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2 de abril de 2017

A Donzela Guerreira


A Dama e o Guerreiro!

Thrand, o Destruidor, só tinha uma coisa em mente: acertar as contas com o passado! 

Contudo, ao conhecer a bela lady Cwenneth de Lingwold, esse implacável guerreiro passa a sonhar em ter um lar e uma esposa amorosa. 
Cwen também está em busca de justiça, mas sabe que a frágil aliança que formara com Thrand só irá durar enquanto tiverem um inimigo comum. 
A menos que consigam deixar o desejo de vingança para trás e fujam rumo a uma nova vida. Juntos!

Capítulo Um

Verão de 876 — perto da fronteira entre a Nortúmbria, controlada pelos vikings, e a Bernícia, controlada pelos anglo-saxões
— PARAMOS de novo. Quantas vezes estas rodas ainda vão atolar na lama? Talvez tivesse sido melhor esperar até que as chuvas da primavera dessem uma trégua. — Lady Cwenneth de Lingwold espiou pela janelinha da carruagem. — Esta viagem a Acumwick está levando o dobro do tempo por causa de todas as paradas que os homens de Hagal, o Ruivo, insistem em fazer. É um atraso após o outro. Prefiro evitar hostilidades a ser uma desculpa para eles.
A nova criada ergueu o rosto.
— Você está tão ansiosa assim para se casar com Hagal, o Ruivo? Só soube da reputação insípida dele há algumas noites. E como seu irmão a ameaçou a se casar.
Cwenneth pressionou os lábios e sentiu cócegas no nariz ao aspirar a fragrância das ervas que Agatha estava socando para acabar com o cheiro de mofo da cabine contígua da carruagem.
— Falei antes da hora, Agatha. Não precisa me lembrar.
— Só estou falando — disse a criada, espremendo mais ervas de cheiro forte em um pote de cerâmica. — Algumas pessoas…
Cwenneth preferiu ajeitar a gola de pele do casaco a dar uma resposta afiada. Discussões podiam gerar inimigos. E ela precisava mais do que nunca de amigos e aliados agora que iria morar em terras estrangeiras com pessoas conhecidas pelas barbaridades e crueldades que praticavam.
O casamento dela com o novo jarl nórdico de Acumwick garantiria ao irmão e ao povo de Lingwold a paz depois de anos de guerra. Como parte do acordo nupcial, Hagal, o Ruivo, concordara em proteger Lingwold contra Thrand, o Destruidor, o selvagem que nutria o gosto de matar por matar e já havia levado muito ouro do vilarejo. O irmão de Cwenneth assinara o acordo nupcial quando Hagal prometeu levar a cabeça de Thrand até ele.
— Você está séria assim por estar infeliz?
Cwenneth apressou-se em mudar a expressão do rosto para uma mais alegre.
— Estou ansiosa para começar uma vida nova. Será um novo começo depois da tristeza dos últimos anos — disse ela, pois era a única coisa que achava positiva daquela união e que poderia compartilhar com Agatha.
Se ela não quisesse se casar com Hagal, o Ruivo, teria de ir para um convento que o irmão escolhesse e se resignar a uma vida num cubículo, sem dote, sem nenhuma perspectiva boa de futuro, a não ser trabalho árduo pelo resto de sua existência.
— Você conseguirá o que quer se agradar seu novo mestre e lorde. É fácil se souber como fazer. — Agatha abriu um sorriso malicioso e colou as costas ao assento, exibindo os seios grandes. — Os homens são criaturas simples, fáceis de se agradar. Você entende o que estou falando, não é?
Cwenneth olhou para o próprio corpo, comparando o corpo longilíneo e com poucos seios com o da criada. Tomara que Hagal, o Ruivo, gostasse de mulheres magras.
— A viagem iria durar uma semana. Agora, por causa desta chuva incessante, está levando o dobro do tempo. — Cwenneth franziu o cenho.
Seria ótimo que começasse logo a estação mais seca, assim as viagens seriam mais rápidas. O que aconteceria se o casamento não fosse formalizado? Será que Hagal, o Ruivo, cumpriria a promessa de proteção? Será que ele acabaria com as ameaças de Thrand, o Destruidor?
— E se Hagal levar o atraso como um insulto?
— Estou certa de que choveu em Viken, de onde ele vem. Ele vai entender. — Agatha soltou uma risada seca e continuou a socar as ervas. — Lá no Norte eles apreciam muito uma mulher bonita. Hagal, o Ruivo, deve estar impaciente com a demora. Dizem que ele tem muito vigor na cama.
O cheiro forte das ervas deixou Cwenneth enjoada e com dor de cabeça.
— Detesto viajar numa carruagem. Não aguento tantos trancos e balanços. — Ela mudou de assunto propositalmente. Já havia ouvido falar das proezas sexuais de Agatha e que a cunhada a havia surpreendido na cama com seu irmão. Para disfarçar mais, esticou o pescoço a fim de enxergar mais alguma coisa da janelinha, mas só viu árvores desfolhadas com os galhos à mercê do vento.
— Se eu estivesse viajando com meu irmão, ele me deixaria andar um pouco, mas os homens de Hagal não querem nem falar no assunto. As coisas vão mudar bastante depois do casamento.
— Tenho certeza que sim.


15 de fevereiro de 2017

O Retorno do Viking

A grande batalha do viking!

Kara agradeceu aos deuses quando foi desposada por Ash Hringson. Porém, esse destemido guerreiro estava desaparecido havia tanto tempo que a ela restara apenas boas lembranças.
Agora, Kara precisa se casar novamente para garantir o futuro de seu filho. Contudo, no dia da cerimônia, o heroico conquistador retorna e é recebido por suspiros de horror e de surpresa. Afinal, todos acreditavam que Ash morrera… Mas aos olhos repletos de desejo de Kara, ele parece tão lindo e sensual quanto no dia em que partira… E também nada feliz por sua bela esposa estar prestes a entregar-se a outro homem.

Capítulo Um

Início de outono, 793 d.C. — Sand, Raumerike, sudoeste da Noruega
JÁ SE passaram sete anos e Ash Hringson não conseguiria calcular quantos milhares de quilômetros viajara desde a última vez em que pusera os pés em Sand, a capital de Raumerike. Teria sido melhor ir direto para casa em Jaarlshiem, mas ele tinha a obrigação de informar ao rei sobre suas viagens e planos para o futuro.
Ash passou a mão no queixo e sobre uma pequena cicatriz em formato de meia-lua. Já havia participado de mais de trinta batalhas e conflitos menores. Se não fossem as pequenas cicatrizes, seu rosto estaria limpo, mas ele mancava um pouco, um legado de uma batalha três anos antes, que agravou um ferimento que tivera numa masmorra dos germânicos. Ele não era mais o mesmo jovem destemido que deixara a costa do Raumerike, com sede de aventura e a certeza de um futuro glorioso. Para Ash, Raumerike e todo o resto que deixara para trás permanecia o mesmo.
Ele sentiu um aperto no peito causado pela ansiedade do final de uma longa espera. Afinal estava em casa. Em seu país de origem. Com os pés em solo nativo. Ele já não era mais um estrangeiro em outras terras.
Ash esboçou um sorriso amargo. Devia ter feito algo para recuperar um pouco do respeito do pai. Seu destino não seria mais pautado pela vergonha e não teria mais que andar nas sombras. Ele havia se tornado um líder e não um covarde que deixava outros homens para morrer no inferno.
A cidade tinha mudado um pouco durante os últimos sete anos. Havia um ar de prosperidade provocado por algumas mudanças, mas as ruas continuavam no mesmo lugar. 
A  ferraria, onde ele comprara a primeira espada, parecia estar sob a gerência de outra pessoa, e o salão nobre do rei fora reconstruído. O mercado perto do porto estava maior, com um aumento do comércio de tecidos e peles, mas o peixeiro continuava vendendo no canto à direita do mercado, chamando os fregueses para comprar arenque e bacalhau salgado.
Os comerciantes olhavam de lado, empalideciam e viravam o rosto conforme ele se aproximava. Alguns deles corriam para fechar as portas. Por instinto, Ash colocou a mão na empunhadura da espada, mas forçou-se a relaxar.
Será que as pessoas lembravam-se da vergonha que ele causara ao pai e ao país? Ou da morte de irmãos, amigos e primos por causa de sua negligência naquela noite fatídica? Ou aquela seria uma reação típica dos moradores de Raumerike a um estranho?
Ash vestia roupas de um viking, mas seu coração pulsava de amor por Raumerike. Ele jamais se esqueceria de onde viera. Era exatamente por isso que voltara… para fazer as pazes com o pai e dar aos jovens guerreiros de Raumerike a oportunidade de progredir, em vez de morrerem num mar nada amistoso.
Foi preciso conter a vontade de gritar para os curiosos e desconfiados que a vergonha e a covardia não faziam mais parte de sua vida. O jovem, que havia encalhado o navio durante uma tempestade porque estava ansioso demais por riqueza, aprendera a lição. Agora, ele sabia que a vida de um homem era muito mais importante do que ouro e joias preciosas.
Ash continuou de boca fechada, braços estendidos ao longo do corpo enquanto caminhava. Travou o maxilar e virou na direção do salão nobre do rei. Primeiro se apresentaria ao rei, em seguida ao pai e à esposa. Era essa a ordem natural de tudo, agora.
Kara entenderia. Ele se lembrava dessa qualidade dela, apesar de não fazer ideia do tom exato da voz dela ou o louro de seu cabelo. Kara sempre o apoiara, desde que eram crianças. Ela havia colocado uma atadura na asa do falcão dele. A última cena em que estiveram juntos tinha sido quando ela de cabeça erguida, orgulhosa, com uma única lágrima escorrendo de seus olhos, implorou para que ele voltasse como herói.
Ash afastou as memórias de Kara, do mesmo jeito que vinha fazendo havia sete anos. Logo, logo ele se lembraria de mais detalhes. Antes, porém, precisava cumprir sua obrigação com o rei e com o país.
— Ora, ora, agora os fantasmas perambulam entre os vivos? — perguntou uma senhora de uma barraca de panelas de cerâmica. — Justo hoje.
Ash deu um passo em falso e colocou todo o peso do corpo na perna ruim. De todas as pessoas para cumprimentar, tinha de ser aquela mulher. Ele se forçou a se lembrar de cada um dos filhos dela antes de responder. O mais velho morrera numa tempestade, porém o mais novo fora seu companheiro de cativeiro, e o mantivera vivo contando histórias sobre bravura de tempos atrás.
Ash chorara bastante quando o último de seus amigos morreu. Durante um dia e uma noite, ele conviveu naquele buraco com o corpo. Quando um soldado germânico apareceu para ver como estavam, Ash o dominara e fugira através de um escoadouro estreito e fedido. Até o momento, depois de mais de seis anos, ele ainda não conseguia dormir e nem mesmo entrar em algum lugar subterrâneo.
Pela primeira vez naquela viagem amaldiçoada, os deuses estiveram ao seu lado. Depois de sair do escoadouro, ele encontrou um navio viking no porto, alistou-se e começou a vida de mercenário.
— Não sou fantasma, estou vivo, Hildi, mãe de guerreiros e uma pérola entre as mulheres. — Ash falou o nome dos três filhos dela que tinham viajado com ele e que estavam mortos. — Vim fazer uma homenagem a você pelas vidas de seus corajosos filhos. Os três estão jantando com Odin agora. Dê-me sua mão. Sinta que estou aqui mesmo.
Ela o cutucou com o dedo ossudo.
— Bah. Sua fala continua mansa, Ash Hringson. Tomara que desta vez você esteja sendo sincero. Vivo e não afogado. Isto é realmente uma coisa nova.
— Sim, eu sobrevivi, mas as mortes deles serão recompensadas. Dou a minha palavra, Hildi, da mesma forma como prometi a todos aqueles que me seguiram. — Ash fitou Hildi no fundo dos olhos. — Agora seus filhos moram em Valhalla, em vez de compartilhar a escuridão do reino das profundezas de Ran. O que mais você poderia querer?
— Nunca duvidei disso.




24 de janeiro de 2016

Força Invasora

Série Chefes Vikings



A conquista de um guerreiro!

O toque marcial vindo de um ponto não muito distante e o reflexo do sol sobre os fios das espadas nórdicas foram o suficiente para Sela se firmar sobre as areias trepidantes à beira-mar.
Navios apinhados de guerreiros prontos para a batalha se aproximavam, mas o que deixou Sela apavorada não foi a conquista iminente.
Ela temia a própria reação ao se confrontar com a face arrogante e o corpo musculoso de Vikar Hruston, o líder das forças invasoras... e seu ex-marido.

Capítulo Um

DC 794, Noruega Central 
— Preparem os escudos! Ergam as lanças! Desembainhem as espadas! As torres da fortaleza de Bose the Dark assomam no horizonte — gritou Vikar Hrutson, jaarl de Viken, para seus homens.
— Você está tomando um passo sério, Vikar — disse Ivar, com a voz baixa. — E se estiver errado? E se Bose quiser manter a paz com Viken? Vikar observava as terras com suas entradas e ilhas rochosas quando fitou seu companheiro jaarl e também um líder viking.
— Bose só está em paz quando está dormindo. A batalha em Rogaland foi só o começo. Ele rompeu a trégua e declarou guerra.
— Será que Thorkell concorda com isso? — indagou Ivar, inquieto. — Foi pura sorte pararmos em Rogaland. Minha irmã e o marido não conseguiriam enfrentar uma invasão sozinhos.
— Os vikings venceram em Vinken. — Seu escudo e sua espada derrubaram Hafdan. Ele podia estar agindo sozinho, velejando dentro dos próprios padrões.
— Apenas um homem poderia ter ordenado a invasão. Ele ainda está vivo e suas terras intactas. — Vikar segurou com mais firmeza na balaustrada do navio e olhou na direção de onde surgiam as imensas muralhas no meio do fiorde.
— Foi Bose the Dark que ordenou a invasão, a destruição. Hafdan nem ousaria respirar sozinho, imagine se atacaria a propriedade de um jaarl de Viken, a menos que tivesse recebido ordens para tal. Eu avisei a Thorkell que Bose atacaria de novo. É um prazer saber que estou certo.
— Thorkell não devia ter deixado Bose viver. O que ele fez a Haakon foi absurdo! Ele deveria saber que Bose não ficaria contente no norte. — Ivar bateu com o punho na balaustrada. — Não sou um profeta, mas consigo antecipar as atitudes do rei. Haakon está vivo e tem sucesso. Nosso amigo está muito feliz com sua nova esposa e filho. — Vikar deu de ombros.
— Bose torceu as palavras a seu favor. Ele só entende de guerras. Mas dessa vez, ele vai perder... Tudo. — E quanto a Thorkell? Qual será a atitude dele depois do ataque à aldeia de Bose?
— Ele irá me recompensar. Bose rompeu a trégua. Dessa vez vou puni-lo. — A brisa afastou o cabelo longo do rosto de Vikar.
— A batalha será longa e sangrenta, meu velho amigo, mas estaremos sob a proteção de Thor e Tyr. É um perigo subestimar Bose. Ele é um grande estrategista, tão escorregadio e cheio de truques quanto Loki.
— Se você está dizendo, eu acredito. — Ivar tocou o nariz num gesto de quem está de acordo. — Você já foi casado com a filha dele.
— Ainda bem que foi uma união que durou pouco. Vikar se recusava a pensar sobre sua ex-esposa. Será que ela estaria lá com aquele longo cabelo loiro, corpo curvilíneo e tentador e toda sua teimosia? Ou será que havia se casado de novo? Quem mais gostaria de ser o cachorrinho de estimação de Bose? Vikar prendeu o olhar nas torres entalhadas. Hoje já não tinha mais importância. Ela era o símbolo de tudo que uma mulher podia ter de errado e por isso ele não pretendia se casar de novo.
— É verdade que a filha de Bose nunca mais frequentou a corte de Thorkell depois do divórcio? E que a edificação principal da propriedade de Bose foi construída com os ossos dos selvagens que se rebelaram e lutaram contra ele?
— Os remadores contam muitas fábulas. — Vikar saiu da balaustrada e dirigiu-se para a proa do navio, de onde podia ver melhor a vela vermelha e nova se inflar com o vento. Era uma vela digna de um dos líderes dos jaarl s em Viken, um homem que tinha feito fortuna com apenas uma batalha no verão anterior, alguém cujas proezas eram cantadas em versos e prosas dos trovadores.
Ouviu-se de repente o som de uma corneta Giallarhorn ecoar pelas pedras do fiorde. Os navios haviam sido vistos pelo inimigo. A batalha começaria assim que Vikar e seus homens pusessem os pés em terra firme.
— O que você está planejando, Bose the Dark, do alto de sua esplêndida fortaleza? Imagino que você já esperava por isso. Aliás, você estava ansioso — falou Vikar, contraindo o maxilar e segurando o punhal da espada.
— Não sou mais o guerreiro ingênuo que se casou com sua filha há muito tempo. Vamos nos encontrar de novo e, dessa vez, Bose, só haverá um vencedor.
— Velas à vista na entrada do canal. Um barco-dragão ou talvez mais. — Sela procurou ficar calma ao entrar nos aposentos de seu pai.
Diferente do salão nobre, o quarto era ricamente decorado com peles e tapeçarias, e bem no meio havia uma cama gigantesca onde Bose the Dark estava deitado.
Ela franziu as sobrancelhas enquanto o pai, paralisado de um lado, lutava para se sentar. E pensar que ele tinha sido um homem tão forte há apenas alguns meses antes da desgraça acontecer.
Tratava-se de uma maldição, sussurravam as vozes pelos cantos escuros da fortaleza.
A sorte lendária de Bose tinha terminado. Sela ignorava os comentários. Seu pai já havia sofrido o suficiente.
— Eles estão vindo em paz?

Série Chefes Vikings
1- Coração Bárbaro- editora
2- Força Invasora - Editora
1-A amante do Viking- traduzido
2-A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável
Série Concluída

1 de setembro de 2015

Coração Bárbaro

Série Chefes Vikings



Um ataque viking... Um invasor honrado... Uma nova vida como amante dele!

Eles haviam dito que vieram em paz, mas logo Lindisfarne estava em chamas.
Annis de Birdoswald tentou fugir, porém não conseguiu escapar dos guerreiros do Norte.
Haakon Haroldson, o viking sombrio e arrogante, sequestrou-a e a afastou de tudo o que ela amava.
Agora, Annis precisa escolher entre continuar uma prisioneira ou viver uma vida de prazer ao lado desse poderoso invasor.

Capítulo Um

8 de Junho de 793 — Lindisfarne, Nortúmbria
Annis apertou os lábios, tentando não mover a cabeça enquanto a criada trançava seus cabelos. O que ela esperava, afinal? Que seu tio, o abade do Mosteiro de St. Cuthbert, lhe desse dinheiro para lutar contra seu padrasto? A única alternativa que ele havia sugerido fora a igreja. Ela poderia ter uma boa posição, contanto que levasse seu dote consigo.
— Milady, vai ser mais rápido se inclinar ligeiramente a cabeça para este lado.
Annis estudou a parede da casa de hóspedes de St. Cuthbert, com um mural de Maria ajoelhada ao pé da cruz, e procurou se concentrar.
Fora um erro ter ido até ali. A conversa da noite anterior ainda ecoava em seus ouvidos. Seu tio se recusara a ouvir seus argumentos. Por que ela imaginara que seria de outro modo, Annis não sabia.
Ela iria embora do mosteiro e da ilha no dia seguinte, na maré baixa, quando era possível atravessar a ponte, decidiu. Teria de voltar para casa em Birdoswald, às margens do rio Irthing, no oeste de Nortúmbria. E encarar o futuro sozinha.
— Está bom, milady?
Sua nova criada, Mildreth, terminou de fazer a trança e estendeu-lhe um espelho de mão. Annis olhou rapidamente para o seu reflexo. Os cabelos castanhos que antes lhe caíam ao lado do rosto tinham se transformado em duas graciosas tranças. Seu cabelo era o que ela considerava seu traço mais belo e atraente, embora um pouco rebelde demais para o seu gosto. Mildreth sabia o que estava fazendo, Annis reconhecia isso, mas relutava em confiar nela.
Mildreth era uma marionete de seu padrasto. Só podia ser. Ele havia ordenado que todas as criadas, mesmo as mais antigas, fossem substituídas depois que seu marido morrera, e ela retornara às terras da família. Não havia desculpa para ela continuar morando com a família de Selwyn. Ela não tinha filhos, e sua cunhada nunca gostara dela. Então Annis voltara, esperando uma recepção mais calorosa, e descobrira que o padrasto havia assumido firmemente o controle das terras da família.
— Em breve começarão os preparativos para seu noivado.
— Se for a vontade de Deus... — Annis colocou o espelhinho sobre a penteadeira e forçou-se a manter uma expressão suave. Não tinha intenção de se casar com o filho de seu padrasto, o abominável Eadgar, com suas mãos sempre úmidas e modos desagradáveis. Tampouco pretendia ir para um convento, como o tio havia sugerido. Tinha de haver algum outro jeito.
— Terá de se casar um dia, milady. Eadgar é um rapaz... — Mildreth calou-se e sua expressão ficou consternada. — Senhora, não posso mentir. Gosto da senhora. Eadgar é um terror. Todas as criadas morrem de medo dele. Não querem ficar sozinhas com ele nem por um minuto. Por favor, não comente com ninguém.
Annis segurou a mão de Mildreth. Um leve rubor coloriu as faces da moça, fazendo-a parecer quase bonita. Annis sentiu uma alegria como há muito não sentia. Sua viagem até Lindisfarne não tinha sido em vão. Ela havia encontrado uma aliada.
— Temos a mesma opinião sobre Eadgar.
— Disseram que a senhora era bondosa, milady, e é mesmo.
— De qualquer forma, é cedo demais para falar de casamento. — Annis ajeitou a gola do vestido. — Meu marido ainda nem esfriou na sepultura, coitado. Haverá muito tempo para pensar em casamento depois que terminar o período de luto. Vim para cá para pedir conselhos ao meu tio, e agora que já os tenho vou voltar para casa.
— Como achar melhor, milady.
Um súbito e frenético toque de sinos ressoou no aposento, abafando qualquer pensamento ou voz. Cada fibra do corpo de Annis ficou tensa. — Vamos ser atacadas! — Mildreth retorceu as mãos. — Assassinadas, em nossas camas!

Série Chefes Vikings
1- Coração Bárbaro- editora
1-A amante do Viking- traduzido
2-A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável

18 de março de 2012

Uma Amante Virginal

Série Império Romano
Sob o quente sol, qualquer coisa que fizessem seria visto… 

E explodiria o escândalo. Silvana Junia sabia o que falavam sobre ela… e não se importava! 
Até que um misterioso e perigoso desconhecido a resgatou do mar e entre eles surgiu uma poderosa atração. 
Lucius Aurelius Fortis era um homem rico e respeitado. 
Mas poderia repetir os erros de seu passado se não fosse capaz de resistir à atração que tinha despertado nele a bela Silvana. Incapaz de resistir à tentação, Silvana não demoraria para converter-se em sua amante.

Comentário revisora Poly: Gostei do romance. 
É uma História simples, sem muitas emoções ou complicações. A primeira que leio deste período histórico. Realmente gostei. 

 Capítulo Um 

Ano 69 A. C. No lugar de recreio mais famoso e luxuoso da costa da República de Roma. 

Um pouco mais e chegaria ao muro do porto. 
Podia ouvir o barulho da água. Silvana Junia fez um esforço para mover as pernas. 
Tinha o tecido empapado ao redor das coxas e estava afundando. Já não ouvia gritos nem barulho detrás dela. 
Cotta e seu seguidores teriam desistido ou teriam decidido que se afogou na baía. 
Ela teria ficado encantada ao ver sua expressão quando saltou do barco. 
O encontro não tinha saído como ela esperava, mas tampouco tinha acabado como ele tinha imaginado. Silvana fez uma careta. 
Daqui para frente teria que ter em conta que Cotta era seu inimigo. Fez um último esforço, esticou o braço, tocou as pedras e se agarrou a um cabo. Tinha conseguido. 
Essa noite, os deuses estavam ao seu lado. Agora só tinha que sair da baía e voltar para casa. 
O muro do porto se elevava sobre ela com sua imponente altura. 
Olhou ao redor e viu um solitário barco de pescadores. Junto a ela, pôde vislumbrar uma escada de corda. 
Se pudesse chegar até ela, subiria e chegaria ao passeio da baía. Avançou penosamente, o cinturão soltou-se e a parte inferior da túnica formou redemoinhos nas pernas. 
Alcançou o barco e se agarrou ao lado com meio corpo fora da água para tentar recuperar o fôlego. Quanto tempo tinha passado na água? 
Quando se atirou parecia que estava gelada, mas nesse momento parecia que estava quase fervendo. Afundava. Estava esgotada. O mar a reclamava. Poderia flutuar eternamente em um sonho sem despertar. 
Revolveu-se. Não permitiria que Cotta saísse vencedor. 
Fez um esforço e ficou com o rosto dentro do barco e as pernas penduradas. 
A água jorrava pelo cabelo cor de mel e as roupas azuis escuras. 
As pernas se negavam a mover-se, mas tentou até que caiu dentro do barco com certo estrondo. 
Ficou imóvel e sem respirar. Haveria alguém a bordo? Só se ouvia o mar contra o casco. 
A escada estava tentadoramente perto. Tinha que conseguir. 
Fez uso de todas as forças que ficavam, levantou-se e se equilibrou sobre ela. 
Uma mão agarrou a corda e ouviu vozes no interior do barco. Rezou para que dormissem outra vez. 
Só lhe faltava outro escândalo. Já tinha uma reputação bastante duvidosa e já atribuíam a ela suficientes escândalos, verdadeiros ou inventados. 
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 Série Império Romano
1- A noble captive – na lista
2- Uma amante virginal
3- Sete dias sem beijos
4- A honra do gladiador – em revisão

18 de dezembro de 2011

Série Império Romano

3- Sete Dias Sem Beijos





Roma, ano 68 A. C. 

Lydia Veratio tinha cometido um engano e agora sua liberdade pertencia a um homem ao que conheciam em toda Roma como Lobo de Mar. 

Uma vez comprada como esposa, Lydia sabia que quão único ainda podia controlar era seu desejo.

Por isso, quando Fabius Aro lhe prometeu que a deixaria livre se depois de sete dias não lhe tinha suplicado que a beijasse, Lydia pensou que seria muito fácil.
Mas Aro era um homem incrivelmente atrativo e Lydia começava a sentir-se mais e mais tentada por aqueles lábios… 

Nota Revisora Neide: Está mais para um florzinha, uma história com um enredo simples, um mocinho com uma ambição que tenta almejar a todo custo, mas que com a convivência com a mocinha passa a não lhe importar tanto, uma mocinha decidida, honrada, forte. Leitura sem emoções, mas bem tranquilo. 

Capítulo Um Roma ano 68 A. C. 

—Lydia, venha ver. Um homem está discutindo com nosso servo Gallus — Sulpicia entrou no tablinum com tal ímpeto, que partiu o fio do fuso do tear que Lydia usava. 
Lydia Veratio largou o fuso e foi para a janela onde sua cunhada estava de pé. 
Agradecia ter uma desculpa para parar de fiar, ainda que não fosse para mais nada, além de observar como o servo de seu pai discutia com alguém. 
—Do que se trata dessa vez? —Perguntou Lydia, olhando através dos postigos da janela. 
Gallus falava com um desconhecido fazendo gestos. 
Sulpicia se aproximou ainda mais da janela e colocou a mão em concha no ouvido para capturar o som. —Acredito que seja algo relacionado com um pedido de vinho. 
—Achei que isso já tinha sido solucionado há várias nonas — Lydia observou o homem com quem discutia o servo. 
O homem tinha seus pés calçados com sandálias, plantados com firmeza, como se estivesse a bordo de um navio. 
A toga azul escura e a túnica bordada que vestia demonstravam que não se tratava de um simples servo. 
O homem levantou a vista, e Lydia se deparou totalmente com seus olhos. 
Ele esboçou um tênue sorriso e a saudou com uma inclinação de cabeça. 
Lydia fechou o postigo e se retirou imediatamente da janela.
—Estou segura de que Gallus saberá resolver o problema. Eu não posso me ocupar com nada disso; devo me comportar como uma dama romana e ficar fiando, enquanto meu pai procura um marido que me convenha. 
—Publio enviou outra tabuleta — disse Sulpicia, enquanto se aproximava dela para abraçá-la. 
— Quer saber se chegou o último carregamento de liquamen*2 ou se tornou a atrasar-se. 
Lydia sentiu uma ligeira dor de cabeça. 
Deveria imaginar que Sulpicia teria um motivo para procurá-la, era por que desejava que fizesse algo para ela. 
Normalmente, àquela hora, sua cunhada já estava nos banhos, mexericando com suas amigas ou inteirando-se das últimas notícias sobre a guerra contra os piratas, da boca dos pregoeiros do fórum*2.
—Deveria perguntar ao nosso pai. 
—Mas Cornélio esteve doente e não quero preocupá-lo, principalmente por algo tão insignificante – acrescentou Sulpicia com uma careta e levando a mão ao ventre. Era evidente que o bebê estava dando pontapés. 
— Você poderia descobrir, Lydia. Publio disse que o cliente se nega a dar mais dinheiro até receber a carga. Só quero saber quando foi enviada. 
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 Série Império Romano 
1– A Noble Captive – na lista 
2– Uma Amante Virginal – em revisão 
3– Sete Dias Sem Beijos 
4– A Honra do Gladiador – em revisão
 

20 de setembro de 2010

Série Chefes Vikings

Michelle Styles
3- UMA PRINCESA INDOMÁVEL


A batalha foi travada para obter seu coração!

O perigoso guerreiro Ivar Gunnarson era um homem de ação, mais do que palavras.

Sem tempo para pensar em amores ideais, apropriava-se sempre de tudo que queria, e a princesa Thyre não ia se converter em uma exceção à regra.Misteriosa e sedutora, Thyre despertou o desejo de Ivar no instante em que pôs seus olhos nela. No meio de um sangrento conflito entre facções vikings, ela se transformou em prisioneira do guerreiro, mas seu espírito era indomável…

Capítulo Um

796, Noruega, fronteira com a Suécia.
— Pelo martelo de Thor! Tio Ivar, você estava certo! Estão esperando, ali mesmo, e sem se esconder, como você gosta.
Ivar Gunnarson, jaarl Viking, olhou para onde seu sobrinho assinalava. Escondidos na sombra de uma ilha rochosa, os drakkars dos ranrikes espreitavam prontos para atacar.
Ivar segurou com força o leme, que movia ligeiramente para a direita e o Bruxa do Mar respondeu imediatamente a sua ordem.
— Os ranrikes estão nos recebendo com honras. Cinco navios contra um. Essa promete ser uma batalha interessante.
No navio, todo o movimento parou. Todos os homens se viraram para Ivar. Seus semblantes expressavam medo e antecipação enquanto apoiavam suas mãos calejadas nos remos.
Ivar sabia que eles iriam provar ser dignos de sua confiança. Que iria retornar com segurança para casa. Ele era um homem que colocava sua confiança em coisas materiais: a força de sua espada, a tensão da vela, a precisão de sua pontaria, e não em rezas e amuletos.
Ivar acredita nas ações, não em palavras.
— Mas, tio Ivar — disse Asger, — por que estão esperando agora? Por que não atacaram quando saímos de Birka?
— No caminho de Birka não representavam nenhum perigo para nós, jovem Asger. Escute seu tio — gritou Erik de onde estava sentado. — O rei dos ranrikes queria que fizéssemos o trabalho duro. Estão em busca das especiarias e as sedas que trazemos para os Vikings, não se atrevem a atacar em mar aberto. Seu tio previu este ataque meses antes do início da viagem. Diante de todos aqueles que apelam para causas sobrenaturais para explicar o fato de que nossos navios não voltam, seu tio sempre desconfiou que houvesse outro motivo. Confie nele. Conheça o mar e os seus caprichos.— Outros remadores apoiaram as palavras de Erik e o cenho de preocupação de Asger desapareceu.
— Agora começa a corrida contra os ranrikes — Ivar ajustou a tira que mantinha o leme em sua mão enquanto pensava na seda, o âmbar e a valiosa carga que transportavam. Se conseguisse fazê-la chegar aos mercados de Kaupang, poderia ganhar mais que com o resgate de um rei.
— Aqui é onde vai aprender o que é um verdadeiro guerreiro viking, Asger, um membro desta felag.
— Mas como vamos ganhar de tantos navios atrás. O Bruxa do Mar é o navio viking mais rápido que navega no mar. Fará qualquer coisa que pedirmos.
— Qualquer coisa? Mesmo com esses corvos anunciando uma tempestade? — perguntou Asger, assinalando um bando de corvos que voava em círculo sobre o navio. — Você sabe o que se diz sobre os corvos, são mensageiros em meio de uma tempestade?
Asger passou a mão nos lábios e olhou preocupado as almas dos homens afogados, tio Ivar.
— Os corvos são apenas pássaros. Desfrutam do vento que lhes dá oportunidade de estenderem suas asas.
— Jamais tinha pensado que pudessem desfrutar do vento.
Ivar se concentrou nas ondas que golpeavam o navio. Algum dia, quando tivesse terminado a etapa de viagens e pudesse voltar a pensar em ter uma esposa, gostaria de ter um filho como Asger. Sabia que com o tempo aquele garoto se tornaria um bom guerreiro.
O vento levantava ondas de espuma branca e o grasnar dos corvos era ensurdecedor. Ivar sujeitava o leme com mão firme. O Bruxa do Mar poderia ganhar qualquer competição contra o vento. A quilha e os equipamentos do barco tinham sido desenhados com esse propósito; e se tinha sido capaz de viajar até a Northumbria dois anos atrás, também conseguiria superar uma situação como aquela.
— Erik, trocou a corda da direita?
O marinheiro olhou para longe de seus remos e coçou o nariz. — Sim, fiz exatamente o que me pediu Ivar.
— O ranrikes está esperando por nós na chegada da enseada. Uma vez lá, tudo que vocês têm que fazer é esperar, vão nos assaltar e levar a carga que tanto trabalhamos duros para ganhar. — Ivar parou para deixar os homens absorverem suas palavras em seguida, ele levantou seu punho. — Mas eu não estou disposto a deixar que isso aconteça!











1-A amante do Viking
2-A Paixão de Um Guerreiro

30 de agosto de 2010

Série Chefes Vikings

Michelle Styles
2- A PAIXÃO DE UM GUERREIRO









Tinha a intenção de reclamar o que era dele.

Com o eco dos tambores de guerra martelando em seus ouvidos, e os olhos ofuscados pelo brilho deslumbrante que desprendiam as afiadas espadas, Sela aguardava inquieta.
Acabavam de chegar os navios dragões repletos de guerreiros preparados para a batalha e a glória.


Mas não era a ameaça da conquista o que a inquietava até o mais profundo de sua alma, e sim a maneira como seu coração respondia ao orgulhoso rosto e o corpo do jaarl Vikar Hrutson, o chefe da força invasora e seu ex-marido!

Capítulo Um

Noruega central, ano 794
— Preparem os escudos! Levantem as lanças! Desembainhem as espadas! Já se vê os telhados da fortaleza de Bose o Escuro, no horizonte — gritou a seus homens Vikar Hrutson, jaarl (NT. chefe territorial) de Viken.
— É um passo arriscado, Vikar — disse Ivar em voz baixa — E se te equivocar? E se Bose deseja a paz com Viken?
Vikar, que observava o lugar com suas enseadas e ilhotas rochosas que se abria diante dele, girou e olhou Ivar, chefe territorial como ele com quem compartilhava o posto de liderança dentro da felag (NT: sociedade de caráter econômico que se formava entre diferentes jaarls).
Observou com seus escuros olhos verdes seu amigo.
— Bose é pacífico só quando dorme. A incursão a Rogaland foi só o princípio. Quebrou a trégua e declarou a guerra.
— Mas Thorkell está de acordo? — Ivar se revolveu inquieto — Foi uma sorte que nos detivéssemos em Rogaland. Minha irmã e seu marido não teriam podido se defender da incursão.
— Foi uma vitória para felag, para Viken.
— Foi sua espada e seu escudo que derrotaram Hafdan. Talvez agisse sozinho. Navegava sob seu próprio estandarte.
— Só um homem poderia ter ordenado essa incursão e segue impune com suas terras intactas — Vikar se agarrou com força ao corrimão do navio e olhou para as escuras muralhas que se elevavam do fiorde — Bose o Escuro ordenou a incursão, a destruição. Hafdan não se atreveria a respirar, muito menos a entrar pela força no lar do jaarl Viken sem sua ordem expressa. Adverti a Thorkell de que Bose voltaria a atacar. Acredite não me alegro por ter acertado.
Ivar golpeou o corrimão com o punho.
— Thorkell não deveria ter perdoado a vida de Bose. O que esteve a ponto de fazer a Haakon era impensável! Deveríamos ter imaginado que Bose não ficaria tão tranqüilo no norte.
— Não sou adivinho. Não sei o que ocorre na mente do rei. Haakon está cada dia melhor. Nosso amigo é feliz com sua flamejante esposa e seu filho — Vikar encolheu os ombros — Bose muda suas palavras conforme lhe convém. Só entende de atos. E desta vez perderá... Tudo.
— E Thorkell... O que fará quando descobrir que comandou uma incursão para a fortaleza de Bose?
— Vai me recompensar. Foi Bose quem quebrou a trégua. E desta vez darei seu castigo — a brisa jogou para trás o cabelo loiro — Será uma batalha longa e sangrenta, meu amigo, mas Thor e Tyr estarão de nosso lado. Nem te ocorra subestimar Bose. Esse homem é um grande estrategista, mais escorregadio que Loki.
— Se você diz, acredito — Ivar deu uns pequenos golpes no nariz — Esteve casado com sua filha, não?
— Felizmente, foi uma curta aliança — disse Vikar, negando-se a pensar em sua antiga esposa.
Ela estaria ali, com seu cabelo loiro, suas tentadoras curvas e seu gênio de mil demônios? Ou teria voltado a casar? Com alguém que estivesse mais disposto do que ele a converter-se no cachorrinho mulherengo de Bose? Talvez.
Vikar ficou olhando fixamente o intrincado desenho. Pouco importava.
Aquela mulher era o símbolo de tudo o que abominava motivo pelo qual não voltaria a casar.

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Série Chefes Vikings
1- A Amante do Viking
2- A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável

18 de junho de 2010

Série Chefes Vikings

1- A AMANTE DO VIKING













Os Vikings chegaram dizendo que vinham em missão de paz, mas logo Lindisfarne se encontrou em chamas.

Annis de Birdoswald fugiu presa ao pânico, mas não conseguiu escapar dos guerreiros nórdicos.
Entretanto, um homem a protegia: Haakon Haroldson.
O arrogante Viking levou Annis consigo a sua terra, a afastando de tudo o que ela amava. E agora se via obrigada a escolher entre o humilde trabalho que correspondia a uma cativa ou uma vida de prazer pecaminoso nos braços do viking.

Capítulo Um

8 de Junho do ano 793
Lindisfarne, Northumbria
Annis apertou os lábios, tentando não mover a cabeça, enquanto sua criada lhe trançava o cabelo. O que tinha esperado em realidade?
Que seu tio, o abade do mosteiro de São Cuthbert, daria-lhe dinheiro para enfrentar-se a seu padrasto?
A única opção que tinha sugerido era a de unir-se à igreja. Ela poderia ter uma boa posição sempre que levasse seu dote com ela.
—Milady, demoraria menos se inclinasse ligeiramente a cabeça para este lado.
Annis olhou à parede do pavilhão dos hóspedes de São Cuthbert, com seu mural da María ajoelhada aos pés da Cruz, e se concentrou nessa imagem.
Tinha sido um engano ir ali.
A conversação da noite anterior ainda se repetia em seus ouvidos. Seu tio se negou a escutar seus argumentos. Por que lhe teria ocorrido pensar que o faria?
Deixaria o monastério e a ilha no dia seguinte, quando a maré estivesse baixa, quando pudesse cruzar o passo elevado. Isso foi o que Annis decidiu.
Teria que retornar a sua casa em Birdoswald, no rio Irthing, no oeste da Northumbria. E ali enfrentaria o futuro a seu modo.
—Assim lhes parece bem, milady?
Sua nova criada, Mildreth, terminou de lhe trançar o cabelo e lhe entregou um pequeno espelho.
Annis se olhou. Sua indomável juba castanha de cachos tinha ficado recolhida com duas cuidadas tranças em ambos os lados da cabeça.
Annis considerava que seu cabelo era seu melhor atributo, talvez sua única qualidade destacável, embora parecia atuar por própria vontade.
Mildreth sabia o que fazia, mas Annis se negava a confiar nela.
—Seu padrasto tinha obrigado que todas suas criadas e criados fossem substituídos depois de que o marido de Annis morrera e ela tivesse que voltar para as terras da família.
Não havia nenhuma desculpa para que ela ficasse com a família de Selwyn. Não tinha filhos e sua cunhada sempre tinha tido ciúmes dela.
Assim, tinha retornado, esperando um recebimento melhor, mas tinha descoberto que seu padrasto tinha todo o controle das terras da família.
—Logo prepararemos seu casamento.
Se Deus quiser…




1- A Amante do Viking
2-A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável
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