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29 de maio de 2017

Um Coração Escocês

Série Cavaleiros das Highlandes 
A última vez que Lady Claire Campbell vira seu marido disse-lhe que o odiava, e não gostaria de colocar os olhos nele, novamente. 

Mas agora, ele fora embora para lutar contra Napoleão e, portanto, pode ser tarde demais para lhe dizer que sente muito.
Major Sir Robert Campbell não esperava ver sua linda esposa inglesa, outra vez. Então, quando ela aparece no campo de batalha, após um conflito sangrento em Waterloo, ele está certo de ter avistado um anjo.
Após a batalha, ordenam que Rob retorne a Londres a serviço da Coroa. Claire o segue, desesperada, para encontrar uma maneira de consertar seu casamento desfeito. Mas, algumas feridas são mais profundas do que as contusões que Rob sofreu no campo de batalha. E, algumas, feridas nunca podem ser curadas.

Capítulo Um

19 de junho de 1815, Campo de Batalha de Waterloo
A luz do sol atravessava as pálpebras de Robert Campbell. Ele abriu os olhos e lutou para focalizar através do cascalho. O ar espesso e enevoado cheirava a sangue e fumaça, pólvora e carne. De morte.
Reinava o silêncio, ao contrário do barulhento quartel ou da jovial atmosfera do baile da Duquesa de Richmond, algumas noites atrás. Os únicos sons eram suave farfalhar e arrastos de pés, como ratos em um porão.
Seu corpo doía, cada polegada gritava de dor com o menor movimento, suas pernas pareciam como se um cavalo as tivesse espezinhado, parecia ter amarrado um nó em suas entranhas, seu peito estava tão apertado que não conseguia respirar fundo, seus braços pareciam ter sido injetados com uma tonelada de chumbo e o conteúdo de sua cabeça parecia muito grande para seu crânio, a pressão quase insuportável.
Algo pesava em suas pernas. Ele se esforçou em seus cotovelos para ver o que era.
Um homem, um homem, morto, encontrava-se envolto em suas coxas. Um francês morto, a julgar pelo azul do casaco.
A respiração de Rob ficou presa em sua garganta enquanto encarava o corpo. Pairava de bruços, na terra, o peito sobre as coxas de Rob. Havia tanto sangue… e uma rigidez total, que fez o sangue de Rob correr frio.
Ele piscou, olhando em volta. Parecia ser, só de manhã, cedo. A névoa molhou seu rosto e misturou-se com a fumaça de pólvora e canhão criando um ar espesso que 0 pressionava por todos os lados. Ele só podia enxergar alguns metros ao redor.
Oh Deus…
Um mar de corpos, tanto de homens, como de cavalos, o rodeava até onde seus olhos podiam ver. Estavam tão imóveis… tão rígidos, envoltos uns sobre os outros em ondulantes casacos, vermelho brilhante, e casacos franceses, azuis… misturados a profunda cor vinho, de sangue seco, pincelados de lama marrom. Figuras erguidas salpicavam a cena, pessoas de roupas escuras escolhendo seu caminho através da destruição, com os ombros encurvados. Um cavalo levantava aturdido, não muito longe.
Ele ofegou, sentindo sua garganta se fechando. Levou vários minutos para recuperar o controle e, durante esse tempo, as memórias voltaram a inundar sua mente.
A Batalha… Espadas balançando, o barulho do canhão, a rajada de tiros, e o grito que rasgou de sua garganta:
— Noventa segundos, agora é seu tempo! Carregar!
Os gritos: — Escócia para sempre! — estourando ao redor dele. Andando para a frente a lama o cuspia como dardos e sugava os cascos de seu cavalo, como se estivesse cavalgando por um espesso xarope.
E a luta… 










Veja vídeo do lançamento.

9 de janeiro de 2016

Segredos acidentais de uma Duquesa

Série Irmãs Donovan


Ela era um anjo.

Maxwell Buchanan, o marquês de Hasley, tinha observado muitas mulheres bonitas nos seus trinta anos de vida.
Ele tinha conversado com elas, dançado com elas e deitado com elas. No entanto, nenhuma mulher já havia congelando-o no lugar antes desta noite.
Ele estava extasiado, ignorando as pessoas que passavam por ele, ele olhava para ela, incapaz de afastar seu olhar. 
A figura esbelta, leve, com feições delicadas, cabelos loiros densos, como uma coroa, ela era linda, mas não excepcional, pelo menos para os outros homens que enchiam o salão de baile. 
Tanto quanto Max sabia, a única cabeça que tinha virado quando ela tinha entrado havia sido ele próprio.

Capítulo Um

Sussex,
Sussex no outono era linda. Tendo passado a maior parte de sua vida em uma pequena ilha nas Antilhas, Olivia Donovan nunca havia visto antes estações marcadas com formas tão drásticas. As samambaias que rodeavam a propriedade, que pertencia a seu cunhado, mostravam agora tons intensos de castanho avermelhado. 
As moitas na fronteira da floresta abundavam com bagas vermelhas brilhantes das roseiras silvestres e espinheiros, as árvores exibiam uma riqueza de marrons, vermelhos e amarelos, cores profundas, acolhedoras que devam à Olivia uma sensação de paz e segurança. Antígua nunca tinha mostrado tantas cores diferentes em tal exibição brilhante.
Olivia se virou na janela da sala de desenho para sorrir para suas irmãs. Era tão bom estar juntas novamente, e nunca falhado para enviar a felicidade que surgia através dela quando ela via as outras três amontoadas.
Serena, que tinha mudado seu nome para Margaret, ou Meg, tinha se casado, e Phoebe, ela estava com vinte anos, um ano a menos que Olivia. Serena e Phoebe tinham chegado na Inglaterra no ano anterior.
Jessica e Olivia, vieram despois, tinha chegado no final de julho deste ano. Elas tinham ido direto para Londres e mergulhado no frenesi que era a estação.
Jessica tinha encontrado muitos pretendentes em potencial. Olivia não tinha conhecido ninguém, mas se você perguntasse à suas três irmãs, todas elas iriam dizer que era inteiramente culpa dela.
Ela era muito meticulosa, diriam. Ela era muito tranquila. Ela era muito tímida.
O que ela tinha tentado dizer para elas, repetidamente, era que talvez ela fosse exigente, tranquila e tímida, mas nada disso realmente importava. 
O que mais importava era o simples fato que suas irmãs pareciam serem incapazes de compreender: Nenhum cavalheiro iria querer ela, não uma vez ele soubessem de sua doença. Senhores queria mulheres resistentes, mulheres que eram capazes de terem filhos robustos e fortes. Eles não iriam querer mulheres que poderiam cair doente de uma recaída da malária e morrerem num piscar de olhos. Não mulheres pálidas, magras, propensas à desmaios e febres.
Ela tinha conhecimento desde da mais tenra idade que ela estava destinada a ficar sozinha. Não importava. Sabendo que isso não estavam destinado para ela, tinha desistido de suspirar por casamento e filhos há muito tempo.
Ela estava realmente feliz, totalmente realizada, enquanto estivesse cercada por suas irmãs.
- Droga, Phoebe murmurou, olhando para o relógio na cornija da lareira. Tenho de ir. Margie logo estará com fome, e eu simplesmente não suporto quando a enfermeira tem que alimenta-la.

Série Irmãs Donovan
1- Confissões de uma Noiva inadequada
1.5 - Uma Noite perversa
2- Segredos acidentais de uma Duquesa
3 – Pleasures of a Tempted Lady -  a  revisar

30 de março de 2013

Confissões De Uma Noiva Inadequada

Série Irmãs Donovan



Serena Donovan abandonou Londres fazia seis anos, com o coração partido e sua reputação em frangalhos pelo diabólico e belo Jonathan Dane.

Agora, com o futuro de sua família em perigo, aceita retornar a Inglaterra e assumir a identidade de sua falecida irmã gêmea.
O preço? Casar-se com um homem ao qual não ama e passar o resto de seus dias vivendo uma mentira. Jonathan Dane, Conde de Stratford, converteu-se em um incorrigível libertino, um bêbado e um jogador, enquanto tenta esquecer Serena Donovan.
Mas assim que lhe apresentam à recatada e decente «Meg», reconhece a sensual mulher que capturou seu coração.
Atormentado por seus enganos do passado nega-se a perder de novo a Serena.
Embora convencê-la de que confie nele não vai ser uma tarefa fácil.
Reclamar seu amor perdido significa revelar a verdade e destruir a vida que com tantos sacrifícios Serena reconstruiu.
Com o futuro de todos os Donovan em perigo e sua imperecível paixão capaz de provocar outro escândalo, quanto arriscarão Jonathan e Serena para ter a oportunidade de viver o amor verdadeiro?

Comentário revisora Ana Catarina: Um florzinha bacana. Vale a pena ler. Em minha humilde opinião, o que o mocinho fez, foi algo imperdoável. Porém temos as mocinhas “sados” que perdoam tudo.
Resumão: os dois se conhecem antecipam a lua de mel, a mocinha leva um pé e dança sozinha, o mocinho passa os próximos anos na esbórnia pegando todas, anos depois ela encontra o mequetrefe arrependido e logo vem a perdoá-lo.

Capítulo Um

Portsmouth, Inglaterra 1822

Serena não tinha subido em um navio em seis anos.
Não tinha nenhum desejo de aproximar-se de um navio. Mas levava várias semanas miseráveis em Islington velando por sua irmã mais nova, Phoebe, com olhos de falcão, assegurando que se mantinha fora de perigo afastada da coberta.
Phoebe gostava de sua liberdade e estava a ponto de retorcer o pescoço de Serena de frustração, mas a Serena não importava.
Era muito melhor ter uma irmã zangada a que o impensável voltasse a ocorrer. Estas semanas no mar lhe trouxeram tantas lembranças de Meg. Cada dia era um doloroso aviso do buraco deixado em sua vida.
Serena estava na amurada, dando as costas ao seu destino, um destino que não tinha pedido e nunca quis.
Atrás dela, os homens corriam ao redor e os oficiais ladravam ordens.
O forte aroma acre de pescado do porto de Portsmouth se apoderava da coberta do Islington, entre as ordens designadas e a cadeia baixando raspando a madeira. Os marinheiros jogavam a âncora nas sujas águas do porto.
Serena olhava fixamente por volta de alta mar.
Um navio solitário passava a torre redonda que marcava a entrada portuária, fazendo sua saída mar dentro com suas velas inchadas pelo vento.
Uma parte dela lamentava não estar nesse navio, afastando-se da Inglaterra.
Cedar era um refúgio seguro, um asilo, um lugar onde podia ser ela mesma. Inglaterra não seria nenhuma dessas coisas. Aqui, seria somente uma falsificação.
Uma má cópia de um original inestimável.
Uma vez que desembarcasse em Islington, começaria a tecer uma teia de mentiras que assegurariam o futuro de suas três irmãs vivas.
Uma pessoa que admirava a honestidade sobretudo, não obstante, tinha a intenção de viver uma vida de engano.
Como o dirigiria? Sobretudo em Londres, um lugar infestado de perigo, com sua sociedade, festas e damas com olhos agudos procurando a oportunidade de propagar qualquer intriga mordaz.
Se fosse apanhada, a sociedade a rasgaria em pedaços.
Serena e Phoebe se alojariam com sua tia Geraldine em São James.
A tia Geraldine era uma viscondessa, viúva de Lorde Alcott, um dos membros mais respeitados do parlamento em seus dias.
Serena sabia desde sua última visita a Londres que sua tia estava governada pelas expectativas da sociedade, e se inclinava a seus caprichos.
Quando as irmãs partiram em desgraça fazia seis anos, tia Geraldine desprezava a Serena e Meg por associação. Inclusive pior, vivia a duas casas do Conde de Stratford, o pai de Jonathan Dane.
Esta vez, rogou a sua mãe que organizasse seu alojamento em qualquer outra parte, mas não podiam permitir-se hospedagens adequadas em Londres. Tia Geraldine era a única opção razoável.
Serena fechou os olhos. Jonathan Dane provavelmente não viveria em Londres. Fazia seis anos, seu pai tinha ambições para que tomasse ordens sagradas e se isso tivesse acontecido, residiria em sua casa em Sussex, ou em algum outro presbitério longe da cidade.
Esperava fervorosamente que Jonathan não estivesse em Londres.
Se não estava, só seria um aviso de toda a dor e pena do passado, e de seu engano deliberado no presente.
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23 de setembro de 2012

Uma Noite Perversa

Série Irmãs Donovan

Toda a sociedade de Londres aguarda o baile anual da duquesa viúva de Clayworth.

Pois não importa o quanto à matrona se esforce para sediar um evento elegante, os escândalos sempre acontecem...
Sete anos atrás, Serena Donovan e Jonathan chocaram a sociedade quando foram descobertos em uma posição mais que comprometedora.
Hoje à noite eles retornam pela primeira vez como o conde e a condessa de Stratford.
E enquanto Serena espera por uma noite tranquila para apresentar sua irmã Olivia à sociedade, o desejo de seu marido é continuar de onde pararam há tanto tempo atrás...
Embora a inocente Olivia secretamente anseie pelo tipo de paixão que sentem sua irmã e o marido, nenhum dos homens que ela conheceu acendeu o fogo dentro de seu coração, pelo menos, não o famoso Marquês de Fenwicke.
Quando o seu pedido de uma valsa se transforma em algo sinistro, Olivia deve usar sua inteligência e astúcia para escapar de um homem poderoso que promete que se não puder tê-la, nenhum outro homem a terá...

Comentário revisora Ana Paula G.: Este livro é uma espécie de final do primeiro volume, "Uma Noiva Inadequada" e um prólogo para o segundo, a história da Olivia.
Como já li o primeiro fiquei curiosa por saber como estariam o Jonathan e a Serena depois de casados.
A história é curtinha e nos apresenta os próximos personagens e as coisas que Olivia vai ter que superar no segundo volume.
Vale a pena para se conhecer um pouco do que vai passar no próximo.

Capítulo Um

À medida que a orquestra tocava as primeiras notas da próxima dança, Olivia Donovan olhava o jovem de pé diante dela, sem saber por que parecia tão nervoso. Serena lhe deu uma cotovelada nas costelas.
—Estenda sua mão —sussurrou no ouvido de Olivia. Olivia o fez, e o Senhor Elward deixou escapar um suspiro, pelo visto de alívio.
Tomou a mão e se inclinou tanto que seu cabelo loiro roçou seu antebraço.
Pressionou os lábios na parte superior de sua luva. —Foi um prazer, senhorita Donovan.
Com um olhar furtivo a Serena, que assentiu com a cabeça, satisfeita, Olivia sorriu.
—O prazer foi meu. Obrigado. O baile foi agradável, muito mais do que ela tinha previsto.
Em sua primeira incursão em uma pista de baile de um brilhante salão de Londres, tinha mantido uma conversação apropriada e cortês com seu par, enquanto tentava não pisar os dedos dos pés deste.
Foi um grande êxito, na verdade. Depois de inclinar-se diante de Serena murmurando,
—Lady Stratford. — o Senhor Elward desapareceu entre a multidão, deixando Olívia com sua irmã. Voltou-se para confrontar Serena e suspirou profundamente.
Serena sorriu, obviamente, lendo corretamente sua expressão:
Graças a Deus tudo terminou e graças a Deus consegui não fazer nada estúpido!
—Esteve muito bem. —Falou com voz suficiente alta para que Olivia a ouvisse acima do barulho da orquestra.
— Viu? Não foi tão mau.
—Tem razão —admitiu Olivia—. Não foi nada mal. —Surpreendente, considerando que estava convencida que faria o ridículo diante de toda a alta sociedade de Londres
—. Tenho a sensação de que quanto mais faço isto, mais eu gosto.
Ergueu a mão para tocar seu cabelo, o qual foi arrumado em cachos, depois recolhido por uma cinta adornada com plumas brancas.
O vestido de Olivia foi encomendado por Serena e veio de Paris, e era a coisa mais bonita que a jovem já tinha visto, cetim branco adornado com azul claro abrindo-se em uma ampla saia, o corpete ajustado, e as mangas tão bufantes que Olivia mal podia baixar os braços.
Vendo o gesto nervoso de Olivia, Serena sorriu.
—Seu cabelo está perfeito — assegurou—. Perfeitamente penteado, juro.
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Irmãs Donovan
1 – Uma Noiva Inadequada- em revisão
1,5 – Uma Noite Perversa
2 – Secrets of na Accidental Duchess-na lista
3 – Pleasures of a Tempted Lady - idem

18 de junho de 2012

Infiel

Trilogia Família Tristan 


Presa entre o dever e o desejo… 

Sophie, duquesa de Calton, por fim, virou a página. 

Depois de sete anos chorando a perda de seu marido Garrett em Waterloo, casou-se com o primo e herdeiro deste, Tristan. 
Sophie se entrega a ele de corpo e alma… até o dia em que 
Garrett retorna do continente exigindo seu título, suas terras… e a sua esposa. 
Dividida entre dois maridos… Agora Sophie deve escolher entre seu primeiro amor e seu novo amor, sabendo que faça o que fizer, sua decisão destruirá um dos homens que adora. 
Será Garrett, seu amor de infância, cuja perda esteve a ponto de destruí-la? 
Ou será Tristan, seu querido amigo transformado em seu amante, que a apoiou durante os últimos tristes anos e que lhe mostrou uma paixão que jamais conheceu? Enquanto seus dois maridos lutam por seu coração, Sophie se vê imersa em um perigoso jogo… onde o que está em jogo não é somente o amor… mas a vida e a morte. 
Comentário revisora Kelly: O livro tem uma história um pouco complicada e bem, bem hot, que gira em torno de um triângulo amoroso, mas a autora consegue desenrolá-la de uma forma cativante. Leia e confira.

Capítulo Um 

Londres, abril de 1823. 
Oito anos depois. Sophie reduziu o passo de sua égua alazã, até pô-la ao passo. 
A seu lado, alto e bonito sobre seu tordo cinza, Tristan a imitou e seus cavalos acompanharam seu avanço. Sujeitando as rédeas, ela acariciou o pescoço morno de sua montaria com a mão enluvada e respirou fundo, sentindo o refrescante ar da manhã. 
O caminho, flanqueado de árvores, via-se silencioso e tranquilo naquela hora, provavelmente devido à atmosfera pesada que anunciava uma tormenta. 
O dia era frio e plúmbeo, e ameaçava chuva, assim que ela e Tristan saíram de casa cedo, com a esperança de poder dar um rápido passeio antes que começasse a chover. 
Uma pesada geada brilhava nos ramos das árvores e algumas gotas se acumulavam sob as folhas novas, cintilando como minúsculos diamantes, ao cair ao chão. Sophie deu uma olhada em Tristan, sorrindo pelo modo com que a umidade lhe frisava o negro e brilhante cabelo sob o chapéu. 
 —Está preparado para esta noite? Ia ser o primeiro jantar social a que assistiriam desde sua chegada a Londres, em fevereiro, para a abertura do Parlamento. 
O primeiro jantar social a que assistiriam como marido e mulher. 
Casaram-se em julho, mas passaram os escassos nove meses que levavam juntos na relativa tranquilidade da mansão Calton, em Yorkshire. 
Aquela noite ia ser a primeira de muitas festas futuras: ao cabo de poucas semanas, a jovem irmã de Garrett se reuniria com eles para sua primeira Temporada em Londres. 
 Tristan lhe devolveu o sorriso com um ar alegre, quase infantil, que se refletiu em seus brilhantes olhos cor chocolate. 
 —Estou mais que preparado para esta noite. Que tal você? Ela esporeou a sua égua, pondo-a a galope, e, sorrindo-lhe por cima do ombro, respondeu: 
—É óbvio que estou. Tristan entrecerrou os olhos e agitou as rédeas. 
Animada pela ideia de uma pequena competição, Sophie se voltou, segurou-se bem à sela de montar e se aproximou do lustroso pescoço de sua montaria, lhe sussurrando palavras de ânimo, para incrementar a velocidade. 
 Os cascos levantaram torrões de barro, ao avançar. 
O frio vento lhe penetrava entre o cabelo, enquanto Sophie se inclinava para frente, com o ritmo do galope lhe percorrendo o corpo. 
A saia do traje de montar golpeava contra os flancos da égua, e ela gritou regozijada. Estava ganhando. 
Viu o atoleiro gelado muito tarde. 
O animal deslizou sobre a branca superfície, tentando manter-se em pé, enquanto Sophie lutava para não perder o equilíbrio. 
Puxou das rédeas para trás, para manter a cabeça erguida, mas o corpo do pobre animal se sacudia, desesperadamente, debaixo dela. 
Estavam caindo, e a égua ia cair em cima dela. 
 Sophie conseguiu levantar a perna direita da parte superior da sela e liberou o pé esquerdo do estribo de uma patada. 
Lançou-se fora da montaria, justo quando as patas do animal se dobravam. 
Sophie foi contra o chão no atoleiro de água gelada. Notou como o impacto se estendia do quadril ao resto do corpo. 
Com um ruído surdo que pareceu fazer tremer a terra, a égua caiu também, com os quartos traseiros a poucos centímetros das pernas dela. 
Embargou-a uma sensação de alívio, mas, imediatamente, experimentou um renovado pânico. 
Em seu agitado esforço por ficar em pé, o animal se deslocou sobre o barro, e Sophie ficou entre suas patas, que se sacudiam com desespero. 
 « OH, não! OH, Deus!»
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 Trilogia Família tristan
1– Infiel
2– Escândalo – Em revisão
3 – A Season of Seduction – Na lista
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