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10 de fevereiro de 2018

Eternidade

Série Saga Montgomery
Carrie Montgomery cresceu com sete adoráveis irmãos mais velhos, e ela costumava usá-los para obter o que queria com bastante facilidade.

Joshua Greene, um fazendeiro pobre, procurava apenas uma noiva, por correspondência que fosse prática e trabalhadora para ajudá-lo na fazenda, além de ajudá-lo a alimentar e vestir seus filhos.
No entanto, desde o momento em que Carrie viu sua fotografia, viu seu rosto devastadoramente bonito e seu sorriso triste, a pequena e mimada beleza dos Montgomerys, sabia que ela era a esposa perfeita para ele.
Josh não viu dessa maneira. Casado por procuração, ele se recusava a ser envolvido pelo encanto dos cachos loiros de sua nova esposa e suas risadas efervescentes, ou se impressionar com suas armadilhas de riqueza... mesmo que seus filhos acreditassem que ela era uma princesa de contos de fada ganhando vida.
Ele estava furioso e pronto para mandá-la embora, até que uma tragédia o convenceu de que sua beleza era mais profunda que a superficialidade da pele.
Mas, mesmo depois de ter cedido ao desejo selvagem que surgiu entre eles, Josh não podia admitir o quanto ele realmente precisava dela. Então um velho escândalo ameaçou ressurgir, e ele percebeu que poderia perdê-la para sempre.

Capítulo Um

Warbrooke, Maine 1865
Jamie Montgomery percorria a casa sem reparar em nada, já que tinha nascido nela e a conhecia bem. Se fosse qualquer outro se deteria em considerar a acolhedora comodidade da mansão e jamais poderia imaginar a fortuna da família proprietária. Tão somente um estudante de arte seria capaz de reconhecer a importância das assinaturas, nos quadros que se penduravam das paredes de estuque, ou dos nomes que podiam ler-se nas esculturas de bronze. E unicamente um conhecedor poderia calcular o valor dos tapetes, desgastados e manchados pelo uso que durante anos fizeram deles meninos e cães.
O mobiliário não se escolheu por seu valor, a não ser respondendo às necessidades de uma família que tinha habitando a casa há duzentos anos. Um antiquário teria reconhecido imediatamente o velho aparador da Rainha Ana encostado à parede e as pequenas cadeiras douradas do Império Russo, assim como eram chinesas as porcelanas da vitrine do canto e muito antigas para que pudesse valorizá-las uma jovem mente americana.
A casa estava lotada de quadros, móveis e tecidos procedentes do mundo todo, entesourados por gerações de homens e de mulheres Montgomery em suas viagens. Havia lembranças de todos os cantos do globo; desde peças exóticas encontradas em qualquer ilha minúscula até pinturas de mestres italianos.
Com grandes passadas de suas largas pernas, Jamie atravessou uma após outra os cômodos da imensa casa. Em duas ocasiões deu uma palmada à pequena bolsa de flanela que levava debaixo do braço, sorrindo cada vez que a tocava.
Finalmente se deteve diante de uma porta e, depois de roçá-la apenas com os nódulos, como se importasse pouco que pudessem ouví-lo, entrou no dormitório em penumbra. Embora o resto da casa mostrasse uma seca opulência, naquele quarto se apreciava até o último centavo da riqueza dos Montgomery.
Inclusive na escuridão podia ver o brilho do baldaquim de seda da imensa cama imperial que fora esculpida em Veneza, com seus postes transbordantes de anjos dourados. o dossel da cama penduravam centenas de metros de seda azul claro e as paredes do quarto estavam estofas com damasco de um azul mais escuro, tecido na Itália e devolvido a América em um barco dos Montgomery.
Baixou a vista ao leito e sorriu ao contemplar a cabeça loira que sobressaía do cobertor de seda. Aproximou-se das janelas, afastou os pesados cortinados de veludo, para deixar entrar o sol no quarto, e viu que a cabeça se afundava mais entre os lençóis.
Aproximou-se sorridente da cama e ficou olhando a adormecida, mas tudo o que podia ver era um cacho dourado que se enrolava no lençol. O resto ficava oculto sob a roupa de cama. 
Tirou de debaixo do braço a bolsa que levava, soltou os cordões e tirou um diminuto cão que não pesaria mais de três quilos e meio e cujo corpinho quase não podia ver-se, devido o pêlo longo e sedoso que o cobria. Era um maltês, e Jamie o tinha trazido da China como presente para a irmã mais nova. 
Levantou com extrema lentidão a colcha, deixou o cachorro na cama, junto a sua irmã, e logo, desfrutando por antecipado da surpresa, sentou-se em uma cadeira e observou o animal, que começou a agitar-se e a lamber a sua companheira de leito.
Carrie foi despertando pouco a pouco e a contragosto. Sempre lhe chateava abandonar a morna proteção da cama e demorava tanto quanto fosse possível. Fez um ligeiro movimento com os olhos, ainda fechados, enquanto afastava levemente os lençóis de seus ombros. Sorriu ao sentir a primeira lambida do cachorro e voltou a sorrir com o segundo. Tão somente abriu os olhos quando ouviu um pequeno
latido e, assim que seu olhar encontrou a face daquela criatura, sentou-se sobressaltada e levou uma mão à garganta. Ao apoiar-se contra a cabeceira, cravou as costas na ponta da asa de um dos anjos esculpidos e ficou olhando ao cão, piscando assombrada.
A risada de seu irmão foi o que lhe fez voltar à cabeça e, mesmo assim, passou um momento antes que percebesse o que ocorria. Quando por fim descobriu que seu queridíssimo irmão tinha retornado do mar, lançou um grito alegre e se lançou em seguida para ele, arrastando consigo o cobertor de seda e as mantas de cachemira.
Jamie, segurando-a suspensa em seus braços fortes e bronzeados: fez-lhe girar em redemoinho enquanto que na cama, detrás deles, o cachorro ladrava excitado.
- Tinha que chegar na semana que vem - disse Carrie sorridente, enquanto beijava seu irmão nas bochechas, no pescoço e onde podia.Simulando que não gostava do recebimento entusiasta de sua irmã, Jamie continuou mantendo-a suspensa, afastada dele.
- Se você tivesse sabido quando eu chegava, sem dúvida teria ido receber-me nas docas. Mesmo que a
chegada estivesse estipulada para as quatro da manhã.
- Mas é claro - concordou ela. Logo, com expressão preocupada, colocou-lhe uma mão na bochecha. - Perdeu peso.
- E você não cresceu nem um centímetro. Carrie sacudiu os ombros para que seu irmão a soltasse. Sabendo que estava de novo em casa são e salvo, todo seu interesse se concentrou no lindo cachorro. Assim que colocou os pés no chão voltou a deitar-se na cama e, logo que esteve entre os lençóis, o pequeno animal foi em busca de mimos.
Enquanto Carrie se encontrava ocupada com o cão, Jamie olhou em redor, observando as novidades incluídas da última vez que esteve em casa.
- De onde veio isto?












Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira
4- O Corsário
5- A Duquesa e o Capitão
6- Eternidade
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20 de janeiro de 2018

A Duquesa e o Capitão

Série Saga Montgomery
O capitão Ring Montgomery, um cavaleiro elegante e habilidoso, um atirador preciso, especialista em territórios ocidentais e popular entre homens e mulheres, recebeu uma tarefa única: escoltar uma cantora de ópera - Madelyn Worth - através do Colorado.

No clima tenso da guerra civil que estava se preparando, duas vontades poderosas se enfrentariam: a de Montgomery, ansioso por assustar a jovem para que ela abandonasse seu projeto de cantar para brutos mineradores e Maddie, que não queria a proteção de Ring, mas que teve que cumprir sua missão, sem confiar à verdade de tudo, para ele.

Capítulo Um

Colorado1859.
O coronel Harrison leu a carta pela segunda vez, se reclinou para trás na cadeira e sorriu. Um presente caído do céu, pensou. Isso era o único que podia dizer da carta; um presente caído do céu.
Só para comprovar que realmente dizia o que ele acreditava, voltou a lê-la. 
O general Yovington emitira ordens de Washington, D.C. — de que o tenente L.K. Surrey tinha que deixar seu posto na Companhia J. de Segundos Dragões, para fazer uma missão especial. Mas como o tenente Surrey tinha morrido na semana anterior, o coronel Harrison teria que escolher outro oficial para cumprir a missão em seu lugar.
Desenhou-se um grande sorriso no rosto do coronel Harrison. Escolheria o capitão C. H. Montgomery para ocupar o lugar do tenente Surrey. Os serviços do tenente, definitivamente substituídos pelo capitão Montgomery, tinham sido "solicitados" para dar escolta a uma cantora de ópera estrangeira através dos campos auríferos do território do Colorado. 
Tinha que permanecer com ela e com sua pequena banda de músicos e servos todo o tempo que a dama o necessite a seu lado. Tinha que protegê-la de qualquer perigo que pudesse espreitá-la no trajeto e fazer tudo o que estivesse a seu alcance para que sua viagem fosse prazerosa.
O coronel Harrison deixou a carta sobre a escrivaninha com tanto cuidado como se se tratasse de uma valiosa relíquia, e sorriu tão amplamente que seu rosto esteve a ponto de explodir. 
Donzela a serviço de uma dama, pensou. O presunçoso capitão Montgomery ia receber a ordem de converter-se em uma simples donzela a serviço de uma dama. Mas, o que era mais importante ainda, ordenava ao capitão Montgomery que partisse do Forte Breck. 
O coronel Harrison respirou fundo várias vezes e considerou a possibilidade que se apresentava dele mandar em seu próprio forte, e não ter que enfrentar a perfeição, e a insolente sabedoria do capitão Montgomery. Os homens já não olhariam para seu capitão para que ele confirmasse todas as ordens, e lhes desse permissão para fazer o que o coronel pedia.
O coronel Harrison rememorou sua chegada ao Forte Breck há um ano. Seu predecessor, o coronel Collins, tinha sido um velho tolo, ocioso e bêbado. 
A única preocupação de Collins tinha sido sobreviver até que pudesse se retirar do serviço ativo, sair do território índio e retornar a Virginia onde viveria civilizadamente. 
Estava muito contente de passar todas suas responsabilidades ao segundo em comando, o capitão Montgomery. E por que não? Teria que ver para acreditar na folha de serviços de Montgomery. Tinha ingressado no exército aos dezoito anos e durante os oito anos seguintes, vinha subindo de posto até alcançar a patente que ostentava nesse momento. 
Tinha começado sua carreira como soldado raso e, depois de um extraordinário ato de arrojo e valentia no campo de batalha, tinha recebido o grau de oficial. Em três anos tinha passado de subtenente a capitão, e no passo que ia superaria em patente ao próprio coronel Harrison em poucos anos.
Isto não queria dizer que o homem não merecesse tudo o que tinha ganhado no exército. É mais, segundo o coronel, o capitão Montgomery era perfeito. Sob fogo inimigo era frio e jamais perdia a cabeça. Era generoso, justo e pormenorizado com os soldados, e por esta razão estavam virtualmente convencidos de que ele mandava no forte. 
Os oficiais recorriam a ele para solucionar seus problemas; as esposas dos oficiais lhe adulavam e pediam conselho sobre os acontecimentos sociais. O capitão Montgomery não bebia, nem frequentava os prostíbulos fora do forte; nunca ninguém o tinha visto zangado, e era capaz de fazer qualquer coisa. Podia cavalgar como um demônio e, enquanto ia rapidamente deitado sobre o cavalo, disparava e acertava ao olho de um peru a cem metros de distância. 
Conhecia a linguagem por sinais dos índios e falava algumas línguas indígenas. Diabos, se até os índios lhe tinham afeto, pois diziam que era um homem que podiam respeitar e em quem podiam confiar. Indubitavelmente, o capitão Montgomery morreria antes de romper sua palavra.
Todo mundo parecia apreciar, honrar, respeitar e até reverenciar o capitão Montgomery. Todos, salvo o coronel Harrison. 



Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira
4- O Corsário
5- A Duquesa e o Capitão
6- Eternidade
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20 de novembro de 2017

O Corsário

Série Saga Montgomery
Sua máscara ocultava um segredo, mas seus braços ardentes confessavam sua paixão.

Na Nova Inglaterra colonial, os britânicos perseguem um destemido patriota mascarado, cujas façanhas zombam deles a cada passo: O Corsário.
Jessica Taggert, mulher bonita e de temperamento orgulhoso, vibra à meia-noite nos braços do Corsário, mas despreza Alexander Montgomery, que todos na cidade consideram alcoólatra e bobo da cidade.
Na verdade o astuto Alexander Montgomery leva uma vida dupla. Se por um lado, é um tolo, gordo e alcoólatra, pelo outro é o admirado Corsário... A razão para essa vida dupla é que em uma tentativa heróica foi ferido, e para que não suspeitem dele se veste com roupas coloridas e acolchoadas para parecer gordo.
Jessica Taggert despreza Alexander por acreditar que ele é um covarde e, adora o Corsário. Por ironia do destino, Jessica é forçada a casar-se, e por desgraça seu marido não é outro senão Alexander. Entretanto, mesmo casada, ela continua adorando o Corsário.
Conseguirá Alexander que Jessica veja além da sua aparência física e perceba quem ele é realmente?
Somente sua vitória contra os odiados ingleses permitirá, finalmente, conhecer em sua plenitude o amor de Jessica.

Capítulo Um

1766
Alexander Montgomery se reclinou na cadeira, estirando suas pernas largas e esbeltas sobre o tapete que cobria o piso do camarote do capitão, a bordo do Grande Duquesa, enquanto Nicholas Ivanovitch repreendia a um dos servos. Alex nunca tinha visto ninguém tão arrogante como esse russo.
— Se voltar a guardar mal minhas fivelas te cortarei a cabeça. — Assegurou Nick, com seu forte sotaque e sua voz rouca.
Alex se perguntou se os duques russos ainda tinham permissão para decapitar a quem os desagradasse.
— Agora vai. Fora de minha vista — adicionou Nick, agitando um punho envolto de rendas para o acovardado servo. E adicionou, dirigindo-se a Alex, assim que ficaram sozinhos no camarote: — Veja as coisas que devo suportar.
— É muito, reconheço-o — concordou o jovem.
Nicholas o olhou arqueando uma sobrancelha e voltou a concentrar-se nos mapas navais desdobrados sobre a mesa.
— Atracaremos a uns duzentos e vinte quilômetros de seu Warbrooke, pelo sul. Acredita que achará alguém disposto a te levar ao norte?
— Já arrumarei alguém — disse Alex, despreocupado, enquanto se estirava um pouco mais, com as mãos sob a nuca. Seu longo corpo ocupava quase todo o camarote.
Muito tempo atrás tinha treinado suas reações faciais para que ocultassem seus pensamentos. Nicholas conhecia em parte suas idéias, mas Alex não permitia a ninguém apreciar a profundidade de sua preocupação.
Meses atrás, Alex estava na Itália, quando recebeu uma carta de sua irmã Mariana, onde lhe rogava que voltasse para o lar. Dizia nela que precisava dele desesperadamente, e contava o que seu pai a tinha proibido de revelar: que ele, Sayer Montgomery, tinha caído gravemente ferido em um acidente a bordo de um navio e tinha as pernas destroçadas. Tinha sobrevivido, contra todos os prognósticos, e estava agora condenado a viver em seu leito, inválido.
Mariana dizia também que ela se casara com um inglês, o inspetor de alfândega da pequena cidade de Warbrooke e, quem ele era não informava. Não entrava em detalhes sobre as atividades de seu marido, provavelmente em um conflito entre a lealdade a seu marido e a fidelidade a sua família e ao povo que conhecia desde que nascera, mas Alex percebeu que ela calava muitas coisas.
Mariana tinha entregado a carta a um dos muitos marinheiros que saíam Warbrooke, na esperança de que chegasse às mãos de Alex e o fizesse voltar para casa. Seu irmão tinha recebido a carta pouco depois de ancorar na Itália. O veleiro em que partira de Warbrooke, mais de quatro anos atrás se afundara fazia já três semanas, ele esperava na ensolarada costa italiana, sem empenhar-se muito em conseguir outro posto de oficial.
Foi na Itália que conheceu Nicholas Ivanovitch. Na Rússia, a família de Nick tinha um estreito parentesco com a czarina, motivo pelo qual Nick esperava que todo mundo o tratasse com respeito, admiração e a submissão que ele considerava devido a sua posição.
Alex tinha intervindo para salvar seu gordo pescoço de um bando de marinheiros que não gostaram do que Nick dizia deles. O jovem Montgomery tinha tirado sua espada, tinha-a arrojado às mãos do russo e tinha extraído de seu cinturão duas adagas, uma para cada mão.
Os dois combateram juntos por uma hora. Ao terminarem estavam cobertos de sangue e com as roupas feitos farrapos, mas eram amigos. Alexander foi objeto da hospitalidade russa, tão generosa quanto à arrogância desse povo. Nick o levou a bordo de seu navio particular; era um lugre, um tipo de navio tão veloz que estava proibido em quase todos os países, já que era capaz de deixar para trás a qualquer outra embarcação. Mas ninguém incomodava aos aristocratas russos, que não obedeciam nenhuma lei a não ser a sua própria.
Alex se instalou no opulento navio e, por duas semanas desfrutou de que o servissem. O exército de submissos servos que Nick havia trazido da Rússia antecipava e satisfazia cada um de seus desejos.
— Na América não somos assim — havia dito Alex a Nick, depois da quinta caneca de cerveja.
Falou-lhe da independência dos norte-americanos, da capacidade com que criavam um país próprio a partir do campo.
— Combatemos contra os franceses e os índios; combatemos contra todo mundo. E sempre ganhamos!



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18 de setembro de 2017

A Donzela

Série Saga Montgomery
Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, linda, uma princesa guerreira. Seu destino era amá-lo.
Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavaleiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, que regressava da Inglaterra para usurpar o trono de seu meio-irmão. Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo lindo rosto a atormentava de dia e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra...E nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor....

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu lindo rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha diante de si. William preferia não pensar o quanto esse jovem tinha chegado a significar para ele, com o passar do tempo. Rowan era o filho que desejava ter tido.
Ao olhar para o jovem bonito, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a se perguntar como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter gerado alguém como Rowan. 
Thal era chamado rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus cabelos sujos chegavam até os ombros, comia e falava como um bárbaro. William tinha-lhe aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o rei Edward tinha pedido. William lhe tinha devotado sua casa, hospitalidade e ordenado a seu senescal que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, assaltavam a William lembranças angustiantes quando olhava para Rowan. 
Enquanto William estava ocupado, longe do castelo, sua querida e linda irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava se matar se o perdia. 
O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo simples fato de mencionar suicídio.
Nada do que William houvesse dito, teria desanimado Anne. William disse-lhe que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fosse um tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher. — Havia dito ela, rindo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem gorduroso e sombrio pudessem tocar Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos, mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa, devia tê-la.
De modo, que o rei Thal se casou com Anne, a linda irmã de William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.
Nove meses mais tarde nasceu Rowan. No primeiro momento, William experimentou um extraordinário carinho pelo pequeno. Embora estivesse casado, William não tinha filhos, mas desejava fervorosamente um menino. Thal demonstrou total indiferença com o bebê.
— Ora, grita em extremo e cheira mal como os outros. As crianças são para as mulheres. Aguardarei até que se converta em um homem. — Grunhido Thal, com seu estranho acento inglês. O que mais lhe interessava era que Anne se recuperasse rapidamente do parto para voltar a deitar-se com ela.
William considerava Rowan como se fosse dele e passava longas horas fazendo brinquedos para ele, brincando com o menino e ajudando-o a caminhar quando deu seus primeiros passos. Rowan começou a converter-se em sua razão para viver.
Quando o menino tinha pouco mais de um ano, nasceu sua irmã Lora. Como seu irmão, era bonita e loira e não parecia ter herdado nada de seu moreno pai.
Quando Lora tinha cinco dias de vida, Anne morreu. Imerso em sua dor, William só se preocupou com seu próprio sofrimento. Não percebeu a dor e nem a amargura de Thal. William só pensava que Thal era a causa da morte de sua adorada irmã.



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7 de agosto de 2017

O Leão Negro

Série Saga Montgomery
Misteriosamente belo, imensamente rico, o audaz conquistador inglês, era conhecido como Leão Negro por sua ferocidade de leão. 

Ninguém podia competir com ele, até que enfrentou a Lyonene, uma beleza de olhos verdes cujo espírito fogoso igualava ao dele.
Lyonene suportou inumeráveis perigos para estar ao seu lado, até que um dia as mentiras maliciosas a conduziram para um grave perigo. Somente Leão Negro tinha a coragem para destruir a conspiração implacável que os tinha separado e que tinha ameaçado os laços de amor que tinham jurado não romper jamais. As chamas da paixão... Com um poderoso movimento, o homem rasgou o lençol que a cobria e, sem querer, emitiu um gemido ao vê-la, mais encantadora do que poderia imaginar. Lyonene viu sua expressão, e a fúria se converteu em medo, já que viu o rosto do Leão Negro, um rosto que tinha obrigado a homens robustos a se ajoelhar e se render. Não tinha acreditado que pudesse ter um olhar tão assustador, um olhar que agora se dirigia para ela. Instintivamente, tratou de se cobrir quando ele rasgou o lençol.

Capítulo Um


Lyonene ouviu os passos fortes de Lucy na escada de pedra e se aconchegou sob o grosso cobertor. Os ventos de janeiro assobiavam no exterior da velha torre e rajadas de vento gelado penetravam pelas venezianas de madeira, mas sua cama estava quente e tinha a intenção de ficar nela o máximo possível.
—Lady Lyonene. — Lucy abriu o cortinado da cama.
Lucy, agora, era uma mulher velha e estava muito gorda. Tinha cuidado de Lyonene desde que nasceu e gostava dela como a uma mãe.
— Sua mãe quer que vista a túnica dourada, a capa e o manto verde.
Lyonene, que tinha virado para a luz com certa má vontade, olhava agora Lucy com interesse.
— O manto e a capa verde?
— Chegou um convidado, um convidado muito importante, e têm que vestir os seus melhores trajes para realizar a apresentação.
Lyonene afastou a roupa de cama e colocou um pé no chão de carvalho. As venezianas estavam muito bem fechadas devido ao frio invernal e a única luz provinha da pequena lareira e da vela de sebo situada no alto candelabro junto à cama. O suave brilho destacava todas as curvas de seu jovem e esbelto corpo. Lucy ajudou sua senhora a colocar a anágua de linho e a justa túnica de lã que ressaltava seu esbelto corpo de mulher. A capa, aberta nos lados, não cobria nada.
— Conhece o convidado? Trata-se de um amigo de meu pai?
—Não, senhora. — Lucy rodeou o cinto de couro ao redor da estreita cintura de Lyonene. — É um conde, um homem jovem que seu pai ainda não tinha conhecido.
Lyonene se deteve e olhou fixamente sua criada.
— É bonito? É um conde jovem e bonito, tem o cabelo claro e monta um garanhão branco? — Brincou Lyonene.
— Isso você verá no seu devido tempo. Agora, pegue o pente para que possa desembaraçar o seu cabelo.
Lyonene obedeceu enquanto insistia:
— Me conte algo mais sobre ele. De que cor tem os olhos? E seu cabelo?
— Negro muito negro. Tão negro como os olhos do diabo.
As duas mulheres levantaram a vista quando Gressy e Meg entraram no pequeno quarto carregando lençóis de linho limpos. Falou Gressy, a mais velha das duas:
—O conde chegou. Não é qualquer conde do rei, trata-se do grande Leão Negro em pessoa.
— É verdade que é negro. — Acrescentou Meg.
— Tem os olhos e os cabelos negros como satã. Inclusive seu cavalo é completamente negro. — Remarcou Gressy.
Lyonene olhou para elas com uma expressão de horror. Tinha ouvido todo tipo de histórias sobre o Leão Negro desde que era uma menina, histórias de força e coragem. Mas cada uma delas sempre estava pintada de um toque de maldade; acaso sua força provinha de algum poder maligno.
— Estão seguras de que se trata do Leão Negro e não de outro? — perguntou em voz baixa.
— Nenhum outro homem poderia ter um olhar como o seu. Juro que me deu um arrepio só de ficar perto dele. — Gressy olhou para sua senhora intensamente.
Lucy deu um passo adiante e exclamou:
— Basta de dizerem tolices!




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13 de setembro de 2015

A Herdeira

Série Montgomery
Jamie Montgomery, cavaleiro elisabetano empobrecido, fica eufórico ao ser escolhido para escoltar Axia, a herdeira dos Lancaster, até o castelo de seu futuro marido.

Se ela se apaixonar por ele — como a devotada irmã mais velha de Jamie anseia -, suas dificuldades financeiras estarão resolvidas.
Mas Axia, que passou a vida vigiada de perto pelos servos do pai, não é a flor tímida e mimada que Jamie imagina. Ela é travessa e teimosa, e aproveita todos os momentos preciosos de liberdade antes de casar com o homem escolhido por seu indiferente e excêntrico pai. Depois de comunicar a Jamie que nem pense em lhe declarar o seu amor — como parece ser o hábito de todos os homens pobres e bonitos —, Axia transforma-lhe a vida num inferno quando foge para ir à feira, monta num cavalo rebelde e por pouco não quebra o pescoço, e faz o impossível para atrasar a viagem.
Embora não ouse admitir, a idéia de se casar com um estranho a assusta muito.
Certo dia, Jamie percebe estar saboreando as palavras mais ousadas de Axia como se fossem o néctar mais raro... e que está perdidamente apaixonado por essa linda moça, tão audaciosa e enlouquecedora. A partir daí, terá que preparar um plano arrojado para obter a liberdade de Axia... e conquistar o seu arrojado e destemido coração!

Capítulo Um

Inglaterra 1572
- Herdeira de Maidenhall! - Joby mal conseguia se conter enquanto olhava para Jamie e Berengaria, respectivamente o irmão e a irmã mais velha, sentados juntinhos um do outro na mesa superior. Sua beleza já não a deslumbrava mais como quando era criança. O pai costumava erguê-la nos braços acima da cabeça, bem no alto, prometendo-lhe que, quando crescesse, seria tão bonita quanto a irmã, Berengaria.
Mas ele mentira. Mentira a esse respeito ou, como acabou acontecendo, sobre tantas outras coisas. Mentira ao afirmar que nunca lhes faltaria comida e um lugar quente e confortável para morar. Mentira ao jurar que a mãe logo pararia de falar com o povo dos espíritos.
Mas, principalmente, mentira quando garantira que viveria para sempre.
Joby sacudiu a cabeça e o cabelo castanho cacheado, e olhou para o irmão com olhos brilhantes. O cabelo fora cortado depois que derrotara alguns garotos enquanto brincavam de espadachim; em retaliação, eles haviam lambuzado a sua cabeça com mel quente e pez de pinheiro. Agora o cabelo crescia em cachos brilhantes, e ela achava que era um dos seus traços mais bonitos.
”A herdeira de Maidenhall”, ela repetiu. Jamie, pense em toda aquela maravilhosa fortuna. Você acha que ela toma banho numa banheira de ouro? Será que usa esmeraldas quando vai se deitar?
“ Nada ela usa, senão a cama”, resmungou Rhys, um dos dois escudeiros de Jamie. Aquele pai dela a mantém tão trancafiada como o seu ouro.
Rhys emitiu um pequeno grunhido quando Thomas, o segundo escudeiro, deu-lhe um chute por baixo da mesa.
Joby sabia muito bem que o pontapé era para silenciar Rhys, pois todos pensavam que, com doze anos, ela não sabia nadica de nada e não queriam que mudasse. Joby não ia contar o que sabia ou deixava de saber; na sua opinião as restrições atuais eram suficientes à sua liberdade. Se qualquer um dos adultos presentes descobrisse exatamente o quanto sabia realmente, começariam a querer descobrir onde havia aprendido o que devia ignorar.
Os olhos de Jamie brilhavam.
— Esmeraldas talvez não. Mas, quem sabe, uma camisola de seda.
— Seda — repetiu Joby sonhadoramente com a cabeça apoiada na mão. — Italiana ou francesa?



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3- A Herdeira
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