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3 de fevereiro de 2018

O Despertar do Highlander

Série Cavaleiros das Highlandes
Como autora secreta de romances picantes, Lady Esme Hawkins vai a grandes distâncias para proteger a honra de sua família. 

E é por isso que ela se disfarça cuidadosamente antes de entrar em um bordel conhecido para fazer pesquisas. Mas quando Esme se vê cara a cara com um pensativo guarda-costas Highlands, ela não pode recusar facilmente um beijo inofensivo. . . 
Um beijo que inflama desejos arrancados das páginas de suas novelas. Agir sobre eles, no entanto, arriscaria revelar a identidade de Esme ― e o fato de que ela está noiva de outro homem. Como um Highland Knight que jurou proteger a coroa, Camden McLeod nunca esperara seguir seu cliente em um bordel ― nem poderia antecipar o encontro com uma garota brilhante e inocente com lábios e olhos exuberantes da cor do...

Capítulo Um

Camden McLeod estava de pé,atento, sua posição rígida com os braços retos nas laterais do corpo. Todos os seus sentidos estavam em alerta: seus olhos em foco, suas mãos estavam preparadas para recuperar sua pistola ou seu punhal em uma fração de segundo. 
Ele ouvia qualquer ruído suspeito e, ao mesmo tempo, tentava ignorar os sons de gemidos e calças emanando por trás da porta fechada às suas costas.
Seu olhar se moveu pela pequena antessala. Era coberta com uma decoração suntuosa, desdea porta pintada de branco e dourado que abria para o corredor, ao luxuoso tapete Aubusson que dominava o chão e o canapé coberto de veludo vermelho que atravessava o comprimento de uma parede.
Claro, Pinfield escolhia apenas o melhor. 
Os melhores cavalos, o melhor brandy, o melhor maldito bordel de toda Londres. Para não mencionar os homens mais habilidosos da Inglaterra para protegê-lo do perigo.
E era por isso que Cam estava nesse lugar, armado até os dentes e guardando a porta fechada de um dos muitos quartos elegantes no bordel de primeira classe da Sra. Trickelbank. 
Os Highland Knights, o grupo mercenário de elite do qual Cam era membro, guardavam o visconde Pinfield, que recebera tantas ameaças de morte que lhe foi concedida a proteção dos Knights 24 horas por dia.
Infelizmente, era a semana atribuída a Cam para serviço noturno.
― Oh, sim, meu senhor. Sim! Lá! ― O grito agudo da moça foi seguido pela queixa gemida do colchão o qual seus ocupantes batiam.
Cam colou um olhar insensível no rosto e cruzou os braços sobre o peito. Ele tentava ignorar os sons da cama, mas não era fácil. Concentrou-se na porta fechada em sua frente, em vez daquela atrás dele, e surgiram outros ruídos: sons silenciosos de passos rápidos no corredor e vozes femininas baixas, mas urgentes.
Cam enrijeceu quando os passos pararam, e as vozes ficaram mais altas.
― Mas quem...? ― uma das mulheres começou a dizer. A maçaneta girou. A mão de Cam foi para a pistola quando a porta se abriu. Duas mulheres ficaram no limiar. Ele conhecia uma delas ― Sra. Trickelbank, a senhora deste lugar. A outra usava um manto encapuzado e parou na sombra com a cabeça baixa, as mãos cruzadas firmemente em torno de um pequeno livro que ela segurava em sua cintura. Cam podia ver apenas o suficiente da forma do corpo para saber que ela era do sexo feminino, e da inclinação de sua bochecha para concluir que era jovem.
Provavelmente uma das raparigas da Sra. Trickelbank que sairia para atender a um cliente na noite. Talvez o livro fosse algum tipo de meios de manter os registros de suas conquistas.
Ele soltou sua arma e cravou os olhos na Sra. Trickelbank, que sabia muito bem que Lord Pinfield precisava de privacidade enquanto conduzia seu "negócio".
― Desculpe rapaz, ― disse a mulher mais velha rapidamente, ignorando seu olhar penetrante. Ela agarrou os ombros da mulher coberta e a empurrou para a antecâmara. A mulher tropeçou dentro, e teria caído de cabeça sobre Cam se ele não a pegasse agarrando-lhe os braços. Ela emitiu um som baixo, enquanto ele a segurava ao longo do braço, e olhou por cima do ombro para levantar uma sobrancelha para a Sra. Trickelbank.
Ela deu-lhe um sorriso de lábio franzido e puxou uma porção de seu cabelo grisalho de volta, colocando-o eficientemente em seu chignon enquanto dizia: ― Seja um doce e fique de olho na menina por um minuto, sim, Sr. McLeod? Eu tenho um problema com uma das meninas mais novas e Mountebank. Você sabe como ele é.
Cam deu um suspiro interno. Ai sim. Ele conhecia bem o Mountebank. A responsabilidade de Cam, Lord Pinfield, era insignificantemente despreocupado. Comum. Mountebank, por outro lado, era um bastardo perverso.
Ele deu um pequeno aceno de acordo. ― Continue, então, ― ele disse, sua voz rascante.
― É isso, meu caroçinho de ameixa, ― disse Pinfield alegremente de além da porta nas costas de Cam. ― Pule sobre mim. Pule! Pule!

Série Cavaleiros das Highlandes
0.5- Um Coração Escocês
1- Calor Escocês
2- O Despertar do Highlander

3 de setembro de 2017

Calor Escocês

Série Cavaleiros das Highlandes
Com sangue ainda secando nas linhas de frente em Waterloo, Lady Grace Carrington ajuda um soldado ferido em uma tenda médica britânica. 

Embora ela acredite que o puxou para a segurança, na verdade, ela colocou os dois em grave perigo: porque quando seus brilhantes olhos azuis se encontram com os dela, o apaixonado sargento escocês a beija de uma maneira que a deixa sem fôlego e tremendo. 
Como a filha obediente de um Conde, Grace não deveria ser tentada por alguém tão abaixo de sua posição. Mas como uma mulher de sangue vermelho, ela anseia por muito mais. No que diz respeito a Duncan Mackenzie, ser apunhalado no braço foi a melhor coisa que já aconteceu. Quando acorda no campo de batalha, a visão do rosto adorável de Grace acende sua alma. Como um homem alistado e filho de um fazendeiro...

Capítulo Um

19 de junho de 1815, Campo de Batalha de Waterloo
O peito de Lady Grace Carrington se apertou enquanto olhava para a destruição brutal apresentada diante dela. Em seus sonhos mais loucos, nunca imaginara que tais horrores fossem possíveis. Nunca.
Ela precisava fazer alguma coisa. Seus dedos formigavam com a necessidade de ajudar. Ela não podia ficar ociosa enquanto tantos homens sofriam.
Ela caminhou cuidadosamente através do campo de batalha pisoteado. Não se incomodou em levantar as saias, não haveria sentido. Ela logo ficaria enlameada da cabeça, aos pés.
Havia corpos em todos os lugares, embora não tantos como no início da manhã, quando mal se podia andar sem pisar em algum membro dos cadáveres. Os homens dirigiam-se de um lado para o outro, e os carrinhos moviam-se pelas laterais, cheios até a borda de homens sem vida. Resoluta, de cabeça erguida, Grace dirigiu-se para o meio do campo, onde a carnificina encontrava-se no auge.
Ela ajoelhou-se próximo a inúmeros corpos, baixando a cabeça para ver se uma respiração poderia sossobrar sobre sua orelha. Não havia nada além de uma implacável quietude. Grace encontrou-se olhando para o céu cinzento uma e outra vez, tentando reunir suas forças. Testemunhar isso não era nada comparado com o que esses pobres homens passaram. Se eles podiam sofrer através de um pesadelo, então, ela podia sofrer com as consequências.
Ajoelhou-se ao lado de um homem, este de um dos regimentos das Highlands, a julgar pelo uniforme que usava: boné humilde, kilt, cintos cruzados e meias. Não havia uma partícula de sangue visível nele. Se não fosse por toda a sujeira cobrindo seu uniforme e pele, ela teria pensado que ele deitara na grama em um repouso pacífico.
Inclinando-se, colocou a orelha em seus lábios. Nada. Ela ficou mais tempo do que o normal para ouvir qualquer som de respiração. Finalmente, levantou-se, olhando para o homem. Não, ele era um menino, muito mais jovem do que os seus vinte e três anos.
Talvez, estivesse ferido nas costas. Ela não conseguiu virá-lo para descobrir. Mas, não havia dúvida de que este pobre soldado morrera, juntamente, com tantos outros. Sua respiração ficou presa, curvou a cabeça e apertou os olhos fechando-os, lutando o mais forte que podia contra as lágrimas que empurravam atrás das pálpebras.
― Madame?
Ela saltou para trás, surpresa, com a cabeça erguida. Seu calcanhar virou sobre um terreno desigual, ou alguma coisa caída no chão, seus braços tremendo enquanto lutava para ficar em pé.
Não adiantou. Ela caiu, dura, de costas.
Em alguém. Um fato tornado imediatamente óbvio pelo vigor highlander da respiração liberada pelo pobre homem em que ela tropeçara.
Ela afastou-se de seu corpo, corando furiosamente, pois suas nádegas caíram diretamente sobre a pélvis, dele.― Oh, eu sinto muito, senhor… eu sou tão desajeitada… Perdoe-me por favor…


Série Cavaleiros das Highlandes
0.5- Um Coração Escocês
1- Calor Escocês
2- O Despertar do Highlander
Veja vídeo do lançamento!

29 de maio de 2017

Um Coração Escocês

Série Cavaleiros das Highlandes 
A última vez que Lady Claire Campbell vira seu marido disse-lhe que o odiava, e não gostaria de colocar os olhos nele, novamente. 

Mas agora, ele fora embora para lutar contra Napoleão e, portanto, pode ser tarde demais para lhe dizer que sente muito.
Major Sir Robert Campbell não esperava ver sua linda esposa inglesa, outra vez. 
Então, quando ela aparece no campo de batalha, após um conflito sangrento em Waterloo, ele está certo de ter avistado um anjo. Após a batalha, ordenam que Rob retorne a Londres a serviço da Coroa. Claire o segue, desesperada, para encontrar uma maneira de consertar seu casamento desfeito. Mas, algumas feridas são mais profundas do que as contusões que Rob sofreu no campo de batalha. E, algumas, feridas nunca podem ser curadas.

Capítulo Um

19 de junho de 1815, Campo de Batalha de Waterloo
A luz do sol atravessava as pálpebras de Robert Campbell. Ele abriu os olhos e lutou para focalizar através do cascalho. O ar espesso e enevoado cheirava a sangue e fumaça, pólvora e carne. De morte.
Reinava o silêncio, ao contrário do barulhento quartel ou da jovial atmosfera do baile da Duquesa de Richmond, algumas noites atrás. Os únicos sons eram suave farfalhar e arrastos de pés, como ratos em um porão.
Seu corpo doía, cada polegada gritava de dor com o menor movimento, suas pernas pareciam como se um cavalo as tivesse espezinhado, parecia ter amarrado um nó em suas entranhas, seu peito estava tão apertado que não conseguia respirar fundo, seus braços pareciam ter sido injetados com uma tonelada de chumbo e o conteúdo de sua cabeça parecia muito grande para seu crânio, a pressão quase insuportável.
Algo pesava em suas pernas. Ele se esforçou em seus cotovelos para ver o que era.
Um homem, um homem, morto, encontrava-se envolto em suas coxas. Um francês morto, a julgar pelo azul do casaco.
A respiração de Rob ficou presa em sua garganta enquanto encarava o corpo. Pairava de bruços, na terra, o peito sobre as coxas de Rob. Havia tanto sangue… e uma rigidez total, que fez o sangue de Rob correr frio.
Ele piscou, olhando em volta. Parecia ser, só de manhã, cedo. A névoa molhou seu rosto e misturou-se com a fumaça de pólvora e canhão criando um ar espesso que 0 pressionava por todos os lados. Ele só podia enxergar alguns metros ao redor.
Oh Deus…
Um mar de corpos, tanto de homens, como de cavalos, o rodeava até onde seus olhos podiam ver. Estavam tão imóveis… tão rígidos, envoltos uns sobre os outros em ondulantes casacos, vermelho brilhante, e casacos franceses, azuis… misturados a profunda cor vinho, de sangue seco, pincelados de lama marrom. Figuras erguidas salpicavam a cena, pessoas de roupas escuras escolhendo seu caminho através da destruição, com os ombros encurvados. Um cavalo levantava aturdido, não muito longe.
Ele ofegou, sentindo sua garganta se fechando. Levou vários minutos para recuperar o controle e, durante esse tempo, as memórias voltaram a inundar sua mente.
A Batalha… Espadas balançando, o barulho do canhão, a rajada de tiros, e o grito que rasgou de sua garganta:
— Noventa segundos, agora é seu tempo! Carregar!
Os gritos: — Escócia para sempre! — estourando ao redor dele. Andando para a frente a lama o cuspia como dardos e sugava os cascos de seu cavalo, como se estivesse cavalgando por um espesso xarope.
E a luta… 











Série Cavaleiros das Highlandes

0.5- Um Coração Escocês
1- Calor Escocês
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