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17 de março de 2017

Se Ele se Atrever

Série Irmãs Wherlocke
Roubar a carruagem de um estranho foi a segunda coisa mais imprudente que Lady Catrin Gryffin de Warrene já fizera. 

A primeira fora sucumbir à sua poderosa atração pelo proprietário da carruagem. Catrin ouvira rumores sobre a família de Sir Orion Wherlocke e seus dons de outro mundo. No entanto ele é a única pessoa que pode manter seu filho e sua herança a salvo do irmão impiedoso de seu falecido marido. Quanto a como se proteger… Pode ser tarde demais para isso. 
Orion está enfrentando o pior perigo que um homem de sua linhagem pode encontrar: uma mulher de quem não pode se afastar.  Catrin é uma mistura inebriante de inocência e sensualidade, e, pela primeira vez, a sedução é muito mais do que um jogo. Mas sua beleza e fortuna fizeram dela um alvo —um alvo que o fará ousar arriscar tudo que conhece —em busca de tudo o que sempre desejou …De repente, ela estava consciente de estar sentada próxima a Orion, que mantinha seu braço ao redor dela.  Era bom, o calor de seu corpo mantendo longe o frio crescente da noite. Era também grandemente impróprio mas até então ela já estava fazendo muitas coisas que eram impróprias, como atravessar o campo com um homem solteiro que não possuía qualquer relação com ela. Ela levantou os olhos para olhar para ele e o encontrou olhando-a. 
Seu rosto estava tão perto e era tão formoso. Ela pôde ver preocupação por ela em seus lindos olhos azuis. Sua boca era quase tão bonita quanto os olhos, o lábio inferior levemente mais cheio que o superior. Catryn não pôde lembrar a última vez que havia sido beijada por um homem e ela de repente desejava um beijo. Orion soube que era um erro enquanto baixava sua boca para a dela, mas o jeito que ela o olhou era uma tentação que ele não podia resistir. 
Havia uma faísca de desejo e curiosidade em seus olhos verdes e cada parte dele fortemente o encorajou a responder a ambos. Levou apenas um roçar de sua boca sobre os cheios e macios lábios dela para dizer que estava arriscando muito só por roubar este pequeno gosto mas ele ignorou esse aviso... 

Capítulo Um

Inglaterra, Outono, 1790 
O grunhido ecoou pela pequena casa, cada parte dele cheio de dor e fúria frustrada. Catryn atirou sua bolsa no gancho perto da porta e se apressou em direção ao cômodo de onde ela estava certa de que o som vinha. Seu coração batia com medo por sua família enquanto se amaldiçoava por tê-los deixado sozinhos. Ela nunca deveria ter cedido ao pedido de sua amiga Anne para juntar-se a ela durante o dia de folga dos servos. Ela certamente não deveria ter se demorado lá, tanto quanto havia. 
Ela encontrou seu pai de joelhos na biblioteca, uma mão na cadeira enquanto lutava para se levantar. Catryn correu para ajudá-lo a levantar e depois insistiu que se sentasse. Sangue manchava sua pálida bochecha enquanto escorria ao lado de sua cabeça, o vermelho contrastando com o branco de seu cabelo. Os nódulos de sua mão direita estavam esfolados e seu olho esquerdo já estava inchando. Uma rápida olhada ao redor revelou uma mesa virada e um vaso quebrado. 
Quem iria atacar seu pai? O homem era apenas um quieto e recluso estudioso. A necessidade de saber o que havia acontecido queimava em sua língua pela necessidade de ser manifestada, mas ela a segurou. Seu pai precisava de cuidados, o olhar confuso em seus olhos verdeescuros a dizia que ele não estava pronto para responder a todas as suas perguntas, nem mesmo aquela que gritava dentro de sua mente. 
Onde está meu filho? Catryn rapidamente molhou seu lenço em um pouco de água de primavera que seu pai sempre trazia da cidade para sua casa no campo e que mantinha em um recipiente em sua mesa. Seu coração ainda cheio de medo, enquanto gentilmente lavava o sangue de seu rosto. Quando terminou, seu ferimento não parecia tão ruim quanto a princípio pensou que fosse, e seus olhos haviam se desanuviado. As primeiras palavras que ele disse a fizeram tremer até os ossos. 
—Ele levou Alwyn. —Quem o levou, papai? —ela perguntou, mesmo tendo uma boa ideia de quem poderia ter cometido tal crime contra ela. 
—Morris.









Série Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- Se Ele se Atrever
7- If He's Noble - a revisar
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5 de novembro de 2016

Se Ele for Tentado

Série Irmãs Wherlocke


Lady Olympia Wherlocke tem o dom da clarividência.

Quando Lady Agatha Mallam pede a Olympia para localizar seu irmão para que ele possa resgatá-la de um casamento arranjado, ela sabe exatamente onde encontrar Lorde Brant Mallam, conde de Fieldgate. 
O que acontece em seguida é algo que ela nunca imaginou...
Desde que sua noiva morreu, Lorde Brant Mallam afogou sua tristeza com vinho e mulheres. 
Seus caminhos dissolutos só encorajaram sua calculadora mãe. 
Mas com a ajuda da encantadora Olympia, ele inventa um ousado plano para acabar com as tramas tortuosas de sua mãe para sua irmã. Embora cada passo em seu arrojado esquema funcione com perfeição, os pecados do passado poderiam desvendar um desejo crescente que nem Olympia ou Brant pode controlar...

Capítulo Um

Londres, Outono, 1790
Lady Olympia Wherlocke odiava mulheres chorosas. Quanto mais jovem fosse a mulher chorando, mais ela odiava. Todos os seus instintos maternais vinham a tona e ela não desejava se sentir maternal. Era muito jovem para se sentir assim sobre uma jovem mulher que parecia estar quase pronta para ir à caça de um marido, pelo menos em um ano ou dois. 
Os enormes olhos cinza-azulados da jovem mulher parada em sua porta estavam cheios de lágrimas, de modo que, Olympia achava que a torrente de lágrimas começaria a qualquer momento.
Quando ela notou a garota parada sozinha em frente a porta, Olympia teve de segurar uma maldição. 
O traje caro que a garota usava e seu jeito refinado eram de qualidade. 
A capa que ela usava em uma vã tentativa de se disfarçar valeria no mercado de usados o suficiente para alimentar uma família pobre por um ano, talvez até mais. Deveria ter uma donzela a acompanhando, até um lacaio, um lacaio armado ou dois.
―Eu preciso falar com Ashton, Lorde Radmoor―. Disse a garota.
―Ele não está aqui― respondeu Olympia. Relanceando os olhos acima e abaixo para as sombras do crepúsculo na rua e vendo que essa pequena confrontação começava a atrair muita atenção. 
A família dela estava lentamente comprando todas as casas da rua mas ainda existia um bom número de estranhos vivendo por perto. Pessoas que não eram leais a ela ou a sua família e não hesitariam em fofocar sobre eles.
―Venha para dentro― Olympia ofereceu enquanto pegava a garota pelo braço fino e a puxava para dentro da casa. ―Você não quer realmente
discutir quaisquer que sejam seus problemas na rua― Ela disse enquanto guiava sua não convidada visita até a sala.
―Oh, não, claro que não― A garota sussurrou enquanto rapidamente sentava na cadeira que Olympia indicou a ela. ―Algumas palavras de nossa conversa poderiam chegar aos ouvidos de mamãe.
Se a garota estava preocupada com uma coisa dessas não era bom sinal, Olympia pensou. Isso implicava que essa jovem lady poderia estar a procura de alguém que arrastar para o meio de uma batalha entre ela e a mãe. 
Olympia se ocupou servindo chá a visitante, lamentando-se brevemente pelo fato de ter de compartilhar o chá e o bolo que havia planejado aproveitar sozinha quietamente. Como seria maravilhoso um tempo sozinha com seus próprios pensamentos e nenhum sinal de problema no horizonte.
―Poderia me dizer exatamente quem é você?― Ela perguntou a garota e viu suas até então pálidas bochechas enrubescerem com obvio embaraço.
―Eu sou lady Agatha Mallam, irmã de Brant Mallam, Conde de Fieldsgate―. Ela respondeu.
Não foi fácil, mas Olympia lutou com a vontade de pegar a xícara de chá que havia servido a ela e manda-la de volta para a rua. E não era porque Lorde Fieldgate se fez incrivelmente notório nos últimos anos, até mesmo em sua própria família havia sua parcela de vagabundos e libertinos. Mas porque a mãe dessa jovem lady era uma mulher que Olympia gostaria de evitar a todo custo. 









Série Irmãs Wherlocke,
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- If He's Daring - a revisar
7- If He's Noble - idem
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3 de janeiro de 2012

A Intuitiva

Irmãs Wherlocke



Apesar de ter dito para si mesmo que deveria se afastar, que não deveria ceder à crescente atração que sentia por ela, ele estendeu a mão livre e tocou aquele rosto delicado. 

A pele era macia, quente e dava prazer em tocar... Ele ansiou por acariciá-la ainda mais. 
O azul dos olhos dela se intensificou, o que mostrava que ela sentia o mesmo desejo ardente. 
Deixando de lado todas as possíveis conseqüências e ignorando as resoluções tomadas minutos antes, ele abaixou a boca até a dela, pois precisava prová-la mais uma vez. 
Ela tinha um sabor doce, quente e sedutor, ele pensou enquanto deslizava o braço ao redor da cintura fina e a puxava para mais perto. 
Exatamente como temia, ela tinha gosto de quero mais — mais do que beijos e carícias suaves. 
O modo como ela se encaixou ao seu corpo despertou seus desejos mais selvagens. 
Ele lutou contra o impulso de deitá-la no tapete. Alethea era viúva, mas seus instintos, afiados pelos anos de jogos de amor, mostravam que ela estava longe de ser uma mulher experiente. 
O modo como mais uma vez ela pareceu surpresa quando ele invadiu sua boca com a língua só confirmou o palpite. 
O sabor de inocência atiçou ainda mais o desejo que sentia por ela. 
Ele queria poder mostrar todo o prazer que um homem e uma mulher podiam compartilhar...

Capítulo Um 

Alethea Vaughn Channing ergueu os olhos do livro que estava tentando ler, olhou fixamente para as chamas coloridas que flamejavam dentro da grande lareira e imediatamente ficou tensa. 
Lá estava o homem outra vez, ganhando forma entre as chamas dançantes e a fumaça que se retorcia. 
Ela tentou desviar o olhar, ignorá-lo e voltar à atenção para o livro, mas a visão a atraiu, ignorando seus desejos e roubando suas opções. 
Era como se ele fizesse parte da família, pois não havia como negar que tinham crescido juntos. Ela tinha começado a ter visões ligeiras dele desde os seus cinco anos de idade. 
Na época, ele também era um menino. 
Quinze longos anos espreitando, vez ou outra, cenas da vida dele tinham a transformado de certa forma em dona daquele homem, apesar de não fazer a menor ideia de quem ele era. 
Ela o vira desde os tempos em que era um jovem alto e desengonçado até se transformar em um homem.
Vira-o em seus sonhos, em visões e até sentira a presença dele ao seu lado. 
Como uma testemunha a contragosto, observou-o sentindo dor, chorando...Tinha sentido sua tristeza, alegria e muito mais. 
Vira-o até mesmo na noite do seu casamento, o que de certa forma tinha sido um estranho conforto, uma vez que seu falecido marido estava, obviamente, ausente. 
Ela não gostava de invadir a privacidade dele; mesmo assim, nunca conseguira bani-lo. 
Essa era uma visão forte, ela pensou, conforme as imagens foram se tornando cada vez mais nítidas: era como se ele estivesse na mesma sala com ela. 
Alethea pousou o livro e avançou para se ajoelhar diante do fogo, pois uma pontinha de preocupação cutucava-a por dentro. 
De repente, ela soube que não se tratava apenas de outra intromissão na vida do homem, mas de um aviso.
Talvez, refletiu enquanto se concentrava, por isso tivera todas as outras visões. 
Ela sabia, sem sombra de dúvida, que o que via neste momento não era o que estava acontecendo ou que já tinha acontecido, mas o que ainda iria acontecer. 
Ele estava parado diante dos degraus da entrada de uma casa muito elegante, ajeitando distraidamente suas roupas. 
Ela sentiu até mesmo o perfume de rosas e então sorriu envergonhada. 
O safado obviamente acabava de vir dos braços de alguma mulher. 
Se estivesse julgando corretamente a fisionomia, ele estampava aquele sorriso malicioso que a criada Kate afirmava que os homens costumam mostrar logo depois de terem satisfeito as necessidades viris. 
Alethea desconfiava que o homem da sua visão tivesse acabado de satisfazer, e muito, tais necessidades. 
Uma enorme carruagem preta encostou no meio-fio. 
Ela quase enfiou a mão no fogo ao sentir percorrer seu corpo uma súbita necessidade de resgatá-lo quando ele entrou no veículo. 
Então, abruptamente e sem aviso, a visão se transformou em uma seqüência estonteante de imagens breves e aterrorizantes invadindo sua mente uma após a outra. 
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4- O ESCOLHIDO

Ele a segurou pelos ombros com o intuito de repreendê-la por arriscar sua reputação de forma tão insensata. 

O fato de tocá-la provou imediatamente ter sido um erro. 
O calor da mulher sob suas mãos rapidamente permeou seu sangue. 
A maneira como seu doce rosto se levantou em direção ao dele, sua boca suave de tirar o fôlego, provava que ele tinha razão ao pensar que perdera o controle de seus desejos. 
O sermão que havia planejado lhe fugiu da cabeça tão rapidamente quanto um gamo dos caçadores. 
Ele inclinou os lábios em direção aos dela, louco para poder prová-los de novo. 
No momento em que seus lábios encostaram nos dela, Lorelei passou os braços em volta de seu pescoço, segurando-o com firmeza. 
Seus beijos eram extasiantes. Quando estava perto dele, ela não conseguia pensar em mais nada, senão em beijá-lo. 
A lembrança dos seus beijos a assombrava a maior parte do tempo, e o ardor do primeiro beijo que ele lhe dera não cessava de crescer dentro 

Capítulo Um 

Havia um homem despido no roseiral de seu pai. Lorelei Sundun piscou os olhos várias vezes, mas o homem continuava lá. 
Ela se perguntou por que ele olhava para ela com ar atônito. Não era ela que se encontrava nua no jardim, com apenas uma grande rosa branca para proteger sua intimidade. 
Para Lorelei, quem evidentemente deveria ter ficado boquiaberta era ela. 
De fato, enquanto permitia que seu olhar vagasse ao longo daquele corpo delgado, deu-se conta de que levantar, correr em direção à mansão, talvez até mesmo gritar pedindo ajuda. 
Deveria chamar a atenção. Em vez disso, estava totalmente fascinada. 
Por um instante, perguntou-se se não teria ficado tempo demais sentada ao sol, refletindo sobre a falta de marido. 
Ela não usava chapéu. Seria possível pegar uma febre cerebral pudesse por se sentar ao sol sem chapéu? Lorelei nem tinha certeza de que a febre cerebral pudesse levá-la a ver um homem nu. 
E certamente não com uma grande rosa branca cobrindo a sua virilidade, a parte que, no homem, mais a intrigava. 
Lorelei estava convicta de que os desenhos do livro que encontrara escondido na imponente  biblioteca de seu pai não podiam ser tão precisos quanto àquelas partes dos homens. 
Nenhum homem conseguiria esconder algo tão grande em suas calças. Ela duvidava que um homem pudesse andar naturalmente com tamanho apêndice e suspeitava que a aparência do rosto das mulheres nesses desenhos não retratasse nenhum êxtase, porém uma dor insuportável. Considerava-o um homem muito bonito. 
Era provavelmente por isso que não conseguia afastar dele seu olhar, como qualquer mulher de bom-senso teria feito. 
Aquele cabelo espesso que descia para além dos ombros largos, era de um preto tão verdadeiro a luz do sol lhe dava um brilho levemente azulado. 
Seus traços eram severos, quase selvagens, mas ela não sentia nenhum medo no coração. 
Seus olhos eram escuros, e ela foi tentada a se aproximar para ver a cor exata deles. 
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 Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
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24 de dezembro de 2011

A Vidente

 Irmãs Wherlocke






Não se pode prever uma grande paixão...e amar era sempre arriscado

"Chloe suspirou e entrou na casa.

- É assim que tudo começa. 
- Sim, minha criança. 
É assim que tudo começa." 

A História: A família Wherlocke era especial. 

Cada um de seus integrantes possuía uma habilidade, e a de Chloe era prever o futuro. 
E foi uma dessas premonições que mudou completamente o seu futuro. 
Com uma visão, ela encontra sua irmã morrendo ao dar a luz a uma criança. 
Isso a faz encontrar um outro bebezinho abandonado, filho de uma mulher inescrupulosa e um conde. 
Por amor, ela leva a criança para casa, criando um plano com sua família para proteger a criança e o pai. 
Anos depois, após uma premonição, ela acaba salvando a vida de Lorde Julian Kenwood, e lhe apresenta seu filho que ele pensava estar perdido. 
Uma paixão entre os dois acaba se tornando inevitável.
Mas será preciso muito mais do que apenas as visões de Chloe para mantê-los a salvo das tramas diabólicas de pessoas que querem toda a herança de Kenwood.  

Capítulo Um


Londres, Outono de 1788

Lutando para se manter em pé, Julian Anthony Charles Kenwood. 
O nono Conde de Colinsmoor, saiu do bordel para a noite fria e úmida de Londres. 
No entanto, relembrar-se de quem ele era não ajudou muito a recuperar o equilíbrio. 
A sua importância social não endireitou as costas, estabilizou as pernas ou limpou o espesso nevoeiro que tomava conta da sua mente, causado pelo excesso de bebida. 
Ele rezou para que conseguisse chegar ate a carruagem, que estava estacionada a uma distancia discreta. 
Embora fosse fato que estava demasiado bêbado para se divertir com uma das moças da Sra. Button, ele tinha imaginado que conseguiria, pelo menos, caminhar para sua carruagem. 
Mas já não tinha tanta certeza disso.
Pisando cuidadosamente, um passo de cada vez, ele caminhou na direção da carruagem. 
Um barulho a direita atraiu a sua atenção, mas, ao se virar para espiar nas sombras, ele sentiu uma dor aguda na lateral do corpo. 
Às cegas, saiu de lado, satisfeito ao ouvir um grito de dor e uma blasfêmia. 
Julian labutava para conseguir sacar a pistola do bolso, quando notou uma sombra imensa avultando na sua direção.
Viu então o brilho de uma lamina se aproximando do seu peito e se esquivou para a esquerda. Soltou um grito quando a faca fez um corte profundo no seu ombro direito. 
Uma pilha de barris podres cheirando a peixe impediu, de uma maneira um tanto dolorosa, que ele caísse para trás.
Justamente quando pensou que seja lá quem estivesse tentando matá-lo de fato poderia obter sucesso, outra sombra surgiu. 
Era bem menor e pulou da densa escuridão para aterrissar justamente sobre as costas do seu agressor. Julian sentia-se cada vez mais fraco. 
Finalmente, sacou a pistola do bolso, mas acabou percebendo que não estava conseguindo enxergar com clareza suficiente para atirar contra o homem que o apunhalara. 
Para completar, a pistola parecia muito pesada para ele segurar. Se era alguém em seu socorro, temeu que tivesse chegado tarde demais.
Chloe segurou firme enquanto o homem que tinha esfaqueado o conde fazia o que podia para tira-la de cima das costas. 
Ela desferia socos contra a cabeça do sujeito ignorando as inúteis tentativas que ele fazia para segura-la - enquanto ela esperava pela ajuda de Todd e Wynn. 
No momento em que eles chegaram, ela largou das costas do homem e deixou que os homens grandalhões de Leo assumissem a briga. Cada vez que ouvia o som dos punhos acertando a carne, seu rosto delicado se contorcia.
Quando ouviu algo que soou muito mais dolorido do que os seus socos acertando uma cabeça muito dura, ela correu para o lado do conde.
Ele não se parecia muito com o elegante cavaleiro que ela tinha visto vez ou outra ao longo dos últimos três anos. 
Não apenas porque as suas roupas elegantes estavam um desastre, mas também porque fedia a bebida barata, mulheres da vida, peixe e sangue. 
Chloe apanhou a pistola da mão hesitante, colocou-a ao lado, e então, com tiras arrancadas do saiote, ela enfaixou os
ferimentos do conde do melhor jeito que pode. Rezou para que conseguisse estancar o sangramento ate que pudesse levá-lo para a casa de Leo e Gaidar para cuidar adequadamente dos ferimentos.
— Preciso dele vivo — Julian disse sua voz fraca e rouca de dor. 
— Preciso fazer perguntas..
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 2- A SENSITIVA





Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas.

Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. 


Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel.

A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. 
Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. 
Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. 
Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais 

Capítulo Um 


Londres, Outono de 1788. 

Ter uma faca apontada para o pescoço pode fazer uma pessoa enxergar  com mais clareza a opinião que tem sobre a própria vida, Penélope concluiu. 
Ela permaneceu imóvel enquanto o homem corpulento, um tanto fétido, que a segurava de modo desajeitado ajeitava sua posição. 
De repente, toda a raiva e todo o ressentimento por ter sido tratada por suas meias-irmãs como se ela não passasse de uma mera criada pareceu insignificante, um problema sem importância. 
É claro, isto podia ser alguma forma de castigo cósmico por todas as vezes que desejou mal para suas meias-irmãs, ela pensou quando o homem a ergueu o suficiente para que seus pés saíssem do chão. 
Um dos dois comparsas do homem amarrou seus tornozelos de um modo semelhante ao que prendeu seus pulsos. 
Seu raptor carregou-a para um beco escuro que cheirava tão mal quanto ele. 
Poucas horas antes, apenas ela havia visto Clarissa saindo para um passeio de carruagem com seu futuro noivo, Lorde Radmoor. 
Espiando da janela quebrada do seu quartinho no sótão ela tinha, incontestavelmente, nutrido o desejo perverso de que Clarissa tropeçasse e caísse sobre o monte de estrume próximo às rodas da carruagem. 
Penélope achou, no entanto, que ser levada por um bandido armado à faca e seus dois comparsas grandalhões fosse uma punição um tanto severa para um desejo infantil nascido da inveja. 
Ela, afinal, nunca desejara que Clarissa morresse o que Penélope temia ser seu destino.
Penélope suspirou e admitiu com tristeza que era parcialmente culpada pela sua atual situação de apuro. 
Tinha passado muito tempo com seus meninos. Até mesmo Paulinho a apressara para que ela não voltasse para casa no escuro. 
Era embaraçoso pensar que um garotinho de cinco anos tinha mais bom-senso do que ela. 
Ela deixou escapar um suave gemido de dor, emudecido por uma mordaça imunda, quando seu raptor tropeçou e a fria lâmina arranhou sua pele. 
Por uma fração de segundo, o medo que ela lutava para controlar inflou dentro de seu corpo com tanta força que ela achou que fosse desmaiar. 
O calor de seu sangue penetrando pelo decote do vestido só intensificou ainda mais o temor. Levou alguns minutos para que conseguisse agarrar algum fiapo de calma ou coragem. 
A noção de que seu sangue estava fluindo muito lentamente para que seu pescoço tivesse sido de fato cortado ajudou a controlar o pânico crescente. 
— Tem certeza de que não podemos tirar ao menos uma lasquinha, Jud? — Perguntou o maior e o mais peludo dos comparsas do seu raptor. 
— Ordens são ordens — respondeu Jud enquanto ajeitava a faca sobre o pescoço dela. 
— Uma lasquinha vai custar mais do que o que ela vale. — Nenhum de nós vai abrir a boca, e a belezinha não vai poder dizer nada. 
— Não vou permitir que você arrisque. Ela pode reagir e isso deixa hematomas. As marcas dirão tudo e aquela vadia da Sra. Cratchitt vai perceber. E depois não vai querer nos pagar por este servicinho noturno.
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Irmãs Wherlocke
1. A Vidente
2. A Sensitiva
3. A Intuitiva
4. O Escolhido

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