Mostrando postagens com marcador O Legado de Nightingale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Legado de Nightingale. Mostrar todas as postagens

6 de outubro de 2010

O Legado de Nighthingale

Trilogia Legacy

Sem Medo de amar.

Caroline Derwent-Jones está a um dia de completar dezenove anos.
E está desesperada para escapar do controle de seu primo e guardião, o odioso, obsessivo e assustador Roland Falkes, que tem planos nada agradáveis para ela.
Caroline consegue fugir para a casa de sua tia, apenas para descobrir que a pobre mulher morreu em circunstâncias misteriosas.
Começa, então, uma série de atentados à vida de Caroline, que procura a ajuda de Frederick North Nightingale, o fascinante cavalheiro que ela conheceu numa estalagem, a caminho da casa da tia. À medida que o perigo e o mistério aumenta, Caroline se vê cada vez mais atraída por North, que insiste em afirmar que é um homem solitário, talhado para uma vida reclusa.
A idéia de levar uma mulher para sua casa é inconcebível para North, até então. 

Porque, para sua surpresa, ele descobre que o que mais deseja é que Caroline Derwent-Jones entre em sua vida, para nunca mais sair.

Capítulo Um

Promontório St. Agnes — 
Cornualha Agosto, 1814
Frederick North Nightingale olhou para a mulher caída a seus pés. Estava curvada, com os joelhos dobrados quase lhe tocando o peito, os braços sobre a cabeça, como se tivesse tentado se proteger ao cair do alto do rochedo.
O vestido de musselina azul-claro, antes elegante, estava sujo e rasgado debaixo dos braços. Uma das sandálias pendia do pé direito, presa pelas tiras de couro, rebentadas e torcidas.
North ajoelhou-se ao lado do corpo da mulher e afastou-lhe da cabeça, delicadamente, os braços endurecidos.
Avaliou que ela devia estar morta havia pelo menos dezoito horas, pois os músculos começavam a relaxar novamente, o rigor da morte diminuíra.
Ele pressionou de leve os dedos sobre o pescoço da mulher, onde a gola do vestido tinha sido arrancada. Por que tentava encontrar a pulsação, não saberia dizer. Talvez estivesse esperan
do por um milagre, mas, claro, não havia batimento nenhum, apenas um corpo frio e morte. Nos olhos azuis, voltados para North, não tinha o menor sinal de calma aceitação, estavam saltados de terror, com a certeza da morte iminente.
Embora tivesse visto muitos homens morrendo numa batalha ou depois do combate, por causa de uma infecção, a morte dessa mulher tocou North de modo diferente.
Ela não era um soldado manejando uma espada ou um mosquete.
Era uma criatura frágil e desamparada diante de uma queda tão violenta.
North fechou os olhos da mulher, depois pressionou o queixo para fechar a boca, muito aberta, num último grito.
Não conseguiu fechá-la, e o terror continuou presente para ser visto, uma vez que não podia ser ouvido.
Permaneceria ali até que o corpo se tornasse nada além de ossos brancos, descarnados.
North ergueu-se devagar e afastou-se, mas não muito para não despencar da estreita borda, indo cair diretamente no mar da Irlanda, cerca de doze metros abaixo.
O cheiro da água salgada era forte e o barulho das ondas batendo nas eternas rochas negras e escarpadas era alto, mas, para ele, essa agitação rítmica era curiosamente calmante.
Tinha sido assim desde que ele era garoto, acostumado a fugir de casa em busca de paz.A mulher morta não era estranha para ele.
Não a reconhecera de imediato, mas depois de um instante soube que se tratava de Eleanor Penrose, viúva do juiz de paz, Josiah Penrose, dona de Scrilady Hall, que ficava a uns cinco quilômetros dali, ao norte, perto da angra Trevaunance.
Ele a conhecia desde que ela chegara à região, vinda de algum lugar de Dorset e se casara com o juiz de paz.
North era na época um garoto de dez anos.
Lembrava-se bem de Eleanor, jovem alegre, com grandes seios é um sorriso maior ainda, os cabelos castanho-claros caídos ao redor do rosto em cachos que balançavam quando ela brincava com o marido, conseguindo arrancar-lhe um sorriso, apesar de ele estar sempre com os lábios comprimidos.
Agora Eleanor Penrose estava morta, encolhida como um bebê na estreita borda do penhasco. Tinha sido um trágico acidente, pelo menos era o que devia parecer.
Mas ele sabia intimamente que isso não seria possível.
Eleanor conhecia toda a região tão bem quanto ele.
Ela não sairia andando sozinha pelos rochedos íngremes, tão longe de casa, para escorregar e cair do alto de um dos penhascos.
Não fazia sentido. Então, o que teria, realmente, acontecido?


Trilogia Legacy
1 - A Duquesa
2 - O Legado de Nightingale
3 - Jessie e James
Trilogia Concluída
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...