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2 de julho de 2016

A Fuga

Série O Clube dos Sobreviventes
Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente, seu corpo e seu espírito necessitado de um toque de cura. 

Nunca Ben poderia imaginar que a esperança chegaria na forma de uma bela mulher que viveu a sua própria cota de sofrimento. 
Após a morte lenta de seu marido, Samantha McKay está à mercê de seus opressores sogros até que traça uma fuga para Wales, para reivindicar uma casa que herdara. 
Sendo um cavalheiro, Ben insiste em acompanha-la na viagem fatídica. Ben quer Samantha tanto quanto ela o quer, mas ele é cauteloso. O que pode uma alma ferida oferecer a qualquer mulher?  Samantha está pronta para ir onde o destino a levar, deixar para trás a sociedade educada, e até mesmo o decoro, em seu desejo por este belo e honrado soldado. Mas ela ousaria oferecer seu coração ferido, bem como o seu corpo? 
As respostas a ambas as perguntas podem ser encontradas em um lugar improvável: nos braços um do outro.

Capítulo Um

Era quase meia-noite, mas ninguém fazia qualquer movimento para retirar-se para cama.
— Você vai achar tudo muito tranquilo por aqui depois que partirmos, George — Ralph Stockwood, conde de Berwick, comentou.
— Vai ficar silencioso, com certeza. — O Duque de Stanbrook olhou em volta do círculo de seis pessoas que se reuniam na sala de estar em Penderris Hall, sua casa de campo na Cornualha, e seus olhos se detiveram com carinho em cada um deles, por sua vez, antes de passar ao próximo. — Sim, e tranquilo também, Ralph. Mas eu vou sentir uma falta terrível de vocês.
— Você estará co-contando suas bênçãos, George, — disse Flavian Arnott, Visconde Ponsonby, — assim que perceber que não terá que ouvir Vince raspar em seu v-violino por mais um ano inteiro.
— Ou os gatos uivando em êxtase junto com a música que ele cria — Vincent Hunt, visconde Darleigh, acrescentou. — Você pode muito bem mencionar isso também, Flave. Não há necessidade de considerar a minha sensibilidade.
— Você toca com muito mais competência do que no ano passado, Vincent — Imogen Hayes, Lady Barclay, assegurou. — No próximo ano eu não duvido que você vai ter melhorado ainda mais. Você é uma maravilha e uma inspiração para todos nós.
— Posso até dançar uma das suas músicas em um destes dias, desde que não seja muito enérgica, Vince — Sir Benedict
Harper olhou com tristeza para as duas bengalas apoiadas contra o braço da cadeira.
— Por acaso você não abriga a esperança de que todos nós decidamos ficar mais um ano ou dois, em vez de partir amanhã, George? — Hugo Emes, Lorde Trentham, perguntou, parecendo quase melancólico. — Eu nunca soube de três semanas que passassem tão rapidamente. Chegamos aqui, piscamos, e agora já é hora de seguir nossos caminhos separados novamente.
— George é demasiado e-educado para dizer um simples não, Hugo — Flavian disse a ele. — Entretanto, a vida nos chama, infelizmente.
Eles estavam se sentindo um pouco piegas, todos os sete, os membros do auto-denominado Clube dos Sobreviventes. Em uma época, todos tinham passado vários anos em Penderris, se recuperando de ferimentos sofridos durante as guerras napoleônicas. 
Embora cada um tivesse que lutar uma batalha solitária para a recuperação, eles também tinham ajudado e apoiado um ao outro e se tornado tão íntimos como quaisquer irmãos — e irmã. Quando tinha chegado a hora deles partirem para criar novas vidas para si ou para recuperar as velhas, tinham ido com uma mistura de ânsia e apreensão.
A vida era para ser vivida, todos concordavam, mas o casulo em que haviam sido envolvidos por tanto tempo manteve-os a salvo e até mesmo feliz. Eles tinham decidido que voltariam para a Cornualha por algumas semanas a cada ano para manter viva sua amizade, partilhar suas experiências de vida além dos limites familiares de Penderris, e para ajudar com qualquer dificuldade que pudesse surgir para um ou mais deles.
Esta tinha sido a terceira reunião deste tipo. Mas agora tudo acabara por mais um ano, ou acabaria no dia seguinte.









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo
3- A Fuga
O Grupo não continuará a traduzir a série 
porque foi comprada pela Editora Arqueiro.


8 de março de 2016

O Acordo

Série O Clube dos Sobreviventes
Desesperado para escapar da casamenteira de sua mãe, Vincent Hunt, Visconde Darleigh, foge para uma aldeia remota do país. 

Mas mesmo lá, outra armadilha o espera. Então, quando a intervenção de Miss Sophia Fry para o salvar a lança numa situação desesperada, sendo obrigada, sem a menor cerimônia, a partir da casa de seus tios, Vincent é compelido a agir. 
Ele pode ter ficado cego em batalha, mas ele pode ver uma solução para ambos os problemas: o casamento.
Primeiro, a calma e despretensiosa Sophia rejeita a proposta de Vincent. Mas quando um homem tão gloriosamente bonito a convence de que ele precisa de uma mulher de sua própria escolha, tanto quanto ela precisa de proteção contra a miséria, ela concorda. 
Sua alternativa é horrível demais para contemplar. Mas como pode nascer um fogo consumidor a partir de um arranjo tão frio? 
Quando a amizade e camaradagem levam a uma doce sedução e prazer erótico, eles ousam acreditar que um negócio nascido do desespero pode levar os dois para um amor destinado a acontecer?

Capítulo Um

Quando se tornou claro para Vincent Hunt, Visconde Darleigh, que se ficasse em casa pelo resto da primavera, ele teria, sem qualquer sombra de dúvida, que se comprometer, até mesmo casar antes do verão, tinha corretamente resolvido: fugir. 
Ele fugiu de casa, o que era uma maneira ridícula, reduzindo um pouco a forma de colocá-lo, quando era o dono da casa e tinha quase vinte e quatro anos de idade. Mas o simples fato era que fugira.
Levou consigo seu criado, Martin Fisk; sua carruagem e cavalos de viagem; roupas suficientes e outros pertences necessários para durar um mês ou dois, ou seis. 
Ele realmente não sabia quanto tempo iria ficar longe. Pegou seu violino também, depois da hesitação de um momento. Seus amigos gostavam de provocá-lo sobre isso e demonstravam horror cada vez que ele o colocava sob o queixo, mas ele pensava que tocava razoavelmente bem. 
Mais importante, gostava de tocar. Acalmava sua alma, embora nunca tivesse confidenciado isso aos seus amigos. Flavian, sem dúvida, faria um comentário comparando seus acordes ao arrastar das botas a todos que estivessem ao alcance de sua voz.
O principal problema com a casa era que ele estava aflito com tantos parentes do sexo feminino e sem o suficiente do sexo masculino, e nenhum homem no comando. Sua avó e sua mãe viviam com ele, e suas três irmãs, embora casadas, com suas próprias casas e famílias, vinham para ficar, com demasiada frequência, e muitas vezes por períodos longos. 
Quase um mês se passara sem pelo menos uma delas estar na residência por alguns dias, uma semana ou mais. Seus cunhados, quando vinham com suas esposas, o que não era sempre, com muito tato, mantinham-se distantes dos assuntos de Vincent e permitiam às suas mulheres governar sua vida mesmo que, digno de nota, nenhum deles permitisse que suas esposas governassem as deles.
Tudo teria sido compreensível, mesmo em circunstâncias normais, Vincent supôs de má vontade. 
Ele era, afinal, o único neto, o único filho, o único irmão, e o mais novo, e, como tal, era justo que o protegessem, mimassem, se preocupassem e planejassem. Herdara seu título e fortuna há apenas quatro anos, com a idade de dezenove, a partir de um tio que havia sido saudável e tinha apenas 46 anos quando morreu tendo um filho tão resistente e apto como ele. Ambos morreram violentamente. A vida era um negócio frágil, bem como a herança, parentes de Vincent do sexo feminino gostavam de observar. 
Convinha, portanto, que enchesse o berçário com um herdeiro e um número de sobressalentes assim que fosse humanamente possível.









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo


14 de janeiro de 2016

O Pretendente

Série O Clube dos Sobreviventes




















Capítulo Um

Philippa Dean estava sentada de lado no assento almofadado da janela em seu quarto, seu local favorito na casa da cidade que o pai havia alugado em Londres durante os meses de primavera para que ela pudesse se apresentar na sociedade. 
Seus pés estavam levantados diante dela; a mão direita, em que segurava uma de suas cartas abertas, caída sobre o joelho. A outra carta permanecia esquecida no colo. Ela estava olhando pela janela para o jardim abaixo, embora não estivesse vendo realmente nem as flores ou a grama e as árvores.
Estava vendo um futuro cheio até à borda de felicidade.
E isso, agora, aquele momento, era o início desse futuro. Era o dia mais feliz de sua vida.
Levantou a mão e olhou de novo para a carta, embora já a soubesse de cor depois de pelo menos uma dúzia de leituras.
Julian estava vindo para Londres.
Ele estaria ali em uma semana, talvez um pouco mais. Certamente não mais do que duas.
E quando papai o visse novamente, iria verificar as mudanças que dois anos haviam feito, e não teria mais nenhuma objeção a ele como pretendente para sua mão. 
Julian teria permissão para cortejá-la abertamente, e após um intervalo decente iria pedir sua mão e depois casar com ela, e viveriam felizes para sempre.
Por um momento sentiu uma pontada de ansiedade, pois o objetivo pretendido ainda não tinha sido alcançado, é claro, e, como sua avó gostava de dizer, ainda muita água correria debaixo da ponte. Mas ela se recusava a permitir que um velho ditado bobo a deixasse desalentada. Tinha esperado dois longos anos por este momento, ou melhor, pelo momento que estava agora ao seu alcance.
Nada, certamente, poderia ou iria dar errado.
Julian tinha mudado. Também era inegavelmente elegível. E agora ela tinha dezoito anos, em vez de dezesseis. Estava em idade de casar. Na verdade, tinha vindo para Londres por essa mesma razão. Era a estação, e a tinham trazido para encontrar um marido elegível.
Papai a amava, assim como mamãe. Queriam que fizesse um bom casamento, é claro.










Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo

13 de janeiro de 2016

A Proposta

Série O Clube dos Sobreviventes


Eles formavam um grupo de sobreviventes das guerras napoleônicas, cinco deles ex-oficiais militares que tinham ficado incapacitados por vários ferimentos, sendo enviados à Inglaterra para se recuperarem. 

Todos eles haviam chamado à atenção do Duque de Stanbrook, que lhes enviara à Penderris Hall para tratamento, repouso e convalescença. 
O próprio duque passara da idade de lutar nas guerras, mas seu único filho não. 
Ele lutara e morrera na Península durante os primeiros anos da campanha. O sétimo membro do clube era a viúva de um oficial de vigilância que fora capturado pelo inimigo na Península e morrera sob tortura, a qual ela havia presenciado, pelo menos parcialmente.

Capítulo Um

Gwendoline Grayson, Lady Muir, encolheu os ombros e puxou a capa mais confortavelmente sobre ela. Era um revigorante, tempestuoso dia de março, fazia mais frio pelo fato de ela estar de pé no porto de pesca abaixo da aldeia onde se hospedava.
A maré estava baixa, e alguns barcos de pesca estavam meio tombados na areia molhada, esperando a água voltar e flutuá-los na posição correta novamente.
Ela deveria voltar para casa. Ficara fora por mais de uma hora, e parte dela ansiava pelo calor do fogo e do conforto de uma xícara de chá. Infelizmente, porém, a casa de Vera Parkinson não era dela, apenas a casa onde estava hospedada por um mês. E ela e Vera tinham acabado brigando, ou pelo menos, Vera havia brigado com ela e a transtornara. 
Ela não estava pronta para voltar ainda. Preferia suportar os elementos.
Não podia andar para a esquerda. Um promontório que se projetava impedia seu caminho.
À direita, no entanto, a praia de seixos sob os altos penhascos alongava-se na distância. Haveria ainda várias horas antes de a maré subir alto o suficiente para cobri-las.
Gwen geralmente evitava andar pela água, mesmo tendo vivido perto do mar, na casa da viúva de Newbury Abbey em Dorsetshire. 
Achava as praias muito vastas, os penhascos por demais ameaçadores, o mar muito elementar. Preferia um mundo menor, mais ordenado, sobre o qual ela poderia exercer algum tipo de controle -um jardim de flores cuidadosamente cultivado, por exemplo.
Mas hoje ela precisava ficar longe de Vera por mais algum tempo, e da aldeia e caminhos estreitos onde poderia encontrar algum vizinho de Vera e se sentir obrigada a ter uma conversa animada. Precisava ficar sozinha e a praia de seixos estava deserta, tão longe na distância que ela podia ver até antes da curva. Ela se deixou levar.
Percebeu, depois de uma curta distância, no entanto, porque ninguém mais estava andando por ali. Pois, embora a maioria dos seixos fossem antigos, corroídos suavemente e arredondados por milhares de marés, um número significativo deles era mais recente, e estes eram maiores, mais ásperos, mais irregulares. 
Andar a pé através deles não era fácil e não teria sido mesmo que ela tivesse as duas pernas saudáveis. Assim como era, a perna direita nunca se tinha curado corretamente depois de ser quebrada oito anos atrás, quando foi jogada do cavalo. Ela passou habitualmente a mancar, mesmo em terreno plano.
Não voltaria, embora. Teimosamente, marchou em frente, com cuidado onde colocava os pés. Não estava com nenhuma pressa para chegar a algum lugar, afinal de contas.
Este foi realmente o dia mais horrível de uma quinzena horrível. 
Ela tinha vindo para uma visita de um mês, totalmente por impulso, quando Vera escrevera para informá-la da triste morte, há alguns meses, do marido, que estava doente há vários anos. 









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo


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