21 de abril de 2013

Uma Dama De Aluguel



Arthur, conde de St. Merryn precisa contratar uma mulher. 

A jovem terá que simular ser sua noiva durante algumas semanas nos círculos da alta sociedade, pois ele tem assuntos que resolver e sua companhia evitará o habitual assédio das casamenteiras. 
Encontrar a candidata torna-se mais difícil do que ele pensava até que finalmente conhece Elenora Lodge. 
O aspecto simplório da moça não oculta sua beleza nem o fogo dos seus olhos. 
Dadas suas circunstâncias pessoais, Elenora aceita a generosa oferta do conde. Entretanto, alguma coisa não vai bem na tenebrosa mansão de Arthur, e Elenora está convencida de que ele esconde um segredo... 

Comentário revisora Catharina: Sempre gostei dos livros da Amanda Quick, mas dessa vez ela se superou! 
Adorei como a maneira confiante da mocinha vai quebrando aos poucos a seriedade excessiva do mocinho. Leitura imperdível pra quem gosta de histórias com um toque de aventura e de mistério. 

Capítulo Um 

Aquele rosto fantasmagórico e pálido como a morte apareceu de repente.
Surgiu das profundidades da inescrutável escuridão como se tratasse de um guardião demoníaco encarregado de proteger segredos proibidos. 
A luz do farol refletiu um reflexo infernal nesse rosto duro e de olhar fixo. 
O homem do bote gritou ao ver o monstro. Mas estava sozinho, ninguém podia ouvi-lo. 
Seu grito de terror retumbou, uma e outra vez, nas velhas paredes de pedra daquele passadiço de noite sem fim. Com o sobressalto perdeu o equilíbrio e se cambaleou enquanto o pequeno bote em que navegava se sacudia perigosamente sobre a corrente de águas negras. 
O coração lhe disparou e um suor frio lhe empapou o corpo enquanto continha o fôlego. 
Em um reflexo, segurou a longa vara que tinha estava usando para fazer avançar a pequena embarcação pelas águas mansas do rio e tentou recuperar o equilíbrio. 
Felizmente, o extremo da vara se afundou com força no leito do rio e o bote se estabilizou quando as últimas reverberações de seu grito assustador se desvaneciam na distância. 
Um inquietante silêncio reinou novamente naquele lugar. O homem tentou recuperar o fôlego e ficou olhando a cabeça, algo maior que uma cabeça humana. Suas mãos ainda tremiam. 
Não era mais que outra das antigas e desmembradas estátuas clássicas encontradas ocasionalmente nas bordas do rio subterrâneo. 
Neste caso, o casco a identificava como uma representação da deusa Minerva. 
Aquela não era a primeira estátua com a que se cruzava ao longo daquela estranha viagem, mas sem dúvida era a mais perturbadora. 
Na realidade, parecia uma cabeça separada do corpo que alguém tivesse jogado descuidadamente no barro da borda do rio. O homem segurou a vara com mais força e empurrou com ímpeto. 
Estava chateado pela sua reação ante a visão da imagem. O que lhe ocorria? Não podia se permitir o luxo de que seus nervos se desestabilizassem com tanta facilidade. Tinha um destino que cumprir. 
O pequeno bote avançou e passou junto à cabeça de mármore. A seguir virou em outra curva do rio. 
A luz da lanterna iluminou uma das pontes arqueadas e baixas que atravessavam o rio em diversos pontos do seu percurso. 
Na realidade, constituíam conexões a parte alguma, pois terminavam nas paredes do túnel que as cobriam. O homem se agachou para não bater a cabeça contra a ponte. 
À medida que foi superando seu terror, a excitação voltou pouco a pouco a apoderar-se dele. 
Tudo era como seu predecessor o havia descrito no seu diário. 
O rio perdido existia de verdade e serpenteava por debaixo da cidade. Constituía uma via de água secreta, coberta séculos atrás e caída no esquecimento. 
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O Escândalo Veste Cetim

Série As Modistas





A costureira Sophy Noirot, uma moça de aparência inocente por fora e um tubarão por dentro, podia vender areia aos beduínos.

Mas vender os belos desenhos da Maison Noirot às damas aristocráticas é um pouco mais difícil, especialmente depois que por um recente escândalo familiar, ganhou a inimizade de uma das principais expoentes da moda da alta sociedade.
Conseguir contatos vantajosos para a loja requer cada uma das habilidades manipuladoras de Sophy, deixando-a com pouca paciência para patifes provocadores como o Conde de Longmore.
O magnífico cabeça oca só pensa em uma coisa: despir Sophy completamente.
Mas quando a irmã de Longmore, a cliente favorita e mais rica de Noirot foge de casa, Sophy não pode deixá-lo ir sozinho atrás dela.
Em uma louca perseguição com o homem que a testa além de toda lógica, ela descobre que o desejo nunca foi tão perigoso...

Capítulo Um

Na última semana todo mundo elegante esteve em um estado de alteração devido à fuga da filha de Sir Colquhoun Grant com o senhor Brinsley Sheridan… na sexta-feira, ao redor das cinco da tarde o jovem casal pediu emprestado o carro a um amigo; e… se foram a toda velocidade ao norte.
—A Revista da Corte. Sábado 23 de Maio de 1835.
Londres, Quinta-feira 21 de Maio de 1835. Brandindo uma cópia do Morning Spectacle de Foxe, Sophy Noirot interrompeu o Duque e Duquesa de Clevedon enquanto tomavam o café da manhã na Mansão Clevedon.
—Viram isto? —disse, jogando o jornal entre a irmã e o recém adquirido cunhado. A alta sociedade está frenética – não é divertido? Estão culpando às três irmãs do Sheridan. Três irmãs malvadas tramando – e somos nós! Oh, queridos, quando vi isto, achei que morreria de rir. Recentemente, certos membros da Sociedade, em mais de uma ocasião, compararam as três proprietárias da Maison Noirot – que Sophy faria o estabelecimento da moda mais importante de Londres embora morresse tentado – com as três bruxas de Macbeth.
O rumor dizia que se não tivessem enfeitiçado o Duque de Clevedon, este nunca teria casado com uma comerciante.
Suas Graças abaixaram as cabeças escuras para o jornal, que mal tinha a tinta seca.
Um passarinho já estava contando os rumores da fuga Sheridan-Grant, ao belo mundo, mas o Spectacle, como sempre, era o primeiro em confirmar por escrito. Marcelline levantou a cabeça.
—Dizem que o pai da senhorita Grant vai iniciar um julgamento contra Sheridan na Chancelaria. Que emocionante, na realidade! Nesse instante entrou um lacaio e anunciou Lorde Longmore.
Não agora, maldição, pensou Sophy. Sua irmã tinha feito um alvoroço no belo mundo, ganhando como inimizade mortal uma das mulheres mais poderosas – que era a mãe de Longmore – e as clientes estavam abandonando-as em manadas, e Sophy não tinha ideia como reparar o dano.
Agora ele. Lorde Longmore entrou com um jornal sob o braço. O pulso de Sophy acelerou.
Não podia evitar. Cabelo e olhos negros brilhantes… o nariz nobre que com certeza havia sido quebrado em várias ocasiões e que entretanto permanecia tenazmente reto e arrogante… a boca dura e cínica… altura de mais de um metro e oitenta cinco.
Toda uma beleza masculina. Se ao menos tivesse cérebro. Não, melhor não.
Em primeiro lugar, os miolos em um homem eram um inconveniente. Em segundo lugar, e muito mais importante, ela não tinha tempo para ele nem nenhum outro homem.
Tinha uma loja a resgatar de uma morte iminente. —Trago o último Spectacle, mas já vejo que não fui tão rápido, —disse ao casal na mesa. —Sophy o trouxe, —disse Marcelline.
O olhar escuro de Longmore se deslocou a Sophy. Fez-lhe um frio movimento de cabeça e se foi ao aparador para encher o prato. —Senhorita Noirot. Vejo que levantou cedo.
Ontem à noite não esteve no Almack. —É obvio que não. A Inquisição Espanhola conseguiu que as patrocinadoras não me dessem permissão.
 —Desde quando pede permissão? Decepcionei-me tanto. Estava impaciente por ver que disfarce usaria. Meu favorito até agora, é o da criada de Lancashire.
 Também era o favorito de Sophy.
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Série As Modistas
1– Sussurros de Seda
2– O Escândalo veste Cetim
Essa série não será continuada.

13 de abril de 2013

A Pantera E A Pirâmide

Série Guerreiros do Vento

Graham Tristan foi um homem atormentado durante muito tempo.

Durante anos viveu sob o medo. Ele era psicologicamente forte.
Durante seu exílio na infância, ele cavalgou com os Khamsin – Os guerreiros Egípcios do Vento.
Aprendera seu código.
Ele era chamado de 
"A Pantera".
Agora retornara ao seu lugar de origem como o Duque de Caldwell.
Mas ele ainda vive com medo.
E um novo rosto assombrava seus sonhos.
Um rosto feminino. Cabelos ruivos, da cor do sangue.
Seus olhos verdes, esmeraldas.
E aquela face, e aquele corpo, aquela lembrança o consumia.
Realmente, ele era um homem perigoso, fora aceito pela sociedade com distinção apesar da sua criação; mas existiam aqueles que se opuseram a ele, e certamente ele não aceitaria aquilo.
Em seus sonhos, aquela mulher ameaçava tudo que ele deveria proteger; tudo que pensava em esconder. Ela era mais perigosa do que o antigo tesouro que podia convencê–lo a voltar ao Egito, voltar ao deserto onde ele tinha sido criado.
Essa mulher poderia desvendar seu coração.

Comentário da leitora final Manuela Souza: Gostaria de comentar que este livro é muito intenso. O sofrimento do mocinho, o amor que ele tem pela mocinha e o sacrifício que faz em nome deste amor me fizeram refletir sobre a doação plena que só o amor verdadeiro pode proporcionar. Realmente é muito bonito o livro. A autora toca fundo e tenho que contar que chorei com a morte do camelo... Beijos, Manú.

Capítulo Um

Londres, 1896
O Duque de Caldwell tinha escolhido uma maneira incomum para perder a virgindade.
Graham Tristan ficou quieto, na sala privada cor de vinho da recepção de Madame Lafontant. O suor escorria pelas costas, parando na cintura de suas elegantes calças brilhante. Convocando toda a sua coragem, ele enfrentou a dona do bordel e disse num calmo tom de comando:
― Ela deve ser inexperiente. E não uma ruiva. Meu irmão me recomendou o seu estabelecimento por ser o mais discreto em Londres. 
A  atrevida senhora de cabelo castanho deu–lhe uma lenta e minuciosa avaliação.
― Claro, sua graça. Eu me orgulho da discrição e em cumprir os desejos mais profundos de muitos da sua classe. O seu pedido não é incomum. ― Ela fez uma pausa e bateu uma unha pensativamente sobre as costas do sofá de crina. ― É por isso que eu mandei um bilhete. O tipo de mulher que você deseja acabou de chegar. Não é bastante jovem. Ela tem 22 anos. Louro dourado. Fala Deus. Muito linda. Será que é aceitável? 
Um pequeno sopro de ar escapou de seus pulmões. Graham forçou seu rosto em uma máscara inexpressiva.
― Será que ela é virgem?
― Com certeza. Claro que, por tal joia eu vou ter que cobrar o dobro. 
― É claro. ― ele murmurou, o coração batendo rápido com uma mistura de excitação e medo.
O corselete de Madame Lafontant estalou enquanto ela levantava–se  da espreguiçadeira.
― Fique aqui e eu vou preparar tudo. Por favor, fique à vontade. Há brandy no aparador.

Série Guerreiros do Vento
1 - O Falcão e a Pomba
2 - O Tigre e a Tumba
3 - A Cobra e a Concubina
4 - A Pantera e a Pirâmide
5 - A Espada e a Bainha
6 - O Escorpião e o Sedutor
7 - A Dama e o Libertino
Série Concluída

O Soldado

Série Windham
Atormentado pelos pesadelos da guerra, Devlin St. Just, conde de Rosecroft, foge para sua mansão em Yorkshire em busca de quietude.
Ali conhece a pequena Winnie e a sua prima, Emmaline Farnum, que está a cargo da menina. Emmie é filha bastarda de um nobre, e jurou a si mesma que jamais cometerá o mesmo engano que sua mãe.
Por isso, quando Devlin lhe propõe formarem juntos um lar para Winnie, ela se mostra muito reticente.
E apesar de que as decisões que tomou no passado a obrigarão a afastar-se de seu lado, Emmie se sente cada dia mais atraída pelos beijos do coronel. Será capaz de resistir a seu encanto?

Comentário revisora Déia: Eu estou adorando revisar tantos livrinhos gostosos de ler.Gostei muito do primeiro desta série e o segundo também me encantou e tive o prazer de poder revisar. História muito linda, mocinho fofo e mocinha teimosa e determinada. Excelente leitura! 

Espero poder revisar outros desta autora.

Capítulo Um

—O que isso faz sentado em minha fonte? Devlin St. Just, conde de Rosecroft, dirigiu a pergunta ao murcho espécime que tinha como administrador. —E por que demônios a ditosa fonte não funciona em pleno mês de julho?

—Temo milord, que faz anos que não funciona — respondeu Holderman, respondendo em primeiro lugar a pergunta mais simples—. E quanto a aquilo, acredito que vem incluído com o resto das propriedades.
—Isso não pode vir incluído — replicou o conde, apontando com o queixo—. Não se trata de uma instalação, nem tampouco de gado.
—No sentido legal, pode ser que não — insistiu Holderman pigarreando com delicadeza. Tinha pronunciado com certa ênfase a palavra “legal” e seu patrão o olhou com o testa franzida.
—O que quer dizer? —pressionou-o o conde. Nesse momento, Holderman desejou ter seguido o conselho de sua irmã e ter ficado para passar o verão agradavelmente aborrecido na propriedade de seu tio, perto de York.
Não era fácil trabalhar com o conde, um antigo oficial de cavalaria de quase um metro oitenta e cinco de estatura, primogênito de um poderoso duque e possuidor de arrogância e temperamento em grande quantidade.
Era um Black Irish que embora pagasse bem e trabalhasse mais do que qualquer aristocrata que o administrador tinha conhecido em sua vida.
Devlin St. Just, recém-nomeado conde de Rosecroft, era um demônio, sem paliativos.
Inclusive em York tinha chegado o rumor de que os franceses saíam fugindo ao ver que era St. Just quem liderava a carga da cavalaria. —Veja milord...— Holderman engoliu seco ao mesmo tempo em que olhava de esguelha para a fonte. Era o administrador daquelas terras, por todos os Santos. Não deveria ser ele a ter a obrigação de explicar a situação.
—Holderman — o conde começou a dizer com aquele tom baixo que pressagiava uma vulcânica exibição de temperamento—, a escravidão e o tráfico de pessoas foi abolida faz quase uma década em nossa idílica Inglaterra. Além disso, tenho nada menos que nove irmãos menores e posso afirmar com toda segurança que isso é uma criatura, não parte do equipamento doméstico, e não pode ser transferido junto com uma propriedade. Mande-o embora.
—Temo que não possa fazer o que me pede — o homem respondeu pigarreando de novo.
—Holderman — disse o conde com aterradora cordialidade—, não deve pesar mais de vinte quilogramas. Agarre-o e lhe diga que vá. Diga-lhe que antes passe pela cozinha e pegue um bolo de carne, mas depois disso tem que ir.
—Veja milord, quanto a isso...
—Holderman. — St. Just cruzou os braços sobre o musculoso torso e dirigiu ao administrador um olhar que sem dúvida teria sufocado as tentativas de insurreição de oficiais mais jovens, irmãos menores, cavalos revoltosos e pessoas bêbadas, sem importar sua classe social —. Faça. Que. Se. Vá!
O homem, em um exemplo de abdicação, negou com a cabeça e olhou para o chão.
—Está bem — o conde replicou com um suspiro—. O farei eu mesmo, assim como o resto nesta paródia de propriedade. Fora daqui! — ele gritou a seguir para o menino, apontando com o dedo para as colinas ao longe, conforme se aproximava da fonte.
O pirralho ficou de pé na borda da fonte seca e, embora o conde fosse muito mais alto, gritou-lhe, apontando na mesma direção:
—Fora você daqui!


Série Windham
0.5 - O Cortejo
0.6 - O Duque e sua Duquesa
1 - O Herdeiro
2 - O Soldado
3 - O Pianista
4 - O Desejo de Natal de Lady Sophie
5 - O Escandaloso Segredo de Lady Maggie
6 - Um Cavaleiro para Lady Louisa
6.5 - O Presente Ducal
7 - A Indiscrição de Lady Eve
8 - O Retrato de Natal de Lady Jenny
8.5 - Morgan e Archer 
86 - Jonathan e Amy
Série Concluída

9 de abril de 2013

Quase Inocente

Série Almost






A jovem Magdalena, criada atrás das impenetráveis muralhas de uma fortaleza inglesa, não sabe que é filha ilegítima de um poderoso príncipe inglês e sua esposa francesa assassinada, nem que é um peão na guerra entre a Inglaterra e a França desde que saiu do ventre de sua moribunda mãe. 


Ela só quer um pouco de emoção em sua vida. 
Assim, um dia entra em seu mundo o magnífico Guy de Gervais, um autêntico cavaleiro de brilhante armadura, e a leva em um piscar de olhos. 
Para Magdalena se trata de um amor à primeira vista, mas para Guy só importa sua responsabilidade de manter a jovem a salvo até que ela se case com seu sobrinho e cumpra com seu destino político. 

Capítulo Um 

Carcassonne, 1360. 
O interior da cabana, de palha e barro, estava escuro; escuro e frio. Rajadas de vento gélido passavam pelo buraco do teto que servia de chaminé, formando redemoinhos da fumaça das brasas no ar úmido e frio. 
Apesar do frio, algumas pulgas saltavam sobre os destroçados juncos que cobriam o chão de terra batida. A menina batia as mãos em uma perna distraidamente, com seu interesse fixo na espumosa superfície do líquido que havia em um prato de louça colocado sobre o chão. 
—O que você vê Jennet? — sussurrou com temor tentando interpretar a mensagem mágica que nunca escapava à sua amiga. Jennet, a Louca, sacudiu a cabeça e grunhiu com mais ironia que humor: 
—Me chamam “a Louca”, porém tenho mais senso que a maioria das pessoas. Não esqueça nunca disso, minha pequena senhorita. 
—Não o farei. — disse Magdalena, preocupada em não ofendê-la em um momento tão importante. 
—O que vê? A bruxa começou a recitar com voz inexpressiva: 
—Água e uma terra com espaços abertos. Era muito decepcionante. 
—Irei a essa terra? — perguntou a menina desejando tirar algum significado da imagem. 
—Quem pode dizer? — Jennet, a Louca, cruzou a pernas, levou um frasco de couro aos lábios e bebeu dele um grande gole. —
Quem pode dizer? — secou a boca com o dorso de uma mão enrugada e ossuda. Magdalena sabia por experiência que uma vez que Jennet, a Louca, começava a beber do frasco não havia mais revelações. Desconsoladamente, se pôs de pé sacudindo sua bata holandesa, de cor laranja, nas zonas em que sabia, ainda que não pudesse ver na penumbra, que coisas asquerosas haviam se enganchado. 
—Disse que me prepararia um feitiço para que ocorresse algo. 
—E o quê gostaria que ocorresse, jovem donzela? — a velha levantou a mão até uma prateleira na parede e baixou uma caixa. 
—Qualquer coisa — disse Magdalena. —O que seja. Jennet, a Louca, a olhou na penumbra. 
—Algum dia já não terá esse desejo. Chegará um dia em que rezará para que nada mude. Por pior que seja, desejará que não mude, por medo de que o que está por vir seja pior. Magdalena estremeceu. 
Com Jennet, a Louca, nunca se podia saber quando suas previsões nasciam de premonições e quando eram simples disparates. 
—Dê-me a mão. Obediente, a menina estendeu a mão com a palma para cima e viu como a velha remexia na caixa, escolhia algumas coisas e as colocava sobre sua mão. 
Havia mechas de cabelo, ossinhos, um olho de serpente, um dente de gato e um pouco de alguma substância em pó. 
Magdalena ficou olhando-os, fascinada e assustada ante aquela clara prova da capacidade da anciã para fazer feitiços
—Deixe-os debaixo de seu travesseiro durante três noites — disse Jennet — e assegure-se de cear somente caldo. O feitiço não funcionará se sua barriga estiver muito cheia. 
Magdalena pensou em colocar aquela coleção de coisas sob o travesseiro da cama que compartilhava com sua tia e seu coração se acelerou um pouco, ainda que o riso aparecesse no fundo de sua garganta.
Engoliu o riso, pensando que sua amiga a acharia pouco respeitosa depois de tão impressionante presente, agradeceu à anciã e saiu com cautela da cabana. 
Por desgraça, sua cautela não foi suficiente. Lorde Bellair estava parado sobre as muralhas de seu castelo olhando fixamente a obscura mata do bosque de Radnor. 
Era daquelas densas e escuras profundidades que teria que vir uma incursão, e a presença de sentinelas nas quatro torres da fortaleza refletia o estado de alerta do castelo.
O dever dos senhores de Marca, e lorde Bellair era um deles, consistia em proteger a fronteira de intrusos oriundos dos vales da Gália. 
Os senhores manteriam seus domínios, que se estendia ao largo da fronteira, em nome do rei, e ninguém era mais consciente que lorde Bellair da importância de sua tarefa e da honra que ela implicava. 
Naquele dia nublado e ventoso de fevereiro, de todos os modos, este senhor de Marca esperava visitantes pacíficos para uma questão de negócios que o preocupava consideravelmente. 



Série Almost
1- Quase uma Namorada 
2- Quase uma Dama
3- Quase Inocente
Série concluída



7 de abril de 2013

Marcada Pelo Destino





Lady Isobel Dalceann, gravemente desfigurada, lutou com unhas e dentes para defender sua fortaleza, sem pensar apenas em sua segurança. 


Então, por que deixar que um desconhecido cruzar seus muros? 
Embora sinta o perigo, seu corpo marcado pela guerra é um reflexo de suas próprias cicatrizes e a prova para depositar sua fé nele. 
Marc de Courtenay é um mercenário solitário, mas se sente atraído pela ferida e bela Isobel. 
Mas ao deixá-lo entrar em suas muralhas altamente protegidas, proporciona-lhe sem querer segredos que o permitirão traí-la. 
O que fará Isobel se descobrir quem é Marc de verdade…? 

Comentário revisora Sandrinha DD.: Mais um livrinho para as românticas de plantão. Um guerreiro valente, inteligente, protetor, possessivo e que gosta de certos aromas kkkkk. 
Uma mocinha guerreira com muitos traumas, mas determinada e corajosa. Adorei o casal. Uma leitura agradável sem dúvida. Quase não morre ninguém, kkkkk. Boa leitura. 

Capítulo Um 

Fife Ness, Escócia - 1346. 
Isobel Dalceann viu as silhuetas da praia, além das ondas, girando na corrente. Havia oito ou mais, perdidos na tempestade entre a névoa. 
 —Lá! —gritou para os dois homens que estavam ao seu lado. — Há duzentos metros da costa! 
O mar às vezes arrastava os restos de alguma embarcação, ou o esqueleto de alguma criatura marinha morta algum tempo atrás... mas aquilo? 
O entardecer se estendia do oeste, cobrindo tudo de um rosa pálido, até transformar algo desconhecido em algo conhecido. 
—São pessoas! Foi Ian quem disse. Não era madeira, nem um peixe morto ou um tronco de uma árvore que havia caído perto da água de Dundee e que tinha chegado até o sul, graças às correntes frias. 
Não, tratava-se de pessoas. Pessoas que se afogariam caso ela não os ajudasse; sempre foi uma boa nadadora. Tirou suas botas e a túnica, depois a adaga que estava presa no tornozelo e saiu correndo. 
A água gelada cortou sua respiração antes de ter atravessado as primeiras ondas; quando o cabelo enrolou nos braços a impedindo de continuar nadando, parou para prendê-lo. 
A uns dez metros Ian gritou e Angus respondeu. A seguinte onda levantou a todos e os ajudou a avançar. Isobel pôde ouvir o batimento do seu coração nos ouvidos quando a força da onda a puxou para baixo. Contando os segundos para voltar à superfície, esperneou com força e apareceu a uma curta distância de um dos sobreviventes. 
Uma ferida aberta do cotovelo até o ombro tingia o mar de vermelho e se misturava com a espuma, antes de perder-se na grande imensidão do oceano. 
Apenas reparando sua presença, Isobel enquanto se aproximava viu que havia outra pessoa flutuando a seu lado. 
—Eu me encarregarei dele enquanto você nada — gritou por cima do vento e da chuva começava a cair. 
—Não — respondeu ele com a tenacidade de alguém que não estava disposto a render-se, com uns olhos verdes carregados de determinação. 
Quando Isobel se fixou, viu que o homem que havia entre eles estava morto. 
— Se foi. O mar o levou. Negou com a cabeça e se separou dela. Depois respirou profundamente uma vez, duas vezes, recuperando a força e a vontade. 
Quantas vezes ela fez isso, quando a solidão era insuportável? 
—Deixa que eu ajude —gritou Isobel, — pois a margem está longe — tocou em seu ombro e o tirou de seu inferno particular.
Ele a olhou com a arrogância de alguém que não estava acostumado às ordens. Isobel tentou controlar sua ansiedade. Estava há poucos minutos na água e já estava congelada; perguntava-se como aquelas pessoas puderam sobrever tanto tempo.
 —Ajuda aos outros primeiro — quando moveu a mão para amparar a cabeça do homem que segurava, um bracelete de ouro apareceu em seu pulso.
 Então, não se tratava de um marinheiro qualquer que ganhava a vida navegando pelos canais entre a Inglaterra e Escócia. Seu acento parecia provir de um país estrangeiro.
 Isobel ouviu um grito atrás dela e deu a volta. Viu que Angus ofegava tremendo de frio, respingando e mexendo as pernas sem parar para tentar esquentar. Sentiu pânico. 
Estavam a quase duzentos metros da costa, com o mar enfurecido pela tempestade. 
Atrás dele, dois homens tentavam subir em costas em sua luta para tomar ar. Santo Céu. 
O mar levava suas vítimas sem recorrer ao jogo limpo, pensou Isobel. 
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Milagre De Amor

Série Contos de Fadas 


Miss Linnet Berry Thrynne é Bela... Naturalmente, está noiva de um Monstro.

Piers Yelverton, conde de Marchant, vive num castelo no País de Gales, onde, corre o boato, o seu mau humor arrasa todas as pessoas com quem se cruza.
E também consta que uma lesão deixou o conde imune aos encantos de qualquer mulher.
Só que Linnet não é qualquer mulher.
Ela é mais do que simplesmente formosa: o seu espírito e encanto forçaram um príncipe a ajoelhar-se.
E calcula que um conde se apaixonará loucamente por ela... em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não tem ideia do perigo a que o seu coração é exposto por um homem que poderá nunca devolver-lhe o seu amor.
Se ela decidir ser realmente muito perversa... que preço pagará por domar o coração selvagem desse homem?

Capítulo Um 
  
Era uma vez, não há muito tempo...
Meninas bonitas em contos de fadas são tão banais como seixos na praia.
Pastoras de pele rosada convivem com princesas de olhar romântico e, de fato se contássemos os dois olhos brilhantes de cada donzela, teríamos toda uma galáxia de estrelas cintilantes.
Esse brilho ainda torna mais triste o fato de as mulheres reais raramente estarem à altura das suas homólogas fictícias. Têm dentes amarelados ou pele manchada. 
Têm a sombra de um bigode ou um nariz tão grande que um rato poderia esquiar por ele.
Claro que também há as bonitas. Mas mesmo essas são propensas a todas as doenças que constituem «herança do homem», como disse Hamlet, há muito tempo, num lamento.
Em resumo, é rara a mulher que ofusca verdadeiramente o sol. 
Quanto mais toda essa história de dentes de pérola, voz de cotovia e um rosto tão belo que os anjos carpiriam de inveja.
Linnet Berry Thrynne tinha tudo o que foi mencionado, exceto talvez a pretensão de uma melodia de cotovia. Apesar disso, a sua voz era perfeitamente agradável e tinham-lhe dito que o seu riso era como o toque de sinos dourados, falando-se muitas vezes nas cantigas de verdilhão
Mesmo sem olhar para o espelho, sabia que o seu cabelo e seus olhos brilhavam, e os seus dentes — bem, talvez não brilhassem, mas eram muito brancos.
Era exatamente o tipo de mulher que conseguia levar um moço de cavalariça a feitos heróicos ou um príncipe a atos menos intrépidos como atravessar um denso silvado meramente para lhe dar um beijo. 
Nada disso alterava um único fato: Desde a véspera, não lhe era possível casar-se.
A calamidade tinha que ver com a natureza dos beijos e com aquilo a que se fazia crer que os beijos levavam. Embora talvez seja mais exato falar da natureza dos príncipes. 
O príncipe em causa era Augustus Frederick, duque de Sussex.
Beijara Linnet mais do que uma vez; de fato, beijara-a muitíssimas vezes. E declarara veementemente o seu amor por ela, já para não falar numa noite em que atirara morangos à janela do seu quarto (o que tinha causado uma porcaria horrível e enfurecido o jardineiro).
A única coisa que não fizera fora oferecer-lhe a sua mão em casamento.
— É uma pena eu não poder casar contigo.

Série Contos de Fadas
1 - O Beijo encantado
1.5 - Storming the Castle - sem ebook
2 - Milagre de amor
2.5 - Winning the Wallflower - sem ebook
3 - The Duke is Mine - idem próximos
4 - The Ugly Duchess
4.5 - Seduced by a Pirate
5 - Once Upon a Tower

O Lorde De Elphindale

Histórico Sobrenatural 
 











A encantada Gwen Forsythe amou Drew desde que era uma menina. 

Ambos são metade fada, mas Drew negou sua parte não humana durante anos. 
Com intenção de escapar para sempre da influência do vale mágico, planeja casar-se com outra mulher e mudar-se para muito longe. 
Mas o povo fada tem outros planos e toma medidas para trazer Drew de volta e fazer com que ele e Gwen fiquem. 

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3 de abril de 2013

Maiê em...



Livros e Suas Adaptações Cinematográficas

Já faz um tempo que quero escrever sobre esse assunto. 
Não sei se vocês sabem, mas tive um caso de ódio a primeira vista com o livro Cinquenta  Tons de Cinza. 
Havia lido em algum lugar que a autora se inspirou em Robert Pattinson e Kristen Stewart para criar o casal principal e era os dois que eu visualizava enquanto estava lendo.  
Eu até gosto de Crepúsculo, mas achei difícil entrar no clima imaginando Edward chupando os dedões do pé da Bella-boca-aberta. 

Eis que minha adorada irmã, que nem gosta de ler, ganha o primeiro volume de Natal e se apaixona completamente. 
Eu delicadamente digo que não gostei muito, mas mesmo assim ela resolve me emprestar a coleção completa. 
A bichinha estava tão empolgada que resolvi dar uma segunda chance e de má vontade recomecei de onde tinha parado. 
E então depois de uns capítulos – surpresa- Robert Pattison desapareceu e Henry Cavill surgiu como meu novo Christian Grey  (Calma Jenna, foi só um empréstimo, já estou te devolvendo o homi). 
E não é que imaginando o protagonista dessa maneira terminei adorando Cinquenta  Tons de Cinza? 
Não me entendam mal, ainda acho a Ana muito fraquinha. Mas com um homem daqueles marcando presença quem não ficaria um pouco lesada? 
Para a série Crossfire da autora Sylvia Day foi um pulo. Eu com minhas birras literárias comecei achando que se tratava de uma cópia ruim de Cinquenta  Tons e novamente tive que morder a língua. 
Foi a primeira vez que enrubesci lendo um livro. 
Hoje sou totalmente time Gideon. O que é aquele homem?  

E já que falei em Henry Cavill, antes da escolha do elenco da Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer ficava papeando em seu site com os fãs e o citou como o Edward ideal. 
Olhando por esse lado, eu estou mais correta que a autora de Cinquenta  Tons, caso ela realmente tenha se inspirado no Edward para criar seu personagem... Faz sentido? 
Bem, na minha cabeça faz... rs  
Na época o Henry tinha 25 anos e não foi chamado para fazer um teste, apesar dos produtores terem lhe oferecido o papel de Carlisle, que por acaso sempre foi meu personagem preferido do livro.  No final das contas, o doutor Cullen não foi o ideal, mas não tenho nada a reclamar do ator que o interpretou, só do maquiador. 
Vamos combinar que não há beleza que resista aqueles perucões e pó branco no rosto. No cartaz do último filme Carlisle estava com o cabelo ruivo, alisado e com uma franjinha de lado. Sério, o cabeleireiro responsável merecia um chute na canela em vez de salário... 

Estou falando isso porque estão escolhendo o elenco para Cinquenta Tons de Cinza e tenho certeza absoluta que vão estragar todas as minhas fantasias. 
Semana passada a notícia era que Emma Watson seria a protagonista. Emma Watson, a Hermione de Harry Potter! 
Imaginem ela no quarto vermelho com Christian dizendo “ Menos 10 pontos para a Grifinória! “. Não!  Felizmente ela desmentiu, mas sinto que está vindo chumbo grosso por aí. 

Para animar vocês um pouquinho, fotinhos dos supostos candidatos a Christian Grey no cinema.
Alguns são figurinhas repetidas por aqui, outros são apenas boatos... 







Aqui livrinhos ótimos que foram postados recentemente aqui no blog.

O Prazer do Seu Beijo de Teresa Medeiros – Li de uma vez só. Adoro essa autora e o modo como mistura humor com situações dramáticas e tocantes. O mocinho e a mocinha tem uma história, e terminam se reencontrando em um harém de um sultão de maneira totalmente inusitada. Só para variar, os personagens secundários também são muito interessantes. 

O Pacto De Uma Dama da Renee Bernard – É o segundo de uma série bem erótica. É fácil criar empatia pela mocinha, que de repente se vê responsável por administrar um bordel. 
O mocinho é tudo de bom e na minha opinião é o destaque do livro. 

As Regras da paixão da Johanna Lindsey – Essa autora é sempre muito intensa e dessa vez escreveu um livro sobre uma princesa que é seqüestrada quando bebê e tem que lutar para recuperar seu lugar de direito. 



Beijos,

Maiê

31 de março de 2013

Véu Da Inocência








Ele é um homem de segredos. 

Ela, uma mulher de mentiras. 

Quando um comerciante misterioso e sedutor chega à casa da nobre Katrine de Gravere, ela reluta em lhe dar abrigo, mas finalmente cede. 
Afinal, receberia como pagamento lã suficiente para manter seus preciosos teares cheios. 
Dormindo debaixo do mesmo teto e a cada minuto tentado a acariciar os cabelos vermelho-fogo da inocente e reservada mulher, Renard se pergunta se ela suspeita de suas verdadeiras razões para estar ali. 
Em uma cidade onde ninguém está a salvo, Katrine desperta nele desejos proibidos. 
Renard poderia estar, seguro de que ela não iria traí-lo ?

Capítulo Um 

Flandres, Países Baixos, primavera de 1337 
O coração de Katrine batia acelerado, e ela percebeu um tom de ameaça na voz do homem cujo rosto não via por causa das sombras. 
— Você é que sabe — disse ele. — Posso lhe arranjar a lã de que precisa, mas se deixar passar esta oportunidade... — Ele deu de ombros e, com o corpo, tapou a entrada do sol da manhã na sala de tecelagem. 
— Existem outros compradores por aí. 
— Todo tecelão em Ghent estará disposto a comprar lã — tentou falar Katrine sem tremer. 
Isso não era segredo para ninguém. Privados da lã, a cidade de tecelões estava morrendo de fome. 
Assim, quando um estranho afirmou que podia encontrar pele de carneiro para seus teares, ela resolveu ouvi-lo. 
Ele não precisava de Katrine, mas ela queria a lã dele. Queria desesperadamente. 
Com os braços cruzados, o contrabandista encostou- se na parede tão à vontade que parecia o proprietário do lugar.
— Decida, moça. Ou aceita negociar comigo ou vai morrer de fome. Apoiando-se no tear, ela sentiu o corpo encostar-se a uma peça vertical, como se fosse uma mártir. 
Ela passou a dedilhar os fios para se distrair. Os fios tremiam sob os dedos. 
Não deveria ceder facilmente, caso contrário, não poderia negociar o preço. 
— Você não tem sotaque do povo de Ghent. — Ela não sabia nada sobre o homem nem o nome dele. — Onde é sua casa? A luz do sol bateu no seu cabelo castanho. 
De início, ele nada disse, e ela chegou a se perguntar se a tinha ouvido. Mas depois ele falou. 
— Nasci em Brabante. Sua resposta parecia satisfazê-la. O ducado vizinho era um dos seis feudos localizados perto do canal entre a Inglaterra e a França. 
Deveria, ao menos, saber que tipo de bens ele oferecia. Katrine passou a mão pelo tecido e sentiu sua maciez. 
— Costumo usar apenas tecidos finos. Sou exigente para comprar. Sua lã é inglesa ou espanhola?
 — Inglesa. 
— Ótimo. Katrine começou a caminhar de um lado para o outro, como se considerasse as opções. 
Era melhor não perguntar como ele a conseguiu. O rei da Inglaterra havia embargado todos os carregamentos nos últimos nove meses. 
— Onde foram criadas as ovelhas? Eu prefiro a lã das ovelhas criadas por monges cistercienses, da Abadia de Tintern, mas também aceito lã de Yorkshire. 
— Aceita? — Ele achou graça. — Você vai aceitar o que eu lhe oferecer, pois não tem escolha. 
Minha Santa Catarina, o que devo fazer? Já tinha negociado com as maiores tecelagens de lã. 
Havia batalhado por lã de animais criados nas costas, e até orientado seus tecelões a fabricar um tecido de trama mais frouxa, na esperança de melhorar o produto final. 
Não havia mais nenhum truque. Já tinha até pedido ajuda ao seu insensível tio. 
Agora ela temia ficar sem trabalhar, até seu pai voltar, caso não confiasse nesse estranho misterioso. 
Ao menos, as mãos grandes de dedos longos desse estranho pareciam confiáveis e até familiares. 
— Quanto pode me conseguir? 
— Talvez um saco. 
— Isso é material que um tecelão usa em uma semana — comentou Katrine desapontada. 
 —É mais do que você tem agora. 
— E se eu concordar, qual é o seu preço? 
— Vinte e cinco libras de ouro por saco. Adiantadas. 
— Quinze. — Se soubesse negociar, o ouro que seu pai havia deixado daria para comprar três sacos de lã. — E na entrega. 
— Vinte e oito. 
— Mas você tinha dito 25 antes. 
— E amanhã, se eu quiser, direi que o preço é 30. Não tente barganhar comigo, moça. Você não tem nada para barganhar. 
Pela primeira vez, ela conseguiu ver os olhos dele, azuis. E ele piscou para ela. 
— Ou talvez tenha — disse ele. Alguma coisa a mais do que simplesmente medo mexeu com ela. Algo que tinha a ver com ele.
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A Cativa Do Viking







Rorik não poderia deixar aquela nela e requintada mulher deitada abatida e indefesa naquela salão da mansão inglesa, nas mãos cruéis de seu marido. 

Então, ele a leva para o seu navio. 
Mas a intenção de Rorik é salvá-la ou tê-la para si? 
Yvaine desconfia do guerreiro que a salvou. 
Ela é sua cativa e está visivelmente claro o pagamento que Rorik procura como recompensa... 
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O Prazer De Seu Beijo

Série Irmãos Burke


Ashton Burke é um lendário aventureiro que passou os últimos dez anos de sua vida percorrendo o mundo, para esquecer a mulher que deixou para trás.

Sua vida miserável é interrompida quando é contratado para resgatar a noiva de seu irmão, que foi sequestrada e se encontra prisioneira no harém de um sultão.
Muito tarde, descobre que ela é Clarinda Cardew, a mulher que feriu seu coração.
A última coisa que Clarinda deseja é estar cativa em um palácio de prazeres sensuais com o homem cujos beijos irresistíveis atormentam suas noites insones.
Embora ele jure que está apenas cumprindo sua missão, Clarinda não demora a perceber que se permitir que Ashton a salve, seu coração vai estar em um perigo ainda maior.
Em uma viagem através das deliciosas intrigas da corte de um sultão até os salões exuberantes de Londres, Ashton e Clarinda reiniciam os passos dessa dança perigosa e descobrem que o prazer mais sedutor de todos, pode ser o amor.

Comentário revisora Marilda: Como eu já esperava, a autora fez mais um livro maravilhoso. Envolvente, divertido, emocionante e com a dose certa de erotismo. Um amor verdadeiro que resiste a distância e ao tempo. Para minha alegria, ainda temos um romance secundário que é muito bacana. Imperdível!

Capítulo Um

1834 
— Oh, Clarinda! Você viu o último número do Snitch? Peguei um exemplar no porto antes de embarcar e há um artigo absolutamente fantástico sobre o Capitão Sir Ashton Burke! 
Clarinda Cardew sentiu que seus dedos cravaram involuntariamente na suave capa de couro do livro que estava lendo. Apesar da agradável e cálida brisa marinha que acariciava sua face, percebeu que seu rosto se congelava ao exibir a máscara de desinteresse calculado que adotava assim que Esse Nome era mencionado. Não era necessário um espelho para saber quão efetiva era. Ela teve nove longos anos para aperfeiçoá-la. 
— Ah, sim? — murmurou, sem levantar os olhos da página. 
Desgraçadamente, Poppy estava muito fascinada com o assunto para perceber a falta de entusiasmo de Clarinda. Poppy se inclinou para frente de sua cadeira ajustando seus óculos de aro metálico, empoleirados na ponta de seu nariz. 
— Segundo este artigo, ele fala fluentemente mais de quinze idiomas, incluindo o francês, o italiano, o latim, o árabe e o sânscrito, e passou a última década viajando de um canto ao outro da terra. 
— Falando corretamente — disse Clarinda secamente — a terra não tem cantos. É redonda. 
Poppy continuou sem se intimidar: 
— «Depois de conseguir uma impressionante vitória na guerra da Birmânia com seu regimento do exército da Companhia das Índias Orientais, foi agraciado com o título de Cavalheiro pelo rei. Devido a sua habilidade feroz no combate, os homens que estavam às suas ordens o apelidaram de: Sir Selvagem.» 
— Muito mais intimidante do que Sir Infalivelmente Cortês. 
Sentindo-se bastante selvagem também, Clarinda virou a página seguinte do livro e ficou olhando cegamente as palavras que bem poderiam estar escritas em sânscrito ou em algum outro idioma antigo. 
— «Contam os rumores que enquanto estava na Índia resgatou uma linda princesa hindu dos bandidos que a tinham sequestrado de seu palácio. Quando seu pai ofereceu a mão dela em casamento e uma fortuna em ouro e joias como recompensa, Burke lhe disse que se contentaria simplesmente com um beijo.» 
— O pai dela deve beijar muito bem — replicou Clarinda levantando o livro para cobrir seu rosto completamente. 
Poppy desviou seu olhar encantado do Snitch o suficiente para lhe lançar um olhar irritado. 
— Do pai não, boba. Da princesa. Segundo o artigo, as façanhas românticas do Capitão Burke são quase tão lendárias quanto as militares. 
Também diz que depois que solicitou sua baixa no exército, foi contratado pela Associação Africana para comandar uma expedição às profundezas do continente. 
Sua aliança com a associação foi abruptamente interrompida há três anos ao retornar da África com muitas informações sobre os costumes carnais das tribos primitivas que conheceu lá. 
Inclusive os mais sofisticados eruditos se escandalizaram pela descrição detalhada que seus descobrimentos continham. Houve quem se atrevesse a insinuar que ele mesmo participou desses rituais!


Série Irmãos Burke
1 - O Prazer de seu Beijo
2 - A Tentação de seu Toque
Série Concluída