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17 de março de 2017

Se Ele se Atrever

Série Irmãs Wherlocke
Roubar a carruagem de um estranho foi a segunda coisa mais imprudente que Lady Catrin Gryffin de Warrene já fizera. 

A primeira fora sucumbir à sua poderosa atração pelo proprietário da carruagem. Catrin ouvira rumores sobre a família de Sir Orion Wherlocke e seus dons de outro mundo. No entanto ele é a única pessoa que pode manter seu filho e sua herança a salvo do irmão impiedoso de seu falecido marido. Quanto a como se proteger… Pode ser tarde demais para isso. 
Orion está enfrentando o pior perigo que um homem de sua linhagem pode encontrar: uma mulher de quem não pode se afastar.  Catrin é uma mistura inebriante de inocência e sensualidade, e, pela primeira vez, a sedução é muito mais do que um jogo. Mas sua beleza e fortuna fizeram dela um alvo —um alvo que o fará ousar arriscar tudo que conhece —em busca de tudo o que sempre desejou …De repente, ela estava consciente de estar sentada próxima a Orion, que mantinha seu braço ao redor dela.  Era bom, o calor de seu corpo mantendo longe o frio crescente da noite. Era também grandemente impróprio mas até então ela já estava fazendo muitas coisas que eram impróprias, como atravessar o campo com um homem solteiro que não possuía qualquer relação com ela. Ela levantou os olhos para olhar para ele e o encontrou olhando-a. 
Seu rosto estava tão perto e era tão formoso. Ela pôde ver preocupação por ela em seus lindos olhos azuis. Sua boca era quase tão bonita quanto os olhos, o lábio inferior levemente mais cheio que o superior. Catryn não pôde lembrar a última vez que havia sido beijada por um homem e ela de repente desejava um beijo. Orion soube que era um erro enquanto baixava sua boca para a dela, mas o jeito que ela o olhou era uma tentação que ele não podia resistir. 
Havia uma faísca de desejo e curiosidade em seus olhos verdes e cada parte dele fortemente o encorajou a responder a ambos. Levou apenas um roçar de sua boca sobre os cheios e macios lábios dela para dizer que estava arriscando muito só por roubar este pequeno gosto mas ele ignorou esse aviso... 

Capítulo Um

Inglaterra, Outono, 1790 
O grunhido ecoou pela pequena casa, cada parte dele cheio de dor e fúria frustrada. Catryn atirou sua bolsa no gancho perto da porta e se apressou em direção ao cômodo de onde ela estava certa de que o som vinha. Seu coração batia com medo por sua família enquanto se amaldiçoava por tê-los deixado sozinhos. Ela nunca deveria ter cedido ao pedido de sua amiga Anne para juntar-se a ela durante o dia de folga dos servos. Ela certamente não deveria ter se demorado lá, tanto quanto havia. 
Ela encontrou seu pai de joelhos na biblioteca, uma mão na cadeira enquanto lutava para se levantar. Catryn correu para ajudá-lo a levantar e depois insistiu que se sentasse. Sangue manchava sua pálida bochecha enquanto escorria ao lado de sua cabeça, o vermelho contrastando com o branco de seu cabelo. Os nódulos de sua mão direita estavam esfolados e seu olho esquerdo já estava inchando. Uma rápida olhada ao redor revelou uma mesa virada e um vaso quebrado. 
Quem iria atacar seu pai? O homem era apenas um quieto e recluso estudioso. A necessidade de saber o que havia acontecido queimava em sua língua pela necessidade de ser manifestada, mas ela a segurou. Seu pai precisava de cuidados, o olhar confuso em seus olhos verdeescuros a dizia que ele não estava pronto para responder a todas as suas perguntas, nem mesmo aquela que gritava dentro de sua mente. 
Onde está meu filho? Catryn rapidamente molhou seu lenço em um pouco de água de primavera que seu pai sempre trazia da cidade para sua casa no campo e que mantinha em um recipiente em sua mesa. Seu coração ainda cheio de medo, enquanto gentilmente lavava o sangue de seu rosto. Quando terminou, seu ferimento não parecia tão ruim quanto a princípio pensou que fosse, e seus olhos haviam se desanuviado. As primeiras palavras que ele disse a fizeram tremer até os ossos. 
—Ele levou Alwyn. —Quem o levou, papai? —ela perguntou, mesmo tendo uma boa ideia de quem poderia ter cometido tal crime contra ela. 
—Morris.









Série Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- Se Ele se Atrever
7- If He's Noble - a revisar
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5 de novembro de 2016

Se Ele for Tentado

Série Irmãs Wherlocke


Lady Olympia Wherlocke tem o dom da clarividência.

Quando Lady Agatha Mallam pede a Olympia para localizar seu irmão para que ele possa resgatá-la de um casamento arranjado, ela sabe exatamente onde encontrar Lorde Brant Mallam, conde de Fieldgate. 
O que acontece em seguida é algo que ela nunca imaginou...
Desde que sua noiva morreu, Lorde Brant Mallam afogou sua tristeza com vinho e mulheres. 
Seus caminhos dissolutos só encorajaram sua calculadora mãe. 
Mas com a ajuda da encantadora Olympia, ele inventa um ousado plano para acabar com as tramas tortuosas de sua mãe para sua irmã. Embora cada passo em seu arrojado esquema funcione com perfeição, os pecados do passado poderiam desvendar um desejo crescente que nem Olympia ou Brant pode controlar...

Capítulo Um

Londres, Outono, 1790
Lady Olympia Wherlocke odiava mulheres chorosas. Quanto mais jovem fosse a mulher chorando, mais ela odiava. Todos os seus instintos maternais vinham a tona e ela não desejava se sentir maternal. Era muito jovem para se sentir assim sobre uma jovem mulher que parecia estar quase pronta para ir à caça de um marido, pelo menos em um ano ou dois. 
Os enormes olhos cinza-azulados da jovem mulher parada em sua porta estavam cheios de lágrimas, de modo que, Olympia achava que a torrente de lágrimas começaria a qualquer momento.
Quando ela notou a garota parada sozinha em frente a porta, Olympia teve de segurar uma maldição. 
O traje caro que a garota usava e seu jeito refinado eram de qualidade. 
A capa que ela usava em uma vã tentativa de se disfarçar valeria no mercado de usados o suficiente para alimentar uma família pobre por um ano, talvez até mais. Deveria ter uma donzela a acompanhando, até um lacaio, um lacaio armado ou dois.
―Eu preciso falar com Ashton, Lorde Radmoor―. Disse a garota.
―Ele não está aqui― respondeu Olympia. Relanceando os olhos acima e abaixo para as sombras do crepúsculo na rua e vendo que essa pequena confrontação começava a atrair muita atenção. 
A família dela estava lentamente comprando todas as casas da rua mas ainda existia um bom número de estranhos vivendo por perto. Pessoas que não eram leais a ela ou a sua família e não hesitariam em fofocar sobre eles.
―Venha para dentro― Olympia ofereceu enquanto pegava a garota pelo braço fino e a puxava para dentro da casa. ―Você não quer realmente
discutir quaisquer que sejam seus problemas na rua― Ela disse enquanto guiava sua não convidada visita até a sala.
―Oh, não, claro que não― A garota sussurrou enquanto rapidamente sentava na cadeira que Olympia indicou a ela. ―Algumas palavras de nossa conversa poderiam chegar aos ouvidos de mamãe.
Se a garota estava preocupada com uma coisa dessas não era bom sinal, Olympia pensou. Isso implicava que essa jovem lady poderia estar a procura de alguém que arrastar para o meio de uma batalha entre ela e a mãe. 
Olympia se ocupou servindo chá a visitante, lamentando-se brevemente pelo fato de ter de compartilhar o chá e o bolo que havia planejado aproveitar sozinha quietamente. Como seria maravilhoso um tempo sozinha com seus próprios pensamentos e nenhum sinal de problema no horizonte.
―Poderia me dizer exatamente quem é você?― Ela perguntou a garota e viu suas até então pálidas bochechas enrubescerem com obvio embaraço.
―Eu sou lady Agatha Mallam, irmã de Brant Mallam, Conde de Fieldsgate―. Ela respondeu.
Não foi fácil, mas Olympia lutou com a vontade de pegar a xícara de chá que havia servido a ela e manda-la de volta para a rua. E não era porque Lorde Fieldgate se fez incrivelmente notório nos últimos anos, até mesmo em sua própria família havia sua parcela de vagabundos e libertinos. Mas porque a mãe dessa jovem lady era uma mulher que Olympia gostaria de evitar a todo custo. 









Série Irmãs Wherlocke,
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- If He's Daring - a revisar
7- If He's Noble - idem
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17 de setembro de 2015

Vingador das Terras Altas

Série Família Murray
"Eu estava com medo que eles tivessem me encontrado", disse ela contra seu peito, suas pequenas mãos segurando na parte de trás de sua camisa. "Por muito tempo sentada aqui enquanto a noite, eu pensei ".

Brian acariciou suas costas até que seu tremor diminuiu.
Ela era uma tentação. Enquanto uma voz em sua cabeça avisava que não era uma boa idéia, ele colocou a mão sob o queixo e virou o rosto para ele. 
Roubar um beijo não faria mal, disse ele à voz, quando abaixou a boca para a dela. Arianna observava sua boca se aproximar dela e sabia que deveria se afastar. Ela sabia que não seria uma boa idéia, se somente porque ainda tinha muitas milhas para viajarem juntos. A tentação de ser beijada por este homem era muito forte para resistir, no entanto.
Ela pode ter sido casada por cinco anos, mas, mesmo contando os poucos, roubados por homens jovens antes que dela estar prometida, havia experimentado uma escassez de beijos. E nenhum dos que a tinha beijado tinha sido tão bonito quanto
Sir Brian Mac Fingal. Nenhum daqueles beijos tinha deixado qualquer impressão sobre ela, tampouco. Ela estava curiosa para ver se o homem que ela achava tão intrigante, tão bom de se olhar, iria mudar sua idéia sobre a inutilidade de beijos. No momento em que seus lábios tocaram os dela, Arianna soube que esse beijo seria diferente de qualquer outro que tinha vindo antes ...

Capítulo Um

Escócia, Primavera 1480
A água salgada e fria emaranhou tanto seu cabelo que Arianna podia senti-lo puxando seu couro cabeludo. O vento forte também não ajudava, puxando seu cabelo livre dos presilhas e chicoteando-a em torno de sua cabeça. Doeu quando bateu no rosto, algo que fez, muitas vezes, enquanto ela tropeçava através da plataforma do navio de modo arfante em busca de Adelar e Michel, mas ela tinha não tinha tempo para corrigi-lo agora. Quando encontrasse os rapazes ela iria repreendê-los até suas orelhas queimarem.
Os meninos eram muito descuidados com suas vidas, também inocentes para estar plenamente conscientes do perigo em que estavam. Eles pensavam que viajavam com ela para a Escócia para viver com ela e sua família, sem entender que eles estavam correndo por suas vidas. 

Eles eram muito jovens para acatar qualquer aviso, ela dava-lhes por muito tempo. Nem poderiam entender que eles eram a única parte do seu casamento malfadado que ela se agarrava.
Havia alguém no navio que a queria e aos meninos, mortos. Apertando-a, se irritou com o vento frio, pousou a mão sobre o punho de sua adaga, e jurou mais uma vez que ela faria qualquer coisa para mantê-los vivos.
Ela pensava estar livre, ao deixar a França, que tinha escapado da perseguição, mas os meninos depois disto, obviamente tinham avistado um de seus homens a bordo do navio. Ela tinha toda a intenção de enterrar sua adaga profundamente no coração negro do homem.
"Jesus! O pequeno bastardo me mordeu! "
A voz masculina irritada cortou os sons de vento, chuva, e ranger do navio. Arianna virou-se para essa voz. Através das laminas de chuva forte abaixo do céu, viu dois homens lutando para manter- firme a dois meninos se contorcendo, chutando enquanto eles arrastaram seus pequenos cativos em direção a amurada do navio.
Um punhal. Dois homens. Não são muito boas as probabilidades, pensou enquanto se movia em silêncio, mas rapidamente para eles. Seus meninos estavam lutando bravamente, mas ela sabia que eles perderiam a batalha. Eles precisavam de sua ajuda para salvá-los.
Ela não tinha certeza exatamente quem havia contratado os homens e duvidava que ela teria a oportunidade de ganhar quaisquer respostas a partir deles. Não importava. Arianna sabia que era seu tio Amiel ou o velho, mortal inimigo dos Lucettes, o DeVeaux. Ou ambos, ela pensou, e quase rosnou. 

Amiel não parecia importar que ele era agora ligado com uma família que tinha causado a morte e a miséria de tantos outros de seus próprios parentes. Ela não deveria estar surpresa e chocada com o que ele fazia. 
O homem estava tentando assassiná- la e a seus sobrinhos para ganhar tudo o que tinham herdado do pai deles. E, ela fortemente suspeitava, que tinha sido Amiel que havia matado seu pai, Claud, assim, assassinou o próprio irmão, juntamente com a mãe dos garotos.

Série Familia Murray
1- Destinos ao Vento
2- Em Defesa da Honra
3- Laços de Amor
4- Juramento de Amor
5- Vingança de Amor
6- Noiva das Terras Altas
7- Anjo das Terrs Altas
8- Um Toque Mágico
9-  No Auge da Paixão
10- O Lobo das terras altas
11-.O Pecador das Terras Altas
12- Protetor das Terras Altas
13. Highland Avenger 

Saga Terras Altas
1- Destinos ao Vento
2- Em Defesa da Honra
3- Laços de Amor
4- Juramento de Amor
5- Vingança de Amor
6- Noiva das Terras Altas
7- Anjo das Terrs Altas
8- Um Toque Mágico
9- Senhor das terras Altas
10. Guerreiro das terras altas
11. Campeão das terras altas
12. O Amante das terras altas
13. O Bárbaro das terras altas
14. No Auge da Paixão
15. O Lobo das terras altas
16. O Pecador das Terras Altas
17. Protetor das Terras Altas
18. Vingador das Terras Altas







25 de maio de 2015

Protetor das Terras Altas

Série Família Murray


"Moça, está dormindo?"
"Ei, moça, estais dormindo?"

O tom de diversão em sua voz a fez levantar a cabeça e sorrir para ele. 
Ilsabeth viu o modo como seus olhos escureceram rapidamente. 
Seu corpo respondeu a esse olhar com um calor que a fez ofegar. 
De repente, ela entendeu por que algumas de suas parentes casadas ​​enrubesciam quando seus homens olhavam para elas. 
Elas estavam vendo aquele olhar nos olhos de seus homens.
Simon amaldiçoou enquanto a puxou suavemente mais perto de seu rosto, incapaz de resistir ao impulso de beijá- la, para provar a boca exuberante que o tentava cada vez que olhava para ele. 
Quando Ilsabeth sorriu para ele, seus olhos suaves e quentes, sua vontade se desintegrou. 
Tudo o que podia pensar era o quanto queria que ela ficasse olhando para ele assim. Era uma loucura.
Ela era sua fraqueza, ele pensou com um toque de alarme. Ele havia passado anos endurecendo o coração, corpo e mente, no entanto, esta pequena mulher com grandes olhos azuis facilmente penetrava sua armadura com um sorriso. Simon sabia que devia correr para longe e rápido, mas, em seguida, seus lábios tocaram os dela, e todos os seus medos foram queimados pelo calor que inundou seu corpo ....

Capítulo Um

Escócia, verão 1479
"Eu me curvo em reverência aos sacrifícios você está disposto a fazer para a nossa grande causa, Walter."
"Não se curve muito baixo, querido primo, pois o meu sacrifício será de curta duração."
"Como assim? Eu acredito que qualquer pessoa acusada de assassinar um homem de um rei está condenada a ser, morta rapidamente, e traição traz um uma morte horrível.
"Ilsabeth estacou, assassinato e traição, palavras paralisando- a no ato de esconder-se de seu noivo. Ela o havia deixado uma hora mais cedo, e, escondida na mata, voltou à sua casa para ver se conseguia descobrir por que ele tinha começado a agir estranhamente.
Outra mulher tinha sido a sua suspeita. Sir Walter Hepbourn era um homem viril e não tinha gasto muito de sua virilidade sobre ela. Ilsabeth tinha começado a suspeitar que ele alimentava vivamente seus apetites viris em outro lugar, e mesmo que eles ainda não fossem casados,tal infidelidade não era algo que ela poderia tolerar.
Assassinato e traição nunca passou pela sua mente. E o assassinato de um homem do rei? Aquilo era traição em si e por si. O simples pensamento de tal crime deu- lhe calafrios na espinha. Porquê Walter iria ter algo a ver com tais crimes, ou mesmo saber o suficiente sobre eles para falar deles?
Mantendo-se nas sombras de grande casa de pedra de Walter, Ilsabeth deitou- se e se aproximou. Walter e seu primo David sentaram-se lado a lado em um grande banco de pedra no final do jardim materno, a voz arrogante de Walter tomada de orgulho. Ambos os homens estavam bebendo e curtindo o início da noite, sem dúvida saboreando a chegada do frescor noturno depois de um dia surpreendentemente quente, ensolarado. Era um lugar estranho falar de tais assuntos escusos como assassinato e traição.
"Tenho a intenção de resgatar minha cara noiva, é claro", disse Walter. "Ela vai ter que fugir da Escócia, mas eu tenho uma casa pequena na costa da França em que eu posso mantê-la. Sua gratidão vai me manter aquecido por muitas noites. "
"Jesus, não estais ainda pensando em se casar com ela, estais? Isto já é ruim o suficiente enquanto apenas uma moça Armstrong, mas então ela será vista como a filha de traidores ".
O choque e a declaração de nojo de cada palavra que David falou picaram o orgulho de Ilsabeth como urtigas mas rapidamente engoliu o suspiro de indignação furiosa.
Walter deu uma risada áspera. "Ainda? Eu nunca pretendi casar com ela. Eu pensei que você entendesse. Ela é uma Armstrong, pelo amor de Deus. Meu pai viraria no túmulo se eu tentasse misturar o sangue da família com o de um desses ladrões baixos. Minha mãe iria em breve se juntar a ele. Não, eu apenas joguei o jogo.
Todavia, ela é um doce bocado e eu não desejo vê-la em seu túmulo até que eu a tenha saboreado ".
"Quer dizer que ainda não a saboreou?"
"Eu tentei, mas rapidamente se tornou claro que alguém lhe ensinou o valor de sua virgindade."
"Ah, bem, eu pensei que tinhas ficado noivo para que pudesses faze- los assumir, a culpa com mais facilidade. "
"Sem dúvida, era a melhor maneira de chegar perto de seus parentes, sim? 

Série Familia Murray
1- Destinos ao Vento
2- Em Defesa da Honra
3- Laços de Amor
4- Juramento de Amor
5- Vingança de Amor
6- Noiva das Terras Altas
7- Anjo das Terrs Altas
8- Um Toque Mágico
9-  No Auge da Paixão
10- O Lobo das terras altas
11-.O Pecador das Terras Altas
12- Protetor das Terras Altas
13. Highland Avenger 

Saga Terras Altas
1- Destinos ao Vento
2- Em Defesa da Honra
3- Laços de Amor
4- Juramento de Amor
5- Vingança de Amor
6- Noiva das Terras Altas
7- Anjo das Terrs Altas
8- Um Toque Mágico
9- Senhor das terras Altas
10. Guerreiro das terras altas
11. Campeão das terras altas
12. O Amante das terras altas
13. O Bárbaro das terras altas
14. No Auge da Paixão
15. O Lobo das terras altas
16. O Pecador das Terras Altas
17. Protetor das Terras Altas
18. Highland Avenger

24 de janeiro de 2014

O Mestiço e a Pomba




Emily Cordélia Mason Brockinger era uma dama nascida e criada em Boston..

Por isso ficou completamente surpreendida com a oferta vergonhosa feita por Cloud Ryder. 
Ele a levaria em segurança para a casa de seu amado irmão no Vale San Luis, mas ela teria que dividir sua cama durante toda a viagem. Emily não tinha escolha a não ser aceitar os termos de Cloud. E não havia maneira de controlar a sua resposta à aparência viril do Cherokee. 
O caminho era cheio de obstáculos e os perigos só aumentavam a atração que sentiam. 
Ao longo de sua vida, Cloud evitou compromisso, mas agora a única maneira de manter Emily segura é abrir o seu coração, mas amar uma mulher com paixão é dar-lhe o poder de quebrá-lo. . .

Capítulo Um

Território do Colorado 1870.
-Deus deixou a terra indefesa - murmurou Emily Cordélia Mason Brockinger levantando e limpando a poeira do vestido.
Ela estava grata por ter tropeçado de frente, caso contrário, poderia ter machucado o bebê que carregava nas costas. Com um suspiro de resignação, pegou o chapéu maltratado e o que sobrou de sua sombrinha. 
A planície não era um lugar para se levar ornamentos, mas apesar de seu aspecto ruim, serviriam para manter a cabeça protegida do sol.
Ela tinha caminhado durante dois dias, mas não tinha visto nenhum sinal de civilização. Não podia acreditar que este território fosse tão vazio. Além disso, os índios poderiam ter algo a ver com isso. 
Um arrepio a percorreu. Ainda tinha muito clara a lembrança do massacre. Os agricultores pobres não mereciam tal morte. Eles nunca fizeram mal a ninguém. 
Os índios se vingaram das pessoas erradas. Sua predileção por banhos foi o que a salvou. Havia descoberto um pequeno riacho, e tinha andado a alguma distância do acampamento para se banhar. 
No entanto, não tinha ido longe o suficiente para evitar ouvir os sons do massacre. Ela se perguntou se os gritos de guerra e o som de tiros desapareceriam de sua memória e deixariam de perseguir seus sonhos.
Voltar para aquele lugar, tinha sido a coisa mais difícil que ela já tinha feito. O aroma da morte ainda estava em seu nariz. Os índios não tinham distinguido entre homens e mulheres. O único que tinha sobrevivido tinha sido um bebê. Não entendia como tinham deixado vivo a um bebê de três anos, Thornton Sears.
Tinha estado caminhando sozinho entre os mortos. Só podia supor que tinha estado escondido e ficou assim até que o perigo tinha passado. Seu pequeno corpo gordinho resultou ileso, seus cachos castanhos estavam intactos, e, em seus olhos verdes, não tinha nenhuma nuvem do horror que tinha vivido, já que, provavelmente, era muito jovem para compreender a terrível tragédia. Estava vivo e rezou para poder mantê-lo assim.
Olhou suas mãos sujas pela queda, que ocultavam as bolhas que lhe tinham formado ao enterrar os mortos, sabia que a monumental tarefa lhe levaria pelo menos dois dias, mas não podia deixá-los ali atirados. 
Durante esse tempo recuperou, uma mula muito teimosa, uma carroça desvencilhada, alguns pertences dela e do Thornton, uns escassos mantimentos que encontrou e um pouco de água. 
Pensou que teria que racionar muito cuidadosamente, mas temia que não fosse suficiente.
- Vamos pra casa - disse Thornton.
- Sim vamos querido, mas temo que seja um caminho muito longo.
Emily sentiu vontade de chorar, mas se negou a ceder a essa debilidade. Perguntou-se no que estava pensando, quando cometeu a loucura de abandonar sua casa em Boston, fez uma careta ao recordar suas razões. 
No momento que tinha recebido a petição de seu irmão para ir viver com ele, e talvez ensinar na escola em floração na cidade de Lockridge, tinha pensado que era a resposta a todas suas orações. 
Pensava que qualquer coisa seria melhor que a vida que levava na casa de sua irmã Carolynn. 
Ela não sabia o que era pior, se cuidar dos três meninos mimados de Carolynn ou tratar de evitar o seu marido. 
Às vezes o homem parecia possuído de uma vintena de mãos, todas tratando de agarrá-la. Nunca tinha tido ajuda por parte de sua irmã. 
Carolynn acreditava que seus filhos eram Santos, e claramente esperava que se deixasse manusear por seu marido, assim ela se aliviava de um dever de esposa que claramente achava repugnante.


GTR

1 de setembro de 2012

A Rebelde

Série Highlands Brides 
Escócia
Entre o desejo e a vingança Ágata achava impossível evitar o casamento que seu tio lhe arranjara, com um pretendente detestável, até ser seqüestrada pelo maior inimigo de sua família.  

Agora ela se encontrava à mercê de um homem implacável, cujo coração fora transformado numa pedra de gelo pela mágoa e pela dor. 
Lorde Alexander MacDubh estava na Escócia para reivindicar a guarda de seus sobrinhos, frutos do amor proibido entre seu irmão e uma das jovens MacFarlane. 
E vislumbrou na bela Ágata a oportunidade de vingar-se do sórdido inimigo que arruinara sua família. 
A beleza e o temperamento rebelde de Ágata o faziam vibrar de desejo, tornando a vingança mais doce que nunca. 
Mas a paixão seria suficiente para aplacar o tormento do passado e romper as correntes que aprisionavam seu coração?

Capítulo Um 

Um brinde à noiva que um dia unirá os MacFarlane e os MacCordy em seu ventre! 
Os olhos de um castanho-escuro da noiva, Ágata MacFarlane, estreitaram-se ao fitarem os homens ao redor da mesa principal, no enorme salão do castelo de Leargan. 
A fúria crescente fez seus lábios se estreitarem e precisou forçar os dentes perfeitos a se entreabrirem para tomar um relutante gole de vinho da taça trabalhada. 
As juntas dos dedos longos e finos estavam brancas e ela não conseguiu soltar a taça sobre a mesa coberta por uma obra-prima de tapeçaria. 
Um de seus delicados pés, calçados por botas, batia impaciente no chão embaixo da pesada mesa de carvalho. 
Nenhum dos homens que trocavam gracejos notava que a raiva da jovem crescia a cada segundo. 
Ela se perguntou se algum deles prestaria atenção caso se erguesse e gritasse sua fúria. 
Achou que jamais iriam ligar para ela, para o que sentia. 
O motivo da ruidosa festa era seu noivado com Donald MacCordy, o filho mais velho e herdeiro do senhor feudal de Craigandubh. 
O casamento reforçaria a aliança de armas das famílias que, então, poderiam enfrentar seus inimigos ombro a ombro. Durante muitos anos os MacFarlane e MacCordy vinham tentando uma aproximação maior indo ocasionalmente um em ajuda do outro. 
Dali por diante haveria uma ligação muito mais forte que viria através dos filhos que o casal tivesse. 
O que ainda estava longe de acontecer, apesar dos esforços de Donald para ficar a sós com ela, pensou Ágata, furiosa. 
Nos últimos dias tivera que lutar para manter à distância o homem com quem ia se casar. 
Estava determinada a adiar o mais que pudesse o dia fatídico em que Donald MacCordy a transformaria em mulher, dia esse que ele insistia em adiantar. 
Suas mãos pegajosas e frias eram rápidas e repulsivas. Seus lábios cheios demais a faziam pensar nas sanguessugas que os médicos gostavam tanto de usar. 
Como alguém propôs outro brinde às núpcias que se aproximavam, Ágata ergueu sua taça e por um instante desejou que ela contivesse veneno. 
Mas adorava viver, mesmo que isso significasse estar unida a Donald MacCordy. 
Tinha vinte anos e estava apta para se casar. 
O tio e tutor de Ágata não tinha filhos e ela era filha do único irmão dele, que já falecera assim como sua mãe, o que a tomava a herdeira da pequena, porém próspera propriedade rural de Leargan.
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2- CASAMENTO NAS TERRAS ALTAS


Muito mais que aparências...

A profunda cicatriz que marca o rosto de Sir Iain MacLagan é um lembrete diário da esposa que ele perdeu, e do inimigo que ainda o persegue.
Obrigado pelo Rei da Escócia a se casar novamente a fim de unir dois poderosos Clãs, Iain relutantemente desposa Islaen MacRoth, uma mulher cuja aparência delicada esconde uma natureza divertida e sedutora, que se mostra perigosamente atraente para um homem que jurou nunca mais por em risco o seu coração.
Criada com onze irmãos endiabrados, Islaen tem pouco tempo para idéias românticas e tolas.
Mesmo assim, ela espera algo mais do que um casamento forçado com um homem que dividirá sua cama, mas não sua vida.
Passo a passo, Islaen começa a derrubar as defesas de Iain. Mas seu atraente e inflexível marido será capaz de aprender a lhe dar amor com a mesma generosidade com que demonstra tamanha paixão e desejo?

 Capítulo Um

Ao contornar o jardim, ela avistou-o, sentado e olhando para as rosas como se elas pudessem falar a qualquer momento. Tinha novamente aquele ar triste e perdido no rosto. 
Às vezes, ela se permitia acreditar que ele revelava esse lado espontaneamen­te em sua presença, e saboreava a alegria provocada pela idéia. 
O sentimento nunca durava muito, pois ela era prática demais, e logo se lembrava de que só pudera ver aquela expressão porque o espreitava quando ele acreditava estar sozinho.
À noite, seria apresentada na Corte. Fora levada até lá para estabelecer uma aliança por meio do 
ca­samento, de preferência um elo que melhorasse a po­sição da família em relação ao Rei. 
Desde o momento em que pusera os olhos naquele homem, tivera de lu­tar contra a esperança de que fosse ele o escolhido. 
Ele tinha todas as qualificações, mas sua sorte nunca fora tão boa. 
No lugar do homem pelo qual seu co­ração clamava, sem dúvida restaria um afetado Cortesão ou mesmo alguém adiantado em anos, e pro­vavelmente ultrapassado em todos os aspectos.
Aos dezenove anos, havia passado da idade de se casar, mas seu pai adiara o momento de assegurar um matrimônio, esperando que ela se desenvolves­se e adquirisse curvas mais próprias a uma mulher do que a uma criança. Isso não tinha acontecido. 
Era pequena, e nem todas as poções e misturas se­riam capazes de mudar isso. 
Apenas ela e Meg sa­biam que, talvez, fosse mais feminina do que aparentava, o que no entanto, não alterava o fato de se julgar pouco atraente. 
Ouvira esse comentário muitas vezes, o suficiente para acreditar nele. 
Com tão pouco a oferecer a um homem, alguém como Iain MacLagan não era para ela.
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Série Highlands Brides
1- A Noiva Rebelde
2- Casamento nas Terras Altas
3- A Rebelde.
Série Concluída

12 de agosto de 2012

A Viagem

Família Kenney 
Ao encontro do amor...

Cumprindo uma promessa feita ao pai, Deidre Kenney e sua prima Maura, partem em direção a Montana levando na bagagem, documentos importantes, que farão com que Tyrone Callahan não perca sua fazenda. 
Para despistar possíveis ataques de pistoleiros que querem se apossar de tais documentos, Tyrone enfrenta os perigos da viagem ao lado de Deidre, conduzindo-a em segurança pelas pradarias congeladas do oeste selvagem. 
Contudo, não será necessário muito tempo para Deidre perceber que o verdadeiro perigo reside nos desejos e sentimentos que Tyrone lhe desperta. 
Desejos que logo começam a tomar conta de seu coração ainda não desbravado.

Capítulo Um 

0 condutor da diligência descia a mala de Deidre, que fitava o vilarejo ao qual acabavam de chegar.
- O hotel fica ali na esquina - disse o rapaz ao depositar a bagagem a seus pés.
Deidre observou o casarão e soltou um suspiro. Aquela era a segunda semana de novembro e ainda não chegara nem à metade do caminho.
Seguir viagem por uma rota não direta, pulando de povoado em povoado e tendo de esperar pelo próximo transporte disponível era algo bem demorado.
Não bastasse os hotéis e as hospedarias serem desconfortáveis. Pelo menos são baratos, ten­tou consolar-se.
Apanhando a mala, prosseguiu em direção ao estabelecimento indicado, rezando para que ao menos fosse limpo e oferecesse água quente para o banho.
Já instalada no quarto, reconheceu que tivera sorte, pois o dono do hotel era higiênico, e seu aposento possuía um banheiro priva­tivo. Estava farta de ter de verificar se vinha sendo seguida.
Sem falar na preocupação com Maura, que viajava de trem pela rota direta. Contudo, fora da prima a idéia de separarem-se e viajarem por rotas diferentes.
- Cuide-se, Maura - murmurou para si mesma, aguardando a tina de madeira se encher de água quente para o banho.

2- O SEGREDO DE MAURA




O Amor Como Recompensa!

Para ajudar sua prima Deidre a cumprir a promessa feita ao pai, Maura Kenney embarca com ela numa longa viagem rumo a Montana.
Porém a ameaça de saqueadores resolutos em se apoderar dos documentos que Maura carrega, a abriga a se separar da prima e prosseguir viagem sozinha.
Enfrenta um perigo após o outro, até ser amparada por Mitchell Callahan, um homem cativante e sedutor. Incerta de poder confiar em Mitchell, Maura sabe que manter em segredo os documentos será difícil, mas esconder atração que ele lhe desperta será quase impossível...

Capítulo Um

Maura Kenney não podia crer no que lhe acontecia. Ainda trajando luto pela morte recente do tio, Patrick Kenney, ela havia ido à igreja rezar por sua alma, e na volta acabara aciden­talmente enveredando pela parte ruim da cidade.
Por que não co­locavam placas avisando? Pelo visto, devia ter também pedido a Deus que a protegesse do ataque de bandidos.
— Miseráveis! Imundos! Soltem-me ou pagarão caro por isso!
Maura lutava para se desvencilhar dos dois pistoleiros bêbados que a conduziam para uma viela escura e, apesar de lutar com fúria, estava apavorada.
— Faça-a calar a boca, Hank — reclamou um dos homens, tão embriagado que mal se entendia o que dizia. — Alguém poderá ouvi-la.
— Nesta parte da cidade, Lyle? — admirou-se o outro agressor. — Se alguém ouvir, vai pensar que é uma prostituta do bordel arranjando encrenca.
— Solte-me ou vai se arrepender! — Maura gritou mais uma vez, enterrando as unhas no braço do pistoleiro que a puxava.
— Estou morrendo de medo... — zombou Hank.
— Não perde por esperar, seu atrevido!
Quando atingiram o meio da ruela deserta, os homens a encostaram contra uma parede. Um deles se postou a sua frente com um sorriso maligno e sedento nos lábios, e falou:
— Vamos nos divertir muito, querida...
Lutando, Maura conseguiu desvencilhar um dos braços e des­feriu um soco no agressor. Ela pretendia acertar-lhe a face, mas, desajeitada, acabou atingindo seu pomo-de-adão; num misto de surpresa e horror, notou que o pistoleiro se engasgava, sufocado, e cambaleava para trás. De fato, era melhor acertar agressores nessa região do pescoço do que naquela parte do corpo masculino que sua prima Deidre recomendara!










Família Kenney
1- A Viagem
2- O Segredo de Maura

Série Concluída

3 de janeiro de 2012

A Intuitiva

Irmãs Wherlocke



Apesar de ter dito para si mesmo que deveria se afastar, que não deveria ceder à crescente atração que sentia por ela, ele estendeu a mão livre e tocou aquele rosto delicado. 

A pele era macia, quente e dava prazer em tocar... Ele ansiou por acariciá-la ainda mais. 
O azul dos olhos dela se intensificou, o que mostrava que ela sentia o mesmo desejo ardente. 
Deixando de lado todas as possíveis conseqüências e ignorando as resoluções tomadas minutos antes, ele abaixou a boca até a dela, pois precisava prová-la mais uma vez. 
Ela tinha um sabor doce, quente e sedutor, ele pensou enquanto deslizava o braço ao redor da cintura fina e a puxava para mais perto. 
Exatamente como temia, ela tinha gosto de quero mais — mais do que beijos e carícias suaves. 
O modo como ela se encaixou ao seu corpo despertou seus desejos mais selvagens. 
Ele lutou contra o impulso de deitá-la no tapete. Alethea era viúva, mas seus instintos, afiados pelos anos de jogos de amor, mostravam que ela estava longe de ser uma mulher experiente. 
O modo como mais uma vez ela pareceu surpresa quando ele invadiu sua boca com a língua só confirmou o palpite. 
O sabor de inocência atiçou ainda mais o desejo que sentia por ela. 
Ele queria poder mostrar todo o prazer que um homem e uma mulher podiam compartilhar...

Capítulo Um 

Alethea Vaughn Channing ergueu os olhos do livro que estava tentando ler, olhou fixamente para as chamas coloridas que flamejavam dentro da grande lareira e imediatamente ficou tensa. 
Lá estava o homem outra vez, ganhando forma entre as chamas dançantes e a fumaça que se retorcia. 
Ela tentou desviar o olhar, ignorá-lo e voltar à atenção para o livro, mas a visão a atraiu, ignorando seus desejos e roubando suas opções. 
Era como se ele fizesse parte da família, pois não havia como negar que tinham crescido juntos. Ela tinha começado a ter visões ligeiras dele desde os seus cinco anos de idade. 
Na época, ele também era um menino. 
Quinze longos anos espreitando, vez ou outra, cenas da vida dele tinham a transformado de certa forma em dona daquele homem, apesar de não fazer a menor ideia de quem ele era. 
Ela o vira desde os tempos em que era um jovem alto e desengonçado até se transformar em um homem.
Vira-o em seus sonhos, em visões e até sentira a presença dele ao seu lado. 
Como uma testemunha a contragosto, observou-o sentindo dor, chorando...Tinha sentido sua tristeza, alegria e muito mais. 
Vira-o até mesmo na noite do seu casamento, o que de certa forma tinha sido um estranho conforto, uma vez que seu falecido marido estava, obviamente, ausente. 
Ela não gostava de invadir a privacidade dele; mesmo assim, nunca conseguira bani-lo. 
Essa era uma visão forte, ela pensou, conforme as imagens foram se tornando cada vez mais nítidas: era como se ele estivesse na mesma sala com ela. 
Alethea pousou o livro e avançou para se ajoelhar diante do fogo, pois uma pontinha de preocupação cutucava-a por dentro. 
De repente, ela soube que não se tratava apenas de outra intromissão na vida do homem, mas de um aviso.
Talvez, refletiu enquanto se concentrava, por isso tivera todas as outras visões. 
Ela sabia, sem sombra de dúvida, que o que via neste momento não era o que estava acontecendo ou que já tinha acontecido, mas o que ainda iria acontecer. 
Ele estava parado diante dos degraus da entrada de uma casa muito elegante, ajeitando distraidamente suas roupas. 
Ela sentiu até mesmo o perfume de rosas e então sorriu envergonhada. 
O safado obviamente acabava de vir dos braços de alguma mulher. 
Se estivesse julgando corretamente a fisionomia, ele estampava aquele sorriso malicioso que a criada Kate afirmava que os homens costumam mostrar logo depois de terem satisfeito as necessidades viris. 
Alethea desconfiava que o homem da sua visão tivesse acabado de satisfazer, e muito, tais necessidades. 
Uma enorme carruagem preta encostou no meio-fio. 
Ela quase enfiou a mão no fogo ao sentir percorrer seu corpo uma súbita necessidade de resgatá-lo quando ele entrou no veículo. 
Então, abruptamente e sem aviso, a visão se transformou em uma seqüência estonteante de imagens breves e aterrorizantes invadindo sua mente uma após a outra. 
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4- O ESCOLHIDO

Ele a segurou pelos ombros com o intuito de repreendê-la por arriscar sua reputação de forma tão insensata. 

O fato de tocá-la provou imediatamente ter sido um erro. 
O calor da mulher sob suas mãos rapidamente permeou seu sangue. 
A maneira como seu doce rosto se levantou em direção ao dele, sua boca suave de tirar o fôlego, provava que ele tinha razão ao pensar que perdera o controle de seus desejos. 
O sermão que havia planejado lhe fugiu da cabeça tão rapidamente quanto um gamo dos caçadores. 
Ele inclinou os lábios em direção aos dela, louco para poder prová-los de novo. 
No momento em que seus lábios encostaram nos dela, Lorelei passou os braços em volta de seu pescoço, segurando-o com firmeza. 
Seus beijos eram extasiantes. Quando estava perto dele, ela não conseguia pensar em mais nada, senão em beijá-lo. 
A lembrança dos seus beijos a assombrava a maior parte do tempo, e o ardor do primeiro beijo que ele lhe dera não cessava de crescer dentro 

Capítulo Um 

Havia um homem despido no roseiral de seu pai. Lorelei Sundun piscou os olhos várias vezes, mas o homem continuava lá. 
Ela se perguntou por que ele olhava para ela com ar atônito. Não era ela que se encontrava nua no jardim, com apenas uma grande rosa branca para proteger sua intimidade. 
Para Lorelei, quem evidentemente deveria ter ficado boquiaberta era ela. 
De fato, enquanto permitia que seu olhar vagasse ao longo daquele corpo delgado, deu-se conta de que levantar, correr em direção à mansão, talvez até mesmo gritar pedindo ajuda. 
Deveria chamar a atenção. Em vez disso, estava totalmente fascinada. 
Por um instante, perguntou-se se não teria ficado tempo demais sentada ao sol, refletindo sobre a falta de marido. 
Ela não usava chapéu. Seria possível pegar uma febre cerebral pudesse por se sentar ao sol sem chapéu? Lorelei nem tinha certeza de que a febre cerebral pudesse levá-la a ver um homem nu. 
E certamente não com uma grande rosa branca cobrindo a sua virilidade, a parte que, no homem, mais a intrigava. 
Lorelei estava convicta de que os desenhos do livro que encontrara escondido na imponente  biblioteca de seu pai não podiam ser tão precisos quanto àquelas partes dos homens. 
Nenhum homem conseguiria esconder algo tão grande em suas calças. Ela duvidava que um homem pudesse andar naturalmente com tamanho apêndice e suspeitava que a aparência do rosto das mulheres nesses desenhos não retratasse nenhum êxtase, porém uma dor insuportável. Considerava-o um homem muito bonito. 
Era provavelmente por isso que não conseguia afastar dele seu olhar, como qualquer mulher de bom-senso teria feito. 
Aquele cabelo espesso que descia para além dos ombros largos, era de um preto tão verdadeiro a luz do sol lhe dava um brilho levemente azulado. 
Seus traços eram severos, quase selvagens, mas ela não sentia nenhum medo no coração. 
Seus olhos eram escuros, e ela foi tentada a se aproximar para ver a cor exata deles. 
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 Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
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24 de dezembro de 2011

A Vidente

 Irmãs Wherlocke






Não se pode prever uma grande paixão...e amar era sempre arriscado

"Chloe suspirou e entrou na casa.

- É assim que tudo começa. 
- Sim, minha criança. 
É assim que tudo começa." 

A História: A família Wherlocke era especial. 

Cada um de seus integrantes possuía uma habilidade, e a de Chloe era prever o futuro. 
E foi uma dessas premonições que mudou completamente o seu futuro. 
Com uma visão, ela encontra sua irmã morrendo ao dar a luz a uma criança. 
Isso a faz encontrar um outro bebezinho abandonado, filho de uma mulher inescrupulosa e um conde. 
Por amor, ela leva a criança para casa, criando um plano com sua família para proteger a criança e o pai. 
Anos depois, após uma premonição, ela acaba salvando a vida de Lorde Julian Kenwood, e lhe apresenta seu filho que ele pensava estar perdido. 
Uma paixão entre os dois acaba se tornando inevitável.
Mas será preciso muito mais do que apenas as visões de Chloe para mantê-los a salvo das tramas diabólicas de pessoas que querem toda a herança de Kenwood.  

Capítulo Um


Londres, Outono de 1788

Lutando para se manter em pé, Julian Anthony Charles Kenwood. 
O nono Conde de Colinsmoor, saiu do bordel para a noite fria e úmida de Londres. 
No entanto, relembrar-se de quem ele era não ajudou muito a recuperar o equilíbrio. 
A sua importância social não endireitou as costas, estabilizou as pernas ou limpou o espesso nevoeiro que tomava conta da sua mente, causado pelo excesso de bebida. 
Ele rezou para que conseguisse chegar ate a carruagem, que estava estacionada a uma distancia discreta. 
Embora fosse fato que estava demasiado bêbado para se divertir com uma das moças da Sra. Button, ele tinha imaginado que conseguiria, pelo menos, caminhar para sua carruagem. 
Mas já não tinha tanta certeza disso.
Pisando cuidadosamente, um passo de cada vez, ele caminhou na direção da carruagem. 
Um barulho a direita atraiu a sua atenção, mas, ao se virar para espiar nas sombras, ele sentiu uma dor aguda na lateral do corpo. 
Às cegas, saiu de lado, satisfeito ao ouvir um grito de dor e uma blasfêmia. 
Julian labutava para conseguir sacar a pistola do bolso, quando notou uma sombra imensa avultando na sua direção.
Viu então o brilho de uma lamina se aproximando do seu peito e se esquivou para a esquerda. Soltou um grito quando a faca fez um corte profundo no seu ombro direito. 
Uma pilha de barris podres cheirando a peixe impediu, de uma maneira um tanto dolorosa, que ele caísse para trás.
Justamente quando pensou que seja lá quem estivesse tentando matá-lo de fato poderia obter sucesso, outra sombra surgiu. 
Era bem menor e pulou da densa escuridão para aterrissar justamente sobre as costas do seu agressor. Julian sentia-se cada vez mais fraco. 
Finalmente, sacou a pistola do bolso, mas acabou percebendo que não estava conseguindo enxergar com clareza suficiente para atirar contra o homem que o apunhalara. 
Para completar, a pistola parecia muito pesada para ele segurar. Se era alguém em seu socorro, temeu que tivesse chegado tarde demais.
Chloe segurou firme enquanto o homem que tinha esfaqueado o conde fazia o que podia para tira-la de cima das costas. 
Ela desferia socos contra a cabeça do sujeito ignorando as inúteis tentativas que ele fazia para segura-la - enquanto ela esperava pela ajuda de Todd e Wynn. 
No momento em que eles chegaram, ela largou das costas do homem e deixou que os homens grandalhões de Leo assumissem a briga. Cada vez que ouvia o som dos punhos acertando a carne, seu rosto delicado se contorcia.
Quando ouviu algo que soou muito mais dolorido do que os seus socos acertando uma cabeça muito dura, ela correu para o lado do conde.
Ele não se parecia muito com o elegante cavaleiro que ela tinha visto vez ou outra ao longo dos últimos três anos. 
Não apenas porque as suas roupas elegantes estavam um desastre, mas também porque fedia a bebida barata, mulheres da vida, peixe e sangue. 
Chloe apanhou a pistola da mão hesitante, colocou-a ao lado, e então, com tiras arrancadas do saiote, ela enfaixou os
ferimentos do conde do melhor jeito que pode. Rezou para que conseguisse estancar o sangramento ate que pudesse levá-lo para a casa de Leo e Gaidar para cuidar adequadamente dos ferimentos.
— Preciso dele vivo — Julian disse sua voz fraca e rouca de dor. 
— Preciso fazer perguntas..
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 2- A SENSITIVA





Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas.

Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. 


Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel.

A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. 
Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. 
Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. 
Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais 

Capítulo Um 


Londres, Outono de 1788. 

Ter uma faca apontada para o pescoço pode fazer uma pessoa enxergar  com mais clareza a opinião que tem sobre a própria vida, Penélope concluiu. 
Ela permaneceu imóvel enquanto o homem corpulento, um tanto fétido, que a segurava de modo desajeitado ajeitava sua posição. 
De repente, toda a raiva e todo o ressentimento por ter sido tratada por suas meias-irmãs como se ela não passasse de uma mera criada pareceu insignificante, um problema sem importância. 
É claro, isto podia ser alguma forma de castigo cósmico por todas as vezes que desejou mal para suas meias-irmãs, ela pensou quando o homem a ergueu o suficiente para que seus pés saíssem do chão. 
Um dos dois comparsas do homem amarrou seus tornozelos de um modo semelhante ao que prendeu seus pulsos. 
Seu raptor carregou-a para um beco escuro que cheirava tão mal quanto ele. 
Poucas horas antes, apenas ela havia visto Clarissa saindo para um passeio de carruagem com seu futuro noivo, Lorde Radmoor. 
Espiando da janela quebrada do seu quartinho no sótão ela tinha, incontestavelmente, nutrido o desejo perverso de que Clarissa tropeçasse e caísse sobre o monte de estrume próximo às rodas da carruagem. 
Penélope achou, no entanto, que ser levada por um bandido armado à faca e seus dois comparsas grandalhões fosse uma punição um tanto severa para um desejo infantil nascido da inveja. 
Ela, afinal, nunca desejara que Clarissa morresse o que Penélope temia ser seu destino.
Penélope suspirou e admitiu com tristeza que era parcialmente culpada pela sua atual situação de apuro. 
Tinha passado muito tempo com seus meninos. Até mesmo Paulinho a apressara para que ela não voltasse para casa no escuro. 
Era embaraçoso pensar que um garotinho de cinco anos tinha mais bom-senso do que ela. 
Ela deixou escapar um suave gemido de dor, emudecido por uma mordaça imunda, quando seu raptor tropeçou e a fria lâmina arranhou sua pele. 
Por uma fração de segundo, o medo que ela lutava para controlar inflou dentro de seu corpo com tanta força que ela achou que fosse desmaiar. 
O calor de seu sangue penetrando pelo decote do vestido só intensificou ainda mais o temor. Levou alguns minutos para que conseguisse agarrar algum fiapo de calma ou coragem. 
A noção de que seu sangue estava fluindo muito lentamente para que seu pescoço tivesse sido de fato cortado ajudou a controlar o pânico crescente. 
— Tem certeza de que não podemos tirar ao menos uma lasquinha, Jud? — Perguntou o maior e o mais peludo dos comparsas do seu raptor. 
— Ordens são ordens — respondeu Jud enquanto ajeitava a faca sobre o pescoço dela. 
— Uma lasquinha vai custar mais do que o que ela vale. — Nenhum de nós vai abrir a boca, e a belezinha não vai poder dizer nada. 
— Não vou permitir que você arrisque. Ela pode reagir e isso deixa hematomas. As marcas dirão tudo e aquela vadia da Sra. Cratchitt vai perceber. E depois não vai querer nos pagar por este servicinho noturno.
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Irmãs Wherlocke
1. A Vidente
2. A Sensitiva
3. A Intuitiva
4. O Escolhido

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