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31 de outubro de 2009

Domando O Highlander

Série Maclerie - Traduzida
Escócia, 1352 

Soube que sua mulher tinha morrido no momento em que seu corpo caiu sobre o segundo degrau com um golpe seco. 

Connor MacLerie viu como a consciência e a aceitação do que lhe estava ocorrendo foram substituídas pelo olhar gelado da morte. 
Kenna não gritou ao cair, Connor só ouviu o som dos ossos ao quebrar-se contra a grande escada de pedra.
Ela não emitiu som algum, mas ele sim… sua fúria estalou em um rugido que atraiu à família e aos servos.
Todos se reuniram a seus pés, seguros de como tinha acontecido tudo porque sem dúvida alguns tinham ouvido a discussão desde seu começo.
Connor fechou os olhos um momento, depois deu meia volta e se afastou dali.
E no instante que morreu sua mulher, nasceu a Besta...
Sua reputação se estendeu ao longo das Highlands, as terras altas da Escócia.
Todo mundo sabia que as últimas palavras de sua mulher tinham sido para lhe implorar perdão e que ele o tinha negado, e sua decisão de não assistir ao enterro não tinha feito mais que aumentar sua fama de cruel.
As mães temiam por suas filhas, os pais se perguntavam se os rumores eram verdadeiros e as donzelas dos clãs vizinhos rezavam cada noite para que nenhum lembro as deixasse a mercê de Connor.
Menos de um ano depois da morte de sua esposa, Connor se converteu em chefe do clã dos MacLerie devido ao falecimento de seu pai.
Agora precisava de uma nova esposa.
Assim que a Besta se dispôs a percorrer as Highlands em busca de uma companheira.

Capitulo Um 


Três anos depois...
—Então não há outro modo de fazê-lo?
Jocelyn fez um esforço para ocultar o tremor de sua voz. Cravou as unhas na mão para não desmaiar ao ouvir a notícia.
—Não, moça. Perguntou por você especificamente. E é a única maneira de salvar a vida a seu irmão.
Seu pai fugia de seu olhar. Estava tudo acabado. A Besta tinha feito públicos seus desejos e como ninguém de seu clã podia negar-se a cumprir suas exigências, a sorte de Jocelyn estava lançada teria que sacrificar-se para salvar a outro.
—Possivelmente logo te faça conceber um filho —sussurrou sua mãe do leito onde jazia doente

—. Se lhe der o filho que tanto deseja, será clemente com você.
Jocelyn sentiu que lhe gelava o sangue nas veias ao ouvir aquelas palavras que deixavam perseverança de que estava a ponto de entregar-se de corpo e alma a um homem cuja crueldade se feito famosa em todas as Terras Altas.
Por muito que tentasse manter a calma, o som dos soluços de sua mãe fez que lhe parecesse impossível e temeu desmaiar de verdade, algo que tinha prometido não fazer frente ao emissário de MacLerie. Assim, respirou fundo e se voltou para seu pai e seus conselheiros.
—Não necessita meu consentimento, pai, assim faça o que tenha que fazer.
Despediu-se dele e do enviado de MacLerie com um leve movimento de cabeça, depois ficou tão reta como pôde e saiu muito devagar do quarto. A necessidade de pôr-se a correr se fez mais e mais imperiosa à medida que os soluços de sua mãe aumentavam de volume. Então tratou de recordar que era a filha de MacCallum e que não ia se envergonhar. A seu redor viu alguns servos trabalhando, limpando as mesas. Era consciente de que a notícia de seu casamento não demoraria para propagar-se assim que a reunião tivesse terminado e sabia que devia ser ela quem o comunicasse a Ewan.
Atravessou a cozinha pelo caminho mais curto e, depois de sair da torre da comemoração, cruzou também o pátio de armas. Procurou entre os grupos de homens que ali haviam até que deu com ele.
Ewan MacRae. Seu primeiro amor.
 





2- TUDO POR DESEJO



Encontravam-se presos entre a obrigação e o desejo… 


A inocente Margriet Gunnarsdottir ocultava um grande secredo.
Devia enfrentar a uma perigosa viagem para as longínquas terras do norte da Escócia e sua segurança dependia de seu traje… um hábito de freira!
Mas seu único protetor, um orgulhoso escocês, fazia que sentisse a necessidade de compartilhar com ele a pesada carga de seu segredo.
Rurik Erengislsson tinha prometido deixá-la em casa sã e salva.
Era uma mulher que tinha prometido servir a Deus, por isso devia cuidá-la e protegê-la… não desejá-la.
Entretanto, Rurik sentia a necessidade de fazer sua aquela bela criatura abandonada.

Capítulo Um

Lairig Dubh , Escócia 1356
A espada entoou sua canção mortífera.
Rurik Erengislsson a brandiu por cima da cabeça e se converteu no verdadeiro viking que levava dentro de si.
Só o domínio de si mesmo, que brotou no último instante, impediu que desse a estocada definitiva ao homem que jazia no chão a seus pés. 

Elevou o rosto ao sol e lançou seu grito de guerra, um grito que retumbou pelos pátios e muros da fortaleza de Lairig Dubh.
Seu oponente lhe concedeu esse momento triunfal e não se moveu.
A afiada ponta da espada que Connor tinha no pescoço foi, sem dúvida, um dos motivos para que não se movesse e esperasse que Rurik se acalmasse.
Quando todos os presentes irromperam em gritos, afastou a espada e se agachou junto a seu adversário derrotado, seu senhor, o homem a que chamou laird.
—Começava a acreditar que tinha chegado meu fim —disse Connor MacLerie, laird MacLerie e conde de Douran.—Tinha uma expressão nos olhos que não conhecia, Rurik.
O laird sacudiu o pó e estendeu a mão para que lhe dessem a arma que Rurik lhe tinha arrebatado durante a briga. Um menino foi correndo para recolhê-la e Rurik se limpou a garganta.
—Não mato a quem sirvo.
Connor fez um gesto com a cabeça indicando os braceletes de ouro que levava.
Era um homem observador.
—A espada... Os braceletes... Suponho que tem relação com os visitantes que lhe esperam no castelo...
—Visitantes? —perguntou Rurik.
Inclinou-se sobre um dos rapazes que tinha estado olhando e lhe deu algumas instruções antes de lhe dar a espada. Logo, voltou-se para o Connor outra vez.
Sabia que era inútil fingir surpresa e que o laird, que também era seu amigo, poderia havê-lo considerado um insulto.
—Vieram procurar Rurik Erengislsson. Trazem uma mensagem das ilhas Orkney... de seu pai. Já conhecia as notícias.
Já tinha tido duas visitas prévias pelo mesmo motivo, mas eles tinham voltado para o norte se conseguir nada. Em que pese a sua habilidade para evitá-los, Rurik não tinha sido capaz de deixar de lado tão facilmente os assuntos que lhe tinham exposto como tinha feito com as missivas por escrito.
—Sei —Rurik encolheu os ombros e secou o suor da testa —Não quero falar com eles.
O olhar de Connor indicou a Rurik que os homens se aproximavam atrás dele. Poderia derrubá-los com um golpe, mas entendeu que Connor os tinha recebido e que os amparava com seu nome e hospitalidade.
Era impossível atacá-los, embora só fosse para ganhar tempo e escapar, sem que MacLerie passasse a ser seu inimigo.
Além disso, cada vez tinha mais vontade de sair correndo e isso o desconcertava.
—Essa espada que me pôs no pescoço diz outra coisa, Rurik —Connor lhe deu uma palmada na espada —Não pode fugir de seu passado toda a vida. Aprendi essa lição e você deveria pensar nisso - se aproximou dele e falou em voz baixa
—Não faz falta que cometas meus enganos para aprender com eles.
A espada tinha sido sua perdição. Gostava dos braceletes, mas não tinham tanta importância como a espada.
Amaldiçoou sua debilidade por não enterrá-la quando a entregaram.
Rurik olhou ao menino que a limpava seguindo suas instruções.
Cedeu ante o inevitável, assentiu com a cabeça a Connor e se voltou para olhar aos homens que tinham rastreado cada passo que tinha dado fazia três meses.
Reconheceu os dois amigos da infância embora não tinham tirado os capuzes.
Se lembrou das confusões nos que podiam meter-se os três meninos, selvagens mas não imprudentes, quando tinham muito tempo e ninguém os vigiava.
—Sven... Magnus... 





3 -GUERRA DE PAIXÕES



Uma aliança perigosa… e irresistível

Marian Robertson resgatou aquela menina e destruiu sua reputação.
Agora, para cuidar de sua família, devia casar-se com o duro guerreiro que estava negociando a trégua entre os clãs de ambos… e teria que pôr em perigo seu coração para proteger a verdade.
Duncan, representante do clã MacLerie para lutar pela paz, viu-se obrigado a se casar com a «prostituta Robertson».
O que Duncan não esperava era que o valor e o caráter de sua esposa fossem irresistíveis.
Mas, estaria disposto a pôr em perigo sua honra para libertá-la do passado…?

Capítulo Um

—Eu ouvi dizer que tem seios brancos como o leite que lhe enchem a mão.
—Ou a boca! —gritou alguém mais atrás.
—Pois eu ouvi que como te rodeia com as pernas é capaz de te levar às portas do paraíso —disse o mais jovem do grupo —E que seu cabelo é uma cascata de cachos de cabelo negros que lhe chega até a cintura.
Duncan teve a impressão de ouvir uma nota de nostalgia na voz de um moço a ponto de entrar na maturidade.
—Que nada. Tem o cabelo claro, muito loiro —contradisse outro.
—Pois eu ouvi que é tão ruiva como… como Hamish! —disse Tavis.
E todos puseram-se a rir. Mas as gargalhadas duraram pouco, e no silêncio que seguiu Duncan compreendeu que todos estavam pensando o mesmo.
—E eu ouvi dizer —interveio Hamish com seu vozeirão, e com um movimento da cabeça jogou
o arbusto de cabelo vermelho sobre as costas—, que a única coisa com que se cobria era precisamente com o cabelo quando seu pai, esse corvo seco, a surpreendeu com dois homens na cama. Ou pode ser que fossem três.
Duncan sentiu desejos de lhes pedir que o deixassem, mas Hamish começou a cantar. Era uma canção de ritmo alegre que todos conheciam, mas trocou algumas poucas palavras, as substituindo por outras de caráter sexual bastante subidas de tom que a transformaram no relato das delícias oferecidas por uma mulher do clã Robertson a que se referia como a prostituta.
Duncan deixou que se divertissem um pouco mais antes de intervir.
—Não há problema que falemos assim entre nós, mas se algo disto transcendesse poderia atrapalhar todos os meus esforços parar negociar com o irmão dessa mulher
—disse, olhando a todos, um por um
—A discrição é uma de minhas armas fundamentais e espero que controlem suas línguas. Essa mulher caiu em desgraça e foi rechaçada.
Não há nada mais a dizer.
Os homens protestaram entre dentes, mas sabia que acatariam suas ordens.
Tinha-os escolhido precisamente por isso: sabia que podia contar com sua obediência durante as negociações que se prometiam árduas.
Uma palavra equivocada, um ato desgraçado, inclusive um olhar não desejado podiam arruinar com meses de preparativos e trabalhos preliminares.
O sol se abriu entre as nuvens justo quando os homens chegavam ao ponto do caminho do que podia contemplar o vale no que se achavam as terras de Robertson, algumas terras que se estendiam dali mesmo, nas montanhas Grampian, e que chegavam até Perth, perto da costa oriental da Escócia, e que continham vilas, bosques amadurecidos de árvores, rios nos que abundava a pesca, terras de trabalho e suaves colinas, além de milhares de homens belicosos que tinham respaldado a Robert the Bruce durante décadas.
Sim, os Robertson era um clã bem abastecido e bem armado, o qual proporcionava um estímulo acrescentado à aliança que perseguia.
Duncan fez sombra aos olhos com a mão para procurar um caminho que conduzisse à torre principal.
—Podem acampar aqui e me esperar —disse — Não demorarei mais de três dias.
—Quer ficar com a prostituta só para ele — disse Donald rindo.



4- O SEGREDO DO CONDE


Uma guerra de palavras. Uma batalha pelo amor.

O conde de Treybourne não se daria por vencido em uma discussão com um jornalistazinho insignificante. 

Assim, ele foi a Edimburgo, disfarçado como o simples Sr. Archer, para descobrir a verdadeira identidade de seu "rival". Um plano infalível... Até ele se ver distraído pela bela Srta. Anna Fairchild.
Erudita e solitária, ela não tinha qualquer interesse em se casar, embora sentisse uma estranha afeição pelo charmoso e enigmático cavalheiro. 
Mas, com seus próprios segredos a guardar, Anna fazia um jogo perigoso que poderia ameaçar a tênue ligação entre eles. Entre mentiras e desejos, poderia o amor florescer?

Capítulo Um

Londres, Inglaterra
— Maldução!
As pilhas de papéis de suas diversas participações comerciais que estavam sobre a escrivaninha de mogno se espalharam e caíram no chão quando ele atirou a edição mais recente da Scottish Monthly Gazette sobre o móvel. 
Uma raiva incomum cresceu dentro dele, que não resistiu e pegou a revista de volta para dar mais uma última olhada. Com certeza não havia lido o editorial direito. Obviamente, o autor não citara seu nome. Claro que não.
Ainda assim, após uma leitura cuidadosa, David Lansdale viu que sua raiva tinha, ao menos em parte, razão de ser; na segunda página, na coluna editorial, estava não apenas o seu título, conde de Treybourne, mas também observações espúrias contra os argumentos apresentados em seu próprio artigo, no mês anterior, na respeitável Whiteleaf's Review.
— Milorde?
David ergueu o olhar e viu o mordomo à porta de seu estúdio.
— Não quero ser incomodado, Berkley.
— Compreendo, milorde — replicou Berkley com uma mesura respeitosa —, mas lorde Ellerton está aqui e não parece disposto a ir embora sem falar com o senhor.
Ele já deve ter visto isso, pensou David, olhando de relance para a edição mais recente da Gazette. E não importava o quanto seu amigo tentasse demonstrar solidariedade, sempre soava como se estivesse tripudiando.
— Então você deve tentar demovê-lo da idéia de maneira mais convincente, Berkley. Não quero saber de visitantes neste momento. — Deixando transparecer seu desagrado, ele reiterou: — Nada de visitantes. - Berkley, o mordomo perfeito, aproximou-se da papelada espalhada sobre a escrivaninha e pelo assoalho à sua volta. Abaixou-se para recolhê-la.


Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- O Segredo do Conde 
4.5 One Candlelit Christmas
ainda não publicado no Brasil
4,6- Guerreiro Domado
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa
8- Submissa ao Guerreiro
Série Concluída

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