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28 de agosto de 2016

Noiva sem Passado

Série The Dumont




Ela não tinha passado e ele não poderia oferecer um futuro.

William “Royce” DeSeverin não consegue controlar o desejo que sente toda vez que olha para Isabel.
Apesar do sofrimento que ocasionou a perda de memória, o espírito dela continua inabalado, fazendo William sonhar com o impossível: uma vida longe de seu passado obscuro... e com Isabel a seu lado.
Durante uma tempestade, eles se entregam a uma paixão febril. Mas será que este amor conseguirá perseverar quando os segredos de ambos forem revelados?

Capítulo Um

William acordou com o cachorro lambendo seu rosto e não acreditou que havia dormido. Empurrando o animal para o lado, ele olhou na direção de sua convidada com receio de que, por não ter se mexido ou feito algum som, ela tivesse perdido a corajosa batalha que vinha travando na última quinzena.
Ele estava próximo à porta e dali não conseguia ver se ela respirava.
Com dois passos ele chegou até onde ela estava. Tocou-a no rosto com as costas da mão e sorriu. A febre, que vinha drenando a vida dela, havia cedido. Além de estar mais fria, ela suspirou, confirmando que havia passado o pior de sua recuperação.
Ele observou a cadência com a qual o lençol que a cobria subia e descia, sabendo que ela ainda teria de enfrentar mais dias, ou semanas, até se restabelecer completamente.
Preocupado que alguns dos ferimentos mais profundos tivessem aberto durante a noite, William observou cada um deles com todo cuidado, checando se havia sangue fresco.
Agradeceu a Deus ao perceber que os pontos estavam intactos. Depois de levantar o lençol até cobrir os ombros dela, ele saiu para sua higiene e necessidades matinais, aproveitando para trazer água fresca do riacho ali perto.
O cachorro o acompanhava de perto. Depois de mergulhar a cabeça na água gelada do rio por alguns minutos, William se sentiu mais desperto e pronto para enfrentar o dia. A noite havia sido difícil. A hóspede misteriosa tinha ficado agitada, chutando e gritando pela primeira vez desde que ele a havia encontrado. Impossível identificar se tal reação era boa ou ruim, mas ele falaria a respeito com Wenda, quando ela chegasse para a visita diária.
William torceu o cabelo longo para tirar a água, prendendo-o em seguida com uma tira de couro. Já fazia três anos que ele estava com o cabelo tão comprido, mas, ainda assim, não havia se acostumado.
Aquele cabelo fazia parte do disfarce para esconder sua verdadeira identidade, em conjunto com a barba espessa, que cobria uma cicatriz no pescoço. Era melhor exagerar no disfarce sendo uma pessoa comum do que chamar a atenção indevida.
Depois das habituais abluções, ele encheu um balde de água límpida e voltou para a choupana. Decidiu dar um pouco do caldo de Wenda para a hóspede antes de trocar a túnica. Se ela tivesse recuperado a força, seria capaz de se debater e derrubar tudo nos dois.
Apesar de ele ter perdido grande parte do sotaque, era difícil livrar-se do cuidado excessivo com a aparência, que foi um padrão em sua vida desde que se tornara um homem na corte de Eleanor da Aquitânia. Apesar de as origens francesas da maioria dos nobres da fronteira terem se perdido há gerações, somente há alguns anos William tinha sido tirado das pessoas e dos lugares onde havia crescido. Por isso ainda conservaria os antigos hábitos por um bom tempo até se desfazer deles.
William balançou a cabeça na tentativa de expulsar aqueles pensamentos que só lhe traziam arrependimentos e recriminações. Nada poderia mudar o passado. Nada. Ele estalou os dedos para chamar o cachorro e voltou para a choupana com o balde de água.
Ela continuava na mesma posição que ele a havia deixado minutos antes.
Usando a água, ele esquentou o caldo e se aproximou do colchão. Com todo o cuidado, ele a levantou e sentou-se bem atrás, amparando o corpo inerte com o dele, e apoiou a cabeça dela no ombro. 
Se acertasse a posição correta, seria mais fácil fazer com que ela engolisse o caldo mais facilmente do que na noite anterior em vez de derramar a maior parte dele. Seria bom se ela se alimentasse melhor, não? Bem, ele perguntaria a Wenda quando de sua chegada. Caramba, mesmo depois de duas semanas de tê-la achado sangrando perto de sua choupana, ainda não se sentia à vontade perto dela. 
Por sorte, Wenda tinha arrumado uma moça da aldeia para cuidar da enferma durante o dia. Mesmo tendo muitas dúvidas sobre o que estava fazendo, ele estava disposto a aceitar toda a ajuda que lhe oferecessem. Mas sabia que aquele não era trabalho de um homem. 
Seria bem mais confortável se estivesse lutando com uma dúzia de cavaleiros armados do que ficar ao lado de um colchão, cuidando daquela desconhecida. 
A esperança era de que ela acordasse logo e pudesse se mudar para o castelo ou para a casa de Wenda, assim ele poderia parar de bancar o enfermeiro. Mesmo tendo considerado aquelas possibilidades, William sabia que estava mentindo para si mesmo.
Alguma coisa tinha chamado a atenção dele para aquele caminho pouco usado, onde a encontrou quase morta numa poça do próprio sangue. Alguma coisa tinha tocado o coração dele na noite em que teve a impressão de que ela havia virado o rosto para se aconchegar na mão dele quando lhe sentia a temperatura. Alguma coisa tinha dado a ela forças para lutar contra a morte e voltar a viver. Era algo que inexplicavelmente o deixou sem ação.
William DeSeverin, o homem que havia morrido em combate havia três anos, sabia que agora fazia parte da luta daquela mulher pela vida e não havia nada que pudesse fazer a não ser ajudá-la.
A dor!



Série The Dumont
1- Coração Honrado
2- Noiva sem Passado
1- O preço do desejo
2- A noiva do Normando
3- A Noiva Sem Nome/ Mais forte que a paixão
4- Amor a primeira vista
5- The King's Mistress - não publicado no Brasil
6- Desejo Sagrado/Escolha honrada
Série Concluída 

6 de junho de 2016

Coração Honrado

Série The Dumont

Laços de redenção...

Christian Dumont passou a vida sendo cobrado pelos pecados do pai.
Agora, um matrimônio lhe dará a oportunidade de recuperar seus bens. 
Lady Emalie Montgomerie não se opõe ao casamento, contudo, carrega um segredo que coloca em risco o futuro da união. 
Ainda que no coração sua honra permanecesse intacta, Emalie sabia que deitar-se no leito nupcial sem ser pura era um erro imperdoável. 
Ainda assim, o desejo que ardia no olhar de Christian dava-lhe esperanças. Mas será que ele aceitaria a criança de outro homem?

Capítulo Um

Castelo de Greystone, Lincolnshire, Inglaterra — Maio, 1194
Eleanor Plantagenet, rainha da Inglaterra, pelo designo de Deus, observou sua protegida ereta e orgulhosa. Apesar de querer gritar de ódio ou chorar de pena pela suspeita de que aquela jovem havia sido abusada, ela se conteve. Apenas uma atitude sua poderia salvar o reinado e provavelmente a vida daquela moça. Como sabia que seu filho era culpado pelo abuso e ciente de que ele não descansaria até que satisfizesse seus desejos, ela decidiu lograr os planos dele.
— Emalie, vou perguntar mais uma vez — disse a rainha. — Qual o nome do homem que a desonrou?
— Não sei do que está falando, Vossa Graça — respondeu Emalie, sem olhar para a rainha.
— Não sou boba e não quero que você me trate como tal! — exclamou Eleanor, tentando fazer com que Emalie se assustasse e dissesse a verdade.
Entretanto, Emalie limitou-se a juntar as mãos sobre o colo, mas não mudou a atitude ou mostrou vontade de responder.
Eleanor colocou as mãos nos braços da cadeira para se aproximar da moça e fazer outra pergunta, mas foi interrompida por uma comoção do lado de fora do solário. Ouviram-se vozes exaltadas e em seguida a porta se abriu num rompante. Os guarda-costas da rainha tentaram inutilmente impedir que o filho dela irrompesse no quarto. Ela sinalizou para que desistissem e os guardas retomaram suas posições, um de cada lado da porta.
— Madame — John cumprimentou a rainha de maneira arrogante e se aproximou —, a senhora está muito bem hoje. — Em seguida, inclinou a cabeça e a beijou no rosto.
Eleanor procurou não se abalar pelo tom de voz dele e o encarou nos olhos. Em momentos como aquele, ela não saberia explicar como havia gerado uma víbora daquelas.
— Dei ordens para não ser perturbada e poder ter um pouco de privacidade para conversar — disse ela, levantando-se para enfrentá-lo com a verdade. — As ordens eram para manter você especialmente longe daqui até que eu permitisse sua entrada.
— Ah... — resmungou ele, postando-se na frente de Emalie. — Aqui está a linda lady Emalie Montgomerie — prosseguiu ele, inclinando-se para beijar a mão da moça.
Emalie não estava muito acostumada a ignorar os gestos de John, mas puxou a mão evitando o contato. Quando ele sorriu com malícia sem pretender esconder suas intenções, ela empalideceu.
— Mamãe, imagine se seus guardas me impediriam de entrar quando uma dama tão adorável estava à minha espera aqui dentro.
Eleanor notou que, mesmo sem perceber, Emalie estava se aproximando dela, cada vez mais, na certa em busca de proteção. John também notou e postou-se entre as duas.
— John! Pare com isso! Pare de brincar com ela e me diga por que veio me interromper. — Eleanor seguiu até uma das duas cadeiras de espaldar alto diante da janela e fez um sinal com a mão para que Emalie se sentasse na outra, sem desviar o olhar até ser obedecida. Pela postura da moça, ficou claro que ela era uma amadora quando se tratava de homens.
— Estou aqui em nome do meu amigo, William DeSeverin — disse John, seguindo até as janelas e olhando para fora com uma de suas expressões favoritas de desdém.
As palavras e a postura de John eram um prenúncio de algo nada bom.
— O que ele tem a ver com lady Emalie?
— Ele se arrepende do excesso de zelo que demonstrou a você, minha querida — disse John, relanceando o olhar para Eleanor, depois para seu verdadeiro alvo, Emalie. — Ele quer se apresentar para salvar você da desgraça.
— Vossa Graça, não preciso que ninguém me salve de nenhuma desonra — respondeu Emalie com toda a calma.
— Isso é bobagem, milady, o castelo e a vila inteira sabem do que estou falando.
Eleanor não podia permitir que ele continuasse e precisava recuperar o controle da situação.
— Eu também não acho que sir William precise salvar Emalie.
— Mamãe, conforme eu disse na mensagem que a trouxe aqui, William confessou ter levado a condessa para a cama e agora pretende se casar com ela para evitar a desonra.
— Vou dizer de outra forma: não vejo razão para esse casamento.


Série The Dumont
1- Coração Honrado
2- a revisar
1- O preço do desejo - edição Portugal
2- A noiva do Normando - idem
3- A Noiva Sem Nome   - idem
3- Mais forte que a paixão - idem
4- Amor a primeira vista
5- The King's Mistress - não publicado no Brasil
6- Desejo Sagrado/Escolha honrada



22 de fevereiro de 2015

Submissa ao Guerreiro

Série Maclerie


Aidan MacLerie é bravo, destemido e leal ao clã, mas seu coração continua insatisfeito. Até conhecer a deslumbrante Catriona MacKenzie. 

Por ser uma mulher casada, Aidan jamais teria permissão para possuí-la. 
Mesmo assim, busca sua total rendição a cada beijo. 
Quando o marido de Cat é derrubado no campo de batalha, ela fica sem recursos e com a reputação em farrapos. 
Aidan é o único homem com poder para protegê-la. 
Cat precisa apenas se submeter ao seu coração de guerreiro…

Capítulo Um

Ela não era o tipo de mulher para a qual olharia, mesmo assim, chamou sua atenção.
Aidan MacLerie decidiu parar para matar a sede num poço no meio do vilarejo antes de seguir para o castelo. Seus homens tinham continuado montanha acima para encontrar suas esposas e famílias, que os aguardavam, enquanto Aidan parou para descansar. 
Adorava o vilarejo ao redor do castelo, pois costumava encontrar companhia feminina ali e raramente se desapontava.
Ele a observou se aproximar pela borda do balde, no qual tomava água. Ela não parecia estar passeando ao movimentar os quadris exuberantes ao atravessar o pátio até o poço, vinha abraçada a um balde, pressionando-o contra os seios que ele imaginou serem fartos como os quadris. Pelo lenço que usava na cabeça, ficou claro que era uma mulher casada, ou talvez o seu tipo favorito… uma viúva.
Podia se divertir com uma viúva. Além disso elas eram experientes na arte do amor e na maneira como encaravam o mundo que as rodeava, ou seja, não tinham ilusões quanto a importância de um caso amoroso em suas vidas.
Ao chegar mais perto ela sorriu, o que o deixou enrijecido e pronto para o prazer.
Ah, sim, ela seria diferente de suas companheiras de cama, mas teriam muito prazer. Sem dúvida a possuiria.
— Bom dia — ele a cumprimentou sorrindo quando ela chegou mais perto do poço. — Deixe-me ajudá-la com isso — ofereceu, estendendo a mão para pegar o balde.
— Obrigada, milorde — disse ela numa voz doce que fez o desejo espiralar por dentro dele.
A voz era feminina e tinha o tom da luxúria, assim como o restante do corpo dela. Ela gritaria o nome dele assim que a penetrasse, conduzindo-a ao ápice do prazer. Aidan se distraiu jogando o balde dentro do poço e puxando-o cheio em seguida.
— Você sabe quem sou eu? — perguntou ele. Aidan não se lembrava de tê-la encontrado antes.
— Sim, milorde — disse ela, pegando o balde das mãos dele. — Você é o filho mais velho do conde.
— Aidan — se apresentou ele, ansioso por ouvi-la pronunciar seu nome. Sentiu a masculinidade endurecida e o sangue correr mais rápido nas veias, antecipando o que estava por vir. — Meu nome é Aidan.
— Sim, milorde — respondeu ela, afastando-se depois de inclinar a cabeça com cortesia.
Mas ele não tinha intenção alguma em deixá-la escapar antes de descobrir seu nome.
— Estou em desvantagem, senhorita, pois você sabe quem sou, mas e eu não me lembro de tê-la conhecido.
— Nunca nos encontramos, milorde. Sou Catriona MacKenzie — respondeu ela, encarando-o.
Foi quando ele percebeu que talvez ela fosse mais velha do que pensara, possivelmente até mais velha que ele.
— O que uma MacKenzie está fazendo em Lairig Dubh?
A família MacKenzie tinha sido adversária dos MacLeries por um bom tempo, até que o irmão de Aidan se casara. Rob Matheson tinha forçado as duas famílias a negociarem as desavensas, o que aliviou a tensão dos dois clãs mais poderosos das Terras Altas.
— Eu me casei com Gowan MacLerie — disse ela simples e direta, o que teria desanimado qualquer homem.
Menos Aidan.
Gowan era um dos homens de Rurik e bem mais velho que Aidan. Ele era também um treinador habilidoso de guerreiros e se ausentava de Lairig Dubh com frequência, seguindo para outras propriedades do conde.
Aidan sorriu, sentindo as possibilidades a seu favor aumentarem a cada minuto. Sem qualquer intenção de deixá-la partir, estreitou a distância que os separava e pegou o balde das mãos dela.
— Permita-me carregar isso para você.
Num primeiro momento, pela maneira como ela comprimiu os lábios adoráveis e o fuzilou com os olhos azuis, parecia que iria rejeitar a ajuda. Mas depois de hesitar brevemente, ela se virou e o conduziu por um caminho estreito que levava na direção de um grupo de chalés de camponeses.
Aidan não perdeu a oportunidade de estudar a sra. Catriona MacKenzie andando a sua frente. Mechas de cabelo castanho escapavam do lenço dela, e Aidan precisou lutar contra a urgência de soltá-los. 
Imaginou se o cabelo cairia em cascata sobre o lindo traseiro que balançava com o caminhar. Usando o balde para esconder o que pretendia fazer, ele afrouxou as calças, já que a ereção não iria ceder, pelo menos não até encontrar uma maneira de levar a sra. MacKenzie para a cama, despi-la e levá-la a se abrir para tocá-la intimamente.
Ela tomou o caminho da esquerda até parar diante do último chalé de uma série. Olhando ao redor, Aidan procurou ouvir se alguém se aproximava. Não era sempre que procurava mulheres casadas, mas também não as ignorava, principalmente aquela a quem já havia decidido assediar. 
Trataria de ser discreto e não envergonhá-la ou ao marido sem necessidade, mas não tinha dúvidas de que iria possuí-la. E logo.
Ela se virou para encará-lo, esticando o braço para pegar o balde. Em vez de estender o balde a ela, Aidan o colocou no chão e tomou-lhe uma das mãos estendidas, levando-a a boca. Ao se contrair, ela deu a entender que tinha ficado nervosa, mas logo se recompôs.
— Muito obrigada pela ajuda, milorde — agradeceu ela, tentando manter a distância mesmo que ele lhe segurasse o pulso.
— Até uma próxima vez, senhora — sussurrou Aidan...


Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa
8- Submissa ao Guerreiro
Série Concluída

17 de fevereiro de 2015

Guerreiro Domado

Série Maclerie


   
Laird Connor MacLerie é implacável, um fato que a esposa Jocelyn, sabia muito bem. 

Principalmente quando se trata de arranjar casamentos para os membros do seu clã. 
Embora eles tenham encontrado felicidade e paixão, Jocelyn foi comprada como uma noiva para Connor e não quer ver outra mulher na mesma situação.
Ela planeja um casamento em seus termos, mas só será bem sucedida se conseguir domar o seu marido!

Capítulo Um

Broch Dubh Keep
Lairig Dubh — Oeste da Escócia — Verão de 1370
— Há um ladrão aqui em Lairig Dubh.
Connor MacLerie, líder do clã e conde de Douran, verificou seu cofre mais uma vez. O cadeado não cedeu nem quando ele o balançou, provando que era seguro, mas as manchas no pó ao redor da caixa eram uma prova de que alguém tinha estado ali.
Connor se virou para seu homem de confiança, Duncan, que cuidava dos assuntos financeiros do clã MacLerie, e Rurik, responsável pela segurança do clã, em tempos de paz ou guerra. Os dois reagiram conforme o previsto.
— Aqui? Debaixo dos nossos narizes? — indagou Rurik ao se aproximar por cima do ombro de Connor para olhar onde estavam todos os documentos importantes e registros do clã MacLerie. Rurik era o único homem mais alto que Connor. — Nay, ninguém entra no castelo sem minha aprovação.
— Está faltando alguma coisa? — perguntou Duncan, cruzando os braços. Sempre pragmático, levantou o queixo e avaliou o cadeado. — Eu revisei alguns acordos na semana passada.
— Nay, não notei nada, Duncan. Foi a mesma coisa de antes, tudo foi mexido, mas não levaram nada. Está intacto.
Connor tinha perguntado inclusive a Jocelyn se faltava alguma chave no seu molho, mas ela negara.
— Isso não faz sentido algum. — Duncan meneou a cabeça. — Por que invadir com o perigo de ser preso se não queriam levar nada.
— Ou, então, não encontraram o que procuravam — comentou Rurik. — Quantas vezes isso já aconteceu?
Connor fez um sinal para que o seguissem até um canto dos aposentos dele e de Jocelyn antes de responder.
— A primeira vez foi há alguns meses, mas pensei que tivesse sido eu mesmo. Mas com essa é a quarta vez, e a última foi há poucos dias.
— Teremos muitos visitantes no vilarejo e no castelo por causa da festa de casamento amanhã. A coincidência é suspeita — acrescentou Rurik, franzindo o cenho.
— Fique alerta, Rurik. Ninguém deve entrar nesses aposentos. Vou mudar isto…
A porta abriu num repente, e Jocelyn entrou com os olhos arregalados e quase sem ar.
Apesar de casados havia quase duas décadas, a beleza dela ainda impressionava Connor. O cabelo castanho tinha mechas de fios grisalhos, e seus olhos verdes brilhavam vívidos. As gestações tinham alterado o corpo dela um pouco, mas ele ainda reagia a sua simples presença. Entretanto, com a idade chegando, ele temia que o desejo fosse diminuir, algo que Jocelyn não deixaria de comentar. Deus o livre, aye, seu corpo jamais o trairia.
— Jocelyn? — perguntou Connor.
Ela parecia assustada e sorriu ao encontrar todos ali, mas não foi muito convincente.
— Aconteceu alguma coisa?
— Nay, Connor. Bom dia, Duncan. Rurik… — cumprimentou ela os outros dois, meneando a cabeça, mas não entrando no quarto. Não olhou diretamente para o marido, o que o deixou desconfiado. — Seu tio estava procurando por você há pouco. Vocês se encontraram? — perguntou ela, ainda sem encará-lo.
— Nay, mas vamos encontrá-lo agora.
Duncan e Rurik entenderam que a pequena reunião havia terminado e saíram do quarto. Jocelyn entrou logo em seguida e olhou ao redar.
— Alguma coisa mais? — perguntou ele, desejando possuí-la ali mesmo.
— Nay, só isso — respondeu Jocelyn, dirigindo-se para a porta de novo.
Alguma coisa estava definitivamente errada.
Connor estava quase certo de que ela notara o quanto ele estava excitado, mas ou tinha fingido não perceber, ou o tinha evitado. Eram raras as vezes em que ela recusava um convite daqueles.
Jocelyn não chegou até a porta porque ele a puxou e a abraçou pela cintura, beijando-a com volúpia, as línguas se encontraram para um bailado único. 
Preocupada que estava, ela chegou a resistir, mas logo correspondeu ao beijo, enlaçando-o pelo pescoço. Aos poucos seus lábios fartos se aqueceram, e ela se deixou levar pela paixão. Jocelyn sempre despertara a luxúria de Connor independentemente de hora ou lugar.
Como se a quisesse devorar, ele embrenhou os dedos pelo cabelo longo, deliciando-se com aquela boca bem desenhada. O sabor dos lábios era doce, como se ela tivesse terminado de comer os quitutes que a cozinheira havia preparado para o casamento do dia seguinte.
No entanto, nada era tão tentador quanto o sabor da pele de Jocelyn. Assim, parou de beijá-la para percorrer o pescoço dela com a ponta da língua, deixando um rastro em brasa por onde passava. Com as mãos em concha, aprisionou-lhe os dois seios, prendendo os mamilos entre os dedos através do vestido. Não demoraria muito para se livrarem das roupas e se amarem ali mesmo. Mas foram interrompidos bruscamente por batidas fortes na porta.
— Connor! — o chamou Rurik, subindo as escadas.
Com o calor que envolvia seu corpo e o coração transbordando de tanto amor, Connor quase permitiu que o beijo apaixonado fosse visto por Rurik… Duncan… 


Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido

2 de dezembro de 2014

Tentação Perigosa

Série Maclerie




Amaldiçoado por tragédias do passado, Athdar MacCallum, laird das Terras Altas, se dedica a liderar seu povo. 

Ele jurou nunca mais se casar. Até ser totalmente subjugado pela beleza inocente dos olhos de Isobel Ruriksdottir... a vulnerabilidade de Athdar a atrai. Isobel percebe um ponto fraco por trás da fachada destemida do chefe do clã. 
Mas a reputação dele se transforma em um obstáculo. Ceder à tentação os colocará em perigo. Ainda assim, é impossível ignorar o desejo de arriscar tudo em nome da paixão.

Capítulo Um

Lairig Dubh, Escócia — 1375 d.C.
— Olhe! Veja! Ali está ele.
O sussurro animado chamou a atenção de Isobel. Sua amiga Cora raramente tomava conhecimento do sexo oposto, de modo que aquilo era algo inusitado, especial. Ela se virou para ver quem a amiga estava olhando.
Athdar MacCallum, irmão da esposa do laird, Jocelyn, atravessou o pátio, em direção ao torreão.
Pelo andar decidido, sem olhar para a direita, nem para a esquerda, tinha negócios a tratar com o laird e não queria ser retardado em sua tarefa. Ainda assim, sua beleza chamava atenção.
— Ele está de partida — disse ela. Diante da expressão inquiridora da amiga, assentiu com a cabeça. — Meu pai mencionou isso esta manhã.
— Será que ele vai ficar pelo menos para jantar? — perguntou Cora, olhando-a de perto, enquanto aguardava a resposta.
Isobel queria demonstrar seu excitamento tanto quanto Cora, no entanto se conteve. Se mostrasse seu interesse em Athdar, logo o pai ficaria sabendo e os problemas começariam. A simples menção do nome do laird era suficiente para deixar seu pai extremamente aborrecido. E aborrecido não era como que ela, ou qualquer um, gostaria de vê-lo.
O meio nórdico, meio escocês filho do conde de Orkney não tolerava pessoas estúpidas e, em algum momento, no passado, antes mesmo de ela nascer, Athdar fizera algo muito estúpido, que o pai dela jamais esquecera. Não importava que Athdar fosse jovem e com tendência a atos impetuosos. Não importava que tivesse sofrido por seu erro de julgamento. E não importava que o resultado tivesse trazido Jocelyn MacCallum para Lairig Dubh, como esposa do senhor do castelo. Tudo o que importava para o seu pai era que houvera uma falha no caráter de Athdar e, possivelmente, ainda havia. Isobel se afastou do caminho e encarou Cora.
— Não sei. Não fico prestando atenção quando ele chega ou parte.
Conquanto, se pudesse, o faria.
Durante os dois últimos anos, vira suas várias primas namorando e se casando. Havia atingido uma idade considerada núbil e o único homem que lhe chamara a atenção fora Athdar. Oh, não tinha nada a ver com aquele corpo forte, musculoso, os penetrantes olhos castanhos ou a forma como o cabelo comprido, da mesma cor, emoldurava-lhe os ângulos másculos do rosto. Enxugando o suor da testa com as costas da mão, Isobel percebeu que andara notando demais os atributos físicos de laird MacCallum!
Havia também o fato de que ele a intrigava. Sempre respeitoso, lhe dirigia a palavra como se ela tivesse uma mente e não se afastava como a maioria dos outros rapazes. Alguém capaz de fazer frente ao seu pai não seria ruim. Athdar era um homem justo e competente, de acordo com o conde; e compassivo, segundo sua irmã.
Isobel podia sentir a tristeza generalizada que existia dentro dele, e isso mexia com algo bem no fundo de sua alma. Desejava poder consolá-lo. Em vez de assustá-la, isso a atraía. Ela estremeceu ao fitá-lo novamente.
Cora percebeu sua reação, porque piscou os olhos e a encarou. Em seguida, sorriu e assentiu com a cabeça.
— Acho que você não é tão indiferente a laird MacCallum como deseja que eu acredite.
— Ele é parente por parte de meu pai — retrucou, esperando que Cora desse o assunto por encerrado. Enxugando as mãos úmidas de suor no vestido, jogou o cabelo sobre os ombros e pegou a mão da amiga. — Venha, temos tarefas para fazer antes do jantar, Athdar ficando ou não.
Aquilo pareceu ter surtido efeito. A amiga sabiamente deixou o assunto morrer, enquanto laird MacCallum caminhava já na metade do pátio, à frente delas, que também se dirigiam à torre. 
Sua mãe estava ajudando lady Jocelyn, no solar, o que lhe dava uma boa desculpa para segui-lo até o interior da torre. Com o coração acelerado, tentou manter a antecipação de trocar algumas palavras com ele, sob controle. E teria conseguido se alguém, atrás delas, não o tivesse chamado pelo nome. 
Athdar parou e se virou para ver quem o chamou. Ao fazer isso, seus intensos olhos castanhos recaíram sobre ela.
Qualquer tentativa de continuar a se comportar como se a atenção de Athdar fosse habitual em sua vida se esvaiu, quando ele lhe piscou e sorriu. Parando onde estava, tentou lembrar-se de respirar. 
Cora não reparou, por isso prosseguiu um ou dois passos, antes de perceber que a deixara para trás. Isobel forçou o ar a entrar e sair dos pulmões e o fitou, retribuindo o sorriso. 
Estava tentando pensar em algo expressivo para lhe dizer, quando Ranald surgiu e se colocou entre os dois.
— Estou praticando no campo de treinamento, Dar. Vá até lá, quando terminar a conversa com o laird.



Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa
8- Submissa ao Guerreiro
Série Concluída

28 de setembro de 2014

Amor Renegado

Série Maclerie
O primo de Robert Matheson sequestrou Lilidh MacLerie a fim de torná-la sua refém e assim usá-la como moeda de troca. 

Mas a mulher que já fora dona do coração de Rob estava longe de ser uma prisioneira qualquer... ainda que ele tivesse sido obrigado a renegá-la. 
Com o toque de Rob ainda vivido em suas lembranças, e alheia ao fato de que não fora escolha dele rejeitá-la, Lilidh jamais pudera esquecer o homem que lhe mostrara face dura do amor.
Agora, frente a frente com seu algoz, para Lilidh aquele temível líder não passa de um estranho. 
No entanto, algo em Rob a excita na mesma medida em que a aflige.

Capítulo Um

Lilidh Maclerie, filha mais velha do laird MacLerie e conde de Douran, olhou para fora de sua janela e tentou analisar suas opções. Esse horário silencioso entre o fim do dia e o começo da noite era o seu favorito, quando ela precisava tomar decisões e fazer escolhas. 
Lembrar agora que tomara a decisão que a levara para esse tempo e lugar a fez refletir. Talvez devesse esperar até de manhã, em vez disso.
Virando-se da janela e olhando ao redor da câmara grande e bem mobiliada, soube que tinha pouco tempo ou opção… novamente. O pergaminho permanecia onde ela deixara, e Lilidh ergueu-o, inclinando-o, de modo que a luz de diversas velas possibilitasse a leitura. Pelo que parecia a centésima vez, falou as palavras e não conseguiu decidir o que mais escrever, quando tão mais era necessário.
Para o conde e a condessa de Douran, começava a carta, usando os títulos formais deles, primeiro. Pai e mãe, em seguida.
E então, as palavras desapareciam.
Como Lilidh poderia explicar o sofrimento particular por trás da morte muito pública de seu marido, apenas dois meses atrás? A morte de MacGregor fora mantida em segredo, até que o herdeiro dele, o irmão mais novo, fosse aprovado, pelos mais velhos do clã, como chefe. 
O propósito de Lilidh com o casamento — unir ambos os clãs e produzir um herdeiro para os MacGregors — fracassara. Todavia, mesmo como uma jovem inocente entrando naquele matrimônio, ela entendia que as coisas não eram o que deveriam ter sido entre ela e Iain MacGregor.
O pergaminho em sua mão moveu-se na corrente de ar quente, criada pelo calor das velas, e relembrou-a que essa tarefa também não estava terminada. 
Sentando-se à mesa, ergueu a pena, bateu-a de leve no tinteiro, de modo que não respingasse, e escreveu as palavras que tanto a embaraçariam quanto a humilhariam aos olhos de seus pais e do clã.
Eu me encontro precisando de seu conselho em relação à situação de minha posição aqui na casa de Iain MacGregor, com a família dele. Como sua viúva, embora sem esperança de produzir um herdeiro, eu sei…
O que ela sabia? Casara-se com ele sob um contrato negociado por seu tio e assinado por seu pai. Sua parte do dote de noiva estava protegida para seu uso, e ela tivera a escolha de permanecer ali, como parte do clã de seu marido, ou retornar para seu próprio clã. 
Seu tio se certificara de protegê-la no contrato, mas dar-lhe tal opção tornava as coisas mais difíceis do que se ela tivesse simplesmente recebido ordens do que fazer.
Se Lilidh permanecesse, haveria outro casamento arranjado para ela, com um homem elegível, a fim de manter os elos fortes entre os clãs. Se voltasse para casa, outro enlace se daria, mas ela também enfrentaria o desapontamento de sua família por seu fracasso. E sem ter como explicar, e sem ter com quem falar sinceramente sobre aquilo, o que poderia dizer?
Lilidh mergulhou a pena na tinta fresca e posicionou sua ponta sobre o pergaminho.
Estava sendo tola. Seus pais a amavam e a aceitariam de volta, com ou sem explicação. Sua mãe era a única com quem Lilidh podia conversar sobre assuntos pessoais. Como fizera antes de seu casamento, mesmo se aquela conversa não explicasse o que tinha acontecido, ou, mais precisamente, o que não tinha acontecido entre marido e esposa.
Olhando para a chama da vela, ela repirou fundo e exalou, e fez a única coisa sensata que poderia: pediu permissão para voltar para casa.
Encontro poucos motivos para permanecer aqui, e peço a permissão de vocês para retornar a Lairig Dubh assim que uma escolta puder ser arranjada. Eu lhes pediria conselho em outros assuntos importantes, mas hesito em colocá-los nesta carta.
Pai, por favor, envie uma resposta, dizendo se isso é de seu gosto.
Mãe, por favor, mantenha-me em suas orações, e peça ao Todo-Poderoso para olhar por mim durante este período de teste.
A carta era curta, mas direta, e não havia muito mais a dizer. Lilidh esperou que a tinta secasse, e então enrolou a carta, selando-a com o anel que seu pai lhe dera no seu aniversário, um ano antes. 
Ela a enviaria no dia seguinte, por um dos servos dos MacLeries que a acompanhara para lá. Esperava em breve ter uma resposta de seus pais, e então saberia o que o futuro lhe reservava.
Mas como podia explicar que, embora fosse noiva e viúva, nunca havia sido esposa?


Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa
8- Submissa ao Guerreiro
Série Concluída

23 de fevereiro de 2014

Amor Proibido

Série MacLerie 


Seu guerreiro proibido... 

Ciara Robertson sempre amou Tavis MacLerie. 
Com o coração partido, foi obrigada a presenciar o matrimônio dele com outra mulher. 
Agora que, finalmente, alcançou a idade certa para se casar, ela se joga aos pés de Tavis. 
Ele sabe que a inocente Ciara acredita estar apaixonada, mas considera que ela merece um companheiro melhor. 
Sua dolorosa experiência lhe provou que ele tem mais valor como guerreiro do que como marido. 
Com os sonhos estilhaçados, Ciara não tem opção senão aceitar o casamento com outro pretendente. Designado para conduzi-la até seu noivo, o coração de Tavis dói mais a cada passo do caminho... 
Será ele capaz de entregar a mulher que o ama? 

 Capítulo Um 

Lairig Dubh, Escócia... Primavera, 1370 d.C.
Ciara Robertson estava sentada longe da mesa, quase rio can­to da sala que o padrasto escolhera para a reunião. Era um apo­sento grande e confortável, mas não oferecia muito aconchego. As janelas estavam abertas, permitindo que a brisa fresca da primavera entrasse. Comida e bebida foram oferecidas, porém de forma econômica. Aquilo não se tratava de hospitalidade, e sim de negócios.
Ela não fitava os olhos de ninguém, e a maioria dos homens presentes provavelmente pensava que ela era uma serva espe­rando ordens. Mas Ciara não era serva... Era a filha mais velha do pacificador MacLerie, Duncan, e estava sendo treinada por ele, mesmo agora.
Como ele instruíra, ela ouvia cada palavra dita, observava as expressões daqueles que falavam, e até o jeito como eles se sen­tavam ou gesticulavam, para entender quem continha o verdadeiro poder naquelas discussões. “Nem sempre é o mais velho, o mais rico ou o mais barulhento”, ele lhe dissera muitas vezes.

O ver­dadeiro poder geralmente dispensa atenção. O verdadeiro poder delega aos subordinados e estabelece o limite para eles. O verda­deiro poder fala baixo e exerce seu controle com cuidado.
Agora, ouvindo e observando, ela acreditava que o irmão MacLaren mais novo era aquele que estava tomando as decisões nessa série de negociações para um acordo de trocas com os MacLerie. Embora outro homem, mais velho e mais calmo, dis­cursasse sobre a posição de MacLaren, estava claro para ela que ele não estava no comando.
A reunião continuou por algumas horas, cada lado esclare­cendo e expondo, e, diversas vezes, Ciara teve de reprimir um sorriso enquanto observava o padrasto trabalhar... Pressionan­do aqui, elogiando ali, alimentando egos, instigando um ou ou­tro para conseguir os melhores termos para os MacLerie. 
No momento que eles concordaram em concluir o acordo pela ma­nhã e parar para a refeição noturna, Duncan, o pacificador, tinha guiado os MacLaren para os caminhos que queria que eles se­guissem e fecharia o acordo no dia seguinte. 
Ela levantou-se, fez uma cortesia para todos que partiam e esperou pelo padrasto, a fim de discutir o dia de trabalho.
Ciara entendia como ele trabalhava, pois ele não tomava no­tas durante as conversas, mas se lembrava de cada palavra e cláusula concordada por ambas as partes. 
Ele anotaria os pen­samentos e planos antes de falar com qualquer pessoa, portanto ela agiu como criada então, servindo cerveja em canecas e dando-as aos MacLerie que permaneciam na sala agora. 
O tio, o laird e o ajudante do laird esperaram o pai dela reunir os pensamentos e falar sobre como levar aquelas negociações a uma conclusão bem-sucedida.
Alguns minutos se passaram, e era bom estender as pernas e andar um pouco depois de ficar sentada, quieta, por tanto tempo. Ficar sentada e quieta não era o comportamento habitual dela. O olhar do laird a seguiu, mas, quando Ciara o encontrou, ele sorriu e desviou os olhos. 
O padrasto dela, o único pai que ela conhecera, levantou a cabeça e pigarreou, sinalizando que esta­va pronto agora para discutir o progresso do dia, ou a falta des­te, com eles. Ele surpreendeu-a com as primeiras palavras:
— Ciara, dê-me as suas impressões das conversas de hoje. — Ele sorriu para ela de maneira tranquilizadora e assentiu com um gesto de cabeça para que ela começasse.
As palavras ficaram presas na garganta de Ciara quando ela tentou falar alguma coisa útil, alguma coisa pertinente, agora que tinha sido questionada. 
Falar em particular, dar a opinião dela e fazer observações nunca havia sido um problema, de for­ma alguma. Ela apreciava um debate inteligente com o homem que a criara como se ela fosse filha dele, após se casar com a mãe dela, e Ciara nunca temera as próprias palavras. 
Agora, todavia, com o laird e o ajudante observando e esperando, as palmas das mãos começaram a suar e a mente ficou em branco.
— Você acha que o laird irá concordar com o meu pedido de estender os termos deste acordo? — perguntou ele, claramente guiando-a na resposta. Ciara tirou as outras pessoas presentes dos pensamentos e respondeu como se estivesse falando somen­te com Duncan.
— Eu acho que o laird está disposto a estendê-lo, mas suspei­to de que o irmão dele, não. E será o irmão dele quem tomará a decisão. — E se ela estivesse enganada? E se as observações dela estivessem completamente erradas?
Duncan a olhou com intensidade antes de voltar os olhos para o laird. Connor MacLerie podia ser intimidador quando assim desejava, e, no momento, a expressão dele tornou-se séria e carrancuda. Ela cometera um erro? Ciara passou uma das mãos na testa, onde pequenas gotas de transpiração começavam a se reunir ali também.
— Eu não lhe disse, Connor? — O pai de Ciara perguntou para o laird. Teria ela estragado tudo na primeira vez que tivera permissão para opinar? Como poderia contar para a mãe, que a apoiara em sua educação e a encorajara ao longo deste caminho nem um pou­co ortodoxo para uma jovem mulher? Se ela fracassasse agora...



Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa
8- Submissa ao Guerreiro
Série Concluída

28 de julho de 2013

Noite De Prazer

Série Cavaleiros da Britania



Elise salvou sua família da ruína ao se casar com Simon, Conde de Rennes.

No entanto, este não é um mero casamento de conveniência.
Elise já se apaixonou pelo seu novo marido.
Com a intenção de agradá-lo, Elise se propõe a ser a mulher ousada e sedutora, que ela acredita que Simon deseja - mesmo que ela seja uma virgem inocente e inexperiente.
No dia de seu casamento, Simon está determinado a excitar habilmente sua nova esposa e inicia-la nos prazeres da cama, embora ele tema uma mulher tão feminina e delicada nunca poderia amar um nobre tão grosseiro quanto ele.
Quando sua noite de núpcias chega, Simon e Elise descobrem um êxtase além de seus sonhos mais ousados...

Capítulo Um

Rennes, Bretanha Primavera, 1066
— Olhe para ela — ordenou Simon, indicando com a cabeça sua... esposa. Era estranho e novo chamá-la assim, o que não era difícil de entender, pois haviam se casado naquela manhã. — Apenas olhe para ela. — Seu sangue esquentou só de mirá-la.
Giles, Brice e Soren viraram-se para olhar através do salão, para onde as mulheres estavam sentadas, em grupos, durante a festa de casamento. Elise estava com sua mãe e suas primas, conversando e seduzindo-o com seu comportamento inocente e sua beleza simples.
— Ela parece feliz, Simon — afirmou Brice. — Embora eu esteja surpreso por ela estar aqui.
Simon virou-se e percebeu que seus amigos olhavam para a mulher errada. Antes que pudesse corrigi-los, Giles interrompeu:
— Eu também. Alianor parece estranhamente contente para uma mulher que está perdendo seu amante e protetor para uma esposa. — Giles ergueu o copo para Simon e, depois, para Soren. — Quiçá ela esteja à procura de outro, Soren. O que acha de sua beleza e seu comportamento?
Soren abriu a boca para falar, mas, em vez disso, riu.
— Vou esperar para ver como as coisas vão entre Simon e a esposa. Ele pode acabar logo de volta à cama de Alianor, e meus esforços teriam sido em vão.
O violento xingamento proferido por Simon acabou com a discussão sobre sua amante e assustou algumas pessoas mais próximas. Virando-se de costas para eles, abaixou a voz:
— Eu estava falando de Elise, seus imbecis, não de Alianor.
— Simon virou o resto do vinho. — Desgraçados — praguejou, baixinho.
— Sem dúvida, milorde — disse Giles, acenando com a cabeça. Aproximando-se, bateu nas costas de Simon e riu. — Só queríamos tranquilizá-lo.
— Sou assim tão transparente? — Simon podia sentir a ansiedade crescendo dentro de si enquanto esperava pela noite... e por levar Elise para a cama. Desejava-a desde que a vira descer do cavalo em frente ao castelo e, agora que ela era sua aos olhos da lei, desejava-a ainda mais.
— Tanto quanto qualquer outro noivo, Simon — disse Brice.
Tomando a olhar através do salão, ele a viu sorrir e concordar com algo dito por uma mulher. Seu corpo reagiu intensamente à beleza e à feminilidade de Elise.
A ideia de abraçá-la, tocá-la, sentir o gosto do seu perfume e iniciá-la nos prazeres da cama conjugal fizeram-no tomar a enrijecer.
Então, enquanto via seus amigos mirando-a, foi atingido pelo ciúme. Os três atraíam mulheres como um doce atrai moscas, e Simon não tinha dúvidas de que, com suas experiências em fazer a corte, se algum deles voltasse sua atenção para ela, poderia mostrar-lhe o bruto que ele realmente era.
Apenas a esperança de que ele poderia ser diferente para ela, diferente com ela, permitia que Simon acreditasse que poderia fazê-la feliz naquele casamento.
 







Série Cavaleiros da Britania
1- Senhora do Dominador
2- A Noiva do Guerreiro
3- A filha do Inimigo
4- Noite de Prazer

A Filha Do Inimigo

Série Cavaleiros da Britania


Um guerreiro em rebelião. 

Soren Fitzrobert já fora um homem irresistível para as mulheres. 
Porém, um ferimento brutal mudou sua vida para sempre. Agora Soren busca vingança e exige se casar com a filha de seu inimigo. 
Um castigo bárbaro. 
Temporariamente cega por conta das invasões, a inocente Sybilla estremece na presença daquele homem feroz e coberto por cicatrizes. 
Porém, seu tremor não se deve somente ao medo... 
Um toque de perdão? 
Forçada a se casar, Sybilla terá de aceitar a sedução de Soren. Para satisfazer os desejos carnais de seu marido, ela usará os, sentidos que lhe restaram, um de cada vez. 
E a mulher que Soren estava decidido a escravizar se torna cada vez mais dona de seu coração... 
Eles nasceram para conquistar... e seduzir!

Capítulo Um

Rennes, Bretanha Primavera, 1066
— Olhe para ela — ordenou Simon, indicando com a cabeça sua... esposa. Era estranho e novo chamá-la assim, o que não era difícil de entender, pois haviam se casado naquela manhã. — Apenas olhe para ela. — Seu sangue esquentou só de mirá-la.
Giles, Brice e Soren viraram-se para olhar através do salão, para onde as mulheres estavam sentadas, em grupos, durante a festa de casamento. Elise estava com sua mãe e suas primas, conversando e seduzindo-o com seu comportamento inocente e sua beleza simples.
— Ela parece feliz, Simon — afirmou Brice. — Embora eu esteja surpreso por ela estar aqui.
Simon virou-se e percebeu que seus amigos olhavam para a mulher errada. Antes que pudesse corrigi-los, Giles interrompeu:
— Eu também. Alianor parece estranhamente contente para uma mulher que está perdendo seu amante e protetor para uma esposa. — Giles ergueu o copo para Simon e, depois, para Soren. — Quiçá ela esteja à procura de outro, Soren. O que acha de sua beleza e seu comportamento?
Soren abriu a boca para falar, mas, em vez disso, riu.
— Vou esperar para ver como as coisas vão entre Simon e a esposa. Ele pode acabar logo de volta à cama de Alianor, e meus esforços teriam sido em vão.
O violento xingamento proferido por Simon acabou com a discussão sobre sua amante e assustou algumas pessoas mais próximas. Virando-se de costas para eles, abaixou a voz:
— Eu estava falando de Elise, seus imbecis, não de Alianor.
— Simon virou o resto do vinho. — Desgraçados — praguejou, baixinho.
— Sem dúvida, milorde — disse Giles, acenando com a cabeça. Aproximando-se, bateu nas costas de Simon e riu. — Só queríamos tranquilizá-lo.
— Sou assim tão transparente? — Simon podia sentir a ansiedade crescendo dentro de si enquanto esperava pela noite... e por levar Elise para a cama. Desejava-a desde que a vira descer do cavalo em frente ao castelo e, agora que ela era sua aos olhos da lei, desejava-a ainda mais.
— Tanto quanto qualquer outro noivo, Simon — disse Brice.
Tomando a olhar através do salão, ele a viu sorrir e concordar com algo dito por uma mulher. Seu corpo reagiu intensamente à beleza e à feminilidade de Elise. A ideia de abraçá-la, tocá-la, sentir o gosto do seu perfume e iniciá-la nos prazeres da cama conjugal fizeram-no tomar a enrijecer.
Então, enquanto via seus amigos mirando-a, foi atingido pelo ciúme.
  









Editora
 

23 de junho de 2013

A Noiva Do Guerreiro

Série Cavaleiros da Britania - Editora 



Um guerreiro nobre, uma esposa digna. 

Enfim, Brice Fitzwilliam recebera sua recompensa: um título de nobreza e as terras de Thaxted.
Agora, faltava apenas exigir a noiva que lhe fora prometida!
Porém, Gillian de Thaxted não aceitava a humilhação de ser entregue como um prêmio!
Ela jamais se submeteria aos caprichos do inimigo.
Mesmo que seu físico poderoso, seus profundos olhos negros ou o modo carinhoso como a cobria todas as noites amolecessem seu coração.
Afinal, Brice apenas estava cumprindo seu dever como marido.
Entretanto, noite após noite a obrigação se torna um prazer.
Agora, talvez exista um ponto frágil na cota de malha de Brice... e a paixão por sua esposa possa dominá-lo!

Capítulo Um

Floresta Thaxted, nordeste da Inglaterra,  Março de 1067
O chão começou a tremer sob os pés dela e Gillian tentava entender o motivo. O dia estava bonito, apesar do frio do inverno, mas não havia nuvens no céu. 
Ela olhou para cima e não viu nenhum sinal de tempestade que pudesse causar o estrondo ruidoso que escutava.
Puxando o capuz para trás, Gillian foi até a estrada e olhou para um lado e para outro.
Logo ela percebeu a razão de tanto barulho e correu para se esconder de novo no emaranhado de arbustos na beira da estrada.
Feliz por ter encontrado um manto marrom escuro na hora da correria para fugir, ela se cobriu com ele e ficou imóvel enquanto o numeroso grupo de cavaleiros e guerreiros montados passava por ela.
Como viu que eles pararam logo adiante, ela continuou imóvel e tentou não respirar, com medo de ser descoberta e capturada por esses desconhecidos.
Eles falavam numa língua que era uma mistura de francês normando e inglês, mas estavam longe demais e falavam baixo, portanto ficou impossível para ela entender. Gillian permaneceu abaixada e esperou que eles se afastassem.
Quando ouviu alguns homens desmontarem e virem na direção dela, começou a tremer. Ser capturada sozinha nesses tempos difíceis era morte na certa, e Gillian tinha feito de tudo para escapar disso.
A decisão de sair de casa e se esconder no convento não foi tomada às pressas, sem considerar as consequências, mas Gillian tinha poucas alternativas.
Ou ela se casava com um velho que seu irmão, Oremund, havia arranjado, ou com o guerreiro normando que o duque invasor tinha enviado para se apossar de tudo que era dela.
O único jeito era ficar ali escondida e rezar para que os guerreiros fossem logo embora, para que ela pudesse seguir para o convento.
Gillian esperou enquanto os homens pareciam discutir sobre alguma coisa e ficou quieta, tentando não
chamar atenção quando as vozes se aproximavam.
Ouviu que citaram o nome da sua casa, assim como o do seu irmão. Se ao menos falassem seu idioma e mais devagar, talvez ela conseguisse entender melhor o que diziam!
Depois de uma demora que parecia interminável, os homens começaram a se afastar, falando alto para os outros, que não tinham visto nada.
Ela levantou a cabeça com cuidado e viu que eles partiam.
Porém, um dos cavaleiros ficou ali na estrada, não muito longe de onde ela estava. Em vez de seguir os outros, ele tirou o elmo, segurou-o embaixo do braço e se virou.
Gillian levou um susto e quase gritou.
Alto e musculoso, ele era o homem mais bonito que ela já tinha visto, mais até do que seu primo, que era tido como o sonho de toda mulher.
O cabelo louro não estava cortado curto como os normandos costumavam usar, mas era longo e caía solto em torno do rosto.
Pela distância que estava, não dava para ver a cor dos olhos dele, mas o rosto era bem interessante e másculo, apesar de ser normando.
Um normando!
 









Série Cavaleiros da Britania
1- Senhora do Dominador 
2- A Noiva do Guerreiro

25 de maio de 2013

Senhora Do Dominador

Série Cavaleiros da Bretanha - Editora


Ela é sua prisioneira... e também noiva!

Forte, atroz e nobre, Giles Fitzhenry é um guerreiro que, embora bravo, jamais fora capaz de superar sua origem ilegítima.
Ao se apoderar de Taewood, exige se casar com lady Fayth para assim tornar-se o senhor do castelo, das terras e do povoado.
A fim de salvar seu legado, lady Fayth aceita a união forçada.
Porém, a cada minuto que passa anseia livrar-se do marido indesejado, ainda que sinta seu corpo tremer sempre que seus olhos cruzam com o penetrante olhar dele.
Após ter se apropriado de riquezas, Giles agora terá uma grande batalha a enfrentar: conquistar sua amada, e se permitir ser dominado por ela!

Capítulo Um

Hastings, Inglaterra 14 de Outubro de 1066
— Continue com este discurso e você se tornará viúva antes mesmo de se casar — ameaçou Giles Fitzhenry, guerreiro de William, o Conquistador.
O sangue escorreu do corte que havia em sua testa e pingou no ombro da senhora, mas ele não a largou. Levaria apenas alguns segundos para esganá-la, e ele jurou a si mesmo que o faria se ela pronunciasse os votos.
Giles se virou para a pequena multidão silenciosa na capela e deixou que eles vissem o punhal que apontava para as costelas da mulher, mostrando que a mataria se alguém interferisse.
Sua vítima se moveu junto com ele, segurando-lhe a mão como se pudesse detê-lo. Lady Fayth de Taerford deveria ter pensado nas consequências de seus atos antes que ele chegasse.
Antes que o exército dele e seus homens morressem em batalha pelo castelo... e pela sua posse.
Giles acenou para Roger, que colocou a espada no pescoço do companheiro da senhora nesse crime, enquanto aguardava uma resposta.
— O castelo e as terras agora são minhas, assim como você. Dependendo do que disser, a morte do seu companheiro pode ser lenta ou rápida. — Giles observava a troca de olhares entre ela e o homem a poucos metros de distância. Ele sentiu seu corpo ceder antes de pronunciar palavras de rendição.
Fazendo um esforço para ignorar as curvas femininas que tinha sob os braços dele, soltou um pouco a mão e abaixou o punhal para lhe dar a chance de escolher.
— Vai escolhê-lo como marido em vez de mim? — ele perguntou em voz alta.
— Não — sussurrou ela, no silêncio que reinava na capela. Com a sua rendição, os homens dele cercaram os convidados e os obrigaram a sair da capela.
Sem soltá-la, ele fez sinal para o auxiliar e depois para o homem que ela escolheu como marido.
— Mate-o. O padre protestou em voz alta, mas os homens ignoraram o velho senhor e se prepararam para cumprir as ordens de Giles. Foi a voz baixa de Fayth que o deteve.
— Meu lorde — disse ela baixinho, tentando fitá-lo nos olhos. Mas o movimento provocou novo sangramento que sujou ainda mais sua roupa. Só quando ele aliviou a mão foi que ela pôde falar mais alto. — Eu lhe imploro, meu senhor. Ele não tem culpa. Tenha piedade, meu senhor. Tenha piedade. — Ela inclinou a cabeça para trás, oferecendo-se em sacrifício. 
Mais tarde, ele entenderia que foi a vontade de pôr um fim ao derramamento de sangue que o fez ceder.
Ele se convenceria de que nunca pensara em matar o homem enganado por sua noiva para atrapalhar seu direito a ela e às terras.



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