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20 de outubro de 2018

Uma Noiva Tentadora

Trilogia Fitzhugh
Helena Fitzhugh entende perfeitamente bem que seria arruinada se seu caso de amor secreto fosse descoberto. 
Então, quando um encontro corre mal e ela está prestes a ser pega no ato, é com a maior relutância que aceita a ajuda de David Hillsborough, Visconde Hastings, e foge com ele para salvar a sua reputação. Helena desprezou David desde que eram crianças —o famoso libertino a atormentou toda a sua vida. 
David, por outro lado, sempre amou Helena, mas seu orgulho nunca o deixará admitir os segredos de seu coração. Um acidente de carruagem no dia seguinte de sua fuga, no entanto, rouba a memória a Helena. Por fim, David se atreve a revelar seu amor, e ela o acha fascinante e desejável. Mas o que acontecerá quando sua memória retornar e ela perceber que se apaixonou por um homem em que jurou nunca confiar?

Prólogo

Janeiro, 1896
David Hillsborough, Visconde de Hastings, nunca se apaixonou. E ele, com toda certeza, nunca foi rejeitado no amor. Isso porque ele tinha um coração alegre e abençoadamente liberto. Embora ele se dedicasse a si mesmo, espalhava amostras de todo o charme que tinha para oferecer como um solteiro jovem, rico e bonito.
Essa era, de qualquer forma, sua posição oficial.
Ele suspeitava que a maior parte das pessoas próximas a ele soubesse a verdade —possivelmente há muito tempo, de sua especial circunstância de amor não correspondido que durava aproximadamente metade de sua vida. Mas ele encontrava conforto no fato de ela não ter a menor ideia. E, se Deus quisesse, ela nunca ia saber.
Porque ele estaria em um inferno se algum dia ela descobrisse.
Não que ele estivesse muito longe disso no momento, observando a garota dos seus sonhos, Srta. Helena Fitzhugh, admirando outro homem com adoração. Sua irmã mais velha era conhecida por todos como a grande beleza daquele tempo, mas sempre foi Srta. Fitzhugh a mulher de quem ele não conseguia tirar os olhos.
Ele não invejava que ela amasse outro. Afinal de contas, se ele recusava a disputar o concurso, não poderia reclamar de outra pessoa receber o prêmio. Mas ele se importava, bastante, de que o homem para quem ela esbanjava sua atenção não a merecesse.
Anos atrás, Andrew Martin teve a oportunidade de desposa-la, mas sua mãe esperava que ele se casasse com outra pessoa a fim de unir duas propriedades próximas. Sem coragem de desafiar a velha Sra. Martin, ele se casou com outra pessoa.
Mesmo em uma terra de gélidos casamentos formais, o casamento do Sr. Martin se destacava por sua frieza e formalidade. Marido e mulher jantavam em horas diferentes, andavam em diferentes círculos e se comunicavam quase completamente por mensagens escritas.
Nada disso importava. Feliz ou não, um homem casado era um homem casado, e uma moça respeitável deve buscar outro lugar para satisfação.
A Srta. Fitzhugh era uma rebelde. Até agora, entretanto, ela ultrapassou não apenas regras, como recomendações. Quando ela se tornou a única de seus irmãos a escolher uma educação universitária, isso foi visto como uma excentricidade. E quando ela foi atrás de sua pequena herança e usou o dinheiro como capital para uma editora que ela mesma administrava, o risco foi descartado como simplesmente outra peculiaridade na família —afinal de contas, seu irmão, Conde Fitzhugh, administrava o curtume que sua esposa rica tinha herdado.
Mas tolerar uma amizade próxima com um homem casado pressionava os limites de um comportamento aceitável. Ela não precisava cometer nenhum pecado de verdade; parecer inapropriado era o bastante para mancha-la.
A sala de estar na propriedade rural do Lorde Wrenworth foi inundada de risos e bom humor. Sra. Denbigh, a amiga casada de Srta. Fitzhugh que era sua dama de companhia no baile da Casa Wrenworth, estava muito ocupada aborrecendo ela mesma. Hastings esperou por uma pausa na conversa em que ele participava, pediu licença, e atravessou a sala até onde Srta. Fitzhugh e Martin sentavam em um sofá chaise-longue, seus corpos de frente um para o outro, efetivamente bloqueando qualquer um que quisesse participar da conversa.
—Sr. Martin, o que você ainda está fazendo aqui? —Hastings perguntou. —Você não tem seu novo livro para escrever?

Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
2 - Uma Mulher para Todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar
3 - Uma Noiva Tentadora
3.5 - a revisar
Nova Leitura

Uma Mulher para Todas as Estações

Trilogia Fitzhugh
Millicent entende os termos de seu casamento arranjado muito bem. 

Ela será uma condessa ao se casar com um conde empobrecido. E, em contrapartida, o Conde Fitzhugh recebe o benefício de sua vasta riqueza, poupando sua família da falência. Por causa de sua juventude, eles concordam em esperar oito anos antes de consumar o casamento e, em seguida, apenas gerar um herdeiro. 
Depois disso, vão levar vidas separadas. É um acordo muito sensato. Exceto por um pequeno detalhe. De alguma forma, Millie caiu completamente apaixonada pelo marido. O marido, que se tornou seu melhor amigo, mas nada mais... Seu marido que planeja se reunir com sua namorada de infância, a bela e recém-viúva Isabelle, assim que ele honrar o pacto com a esposa... Na medida em que o momento em que eles realmente devem se tornar marido e mulher se aproxima, tanto Millie quanto Fitzhugh devem enfrentar a verdade em seus corações. 
O pacto realmente criou apenas uma grande amizade, ou talvez, sem que nenhum deles percebesse, deu origem a um grande amor?

Capítulo Um

1888
Foi amor à primeira vista.
Não que houvesse algo de errado com o amor à primeira vista, mas Millicent Graves não havia crescido para cair completamente apaixonada, muito menos de forma intensa e rápida.
Ela era a única filha sobrevivente de um homem bastante próspero que fabricava produtos enlatados e outras conservas comestíveis. Foi decidido, muito antes que ela pudesse compreender tais coisas, que se casaria bem, que através de sua pessoa a fortuna da família se uniria a um antigo e ilustre título. A infância de Millie tinha, portanto consistido de infinitas aulas: música, desenho, caligrafia, dicção, comportamento, e, quando sobrava tempo, línguas modernas. Aos dez anos, ela flutuou com sucesso por um longo lance de escadas com três livros sobre a cabeça. Aos doze anos, ela trocara as horas de entretenimentos por francês, italiano e alemão. E no dia do seu décimo quarto aniversário, Millie, não de todo uma musicista natural, finalmente dominou Douze Grandes Études de Listz, por força de simples esforço e determinação.
Nesse mesmo ano, com o pai chegando à conclusão de que ela nunca seria uma grande beleza, nem mesmo uma beleza de qualquer tipo, começou uma busca desesperada por um noivo aristocrático suficientemente bem nascido para se casar com uma garota cuja riqueza da família derivava das – Deus me livre – sardinhas.
A busca chegou ao fim vinte meses mais tarde. O senhor Graves não estava particularmente entusiasmado com a escolha, como o lorde, que concordou em levar a filha em troca de seu dinheiro, e que possuía um título que não era nem particularmente antigo nem particularmente ilustre. Mas o estigma das sardinhas enlatadas era tal que até mesmo este lorde exigiu até o último centavo do senhor Graves.
E então, depois de meses de discussões, depois de que todos os acordos fossem finalmente elaborados e assinados, o lorde teve a desconsideração de cair morto na idade de trinta e três anos. Ou melhor, o senhor Graves viu em sua morte, uma afronta impensada. Millie, na privacidade do seu quarto, chorou.
Ela havia visto o lorde apenas duas vezes e não ficara muito feliz com sua aparência anêmica nem com seu temperamento melancólico. Mas ele, à sua maneira, tinha pouca escolha, assim como ela. A propriedade viera a ele em estado lastimável. Seus intentos de melhoria fizeram pouca ou nenhuma diferença. E quando ele tentou conseguir uma herdeira com um dote mais glorioso, falhou estrondosamente, provavelmente porque havia sido deveras inexpressivo tanto na aparência quanto no comportamento.
Uma garota mais atrevida poderia ter se rebelado contra tal noivo tão pouco atraente, dezessete anos mais velho que ela. Uma garota mais empreendedora poderia ter convencido os pais a deixá-la tentar suas chances no mercado matrimonial. Millie não era nenhuma dessas garotas.
Ela foi uma criança quieta e séria que compreendeu instintivamente o que se esperava dela. E, embora fosse desejável que pudesse tocar todos os Douze Grandes Études em vez de apenas onze, no final, a sua formação não era sobre música ou idiomas, ou comportamento, mas sobre disciplina, controle e autonegação.
O amor nunca foi levado em consideração. Suas opiniões nunca foram uma consideração. Melhor que permanecesse separada do processo, porque ela era apenas uma engrenagem na grande máquina de Casar Bem.
Naquela noite, porém, ela chorou por esse homem, que, como ela, não teve influência na direção de sua própria vida.
Mas as grandes máquinas de Casar Bem seguiram adiante. Duas semanas depois do funeral do falecido lorde Fitzhugh, os Graves receberam para jantar o seu primo distante, o novo Lorde Fitzhugh. 

Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
2 - Uma Mulher para Todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar
3 - Uma Noiva Tentadora
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Uma Beleza Sedutora

Trilogia Fitzhugh
Quando o Duque de Lexington conhece a misteriosa Baronesa Von Hardenberg-Seidlitz a bordo de um paquete transatlântico, ele fica fascinado. 

Ela é exatamente o que tem procurado — uma linda mulher que o interessa e o seduz. Ele cai duro e rápido — e logo propõe casamento. E depois ela desaparece sem deixar rastro... Na realidade, a “Baronesa” é Venetia Easterbrook — uma jovem viúva que tinha os seus próprios motivos vingativos para incentivar um caso com o Duque. Mas o seu plano correu mal. Venetia apaixonou-se pelo homem que ela desprezava — e não se sabe o que pode acontecer quando ela for finalmente desmascarada...

Prólogo

Aquilo aconteceu em um dia iluminado pelo sol, no verão de 1886.

Até então, Christian de Montfort, o jovem Duque de Lexington, levou uma vida encantada e maravilhosa.
Sua paixão era o mundo natural. Quando era criança, o que o deixava mais feliz era poder ver pássaros hatchling[2] bicar através de suas delicadas cascas de ovos, ou passar horas observando as tartarugas e os peixes que povoavam o riacho da família. Ele mantinha as lagartas em terrários para descobrir os resultados de suas metamorfoses — brilhantes borboletas ou mariposas humildes — ambos os resultados o emocionavam.  Quando o verão chegava, quando ele era levado para a praia, ele mergulhava nas piscinas que o mar criava e compreendia instintivamente que ele estava testemunhando uma luta feroz pela sobrevivência, sem perder o seu senso de admiração pela beleza e complexidade da vida.
Depois que ele aprendeu a andar, ele desaparecia regularmente na paisagem que ficava ao redor da sua imponente casa. Algernon House, a sede de Lexington, ocupava um canto do Distrito Peak. Sobre as faces de suas escarpas rudes e de pedra calcária, Christian, um aprendiz esforçado, caçava fósseis de gastrópodes e moluscos.
Ele, de vez em quando, tinha alguma oposição. Seu pai, por um lado, não aprovava os seus interesses científicos. Mas, Christian nasceu com uma confiança inata que levava a maioria dos homens décadas para desenvolver, alguns nunca a alcançavam. Quando o velho Duque trovejava sobre o seu uso deselegante do tempo, Christian friamente perguntava se ele deveria praticar a ocupação favorita de seu pai com a mesma idade: correr atrás das empregadas domésticas da mansão.
 Como se tal coragem e altivez não bastassem, ele também era alto, com um corpo bem construído e classicamente bonito. Ele navegava pela vida com o poder e a impermeabilidade de um urso, seguro do seu papel, convencido de seu destino.
Seu primeiro vislumbre de Venetia Fitzhugh Townsend apenas alimentou ainda mais esse senso de certeza, essa confiança.
O jogo anual de críquete entre Eton e Harrow, um dos destaques da temporada de Londres, tinha acabado de fazer uma pausa para o chá da tarde dos jogadores. Christian deixou o pavilhão dos jogadores de Harrow para falar com a sua madrasta — sua ex madrasta, na verdade, pois ela tinha recentemente retornado da sua lua de mel com seu novo marido.

Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
2 - Uma Mulher para Todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar
3 - Uma Noiva Tentadora
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16 de maio de 2016

Uma Dança ao Luar

Trilogia Fitzhugh
Depois de perder seu amor de infância para outra mulher, Isabelle Englewood fica deprimida. 
Mas então algo notável acontece: ao chegar a Doyle Grange, sua nova casa, conhece Ralston Fitzwilliam, que se parece muito com o homem que ela não pode ter. 
Tarde da noite, ela lhe diz, que queria fazer amor com ele fingindo que ele é aquele que ela ama. Mal se apercebendo do que está prestes a desencadear.

Capitulo um

Verão de 1896
Somerset, algumas milhas ao sul das colinas Exmoor.
A mulher voltou. Ralston Fitzwilliam a tinha visto uma vez antes, há dois dias. Ele estava acabando uma caminhada de 14 milhas, havia subido e descido colinas suaves de modo que os pés mal batiam no chão, cruzado riachos cheios pela chuva, ao lado de pastos verdes, pontilhado de ovelhas.
Dado que escuras nuvens de chuva, tão baixas que ele quase podia tocá-las, tinham lotado o céu de um lado a outro, ele deveria ter ido direto para casa, para Stanton House, à sua disposição pelo Duque de Perrin para as poucas semanas por ano que Ralston passava na Inglaterra. Mas a caminhada não tinha sido suficientemente cansativa para um homem que queria que seus membros doloridos deixasse sua mente em branco, então ele tinha atravessado a fazenda de Beauregard e dirigiu-se a inclinação no topo da qual podia ver a propriedade rural do visconde de Northword.
Apenas para encontrar uma chuva torrencial no meio do caminho. Ele virou para o Rancho Doyle, uma propriedade menor da propriedade Northword. A propriedade estava desocupada no momento, e ele podia refugiar-se sob seu pórtico coberto de hera sem ser questionado e ouvir um discurso sobre a loucura de estar fora em tal tempo, ainda mais sem um guarda-chuva. 
Quando ele se aproximou do portão do jardim atrás da casa, ela apareceu no caminho do jardim, uma jovem viúva toda de preto.
Ela era linda, alta, régia, seu cabelo tão escuro como as gotas de azeviche que decoravam seu chapéu. Mas o que realmente chamou sua atenção foi à história de vida dela que estava escrito no rosto requintado.
Não tinha sido a mais fácil das vidas. Havia um ar de fragilidade nela, não a timidez inata, mas o medo residual de alguém que tinha sido queimada pelos caprichos do destino.
Ele reconheceu a si mesmo, como ele tinha sido por muitos anos, e talvez até mesmo como ele era agora.
Ela correu para dentro da casa, sem notar a presença dele. Mas ele pensava nela enquanto esperava fora da chuva sob o beiral do galpão do jardim, para sua caminhada de volta para casa.
Ele visitou o Rancho Doyle no dia seguinte, mas a porta da frente estava trancada, e a casa fechada.
E agora aqui estava ela de novo, uma bela silhueta, sombria à luz do fim da tarde de verão, descendo de um cabriolé, com uma bolsa na mão. Seu coração saltou até que ele percebeu que o cabriolé, estacionado na entrada, antes da parede de flores, não saiu. Ele estava esperando por ela para sair da casa e iria transporta-la para outro lugar.
Ele hesitou. Mas em pouco tempo, ele se viu deslizar para o portão da frente e caminhar até a casa. Um movimento de uma cortina de cima chamou sua atenção, ele havia sido avistado. Sob o pórtico, quando ele levantou a mão para tocar o sino, a porta se abriu, e ela se lançou em seus braços.
Ele tinha mais de um metro e oitenta de altura e era forte. Mas ela tinha, pelo menos, um metro e setenta e sete e não era nenhum esqueleto. Ele tropeçou um passo para trás.
Antes que ele conseguisse se recuperar de sua surpresa, ela agarrou seu rosto e beijou-o.
Ele já tinha beijado mulheres a quem ele não tinha sido devidamente apresentado, mas nunca antes tinha acontecido como uma saudação. Ela estava faminta, quase bárbara, como se ela quisesse levanta-lo do chão e destruí-lo.

Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
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6 de março de 2016

Reivindicando a Duquesa

Trilogia Fitzhugh
Clarissa, a duquesa viúva de Lexington, tem dois grandes amores: O reticente e recluso Senhor James Kingston e sua fiel correspondente, a Senhorita Julia Kirkland, quem Clarissa nunca encontrou pessoalmente. 

Agora, tanto o Senhor Kingston quanto a Senhorita Kirkland são esperados na residência dela — e Clarissa está prestes a descobrir que nada sobre ambos é exatamente como foi levada a crer.

Capítulo Um


Inglaterra, Abril 1882.
Pouco antes de Clarissa, a duquesa de Lexington, conhecer o homem que iria inspirar nela quatro longos anos de amor não correspondido, ela estava pensando em fósseis.
Não tinha qualquer interesse particular nesse período da vida pré-histórica, mas seu enteado, Christian, de quinze anos, adorava, e sua coleção crescia de maneira problemática.
O pai de Christian, e marido de Clarissa, não aprovava que seu herdeiro "brincasse na poeira", como ele dizia. Pior, estava sempre ameaçando se desfazer de todos os espécimes que Christian havia meticulosamente recolhido.
Todas as noites, durante o feriado de Páscoa, Christian havia arrastado os fósseis sobre bandejas, escondendo-os em vários baús e armários de vassouras. A casa era grande e alguns dos fósseis certamente permaneceriam imperturbáveis. Mas não havia qualquer chance de o resto escapar de um humilhante fim no lixo.
Se apenas...
— Aí está você, duquesa.
A voz pertencia a lorde Hatchford, um bom amigo do duque e seu companheiro de libertinagem. E onde Lorde Hatchford estava, o duque não estava longe.
Clarissa não amava o marido, mas, às vezes, quando o encontrava, ainda experimentava uma pontada no peito; ela sentia falta da menina — não da menina ingênua que o tinha adorado, mas da jovem otimista e confiante que havia acreditado em um mundo rosa.
Ou isso também fazia parte da sua ingenuidade? Em ambos os casos, havia sido uma enorme desilusão dolorosa perceber que o homem com quem se casara era vaidoso, arrogante, incapaz de fidelidade, e nem sequer divertido.
Ela virou-se da balaustrada do grande terraço onde estava de pé. Para sua surpresa, ao lado do duque e de lorde Hatchford, havia um terceiro homem.
— Duquesa, — disse lorde Hatchford. — Permita-me apresentar o meu primo, o senhor Kingston.
O senhor Kingston fez uma reverência.
Ele era um homem jovem — Clarissa tinha vinte e oito anos e ele devia ser dois ou três anos mais jovem. Também era um homem bonito, com um porte atlético perfeitamente definido por seu traje de equitação, cabelo castanho espesso, e um rosto esculpido, cuja seriedade era atenuada pela voluptuosidade de seus lábios — lábios que eram claramente definidos, como o resto de seus traços, e ainda mais carnudos do que seria de se esperar.
Esse contraste sutil chamou a atenção de Clarissa. Mas ela tinha aprendido muito bem que a beleza era um elemento superficial, certamente como no caso de seu marido.
— Bem-vindo à Algernon House, senhor Kingston, — disse ela. — Por favor, senhores, não me deixem mantê-los afastados de seus passeios. Está um lindo dia para uma cavalgada pelo campo.
O senhor Kingston curvou-se novamente. Quando se endireitou, seu olhar voltou-se para ela, direto e inabalável.
— Você convidou aquela senhorita Elphinstone de novo? — Exclamou o duque, que havia caminhado até a ponta do terraço. — Que serventia tem para mim uma mulher velha, feia, e briguenta em minha casa?
Clarissa só podia esperar que a mulher que respeitava pela sua educação, não tivesse ouvido o duque.
— Acontece que eu acho que a senhorita Elphinstone possui uma beleza não convencional e é muito original. — disse Clarissa.
O duque revirou os olhos.
— A duquesa e seus pontos de vista esclarecedores.
Lorde Hatchford riu na hora.
Ela esperou que o senhor Kingston fizesse o mesmo. Em vez disso, ele disse: — Concordo com a duquesa. A senhorita Elphinstone possui uma graça leonina e uma profunda erudição. Espero ser sortudo o bastante para sentar ao lado dela no jantar.


Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
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