava. Era um homem que acreditava piamente que os escoceses mereciam a servidão. Ele havia capturado vários prisioneiros de guerra, e ela os viu construírem muros de pedra por horas a fio.
Trinette estremeceu, olhando para o cobertor.
— Acho que não vai querer zangar lorde Cairnross saindo deste aposento.
Marguerite não discordou. Mas o grito do prisioneiro a assombrava, penetrando em sua consciência. 
Tinha visto os escravos de Cairnross, homens magérrimos, com a desesperança marcada no rosto. 
Dois já haviam morrido desde a sua chegada. E suspeitava, a julgar pelo berro, que outro homem estava agonizando.
— Não posso ficar parada sem fazer nada — murmurou. Do contrário, não seria melhor que o conde.
Ela colocou um vestido justo de mangas compridas, uma túnica rosada, depois uma capa escura. 
A criada deu um suspiro resignado e a ajudou a terminar de se arrumar antes de colocar a própria roupa.
Passava da meia-noite, e os soldados estavam dormindo ao longo dos corredores e no cômodo maior da torre de madeira principal. 
Marguerite ficou com as costas grudadas na parede, o coração tremendo enquanto passava sorrateira pelos homens. Seu pai havia deixado meia dúzia dos seus soldados como guardas; sem dúvida, eles a deteriam caso acordassem.
Deixou a torre de madeira e seguiu para o pátio interno. Lá, viu a causa dos gritos.
Um homem, talvez um ano mais velho que ela, jazia prostrado no chão. 
As costas estavam cobertas de sangue, os tornozelos, acorrentados. 
O longo cabelo escuro obscurecia seu rosto, mas ela viu que os ombros se mexiam. Ele estava vivo...
 









Clã MacKinloch
1 – Reclamada por Seu Marido
2 – Esquecida por Seu Marido
2.5- Desejando o Toque do Highlander
3 – Voz do Coração - Brumas do Silêncio
3.5- Resgatada pelo Guerreiro das Terras Altas
Série Concluída

1 de abril de 2012

Esquecida Por Seu Marido

Clã MacKinloch
Voltaria à cama de seu marido? 

Alex MacKinloch se transformou no chefe de seu clã e, em um tempo tão incerto, tinha conseguido unir seu povo. 

No entanto, a relação com sua esposa estava sendo muito mais difícil.

E quando descobriu que Laren esteve escondendo coisas, não pôde conter por mais tempo a frustração que sentia. 
Fazia muito que Laren se esqueceu dos prazeres do leito conjugal, mesmo assim, no olhar de seu marido havia cada vez mais desejo… 
O poderoso guerreiro escocês parecia estar decidido a voltar a seduzir sua mulher… 

Comentário revisora Rosangela Breda: Eu amei o livro a historia não é muito hot, mas têm umas cenas bem quentes e românticas eles sofrem muito para conseguirem recobrar a confiança que tinham um no outro e conseguirem reconquistar o amor que tinham um no outro, mas eu gostei muito espero que vocês gostem como eu. 

Capítulo Um 

Glen Arrin, Escócia. 1305 

Os soldados pegaram as lanças e começaram a avançar até sua esposa e suas filhas. 
A ferida que tinha no antebraço não parava de sangrar, mas Alex MacKinloch seguiu correndo. 
De sua boca saiu um rugido animal no momento em que levantou a espada para proteger as mulheres. Conforme lutava, sentiu que ardiam os pulmões e um aturdimento que mal lhe permitia ser consciente da realidade. 
Ao longe, distinguiu o cabelo vermelho de sua mulher, enquanto ela lutava para sair de uma vala cheia de água. O peso da saia molhada dificultava seus movimentos, e tinha que segurar nos braços sua filha pequena. 
Não via as dúzias de soldados que se aproximavam, enquanto ela tentava evacuar a fortaleza. 
 «Tenho que chegar a elas ou morrerão». 
Era uma terrível verdade com a qual Alex não queria confrontar-se, porque lhe horrorizava a ideia de que a espada de um soldado atingisse Laren. 
Sentia uma dor indescritível no braço, mas, ainda assim, seguiu avançando até elas. 
Os soldados se interpuseram em seu campo de visão, e, de repente, o único que pôde ver foi uma chuva de flechas. 
Porém, então, se deu conta de que essas flechas procediam do arco de seu irmão menor, Callum, que estava protegendo as mulheres e as crianças. 
Da torre, saíam labaredas enormes que lhe davam o aspecto de uma sentinela moribunda. 
A fortaleza estava a ponto de cair. Alex corria tão rápido como podia, em seguida, ouviu a voz de seu amigo Ross: 
—Mãe de Deus. Alex não deixou de correr, ao ouvir o chiar da madeira. 
—Pule para a água, Callum! — gritou um homem atrás dela. Laren MacKinloch tentava fugir pelo bosque, enquanto a torre caía consumida pelo fogo. 
Observou entre as árvores como se derrubava seu lar. O que teria sido de Alex, seu esposo? 
—Leve Mairin e Adaira — pediu a Vanora, entregando-lhe suas filhas — Eu me reunirei com vocês logo. 
—Não pode voltar — lhe advertiu a velha matrona — Isto ainda não acabou. 
—Não sairei do bosque — prometeu Laren. «Só necessito vê-lo. 
Necessito saber que está bem». Não esperou para ouvir a resposta de Vanora e foi até o limite do bosque, onde buscou apoio em uma fina bétula. 
O ar frio do vale lhe congelava a respiração. Ao ver que os soldados ingleses conseguiram rodear os homens, Laren sentiu que o horror lhe rompia o coração em pedaços. 
«Deus, não». Não ouvia o que estava ocorrendo, mas a expressão de fatalidade que havia no rosto de Alex indicava que estava a ponto de acontecer o pior. 
Conforme o observava de seu esconderijo, foi como se os anos retrocedessem. 
Já não era o poderoso chefe de um clã, senão o homem que Laren amou em outro tempo. 
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 Clã MacKinloch
1. Reclamada por Seu Marido
2. Esquecida por Seu Marido
2.5- Desejando o Toque do Highlander
Série Concluída

9 de outubro de 2011

Reclamada por seu Marido

Clã MacKinloch 1



Ia reclamar a noite de núpcias que não teve.

Bram MacKinloch passou sete longos e atormentados anos em cativeiro e somente três coisas o mantiveram vivo: a força bruta, a sede de vingança e a lembrança do belo rosto de sua esposa.
Assombro foi uma das sensações que estremeceram o corpo de Nairna quando voltou a ver Bram.
As cicatrizes mostravam seu sofrimento, e seus olhos refletiam a voracidade de um desejo tão ardente que podia consumi-los.
Entretanto, muitas coisas mudaram desde que se uniram com tanta inocência…

Comentário Leitura Final Maristela : Adorei!!!! 

Que sensibilidade!!!
Leiam e desfrutem de uma linda historia de amor.

Capítulo Um

Ballaloch, Escócia, 1035

Bram MacKinloch não podia se lembrar quando foi a última vez que comeu ou dormiu. 
Estava dominado pelo atordoamento e só podia seguir adiante.
Passou tanto tempo preso na escuridão que se esqueceu da sensação do sol na pele e que também o cegava e tinha de andar com o olhar fixo no chão.
Nem podia recordar a quanto tempo estava correndo.
O esgotamento nublou sua vista, até não saber quantos ingleses o perseguiam nem onde estavam.
Manteve-se afastado dos vales e continuava pelas montanhas, entre os abetos que podiam ocultá-lo.
Estava empapado por cruzar um rio a nado, para que os cães não pudessem seguir seu rastro. 
Tinham-no seguido uns cães?
Não se lembrava de nada. Tinha a cabeça cheia de sombras e não distinguia a realidade dos pesadelos.
Tinha de continuar, não podia parar; escorregou ao chegar ao topo e caiu.
Aguçou o ouvido antes de levantar-se.
Só ouviu os pássaros no meio do silêncio das Highlands. Levantou e se virou lentamente.
Não viu ninguém, só viu as verdes montanhas e o céu nublado.
Estava livre.
Deleitou-se com a vista e com o ar, dos quais teve saudades todos esses sete anos. 
Embora estivesse longe de sua casa, conhecia essas montanhas como se fossem as amigas de sempre.
Tomou fôlego e descansou.
Deveria estar satisfeito por escapar de sua prisão, mas o remorso o mantinha cativo, nesse momento.
Seu irmão Callum ainda estava preso nesse lugar abandonado por Deus.
Rezou para que ainda vivesse.
Libertaria Callum ainda que tivesse de vender a alma.
Sobretudo, depois do preço que pagou por sua própria liberdade.
Foi para o oeste, para Ballaloch.
Se mantivesse o passo, poderia demorar uma hora até chegar à fortaleza.
Há anos que não ia ali, desde que tinha dezesseis anos.

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Clã MacKinloch 1
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