19 de março de 2017

Uma Temporada Roubada

Um pequeno erro no passado vai mudar tudo sobre o seu futuro...

A arqueóloga Sarah Baxter acaba de quebrar uma das maiores regras de viagem no tempo: deixou um dispositivo do século XXI na Inglaterra Regencial do século XIX. Infelizmente, quando volta para recuperá-lo, ela faz uma confusão ainda maior das coisas – resultando na morte de um conde inglês. Agora seu irmão não está apenas atrás de vingança, mas ele também tem o dispositivo de Sarah. 
O que significa que será necessária uma abordagem completamente diferente. Não ocorre ao novo conde de Earnston que sua encantadora desconhecida é responsável pela morte de seu irmão. 
Ele é simplesmente varrido por uma paixão que ameaça a sua própria reputação. Mas ele tem a impressão de que a senhorita Baxter está escondendo alguma coisa dele. Agora Sarah deve encontrar uma maneira de roubar seu dispositivo, esconder a verdade sobre o irmão do conde e, o mais importante, não se apaixonar...

Capítulo Um

Inglaterra1817 - Kent
Sarah cambaleou na sela, suas roupas encharcadas pesando em seus ombros e dificultando manter-se em seu assento. Os cascos do cavalo, tão fortes como um tambor, ecoavam em seus ouvidos. Ela chutou sua montaria e a exortou sobre uma pequena sebe, sua determinação de não ser apanhada, superando seu bom senso.
A chuva escorria pelo seu rosto, mas ela não conseguia parar. O futuro da TimeArch dependia disso. Os anos de pesquisa de seu pai. As centenas de horas passadas trabalhando na maior e mais desejada capacidade do homem. Sarah retardou sua montaria para galopar através de um riacho turbulento, as pedras fazendo com que o cavalo tropeçasse, tornando a curta travessia dolorosamente lenta. O tempo acabou. Ela tinha de ir. Embora o cavalo se agarrasse e deslizasse para o outro lado da margem lamacenta para continuar, a apreensão ainda ameaçava fechar sua garganta em pânico.
A montaria perdeu um passo, e Sarah agarrou a sela, amaldiçoando o clima. Ela lançou um olhar sobre seu ombro e gritou sua frustração para a cortina de chuva, ao ver o conde de 1 Condado situado no sudeste da Inglaterra, próximo de Londres, com capital em Maidstone.
Uma Temporada Roubada – Tamara Gill
LRTHistóricos 6
Earnston, nem dois cavalos atrás2.
Seu olhar segurou o dela e, com intrépida determinação, ele instou sua montaria a emparelhar com a dela, agarrando suas rédeas.
— Deixe-me ir. — Sarah deu um soco em sua mão e chutou, tentando afastá-lo. Tudo em vão, já que nada parecia impedir sua determinação.
— O que isso faz? — Ele gritou, puxando as rédeas dela.
Os cavalos bateram duro, e Sarah lutou pelo equilíbrio.
— Vamos, Lorde Earnston.Você vai matar-nos.
Ele soltou as rédeas por um momento, enquanto um grande arbusto os separava. Mas, a uma velocidade incontrolável, ele se aproximou novamente.
— O que é tão importante para que você arrisque sua vida? — Ele gritou sobre a tempestade.
Sarah sacudiu a cabeça. Por que ele não a deixava em paz? Maldita fosse a sua falta de jeito na biblioteca. Se ela não tivesse derrubado o vaso – se não tivesse tropeçado –, o conde nunca teria investigado o som. Mas ele tinha, e encontrou suas mãos enfiadas em sua coleção de peculiares3, roubando um dispositivo de outro tempo.
— Esqueça isto. Esqueça-me. — Gritou ela através do dilúvio. — Vá para casa!
— Não. — Ele disse, incitando seu cavalo a ficar diante dela.
Um ramo de árvore baixo bateu em seu rosto. Sarah se encolheu com dor. A noite era perfeita para o roubo, mas não para uma fuga a uma velocidade vertiginosa. Se continuassem a perseguição, seria apenas uma questão de tempo até que um deles fosse morto.
— Pare seu cavalo!
Sarah sacudiu a cabeça e chutou a montaria. Não importava os perigos, ela não podia obedecer. O futuro, o negócio de seu pai, tudo o que ela considerava importante dependia de sua fuga.
— Eu não posso. Milorde, por favor, deixe-me.
Ele apertou as rédeas dela e puxou com força. O cavalo de Sarah resistiu à agressividade, e ela se inclinou desajeitadamente para um lado. Sentindo-se prestes a cair, ela estendeu a mão e agarrou o conde. Suas rédeas escorregaram do aperto dele, enquanto seu braço forte rodeava a cintura de Sarah Sarah, lutando para impedi-la de cair entre os dois cavalos. Mas não foi muito eficiente. Seu cavalo se desviou, e ela caiu duramente contra a montaria de Sua Senhoria. Seus dedos, frios e molhados, deslizaram para agarrar a sela, mas seu cavalo se afastou dela.
— Espere, eu peguei você. — Praguejando, o conde tentou puxá-la para cima, mas a gravidade estava contra eles.
— Estou escorregando. Deixe-me ir. Eu vou derrubá-lo.
Os pés de Sarah arrastavam na estrada lamacenta e cheia de pedras, e ela se preparou para uma queda dolorosa. Um cavalheiro até ao fim, ele balançou a cabeça e tentou puxar o cavalo.
— Por favor, deixe-me ir. Mas era tarde demais.
Veja Vídeo do lançamento

A Promessa de um Cavaleiro




Separados pela guerra, unidos pelo amor!

Gaira sabe que não deve confiar no sombrio cavaleiro inglês que encontra nas ruínas do vilarejo onde sua irmã vivia. 
Porém, como seu mundo fora completamente devastado pela guerra, ela não tem escolha além de acompanhá-lo. 
Robert de Dent a levará a um lugar seguro… e nada mais! 
Mesmo que a coragem e a resiliência de Gaira façam esse temido guerreiro desejar protegê-la a todo custo, ele precisa se afastar. Mas tudo mudará quando Gaira descobrir a verdade sobre Robert!
Escócia

Abril de 1296
– Mais rápido, magrelinho, vamos lá, voando!
Gaira de Clan Colquhoun inclinou-se para a frente e abraçou o pescoço do cavalo roubado. Quanto tempo ela teria antes que seu noivo ou seus irmãos descobrissem em que direção ela havia fugido? Dois dias, três? Tempo apenas suficiente para chegar em segurança à casa de sua irmã.
Era impossível forçar o cavalo a aumentar o passo. O pobre suava em bicas e sua respiração estava ruidosa, em cadência com o galope veloz. Ela própria respirava no mesmo ritmo frenético.
Lá estava! Assim que chegasse à última colina estaria a salvo. Em segurança! E teria comida, cama e o acalento caloroso do conforto e conselhos de sua irmã.
Ela virou a cabeça para olhar para trás. Não havia sinal de perseguição. Seu coração ficou mais leve e ela relaxou um pouco as rédeas.
– Conseguimos, rapaz! Só um pouco mais e você terá uma lauta e merecida refeição!
Gaira sentiu o cheiro de fumaça antes de alcançar o topo da colina. Era uma mistura de fumaça amanhecida, queimada, muito calor, relva ressecada e animais em decomposição. O cavalo deu um passo para o lado e sacudiu a cabeça, agitado, mas ela reassumiu o controle e o conduziu até o topo do terreno elevado.
Foi então que se deparou com o horror no vale logo abaixo. Sentindo-se fraca, deixou-se cair sobre o pescoço do cavalo e escorregou da sela. O tornozelo esquerdo torceu-se sob o peso de seu corpo quando o pé tocou o chão, mas Gaira não sentiu dor enquanto punha para fora o desjejum de bolinhos de aveia e água. Em seguida, com o estômago vazio, sentiu as palmas das mãos ásperas de terra e a relva seca estalando sob os joelhos. O cavalo não estava mais ali.
Ela se levantou, respirou fundo e tossiu. Não era de gado em decomposição o cheiro que sentia, mas de cabelo queimado e carne humana carbonizada.
O odor fétido era tudo o que restava do vilarejo em que sua irmã morava. As choupanas dos arrendatários pareciam carcaças vazias e enegrecidas. Não havia mais telhados, nem paredes, apenas estruturas queimadas sendo consumidas pelos derradeiros focos de chamas.
O vale inteiro parecia ter sido atingido por uma bola de fogo que transformara as choupanas em meras armações de gravetos. Enormes redemoinhos retorcidos de fumaça preta subiam em anéis espessos para o ar e desapareciam no céu claro da manhã.
O silêncio era opressivo. Não havia canto de pássaros, nem farfalhar de folhas nas árvores, nem zumbido de insetos. Todos os sons da Escócia pareciam ter sido sugados pelo ar parado.
Por alguns segundos, o coração de Gaira parou de bater e ela parou de respirar. Irvette. Sua irmã. Talvez ela não estivesse em casa quando aquela desgraça acontecera. Não queria pensar. Forçando-se a andar, tropeçou quando seu pé virou. Não conseguiria descer a encosta com aquele tornozelo machucado.
Olhou por sobre o ombro. O cavalo estava na beirada do morro, assustado com o calor e o cheiro pungente e ardido; Gaira sabia que seria inútil chamá-lo, ele não viria.
Abaixando-se e apoiando-se nas mãos e nos joelhos, ela engatinhou de costas em direção ao vale. Lufadas de calor trazidas pelo vento agitavam sua túnica e as calças largas de montaria. Ela tossiu quando a fumaça lhe atingiu o rosto. Quando chegou ao sopé da colina, ficou em pé, tirou o pequeno chapéu marrom que usava e cobriu com ele a boca e o nariz.
Seus olhos esquadrinharam toda a área devastada, enquanto ela tentava assimilar o que via. Placas de sapé, tábuas de madeira e móveis estavam espalhados pelas passagens entre as choupanas, mas não era só isso…

Destino Insólito


Uma era turbulenta... Uma terra inóspita... E uma paixão que resistiu ao tempo!

Casada contra a sua vontade com um brutamontes das Terras Altas, a linda e graciosa Kylynn Gowrie sentiu-se reviver quando conheceu o atraente Roarke MacKinnon... Roarke irrompeu de repente na corte da rainha Mary da Escócia, para reivindicar suas terras, mas seus modos gentis e sua ternura conquistaram o coração de Kylynn, que ansiava por entregar-se àquela paixão proibida...
Quando, porém, a rainha da Inglaterra tramou um ardil para a rainha da Escócia, a quem Kylynn venerava, o destino fez de Roarke seu inimigo. Seria o amor deles forte o suficiente para sobrepujar as agruras e as traições de uma guerra implacável?...

Capítulo Um

Escócia, 1565
O céu do meio-dia estava escuro enquanto o sol tentava escapar das nuvens cinzentas que se avolumavam numa ameaça de tempestade iminente.
Roarke MacKinnon olhou para as nuvens com irritação. Desde o início, a expedição ordenada pela rainha vinha sofrendo um atraso após o outro. O que mais poderia dar errado? O que ele não daria para dar meia-volta... Mas fora encaminhado para a Escócia sob as ordens de Elizabeth. Somente um tolo ousaria contrariar as ordens da rainha, e Roarke estava bem longe de ser um. Embora sua missão lhe deixasse um gosto amargo na boca, seguiria em frente.
Espião. Não gostava da palavra. Não era do tipo de homem que agia furtivamente, observando as pessoas e reportando cada uma de suas palavras e ações. Elizabeth lhe dissera que ele seria um emissário, mas ele sabia que essa era apenas outra denominação para a mesma função.
Não que lorde Burghley não tivesse sido bem convincente ao falar da rainha escocesa e da ameaça que ela representava para todos os ingleses.
O homem seria capaz de convencer um fazendeiro de que uma ovelha era uma vaca, Roarke pensou com seus botões, bravo consigo mesmo por ter aceitado as palavras dele. Em menos de uma hora provocara seu patriotismo a ponto de fazê-lo esquecer que também tinha sangue escocês.
Brandindo a espada, ele prometeu proteger Elizabeth da megera caprichosa que reinava em Edimburgo. Agora se arrependia de suas palavras fervorosas. Não tinha nada contra Mary, muito menos apreciava a ideia de entrar em sua corte sob falsos pretextos.
Elizabeth armara o plano: Roarke deveria pedir uma audiência com a rainha a fim de solicitar que o título e as terras de seu pai lhe fossem devolvidos, jurando-lhe fidelidade. Deveria fingir uma desavença com Elizabeth e com tudo o que fosse inglês. Resumindo, deveria encontrar um modo de ganhar a confiança de Mary para manter Elizabeth informada de tudo o que ela pensasse ou fizesse.
Roarke não gostava da missão, porém, talvez valesse a pena pelo simples fato de se distanciar da corte elisabetana. Embora fosse leal à casa dos Tudor, não era homem de apreciar as necessidades constantes de uma rainha exigente. Elizabeth era vaidosa. Não obstante ajudasse seus favoritos, poderia muito bem aniquilá-los, sem nunca demonstrar remorso. Sua corte se assemelhava a um campo de batalha onde as armas eram dinheiro, vestes finas, bela aparência e elogios vãos. Esse tipo de ambiente não servia para ele. Só lhe restava esperar que a corte escocesa lhe fosse mais aprazível.
— Uma tempestade se aproxima, não? 

Beijo da Meia-Noite

Série Guerreiros Sombrios
A Dra. Veronica Reid é uma arqueóloga de renome mundial cujas habilidades Druidesas a ajudam a desenterrar itens mágicos antigos.

A chegada do muito atraente e carismático Arran MacCarrick coloca-a na defensiva quando ele começa a questionar como ela realmente encontra seus artefatos... até que um inimigo desconhecido ataca e Ronnie descobre que Arran tem um segredo tão grande quanto o seu próprio. 
Juntos, eles desencadeiam uma paixão que tudo consome e que não será negada... Guerreiro Imortal Arran está em uma missão para encontrar o feitiço que prende o deus dentro dele. Mas um olhar para a impossivelmente bela Ronnie e ele sabe que há mais sobre ela do que aparenta.
Com o perigo que espreita em cada esquina e uma fome inegável que cresce com cada beijo, Arran deve revelar quem é para proteger Ronnie de seu inimigo. Agora ele não tem mais escolha senão lutar - ou morrer - pela mulher que ama...

Capítulo Um

Castelo de MacLeod, Maio de 2013

As coisas tinham mudado. E não exatamente para melhor. Arran MacCarrick olhava fixamente para o tabuleiro de xadrez, sem realmente ver. Ele tinha 646 anos de idade, e hoje ele sentia todos os dias desses anos. Uma grande tristeza pesava sobre ele. Não por ele mesmo, mas pelos seus amigos. Isso guerreava com a inquietação que o incitava a fazer alguma coisa.
A necessidade da batalha, trabalhava seu corpo em um frenesi quando ele soltava os poderes de seu deus dentro dele, Memphaea. O anseio por algo para fazer o mantinha acordado à noite, e no limite durante o dia. Ele procurava por qualquer coisa, e tudo, para ocupar seus pensamentos e seu corpo. Mesmo que fosse por um tempo. Camdyn disse que ele precisava de uma mulher. Arran bufou interiormente. A última coisa que precisava era de uma mulher que se interpusesse em seu caminho e o fizesse se preocupar com sua mortalidade.
Uma mulher.
― Provavelmente não. ― murmurou.
Uma indesejada lembrança de sua irmã encheu seus pensamentos. Ela tinha sido uma estrela luminosa e brilhante em seu mundo. Um espírito livre que via apenas o bem. Seu futuro deveria ter sido preenchido com amor e risos.  Em vez disso, Deirdre o encontrou. Shelley, sua doce irmã, tentara ajudá-lo. Em troca, ela foi despedaçada diante de seus próprios olhos.
Ele não tinha se tornado um guerreiro então, não tinha o poder de parar os wyrrans. Mas mesmo agora com esse poder correndo sob sua pele, ele sabia que estava melhor sem quaisquer obstáculos.
Estava realmente?
Levantou os olhos do tabuleiro de xadrez para ver Lucan e Cara andando de mãos dadas pelas escadas, sussurrando palavras de amantes passando entre eles.
Espontaneamente, as noites solitárias o assaltaram. Enquanto os outros riam e conversavam com suas mulheres, ele se sentava sozinho em seu quarto, olhando para a televisão sem prestar atenção ao filme que alguém lhe tinha dado para assistir. Arran sabia que ele estava melhor sozinho, mas admitia, só para si mesmo, que invejava o que os outros guerreiros tinham com suas mulheres. Os sorrisos, os toques, os olhares secretos.
Foram essas mulheres, todas formidáveis Druidesas, que ajudaram a moldar cada Guerreiro no castelo. Os Druidesas eram fortes, independentes e ferozes. A combinação perfeita para os guerreiros highlanders imortais que tinham reivindicado.
Arran e os outros do Castelo MacLeod haviam matado os dois mais malvados que já haviam andado pela Terra, e perderam amigos no processo.
Levaram séculos para acabar com o reino do mal. Depois de derrotar tais ameaças, a felicidade deveria ter seguido. Mas o destino nem sempre era tão gentil.
Arran lembrou-se de seu parceiro quando olhou para cima para encontrar Aiden olhando para ele com impaciência. Arran estava movendo seu cavalo no tabuleiro de xadrez quando Larena irrompeu no grande salão, seguida de perto por seu marido, Fallon MacLeod.
― Cheque!

Coleção Sissi



O Mistério de Silverdale
Os olhos verdes de lorde Charles, o conde de Eversleigh, pareciam sinceros e demonstravam um sentimento que Hester não devia reconhecer. O jovem e poderoso conde não podia amar uma simples governanta. Muito menos, ainda, se ela fosse prima de um chantagista. A verdade que poderia destruir sua felicidade encontrava-se oculta em Silverdale e Hester não descansaria enquanto não a descobrisse.


O Segredo da Viúva
Priscilla Hythe descia, com elegância, a escada para o hall de mármore, onde lorde Leopold Savage a esperava. O vestido de veludo azul realçava a esguia silhueta. Ao encontrar o ardente olhar do fascinante lorde, ela abaixou os luminosos olhos castanhos e ele compreendeu que Priscilla escondia algo em sua vida misteriosa. Lorde Leopold decidiu, então, descobrir o segredo da linda viúva, sem imaginar que arriscaria o que mais prezava: sua liberdade.


Três Lordes e um Amor 
O sonho de Alison, de casar-se com um lorde, ia se realizar. Já havia sido apresentada à nobreza e três jovens de sangue azul a cortejavam. Então, por que a perturbadora sensação quando fitava os olhos castanhos de Philip Trevelyan, que era um simples cavalheiro? Por que sofrera ao descobrir que ele amava a elegante lady Emma? Alison aprendia que a vida não é feita só de sonhos e risos, mas também de algo chamado amor, que é maravilhoso e às vezes faz chorar!

O Colar de Brilhantes
Susanna Harte sentia-se fascinada pelo charme latino do major Hugh Russell. Ela nunca vira um homem de olhos tão negros e misteriosos, que a faziam suspirar e sonhar cada vez que a fitavam. Hugh, porém, escondia um terrível segredo, e o sexto sentido de Susanna lhe dizia para não confiar nele. Quando o famoso colar de brilhantes dos Harte desapareceu, contudo, Susanna recusou-se a acreditar que Hugh fosse o culpado. O cavalheiro que roubou seu coração não poderia também ter roubado as joias da família! gante lady Emma? Alison aprendia que a vida não é feita só de sonhos e risos, mas também de algo chamado amor, que é maravilhoso e às vezes faz chorar!

Sonhos de uma Impostora
Para escândalo da alta sociedade, lorde Ashington, fascinado pela doce beleza de Katherine, dançou duas vezes seguidas com ela durante o primeiro baile da Temporada londrina. O coração da jovem Katherine quase explodiu de alegria; era delicioso rodopiar pelo salão nos braços do nobre cavalheiro! Mas aquele lindo sonho não iria durar para sempre. Lorde Keswick, um libertino sem escrúpulos, descobriu que Katherine não era uma dama legítima e ameaçou revelar a todos sua verdadeira origem . a menos que ela o aceitasse como marido!


Travessuras de Cupido 
Miranda Branscombe parecida destinada a permanecer solteira para sempre. Era uma moça excêntrica, com ideias muito avançadas para o seu tempo. E não podia ser considerada uma verdadeira beldade, pois era desajeita e alta demais. Foi então que seu irmão, Richard, decidiu arranjar-lhe um marido, e convidou o amigo Peter para ajudá-lo na difícil missão. Quando, por fim, encontraram não apenas um, mas dois candidatos à mão da jovem, Peter se sentiu enciumado. Por que lhe doía tanto a ideia de ver Miranda casada com outro homem?











Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos) 35-36-37-38, 39-40



Guerreiro da Meia-Noite

Série Espada Negra 
Um coração escondido

Durante dez longos anos, Tara tem sido uma mulher em fuga, escondendo―se dos Guerreiros e Druidas da Escócia moderna. Agora, como guia turístico em um remoto castelo Highland, ela espera finalmente escapar de seu passado ― até que um homem impossivelmente lindo entra em sua vida ... e expõe seus segredos mais selvagens.
Um Guerreiro Apaixonado
Durante séculos, Ramsey MacDonald tem escondido sua força e habilidade como parte Guerreiro, parte Druida, por medo de liberar toda a força de seu poder. Mas quando ele toma Tara em seus braços ― e sela seu destino com um beijo ― Ramsey terá que lutar por seu amor ... embora possa significar perder o controle da magia dentro dele.

Capítulo Um

Torre de Dunnoth, Norte da Escócia
Tara tamborilava o dedo do pé debaixo de sua escrivaninha enquanto discretamente escutava seu iPod em uma orelha. Ela gostava bastante de seu trabalho como agente de reserva, guia de turismo, tesoureira, e qualquer outra coisa que eles precisassem no castelo. Ela não tinha pensado para onde iria quando deixou Edimburgo depois daquela fuga desastrosa dos Guerreiros e Druidas. 
Tinha dirigido e dirigido e dirigido até a estrada que levou―a para o mar e Dunnoth Tower.
Tara havia parado no castelo medieval para comer e esticar as pernas. Ela tinha sido imediatamente envolvida com a construção e fez a turnê. Para sua surpresa, havia uma vaga aberta, e ela pediu. Começou a trabalhar naquele mesmo dia.
Eram apenas algumas semanas, mas ela estava desfrutando completamente seu tempo em Dunnoth, que ela não esperava depois de ensinar. No entanto, ela encontrara o silêncio e a paz do castelo e do Mar do Norte que ajudou a resolver o tumulto dentro dela. Também ajudava que os proprietários fossem agradáveis, seus companheiros de trabalho amigáveis, e os turistas tão ávidos para aprender sobre o castelo que não eram muito um problema de se lidar.
Embora o turismo em meados de janeiro no extremo norte da Escócia não era muito para se falar. A maioria dos turistas estavam nas estâncias de esqui, mas na chegada do verão, o castelo estaria muito ocupado.
Tara esperava ansiosamente por isso. Por enquanto, ela estava lendo os livros de contabilidade para ter certeza que tudo estava em ordem, e fazendo as reservas para o castelo para os meses de verão.
Uma porta se abriu à sua esquerda e entrou o mais novo membro dos funcionários do castelo. A boca de Tara caiu aberta a primeira vez que viu o alto, de cabelos negros com incríveis olhos cinzentos que pareciam ver bem direto dentro de sua alma.
Isso tinha sido no dia anterior. E agora, ela se viu olhando para ele novamente quando ele atravessou a entrada e começou a trabalhar na tomada elétrica que tinha quebrado meses atrás.
Apesar que desta vez ela conseguiu manter a boca fechada e não se mostrar uma tola completa.

17 de março de 2017

Se Ele se Atrever

Série Irmãs Wherlocke
Roubar a carruagem de um estranho foi a segunda coisa mais imprudente que Lady Catrin Gryffin de Warrene já fizera. 

A primeira fora sucumbir à sua poderosa atração pelo proprietário da carruagem. Catrin ouvira rumores sobre a família de Sir Orion Wherlocke e seus dons de outro mundo. No entanto ele é a única pessoa que pode manter seu filho e sua herança a salvo do irmão impiedoso de seu falecido marido. Quanto a como se proteger… Pode ser tarde demais para isso. 
Orion está enfrentando o pior perigo que um homem de sua linhagem pode encontrar: uma mulher de quem não pode se afastar.  Catrin é uma mistura inebriante de inocência e sensualidade, e, pela primeira vez, a sedução é muito mais do que um jogo. Mas sua beleza e fortuna fizeram dela um alvo —um alvo que o fará ousar arriscar tudo que conhece —em busca de tudo o que sempre desejou …De repente, ela estava consciente de estar sentada próxima a Orion, que mantinha seu braço ao redor dela.  Era bom, o calor de seu corpo mantendo longe o frio crescente da noite. Era também grandemente impróprio mas até então ela já estava fazendo muitas coisas que eram impróprias, como atravessar o campo com um homem solteiro que não possuía qualquer relação com ela. Ela levantou os olhos para olhar para ele e o encontrou olhando-a. 
Seu rosto estava tão perto e era tão formoso. Ela pôde ver preocupação por ela em seus lindos olhos azuis. Sua boca era quase tão bonita quanto os olhos, o lábio inferior levemente mais cheio que o superior. Catryn não pôde lembrar a última vez que havia sido beijada por um homem e ela de repente desejava um beijo. Orion soube que era um erro enquanto baixava sua boca para a dela, mas o jeito que ela o olhou era uma tentação que ele não podia resistir. 
Havia uma faísca de desejo e curiosidade em seus olhos verdes e cada parte dele fortemente o encorajou a responder a ambos. Levou apenas um roçar de sua boca sobre os cheios e macios lábios dela para dizer que estava arriscando muito só por roubar este pequeno gosto mas ele ignorou esse aviso... 

Capítulo Um

Inglaterra, Outono, 1790 
O grunhido ecoou pela pequena casa, cada parte dele cheio de dor e fúria frustrada. Catryn atirou sua bolsa no gancho perto da porta e se apressou em direção ao cômodo de onde ela estava certa de que o som vinha. Seu coração batia com medo por sua família enquanto se amaldiçoava por tê-los deixado sozinhos. Ela nunca deveria ter cedido ao pedido de sua amiga Anne para juntar-se a ela durante o dia de folga dos servos. Ela certamente não deveria ter se demorado lá, tanto quanto havia. 
Ela encontrou seu pai de joelhos na biblioteca, uma mão na cadeira enquanto lutava para se levantar. Catryn correu para ajudá-lo a levantar e depois insistiu que se sentasse. Sangue manchava sua pálida bochecha enquanto escorria ao lado de sua cabeça, o vermelho contrastando com o branco de seu cabelo. Os nódulos de sua mão direita estavam esfolados e seu olho esquerdo já estava inchando. Uma rápida olhada ao redor revelou uma mesa virada e um vaso quebrado. 
Quem iria atacar seu pai? O homem era apenas um quieto e recluso estudioso. A necessidade de saber o que havia acontecido queimava em sua língua pela necessidade de ser manifestada, mas ela a segurou. Seu pai precisava de cuidados, o olhar confuso em seus olhos verdeescuros a dizia que ele não estava pronto para responder a todas as suas perguntas, nem mesmo aquela que gritava dentro de sua mente. 
Onde está meu filho? Catryn rapidamente molhou seu lenço em um pouco de água de primavera que seu pai sempre trazia da cidade para sua casa no campo e que mantinha em um recipiente em sua mesa. Seu coração ainda cheio de medo, enquanto gentilmente lavava o sangue de seu rosto. Quando terminou, seu ferimento não parecia tão ruim quanto a princípio pensou que fosse, e seus olhos haviam se desanuviado. As primeiras palavras que ele disse a fizeram tremer até os ossos. 
—Ele levou Alwyn. —Quem o levou, papai? —ela perguntou, mesmo tendo uma boa ideia de quem poderia ter cometido tal crime contra ela. 
—Morris.









Série Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- Se Ele se Atrever
7- If He's Noble - a revisar
Baixar em Séries

12 de março de 2017

Casa dos Sonhos

 Dinastia Warenne


Duas famílias aristocráticas, uma inglesa, uma espanhola, estão tragicamente destinados a se reunirem repetidamente ao longo dos séculos. 

Cassandra de Warenne passa seus dias em uma mansão inglesa tranquila, cuidando de sua sobrinha, enquanto sua irmã Tracey vive a vida glamorosa de uma socialite. 
Quando Cass conhece a mais nova conquista de Tracey, Antonio de La Barca, ela não está preparada para a intensa e imediata atração, uma atração que anuncia algo mais profundo, mais poderoso e mais perigoso do que Cass jamais poderia imaginar. 
Tanto os de Warennes e os de La Barcas têm uma complicada e horrível história de corações partidos, amarga rivalidade, e derramamento de sangue, que começou há 450 anos atrás, com uma mulher, Isabel, abandonada e traída por sua família, seu amante e seus amigos. 
Hoje, Isabel convocou e uniu as duas famílias uma última vez, desta vez para completar uma busca por vingança do além-túmulo.

Capítulo Um

Belford House, Leste de Sussex - O presente
Simplesmente onde diabos estava sua irmã?
Cass gastou a maior parte de sua vida nas sombras da sua irmã, Tracey era uma das mais bonitas e glamorosas mulheres que Cass conheceu, e infelizmente, ela tinha uma propensão para se atrasar. Cass estava estressada. Certamente hoje, dentre todos os dias, Tracey podia ser pontual. Só desta vez.
Em outras duas horas a casa estaria cheia com os convidados de Tracey. Com os tipos do Forbes. Mas sobretudo, Tracey devia chegar a tempo, porque ela não tinha visto sua própria filha em três meses, ainda que elas falassem ao telefone.
Cass permanecia nervosamente junto a janela, olhando além do seco caminho de cascalhos brancos e através das colinas verdes da zona rural do Leste de Sussex. Ela estava suando. As vacas leiterias pontilhavam os campos abrangendo a distância entre a casa e a pequena aldeia de Belford, que ela podia apenas distinguir como um amontoado de telhados de pedras claras. O dia era cinza, a ameaça de chuva iminente, reduzindo visibilidade. Mesmo assim, ela podia ver a cidade mais próxima, Romney, famosa por sua atração turística, um castelo intacto datando de cinco séculos completos, uma vez que estava construído sobre uma das colinas circundantes. Cass podia ver também uma estreita faixa de estrada sinuosa pelo campo. Nenhum carro à vista.
— Onde está mamãe? Por que ela ainda não está aqui? — Uma voz infantil perguntou.
O estômago do Cass estava embrulhado quando ela virou para enfrentar sua sobrinha de sete anos de idade.
— Sua mãe estará aqui a qualquer momento, eu estou certa disto — ela mentiu. E ela pensou, por favor, Trace. Por Alyssa, por mim, apenas chegue aqui!
Alyssa se sentou em sua imaculada cama rosa e branca, defronte aos numerosos travesseiros fofos, todos graciosamente bordados e na sua maior parte rosa, branco, e vermelho como o quarto, vestindo suas mais novas roupas, um pequeno vestido de pálido azul do Harrods, meia-calça azul marinho, e sapatos plataforma de camurça preta. Seu cabelo de corvo preto estava preso com uma presilha de casco de tartaruga, e seu rosto estava limpo e brilhante. Ela era tão bonita, mas não como sua mãe, de nenhuma forma.
— Ela deveria chegar há uma hora. — Alyssa disse melancolicamente. — E se ela não vem?
Cass se apressou para sua sobrinha, que acabava de verbalizar os piores temores de Cass.
— Ela está vindo, doçura. Você pode apostar nisto. Este é o jantar black-tie de Tracey, mesmo que tia Catherine esteja sediando o evento. Você sabe disso. Ela tem que aparecer.
Alyssa assentiu, mas não pareceu segura.
Cass sabia que sua irmã mais jovem era selvagem e irresponsável, mas ela não era tão selvagem, ou tão irresponsáveis. O evento da noite era por causa do novo trabalho de Tracey com a Sotheby’s em Londres. No momento em que Tracey perguntou a Catherine se ela poderia realizar um evento a fim de exibir um colar muito raro para três dúzias de potenciais compradores, o créme de la créme da sociedade internacional, Catherine concordou. Sua tia raramente se recusou a qualquer uma das suas duas sobrinhas. As têmporas de Cass começaram a latejar sombriamente. Tracey apareceria, não?
Cass não podia imaginar ajudar tia Catherine a realizar este evento. Ela não era uma socialite como sua irmã. Ela não frequentou hotéis cinco estrelas, voou de primeira classe, se envolveu com playboys e jogadores de polo, ou mesmo possuiu mais de um único vestido de noite. Ela não foi aos casamentos de top models. O último namorado de Cass tinha sido um jornalista, não um rock-star.
— Algumas pessoas simplesmente não podem evitar estar atrasadas. — Cass finalmente disse, forçando uma leveza em seu tom que ela não sentia. — É um hábito terrível.


 Dinastia Warenne
1- O Conquistador
2- A Promessa da Rosa
3- O Jogo
4- O Prêmio
5– A Farsa
6– A Noiva Roubada
7– A filha do Pirata
8– A Noiva Perfeita
9– Um Amor Perigoso
10– A Promessa
11– Uma Atração Impossível
12– Casa dos Sonhos 
Série Concluída

Coleção Barbara Cartland



Castigo para um Libertino
Lorde Victor se apaixonou pela noiva do rei!
Debruçado sobre a amurada do navio, lorde Victor Brook olhava na direção do poente, mas não enxergava o belo espetáculo que a natureza oferecia. Em seu coração atormentado, não havia paz. Como fora possível, ele se perguntava, se apaixonar pela princesa Mirela, a jovem que ele devia levar para outro homem desposar? Uma mulher que jamais iria lhe pertencer?



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Castigo para um Libertino - 304

Coleção Sissi



Mais que Amizade
Lorde Adam, o visconde de Cheverell, não hesitava em pedir socorro à jovem amiga, Sarah Mead, para livrar-se das complicações amorosas. Vendo a linda moça como se fosse uma irmã, não percebia a profunda mágoa nos olhos dela, que espelhavam também amor. Mas quando ele lhe pediu ajuda para escolher uma esposa, a mulher que iria partilhar a vida dele para sempre, Sarah sentiu-se vacilar: seu coração não suportaria esse extremo sacrifício.

 Esposa só de Nome
Diana, num gesto amigo, beijou o rosto do marido que, surpreso, reagiu sem pensar: ergueu-lhe o queixo delicado e beijou os lábios róseos que há dias o tentavam. Ela recuou, atordoada com a sensação deliciosa que a invadiu. E lorde Richard Rossley censurou-se, zangado consigo mesmo: Diana não era sua esposa de verdade e nunca o seria. Ele não queria amar de novo, pois temia sofrer outra vez o doloroso inferno do amor traído!

Um Acordo de Amor
Lorde Mark fitou Samantha com tal intensidade que ela, perturbada, abaixou os olhos, tentando dominar os estranhos sentimentos que ele despertava em seu coração tímido e inocente. Ele também se perturbou e compreendeu que deslizava para um caminho perigoso. A farsa que montara com Samantha, para escapar das caçadoras de maridos da corte, o ameaçava. Não conseguia ficar longe daquela mocinha que tomara conta de seus pensamentos.

Primavera de Amores
O baile de debutantes começou. Quando lorde Richard Devereux enlaçou a cintura delicada, Lucinda entendeu por que diziam que a valsa era uma dança escandalosa. Sentia todo seu ser reagir à proximidade dele e nos olhos cinzentos do lorde havia uma expressão que ela desconhecia.









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Coleção Sissi 
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11 de março de 2017

Tentando a Noiva

Série Os Fitz.
Helena Fitzhugh entende perfeitamente bem que seria arruinada se seu caso de amor secreto fosse descoberto. 

Então, quando um encontro corre mal e ela está prestes a ser pega no ato, é com a maior relutância que aceita a ajuda de David Hillsborough, Visconde Hastings, e foge com ele para salvar a sua reputação. 
Helena desprezou David desde que eram crianças —o famoso libertino a atormentou toda a sua vida. 
David, por outro lado, sempre amou Helena, mas seu orgulho nunca o deixará admitir os segredos de seu coração. 
Um acidente de carruagem no dia seguinte de sua fuga, no entanto, rouba a memória a Helena. Por fim, David se atreve a revelar seu amor, e ela o acha fascinante e desejável. 
Mas o que acontecerá quando sua memória retornar e ela perceber que se apaixonou por um homem em que jurou nunca confiar? 

Capítulo Um

 Um congestionamento surgiu na rua Fleet, e a carruagem de Hastings foi pega no meio. A aglomeração de veículos avançava em um ritmo lento que não venceria uma corrida contra a tartaruga de estimação de sua filha. Vendedores e meninos iam de carruagem em carruagem, vendendo cerveja de gengibre e pães quentes à multidão cativa. 
Se o congestionamento tivesse ocorrido em uma rua diferente, Hastings teria descido e andado. Mas ele escolheu aquela rota em particular por um motivo: uma janela que se destacava dentre as outras duas dúzias que ficavam no mesmo prédio. 
Os olhos dele, entretanto, eram sempre infalivelmente atraídos por aqueles específicos painéis de vidro —o brilho deles era bastante entorpecido nesse horário graças as sombras de uma tempestade próxima. Se ele pudesse subir quatro, seis metros no ar, ele seria capaz de ver Helena Fitzhugh, sentada com suas costas na janela. 
Ela vestiria uma camisa branca por dentro de uma saia escura, seus cabelos de fogo presos em um coque elegante na altura da nuca. Uma xícara de chá estaria provavelmente em sua mesa, trazida por sua meticulosa secretária pela manhã, e amplamente ignorada pelo resto do dia. Muita coisa pode acontecer em seis meses —e muita coisa aconteceu. Hastings cumpriu sua promessa mantendo o nome de Andrew Martin longe de qualquer discussão. Mas ele não manteve as ações dela em segredo. Na verdade, na manhã seguinte após o confronto, ele saiu cedo, viajou até a propriedade do irmão dela, e informou sua família que ela tinha estado fora durante a noite quando não deveria estar. A
 família dela imediatamente entendeu as implicações. Ela foi meio persuadida, meio ordenada a atravessar o oceano em direção a América, sob o pretexto de um artigo que ela precisava escrever sobre as damas da Faculdade Radcliffe, uma faculdade feminina associada à Universidade de Harvard. Os eventos que se sucederam no câmpus da Universidade de Harvard levaram a um dos mais intrigantes escândalos da até então temporada de Londres, um escândalo que envolveu a irmã mais velha de Srta. Fitzhugh e o Duque de Lexington, e resultou em um casamento inesperado. 
Enquanto isso, o irmão gêmeo dela, Fitz, finalmente percebeu que ele estava —e esteve por anos —apaixonado pela sua esposa herdeira, uma mulher com quem ele se casou completamente pela força das circunstâncias e nunca acreditou que poderia se tornar o amor de sua vida. Para Hastings, entretanto, pouco mudou, além da rejeição de sua amada ser maior do que nunca. A vida deles continuam, ocasionalmente se cruzando em uma explosão de faíscas. Mas assim como imagens produzidas por uma lanterna mágica, o drama e o movimento não eram nada além de ilusões girando e girando. 
Nada de substancial aconteceu. Eles lidavam um com um outro desde que eram crianças, e ele não estava mais perto do coração dela do que a xícara de chá ao seu lado, um objeto fixo em sua vida, mas totalmente sem importância. 

8 de março de 2017

Dilema


É possível renunciar a tudo por uma ilusão?

O amor seria uma recompensa suficiente? 
O que seríamos capazes de deixar para trás quando as consequências podem ser nefastas? 
Até onde está disposto a arriscar? 
Estes são os dilemas aos quais se enfrentam os protagonistas desta história. 
Sua vida é perfeita. 
Tem tudo o que um homem pode desejar: família, amor, riquezas… 
Então, pode um instante, um só beijo, dar uma virada na sua existência e arrasar com todas suas convicções? Afastada da agitada Londres, Ayleen faz uma tentativa para recuperar sua vida. No campo encontra tudo o que andava procurando… inclusive mais. 
Quando o que mais deseja está proibido, quando o homem que ama pertence a outra mulher, se resignará a deixá-lo escapar?

Capítulo Um

Inglaterra, 1875.

Estava cansada e fazia frio, mas não o suficiente para impedir um passeio que vinha postergando. Foram dois dias de limpeza exaustiva e arrumação da moradia, sem contar as preparações prévias desde sua Londres natal.
Não era nem meio-dia, quando, sem pensar muito, pegou as luvas, o chapéu e um casaco, para deslizar furtivamente pela casa tentando escapar.
Virou-se quando já se afastara alguns metros e olhou para aquela que a partir daquele momento, seria sua nova casa. Claros, só se viam as janelas da fachada posterior, todas abertas para afastar o acúmulo da poeira que o carpinteiro provocava. Mesmo de fora podia ouvir com clareza as rítmicas marteladas com a finalidade de consertar as velhas persianas.
Sentia um pouco de culpa ao deixar os outros trabalhando, mas necessitava respirar um pouco de ar e tinha curiosidade de saber para onde a conduziria o pequeno caminho — apenas visível — que se adentrava no bosque à frente. Não que estivesse vivendo em meio ao nada, mudara-se para o condado de Buckingham, nos arredores de Greenville, uma pequena povoação muito afastada da agitada e movimentada cidade. Acreditava ter feito o melhor quando tomara a decisão de viver em um lugar rodeado de bosques, campos de cultivo e tranquilidade.
Afastou-se caminho adentro, tomando a precaução de não sair dele. Não conhecia aquelas paragens e não desejava se perder, se bem, que seria gratificante encontrar um agradável lugar para poder se sentar e ler, embora, no momento não trouxesse um livro, mas já imaginava um lugar ensolarado no qual pudesse deixar correr o tempo e usufruir de um agradável momento de leitura.
O bosque não era frondoso, mas dotado de suficiente intimidade e não ouvia outros sons que não fossem os dos pássaros. Esperava que se houvesse dono não fosse encontrá-lo. Acreditava não fazer nada errado, ainda que não pudesse prever.
 Sua pequeníssima propriedade, que só constava de uma casa de dois andares, um jardim minúsculo e alguns canteiros na parte traseira, estava no começo do tal bosque, bem ao lado do caminho principal que conduzia ao povoado. A propriedade vizinha, segundo lhe informaram, pertencia ao duque de Redwolf, mas, o terreno era tão grande que seria impossível divisar a mansão, até mesmo os imensos portões de ferro que se abriam para o caminho e que divisara no dia de sua chegada.
“Talvez este bosque também lhe pertença”, pensou desanimada. Se a proibissem de andar por ali, teria que limitar seus passeios, o que não era bem o que desejava.
Abotoou melhor o casaco, quando uma rajada inesperada de vento gelado a alcançou. Mesmo brilhando numa agradável e clara manhã, as copas das árvores impediam que o sol esquentasse. 
Por um momento observou as luvas, de um cinza escuro, da mesma cor que o casaco. Sabia que não representava a personificação da elegância, mas, quando as comprou não pensou naquilo. 
Andava há muito tempo sem pensar em suas próprias necessidades e pensou que continuava sendo jovem e o período de luto já havia passado, e que prometera, a si mesma, renovar seu vestuário quando estivesse instalada.
Pensar naquilo a deixou triste, como não podia deixar de ser. Tinha transcorrido dois anos desde a morte de seu pai, mas, ainda sobrevinham lágrimas a cada vez que pensava nele. No entanto, em cada ocasião experimentava uma primitiva sensação de liberdade e ao mesmo tempo a sensação de culpa.
Durante cinco anos cuidara dele e só agora conseguia encaminhar sua vida, para um futuro mais ou menos agradável. Aos vinte e quatro anos já podia ser qualificada como uma solteirona, mas mantinha a esperança de encontrar algum viúvo com filhos, agradável, o suficiente, para que pudesse pensar em uma vida ao seu lado. 
Para trás ficaram seus sonhos e esperanças. Só o presente poderia determinar o tipo de futuro que teria.
Na sua juventude estivera ansiosa para que chegasse a sua apresentação, o acontecimento mais esperado por ela e suas amigas. E um mês antes, quando já tinha em mãos seu precioso vestido de seda, aconteceu o inesperado: Arthur Blake sofreu um acidente de carruagem enquanto voltava para casa de uma de suas viagens de negócios.
Veja Vídeo do lançamento

6 de março de 2017

Coração Rebelde

Ela viajou para longe para se casar com o homem que amava… 

E acabou encontrando o homem dos seus sonhos…
A rica herdeira Courtney Danning abre mão de sua privilegiada posição social para seguir a voz do coração e viajar de Nova York para o Novo México, a fim de se casar com o homem que ama, apesar dos protestos de seu pai. 
Quase no mesmo instante em que põe os olhos em seu noivo, Courtney compreende que cometeu um erro, porém orgulhosa demais para voltar para casa e admitir que o pai estava certo.
Do momento em que é contratado pelo pai de Courtney para segui-la à distância até que ela complete um ano de casamento com o rapaz inescrupuloso que insiste amar, Beau Hamilton tenta negar a atração que sente pela jovem. Contudo o que poderia ter sido uma tarefa simples acaba se complicando ainda mais quando, na noite do casamento, o marido de Courtney aparece morto. Ciente de que Courtney corre sério perigo, Beau é forçado a escolher entre mandá-la de volta para a segurança da casa do pai e perdê-la para sempre, ou expor os segredos de seu passado… seu pior pesadelo… e lutar pelo amor daquela mulher, mesmo que isso lhe custe a própria vida…

Capítulo Um

Abril de 1873
O trajeto até a estação de trem fora retardado por uma roda solta na carruagem, forçando Courtney Danning a procurar um assento no trem lotado. Ela passou pelo corredor, comprimindo os lábios ao constatar que aquele vagão, assim como os dois primeiros, estava cheio. Gotículas de suor desciam-lhe pelas costas e entre os seios. Outras mulheres se refrescavam com os leques ou o que tivessem à disposição, enquanto os homens enxugavam a fronte com lenços luxuosos. Por que ela não havia escolhido um vestido mais apropriado para viajar?
O veludo de popelina azul era pesado demais para aquela época do ano. Ao menos o decote em forma de coração deixava a pele respirar um pouco.
Por fim Courtney viu um assento vago no trem lotado. Um raio de esperança elevou sua moral até ela ver o homem sentado no corredor adjacente ao lugar desocupado. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, a cabeça, inclinada, e o chapéu encobria o rosto. Talvez ele estivesse dormindo. Olhando de um lado para o outro, Courtney sentiu uma nova onda de desespero. Pelo visto ninguém queria se sentar ao lado daquele selvagem.
Curiosa, ela o avaliou. Mechas de cabelo loiro-claro desciam até o meio da nuca e lhe conferiam um ar indomável. O colete de couro estava desatado até a metade do peito onde um chumaço de pelos claros se atreviam entre os laços cruzados. A camisa o vestia à perfeição, sem esconder a largura dos ombros e a força dos braços. Ela engoliu a secura da garganta e abaixou o olhar. Nunca antes estivera tão perto de um homem com pistolas de duelo. Por certo, nunca antes vira alguém com uma faca amarrada na panturrilha. Os cavalheiros de seu círculo normalmente escondiam suas pistolas, nunca as deixando à vista.
— Vai ficar de pé aí o dia inteiro, moça? — o homem resmungou.
Courtney se irritou com o tom dele. Estreitou o olhar. Ante seu silêncio, o homem levantou a cabeça. Não o bastante para que ela lhe enxergasse as feições, mesmo assim, ela teve a nítida impressão de que ele a avaliava das saias aos seios. Segundos antes ela havia considerado o vestido pesado demais. Agora, desejava que o decote fosse mais discreto, pouco se importando com o calor.
— Não posso passar por sobre suas pernas — replicou, afetada pela ausência de bons modos do homem.
No início ele não se moveu. Depois, bem devagar, endireitou-se e recolheu as pernas para baixo do banco, concedendo-lhe espaço suficiente para passar. Courtney esgueirou-se, sem saber que suas nádegas passavam perto do rosto dele. Ao se sentar, estremeceu. Atraída pelo desconhecido, fitou-o. Ainda que os olhos dele permanecessem escondidos, ela conseguiu ver o queixo quadrado e uma cicatriz superficial na face direita. Passou o olhar das mãos para o rosto dele; a pele parecia bronzeada pela exposição ao sol.
Afastando-se o máximo possível, olhou pela janela, grata por ter o cenário para ocupá-la durante a viagem. Em seu íntimo, sabia que esta seria longa. Estranhamente, porém, o bruto ao seu lado atiçava sua curiosidade.
Todos os músculos do corpo de Beau Hamilton estavam esticados como os arames de uma cerca. Desde o momento em que o trem se afastara da estação, ele tinha ficado tenso. Não havia antecipado se sentar ao lado de Courtney Danning durante toda a viagem. Tinha sido só no dia anterior que estivera no escritório do pai dela? 

Dom Juan Apaixonado


Considerado um dom Juan, o conde Roderick de Silverthorne tratava as mulheres como meros objetos de divertimento. 

Sua fama provocou a revolta da bela lady Lucy, que prometeu mudar o rumo desta história.
Usando de um subterfúgio, envolveu-o, fazendo com que provasse da mesma taça inebriante com que encantava as mulheres. Cativou-o, seduziu-o... e o rejeitou quando ele, enamorado, pediu-a em casamento!
Capítulo Um

Sem sorte no amor
Lucy Bledsoe consultou seu guia de viagem antes de voltar a admirar a antiga torre em estilo Mapildon. Apesar de manter a atenção voltada para os detalhes de arquitetura da catedral, não deixou de notar que estava sendo observada.
Duas conhecidas damas de Canterbury cochichavam a certa distância e os constantes olhares que lhe lançavam fizeram-na deduzir que falavam sobre ela. No mesmo instante olhou para baixo para verificar se seu vestido estava sujo, mas viu que seu traje estava em perfeitas condições. Levou a mão ao chapéu, pensando haver algo de errado com a pluma que o enfeitava, mas ela estava no lugar certo. Lucy não conseguiu imaginar qual seria o motivo que levara aquelas duas senhoras a cochicharem a seu respeito.
Quando Lucy e lady Philpott afastaram-se da catedral, a dama queixou-se da intensidade do sol e depois voltou-se para Lucy, dizendo:
— Chega de igrejas por hoje. Acho melhor irmos às lojas, querida, quero ver se encontro renda branca.
Lucy concordou com um sorriso e as duas começaram a caminhar em direção à High Street. Lucy ia falar sobre os olhares das damas que ainda a observavam de longe, mas foi interrompida por outra reclamação de lady Philpott em relação às folhas de árvores amontoadas ao longo do caminho.
Mais à frente, havia outras três damas paradas em frente a uma loja de tecidos. Elas não fizeram nenhum comentário, mas ficaram observando as duas passarem. Só pararam de olhar quando Lucy as encarou. Intrigada, Lucy interrompeu as reclamações que lady Philpott ainda fazia para perguntar:
— Milady, por que será que as pessoas estão me olhando deste jeito?
— Oh, não ligue para isso, querida. Em uma cidade monótona como esta, as pessoas não têm outra coisa para fazer a não ser ficar olhando umas para as outras.
— Gostaria que não fossem tão indiscretas — comentou Lucy, com um suspiro. — Pensei que fosse encontrar um pouco de privacidade e sossego aqui em Canterbury.
— Se quer saber minha opinião — começou lady Philpott, que sempre dava sua opinião, quer ela fosse pedida ou não —, Canterbury é uma cidade sossegada demais no momento. Não há muitos cavalheiros por aqui. Eu não ficaria surpresa se recebesse a notícia de que todos os rapazes solteiros foram lutar na guerra. Você mesma viu o que aconteceu ontem, em Queenscroft. Lady Roderick não conseguiu nem formar os pares para a dança! Gostaria que tivesse sido diferente, querida, para o seu bem. Se ao menos o filho de lady Roderick estivesse aqui na cidade... Lorde Roderick é um ótimo partido e dizem que é incrivelmente bonito.
Lucy sorriu ao comentar:
— Não lamentei nem um pouco o fato de não haver cavalheiros disponíveis. Eu não estava mesmo com vontade de dançar.
As duas pararam diante de uma butique. Lady Philpott deixou Lucy esperando à porta e entrou para perguntar o preço de uma peça de renda, exposta na vitrine. Quando ficou sabendo que o metro custava sete xelins, começou a discutir com a vendedora, acusando-a de extorsão.
Lucy, que abominava discussões daquele tipo, preferiu continuar do lado de fora da butique, observando outros artigos expostos na vitrine. De repente, ouviu o nome de sir Vale Saunders ser mencionado. Com um sobressalto, olhou para o lado e viu duas elegantes damas conversando a pouca distância. Ficou ainda mais espantada quando ouviu uma delas dizer:
— Coitadinha... Não tem mesmo sorte no amor...
Lucy fixou o olhar na vitrine, sem acreditar no que acabara de escutar. Agora entendia por que as pessoas a olhavam daquela maneira e cochichavam quando a viam passar. Não fazia nem uma semana que estava na cidade e todos já sabiam que ela havia ido a Bath, onde se apaixonara por sir Vale Saunders! Pelo visto, também sabiam que havia sofrido uma desilusão amorosa. E agora não perdiam oportunidade de comentar sua infelicidade. Pior, estavam sentindo pena dela! Lucy sentiu o rosto arder de indignação.
Assim que lady Philpott saiu da butique, Lucy expressou seu desejo de voltar a Queenscroft. Já haviam andado um bom pedaço quando ela voltou a falar:
— Milady, como as pessoas aqui da cidade ficaram sabendo do que aconteceu em Bath?
— Elas não sabem de nada, querida. O assunto não lhes diz respeito.
— Pois eu acho que sabem, milady. E o que é pior, estão me olhando como se eu fosse personagem de uma tragédia!


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