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17 de março de 2018

Rendição

Série Guerreiros MacKinnon
Iain Mackinnon e seus irmãos, Morgan e Connor, formam parte de um seleto esquadrão de guerreiros que reúnem a coragem de seus antepassados escoceses, o sigilo e a astúcia dos índios que vivem nas florestas das colônias americanas. 

Chantageados pelo comandante Lorde William Wentworth, os três irmãos se veem forçados a servir à coroa inglesa na guerra contra os franceses e seus aliados índios se não quiserem ser acusados de traição. 
Durante uma perigosa missão, Iain encontra uma mulher que está a ponto de cair nas mãos dos índios Abenaki, mas os enfrenta ferozmente. Impressionado pela beleza e coragem da jovem, Iain intervêm para salvá-la ignorando todos os perigos, descumprindo ordens e arriscando a vida de seus homens e seus irmãos.
Imediatamente o amor surge entre Iain e a desconhecida, mas o jovem guerreiro ignora que a mulher que resgatou havia sido vendida como serva por seu indesejável tio, além de formar parte de um dos clãs mais odiados por sua família. 
Lady Anne Burnes Campbell não vê outra saída que ocultar sua verdadeira identidade se não quiser ser novamente vendida como escrava. À medida que o tempo passa e cresce o amor entre eles, Annie se vê forçada a decidir se continua ocultando sua identidade ou conta a verdade, arriscando-se a perdê-lo para sempre.

Capítulo Um

Inveraray, Escócia, 14 de setembro de 1757
Lady Anne Burness estava agachada em um canto úmido do calabouço. Não parava de tremer. As lágrimas desciam por seu rosto triste, ainda que não fosse consciente de seu aspecto. Seu olhar vagava perdido na escuridão, indiferente aos ratos que caminhavam entre as partes secas e escuras. Que importância tinham os ratos?
A qualquer momento, os agentes do xerife viriam buscá-la. A levariam à praça do povoado e lhe fariam uma marca no dedo. A marcariam para sempre como ladra. No fim, a devolveriam ao mar, ultrajada. Mas ela não tinha roubado nada. Nada.
— Mamãe! Mamãe!
Sua mãe já não podia ajudá-la. Estava morta há três semanas. Sua alma estava quebrada, sua respiração era débil. Tio Bain havia dito que tinha sido um acidente, uma terrível tragédia, mas Annie sabia toda a verdade. Tinha ouvido os rumores dos serventes, ouviu falar sobre seus estranhos gostos, sobre sua inclinação a infligir dor ao próximo. Lembrava perfeitamente a quantidade de moços e moças do serviço que tinham sido mortos nos últimos anos, e lembrava também, que as causas de tantas mortes permaneciam no esquecimento. E logo estava à advertência que sua mãe lhe fez um dia.
“Se algum dia me acontecer algo, oxalá que não, pegue minhas joias e todas as moedas que tenha e fuja deste lugar. Vá a Glasgow e busca ao procurador de seu pai, Argus Seton. Não acredite em seu tio Bain! Sei que lhe quer bem, mas não é de confiança. Entendeu, Annie?”
Annie não tinha entendido nada. Até esse momento. Se tivesse sabido antes… se sua mãe tivesse explicado a maneira de afastar-se dele…mas sua mãe não podia assumir a desonra de permitir que Annie soubesse. E agora era muito tarde. Sua mãe já não estava.
Annie tinha o coração quebrado por sua pesada carga de dor e se esforçava por não soluçar. Como gostaria de ouvir a voz de sua mãe naquele momento, sentir suas carícias em seu cabelo, voltar a ver seu lindo sorriso, sinais simples do amor de mãe. Annie nunca valorizou esses preciosos sinais até que os perdeu para sempre. Como poderia viver sem ela? Tinha ficado sozinha.
E iam marcá-la e enviá-la em um barco para uma terra desconhecida, uma manobra orquestrada por um homem que tinha querido como a um pai.
Era como estar presa em um grande pesadelo. O medo se estendia por seu ventre como um rápido veneno. Doeria muito a prancha de aço? Poderia aguentar a travessia? Que tipo de pessoas teria que servir?
“Seja valente, moça! Não deixe que o medo se apodere de seu corpo “.
A voz de seu pai, aquelas palavras que ouviu de sua boca fazia tanto tempo penetraram em sua mente em seguida. Annie tinha cinco anos e ele estava ensinando a montar seu pônei. Mas o pônei parecia tão alto… tinha medo. Ele murmurou com sua voz e seu sorriso tranquilo a acalmaram, então finalmente esteve cavalgando durante uma hora inteira. Quando Annie aprendeu a cavalgar com grande técnica, os elogios de seu pai iluminavam seus dias, foi o verão mais feliz de sua vida.
Nesse mesmo ano, seu pai morreu lutando pelo rei Jorge em Prestonpans, partido em dois por uma claymore[1] em plena luta jacobita, assim como seus filhos, os irmãos de Annie, Robert, William e Charles, junto a ele. Tio Bain os flanqueava e também estava na batalha. Apesar de estar ferido, protegeu seus corpos com sua própria claymore e assim se converteu em um herói renomado.
Annie tinha então seis anos. Durante um tempo, Annie viveu com sua mãe. Seu pai, apesar de ser conde, não tinha riqueza alguma. Pressionada pelos credores e sumida no desespero, sua mãe se viu forçada a vender a fazenda e ir viver com o tio, irmão de seu marido. Bain, um marquês viúvo com um único filho que vivia em Londres, abriu-lhes as portas de sua casa. Somente depois da morte de sua mãe, Annie se deu conta que ele não tinha atuado por bondade ou gentileza.
Se seu pai ou seus irmãos vivessem... tudo seria muito diferente. Se apenas seu pai estivesse vivo…
“Ruído de passos”.
Annie tentava engolir saliva, mas tinha a boca seca. O coração batia descompassado. Se tivesse algo no estômago, teria vomitado ali mesmo.
“Seja valente, moça!”
Obrigou-se a ficar de pé e alisou a saia longa. As pernas tremiam. Secou as lágrimas. Passasse o que passasse, seguia sendo lady Burness Campbell.
Tilintar de chaves. Movimento de ferrolhos e dobradiças.
Uma leve réstia de luz penetrou na cela, iluminando os ratos, então a porta se abriu e apareceram os torturadores. Levava três semanas sendo vítima de seus olhares lascivos, escutando seus toscos murmúrios. Tinha feito todo o possível para escapar de suas mãos.
— Não tem ficado por menos, bonita? — Fergus, o mais alto dos dois, deu-lhe um sorriso repulsivo e soltou uma gargalhada. — Vamos, venha conosco.
Wat, o mais baixo, agarrou bruscamente seu braço. — Veio um senhor para vê-la.
— Um senhor? — Annie sentiu uma repentina brisa de esperança. Pelo visto o xerife tinha enviado sua carta a Argus Seton. O melhor amigo de seu pai tinha chegado para dar fé de que ela era lady Anne Campbell e não uma pobre criada ladra, como dizia seu tio. — Quero vê-lo.
— Quero vê-lo — burlou Fergus. Puxou umas algemas. — Fala como se estivesse dirigindo seus servos.
— Não podemos humilhá-la um pouco mais, aqui, em cima da palha? Podemos fazer por trás, não poderá dizer nada de nós.
Annie reagiu com falsa frieza ante suas palavras para que desistissem de suas intenções. Tinha aprendido que a pose de moça virgem amedrontada só alimentava a crueldade dos homens. Estendeu os pulsos e sentiu em seguida a crua frieza do ferro contra sua pele enquanto Fergus colocava as algemas.
— Não temos tempo para isso agora, Wat. — Fergus olhou seu rosto e sorriu abertamente. — Sinto decepcioná-la, moça.
Os dois homens a empurraram para que saísse da cela e a seguiram por um corredor estreito repleto de candeeiros de ferro que se penduravam da imunda parede cinza com velas grossas e amareladas. Dúzias de portas fechadas que escondiam celas de onde vinham ruídos humanos de desgraça: murmúrios, gemidos, soluços de mulher, impropérios e até o riso de um homem. Annie queria fugir desse lugar, do fedor, do terror e da solidão que dele emanava.
Talvez estivesse perto de sua libertação. Tinha rezado muito. Tentava imaginar o cavalheiro e sentia um grande alívio. Tinha que ser o senhor Seton. Era o único para quem tinha escrito. Não tinha ninguém mais. Não podia ser ninguém mais.
Era um homem bondoso e respeitado por seus anos de trabalho na área da contabilidade e estava segura que conseguiria liberá-la, ainda ajudaria na devolução de suas joias e de todos os pertences que tinha deixado na mansão de seu tio quando se viu forçada a fugir. E longe de Inveraray, a primeira coisa que pediria seria um banho quente e uma cama. Levava três longas semanas privada de tudo isso.
Entraram em outro corredor, mas, em lugar de subir como quando a levaram à frente do tribunal, desceram umas escadas escuras e dobraram num canto para a esquerda. Annie parou e olhou a escuridão dessas escadarias de pedra, o medo percorria sua espinha dorsal.
— Onde estão me levando?
Fergus lhe deu um empurrão que quase a mandou ao chão.
— Logo saberá, mulher.
A cada passo, a incerteza e o pavor de Annie iam aumentando. As repartições públicas dos calabouços estavam acima, não abaixo. Se o procurador de seu pai tinha chegado a tempo, seguramente estaria esperando acima.
“Seja Valente, moça!”



Série Guerreiros MacKinnon
1- Rendição
2- Indomável

18 de abril de 2015

Rendição



Laura Prescott, uma aristocrata bostoniana conhece o verdadeiro significado do que é se entregar quando se apaixona terna e apaixonadamente por um estranho: Jason Moram, seu marido.









Capítulo Um


Novembro de 1880, Boston.
Quão último esperava Jason Moram quando abriu a porta de sua biblioteca era a visão de sua esposa sendo beijada por outro homem. Talvez a esposa de alguém mais recorresse a encontros clandestinos, mas não a dele. Não havia segredos em Laura... Ou ao menos isso tinha pensado ele. Seus olhos negros se entrecerraram enquanto a sensação desconhecida dos ciúmes lhe congelava a boca do estômago.
O casal se separou de um salto logo que se abriu a porta. A leve música de Strauss se escutava flutuando da festa, dissipando qualquer ilusão de privacidade que os dois pudessem ter tido. Laura levou as mãos às bochechas pela surpresa, mas que não ocultou o fato de que tinha estado chorando.
Jason rompeu o silêncio com uma voz zombadora.
-Não é uma anfitriã atenta, querida. Alguns dos convidados estiveram perguntando por ti.
Laura alisou o cabelo castanho e se recompôs com uma velocidade milagrosa, assumindo sua habitual máscara inexpressiva.
-Não pareça tão ansioso, Perry, - disse ao outro homem, que tinha avermelhado a um tom escarlate. -Jason entende um beijo entre amigos, - seus olhos verdes piscaram em direção a seu marido. -Não é assim, Jason?
-Oh, entendo tudo a respeito dos... Amigos, - respondeu Jason, apoiando o ombro contra a porta. Nunca o tinha visto tão perigoso como nesse momento, seus olhos negros tão duros e brilhantes como diamantes. -Talvez seu amigo possa ser o suficientemente amável para nos permitir um pouco de privacidade, Laura.
Isso foi todo o impulso que Perry Whitton necessitou para escapar. Murmurando alguma desculpa, deslizou-se pela porta, puxando a gola alta e engomada de sua camisa, para facilitar o fluxo de sangue a seu rosto.
-Whitton, - meditou Jason, fechando a porta atrás da figura em retirada. -Não é a opção mais óbvia para um enlace romântico, não?
Perry Whitton era um solteiro tímido, de meia idade, amigo de algumas das mulheres mais influentes na sociedade de Boston. Tinha inumeráveis amizades femininas, mas nunca mostrou um interesse romântico por nenhuma delas. A aparência de Whitton era agradável, mas não ameaçadora, suas maneiras interessantes, mas não coquetes. Qualquer marido se sentiria completamente seguro em deixar a sua esposa em companhia de Whitton.
-Sabe que não se trata disso, - disse Laura em voz baixa.
Perry tinha sido um conhecido dos Prescott durante anos, o beijo tinha sido um gesto de simpatia, não de paixão. Quando Laura lhe deu a boas-vindas à festa, Perry tinha visto a tensão em seu rosto e a infelicidade sob suas cortesias sociais.
-Está tão bonita como sempre, - disse-lhe Perry amavelmente, - mas me atreveria a dizer que há algo que lhe preocupa.
Assim era em efeito. Laura não tinha intenção de lhe confiar seus problemas com Jason, mas para seu horror, deu-se conta que estava a ponto de chorar. Teria preferido morrer antes de fazer uma cena emotiva. Entendendo seu dilema, Perry a tinha levado a um lugar privado. E antes que pudesse dizer uma palavra, ele a tinha beijado.
-Jason, certamente não pode pensar que há sentimentos românticos entre Perry e eu, - disse em um tom cauteloso.
Estremeceu de inquietação quando seu marido se aproximou dela e lhe agarrou os braços.
-Você me pertence, - disse com voz rouca.- Cada centímetro teu - seus olhos percorreram o traje de noite de cetim que usava. – Seu rosto, seu corpo, cada pensamento. O fato de que eu não queira participar de seus favores não quer dizer que te permitirei que os conceda a qualquer outro homem. É minha e só minha.





2 de junho de 2013

Rendição



Uma herdeira bela e corajosa…

Expulsa do seu lar ancestral por causa da traição de seu primo, a fascinante beldade escocesa Kayleigh Kerr encontra um novo destino em Nova Orleans como a famosa e orgulhosa batedora de carteiras a quem todo homem deseja, mas nenhum pode tocar.
Mantendo vivo o sonho de reclamar o que pertence a ela por nascimento, vê-se obrigada a fugir novamente…
Desta vez para os braços de St. Bride Ferringer, um belo desconhecido que não vai permitir que escape.
Um enigmático patife.… St. Bride era um homem que sabia o que queria. 
Viajou para Nova Orleans em busca de vingança, mas logo descobriu que queria mais: desejava Kayleigh de corpo e alma. 
Enfeitiçado pela formosa menina de rua que sonha com castelos escoceses, St. Bride jurou domá-la e fazê-la sua. 
Mas no furor da batalha que se estende entre ambos, St. Bride se vê rendido pelos encantos da mulher a quem chama de minha pequena feiticeira.

Comentário revisora Caro: Livro romântico, uma jovem idealista que sonha em voltar para casa,um mocinho decidido a ficar com ela e descobrir seus segredos.Muito bom e com bastante suspense, tem trechos onde roí as unhas ansiosa para ver o que ia acontecer. 

Capítulo Um

Maio de 1746.
Ofegante, Kayleigh despertou de seu pesadelo.
Cobriu seu rosto molhado com as mãos. Mas as inesgotáveis lágrimas só limparam parte da sujeira de suas faces. Ainda estava com o coração pulsando a toda velocidade e os ombros rígidos. 
E sentia como se estivesse se afogando por causa do ar pesado e úmido que a rodeava.
Ficou um longo tempo na escuridão pensando em Morna. Seu fantasma parecia que a perseguia, e desejava com todas as suas forças que sua irmã estivesse ali com ela nas largas noites de Louisiana e na difícil e solitária vida que levava agora.
Entretanto, sabia que não era possível. 
E seu único consolo era soltar um pequeno suspiro de decepção e fazer o que tinha feito mil vezes antes: deixar a sua imaginação voar até uma vida passada mais feliz, a que teve na Escócia, e que ainda sentia falta. 
Mas até esse pequeno alívio parecia estar fora de alcance essa noite. 
Por muito que tentou, não pôde sentir o toque do cetim francês se deslizando por sua pele.
Nem o reconfortante calor do fogo de madeira de abedul em uma tarde gelada. 
Inclusive a imagem do castelo de Mhor sob os translúcidos flocos da primeira neve do inverno apareciam dispersas em sua mente.
Estava esquecendo os detalhes que davam sentido a sua vida anterior.
Disse a si mesma que um ano longe do lar confundia as lembranças de qualquer um. 
Não entanto, se desesperava ao pensar que possivelmente nunca mais voltasse a lembrar, fechou os olhos com força e se obrigou a pensar em todas as cores e pormenores do passado para não esquecer nem um sequer.
—Kestrel, teve aquele pesadelo outra vez?
A frase chegou do outro extremo do escuro local. A voz não a chamou “Kayleigh”, seu nome escocês, a não ser “Kestrel”, o nome inglês de um pequeno falcão do Velho Mundo que sempre mantinha elevada a cabeça contra o vento.
—Não. — negou ela brandamente, tentando recordar os selos gravados no faqueiro de Mhor.
—Não, pequena, não me engana. —A voz a reconfortou na escuridão da primeira hora da manhã enquanto um comprido e ossudo dedo cravava nas suas costelas—. Nega tudo o que queira, mas desse maldito dia não se esquecerá.
—Já não me lembro de Mhor. Desapareceu. —sentou-se, abatida, pensando que as palavras eram mais verdadeiras do que imaginava.
—Vamos, Onde está o espírito que me desafiou a mata-la naquele dia na colina de Mhor? Enfrentou a mim de tal forma que não pude acabar com a sua vida e nos vimos obrigados a fugir até aqui.
—Possivelmente tenha desaparecido, Bardolph. O calor de Louisiana o levou. —Agitou o musgo sobre o qual dormia—. Nem consigo respirar. Por que não há um pouco de brisa fresca?
—Não posso fazer nada a respeito disso, mas trouxe uma coisa que te agradará.
Enquanto Bardolph o Escuro acendia a luz ao lado da janela, viu que olhava para ela com olhos escuros e afundados. Ela se levantou da cama feita de musgo verde cinzento e sacudiu seu andrajoso vestido. Imediatamente, um gatinho de pelagem escura se agarrou sonolento a sua saia, e logo se jogou em cima das baratas em busca de seu café da manhã.
—Qual é a sua surpresa, Bardie? Madrugou muito cedo para me trazer isso Ou ficou fora a noite toda?
Arqueou uma sobrancelha e o olhou. 
Certamente, Bardolph era uma criatura noturna. Com seu corpo magro e o comprido cabelo cinza, a escuridão era mais amável com ele do que podia ser sol. 
Não era agradável de olhar e nem era provável que alguém o quisesse, e, entretanto, ela o queria. 
Tinha salvado a vida dela e durante o último ano tentado que sua existência fosse suportável.
—Olhe!





 

29 de setembro de 2009

Trilogia Buscadores de Rosas

3- RENDIÇÃO




Capítulo Um

Culholland Square, Mayfair,
14 de julho de 1806
—Diabos, senhor Fox, se seus olhos se apartassem de vez em quando de meu decote, talvez lhe resultaria mais fácil adivinhar o que é o que estou imitando durante o jogo —disse Charlotte maliciosamente.
O jovem ruivo, herdeiro da imensa fortuna de um comerciante e, desde na quarta-feira anterior, possuidor de um título de baronet de suspeita aquisição, ruborizou-se até a raiz do cabelo.
Charlotte foi inmisericorde. O arrivista sardento não tinha parado de lhe olhar o peito com insistência desde que tinha chegado em companhia de outros jovens, convidados pelo Charlotte a sua casa da cidade para jogar e tomar um refrigério; sua primeira «recepção» desde que tinha entrado em posse de seu moderno domicílio de Mayfair.
Um traslado escandaloso, posto que pretendia viver como uma solteira: sozinha.
Como lady Welton fazia de carabina para a ocasião, tudo era perfeitamente respeitável... embora a baronesa tivesse dormido ao sol umas horas antes.
Ao menos, corrigiu Charlotte a sua consciência com um movimento de cabeça, «supunha-se» que tinha que ser respeitável.
Mas nada do que fazia parecia resultar alguma vez tudo quão respeitável sua linhagem, seus nobres relacione (depois de tudo, era a cunhada do Ramsy Munro, marquês do Cottrell, além disso do renomado coronel Christian MacNeill) e suas deliciosos maneiras sugeririam.
E tal coisa, que Charlotte apreciava sobremaneira, era uma parte considerável de seu atrativo.





Trilogia Buscadores de Rosas
1-Sedução
2-Prazer
3-Rendição
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