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2 de fevereiro de 2012

Prazer Absoluto

A solitária lady Elizabeth Harcourt nunca se casou e deseja com desespero algo que dê sentido a sua vida. Encontra-o quando o azar a leva ao suntuoso estúdio do pintor Gabriel Cristofore que insiste em retratá-la, com o pretexto de fazer justiça a sua arrebatadora beleza. Elizabeth não demora a dar-se conta que o que Gabriel planeja tem pouco a ver com a pintura, pois sua verdadeira paixão é a arte da sedução.
Desde que a viu pela primeira vez, Gabriel soube que a pele imaculada e os lábios de rubi de Elizabeth prometiam um prazer absoluto ao homem que conseguisse conquistá-la. Inquieto, debate-se entre o imediato desejo de seduzi-la e adiar esse impulso o tempo necessário para conhecê-la em profundidade. Gabriel está a ponto de descobrir que não é tão fácil abandonar alguns romances. Sobre tudo, quando o coração de um patife foi capturado.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, 1812.
—Deliciosa. Na verdade deliciosa.
Elizabeth se deteve e inclinou a cabeça, escutando com atenção. Perto dela estava o homem que parecia estar cortejando a uma dama no meio do lotado vestíbulo do teatro. Tinha um acento pouco comum, quase exótico. Talvez fosse italiano ou francês.
—Esplêndida. Arrebatadora.
A voz voltou a ser ouvida, esta vez mais perto, e a jovem podia jurar que se encontrava exatamente detrás dela. Morria por virar-se e esquadrinhar o enxame de rostos para descobrir quem eram os apaixonados que tinham a audácia de demonstrar tanto afeto em um lugar público.
—Sua pele é como seda. Tão Lisa, tão suave.
Não cabia dúvida: ele estava imediatamente a sua esquerda. Ah! Se até podia sentir seu fôlego na nuca! O vestido da moça era soberbo, muito decote por diante e por detrás, e o ardente hálito do homem acariciou sua clavícula antes de escapulir-se por seu decote, assentando-se sobre seus seios de uma maneira desconcertante e perturbadora.
Embora o ar da lotada entrada estivesse viciado pela aglomeração dos corpos que avançavam para a escadaria e os camarotes, ela tremeu. Quem era ele? E quem era a mulher por quem estava tão apaixonado para arriscar-se a falar de maneira tão indecorosa em um lugar público?
Com cautela, olhou nessa direção, ansiosa por distinguir uma figura... e aí estava! A vaga silhueta de um homem alto e desconhecido, um torso esbelto vestido em um formal traje negro. Era a segunda semana de fevereiro, mas mesmo assim estava bronzeado, como se tivesse estado bronzeando-se.
Esforçou-se por desviar o olhar e o cravou na fila que se estendia frente a ela. Mas ele a tinha visto espiar! Quando riu, sua voz grave e sedutora a estremeceu. Morta de vergonha por ter sido surpreendida simulou concentrar-se na escadaria, que agora parecia inalcançável, a quilômetros dela. Um incômodo rubor avermelhou suas bochechas.
—Gloriosa beleza! — as pernas do homem roçavam suas saias— por favor, me diga seu nome, assim, se perecer neste instante, morro feliz.
O sotaque estrangeiro a perturbou. Estava falando com ela? Desconcertada, olhou a seu redor, procurando em vão a acompanhante do desconhecido. Havia dúzias de mulheres pulverizadas pelo vestíbulo, entretanto, nesse preciso momento, Elizabeth estava rodeada de homens. Surpreendeu-se ao notar que ela era a única mulher a quem lhe podia estar falando.
Que canalha! O que se acreditava, abordando a dessa maneira? Procurou algum rosto familiar, o de seu pai ou algum outro conhecido, que a resgatasse, mas não havia nem um amigo à vista. Embora esperasse que ninguém a visse falando com ele, voltou-se bruscamente para enfrentá-lo e afastá-lo com um olhar feroz. Mas, para seu horror, quando topou com seu rosto, sentiu-se incapaz de expressar até o menor rechaço.
Era realmente formoso. Seu cabelo reluzia à luz das velas. Tinha-o penteado para trás, o que acentuava seu nariz aristocrático, seus lábios plenos, sua pele bronzeada. Resplandecia. Os traços harmoniosos de seu rosto tentavam a qualquer artista a retratá-los na cúpula de uma catedral ou esculpi-los em mármore.

30 de janeiro de 2012

Além da Paixão

Kate Duncan concorda em ajudar sua jovem prima a encontrar um marido, ela pretende usar uma poção de amor de um farmacêutico para seduzir o famoso Marcus Pelham.
Marcus vive rodeado de numerosas damas dispostas a compartilhar sua cama.
Entretanto, nada o excitou tanto como a imagem de Kate observando-o.
Marcus tenta divertir-se um pouco com Kate, bebe o elixir e perde o controle cada vez que se aproxima dela.
A travessura acaba quando ele percebe que a atração que sente por Kate é selvagem e real.
Enquanto a ensina na arte da sedução, ele se apaixonará perdidamente pela primeira vez

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, 1813…
- Uma poção de amor? -  brincou Kate Duncan. - Diga que é uma brincadeira, por favor.
- Não, não é.
- E o que imagina ganhar?
Lady Melanie Lewis, sua prima longínqua, de dezesseis anos, respondeu com rebeldia:
- O que você acha? Quero que Lorde Stanford se apaixone por mim.
Kate logo mal pôde conter as gargalhadas.
- Lorde Stanford? Apaixonar-se? - exclamou.
- Sim.
Kate respirou profundamente para tentar acalmar-se.
- Onde a conseguiu?
- Um farmacêutico vendeu-me. Melanie se inclinou para frente e acrescentou sussurrando: - O homem assegura que é extremamente forte, assim devo ser prudente e administrá-la de forma adequada; do contrário podem aparecer conseqüências imprevisíveis.
- Que tipo de conseqüências?
- Se não agir com cuidado, duas pessoas que não se dêem poderiam sentir-se atraídas, e isso seria catastrófico.
Kate olhou o teto com desdém.
- Melanie, não pode acreditar que esta beberagem seja autêntica.
- Por que não seria?
- As poções mágicas não existem!
- Pare! Isso demonstra o pouco que sabe. Paguei uma fortuna por esta. Tem que ser autêntica.
Kate segurou o frasco contra o abajur e o sacudiu levemente. Viu que continha um líquido escuro e teria apostado seu último níquel que se tratava de vinho tinto.
- O que é exatamente o que devo fazer? - perguntou.
- Tem que dar-lhe pouco antes da minha entrevista com ele. Ponha no brandy ou na sopa, sem que ele veja, é obvio.
- É obvio…
- Amanhã pela tarde, quando nos apresentarem, seria o momento ideal. Quero-o encantado desde o começo.
- Encantado?
- Sim.
Kate suspirou. Durante anos tinha sido dama de companhia de Melanie, e também sua tutora, instrutora e guardiã. Não era a primeira vez que a ouvia dizer uma série de bobagens, que a via engendrar idéias estranhas e insensatas, mas esta era, com certeza a mais extravagante.
Para todos, Marcus Pelham, de trinta anos, Conde de Stanford, era uma uva sem semente, frio, libertino e distante. O anseio de Melanie para deixá-lo apaixonado perdidamente era uma loucura. Não, era mais que uma loucura: roçava a demência. Teria ela enlouquecido?
Marcus Pelham jamais amaria Melanie. Pusesse a beberagem em sua comida ou não, ele jamais ia apaixonar-se.
Sem dúvida, Melanie conhecia os limites e as repercussões de um matrimônio aristocrático. Sua mãe Regina, mostrou-lhe todos os detalhes. Se Lorde Stanford escolhesse Melanie como prometida, seria pelos motivos habituais: dinheiro, propriedades, alianças familiares.
O carinho não desempenharia nenhum papel.
- O momento em que o faça é crucial - prosseguiu Melanie. - Tem que falar com o serviço para saber quando e onde é mais provável que ele…

6 de maio de 2011

Destino Incerto



Em busca da vingança, ele a usou como um joguete... até ela se tornar seu grande e único amor.

O sonho de Penélope Westmoreland era unir-se a um nobre e ser feliz para sempre.
Em vez disso, foi prometida a um conde idoso e devasso.
Desesperada e sem nenhuma opção diante de um destino cruel, cedeu aos encantos de um estrangeiro belo e corajoso que lhe ofereceu a tábua da salvação.

Ele a arrebatou em um romance clandestino semelhante aos dos contos de fada.
Lucas Pendleton viera para a Inglaterra com um só objetivo: vingar-se do Duque que desonrara sua família.
Não demorou para ele traçar um plano perfeito e fazer o patife pagar pelo que fizera: raptou-lhe a filha!
Mas Lucas não contava ser apanhado na teia da ingenuidade de Penélope.
Não somente foi seduzido pela beleza da jovem, como também perdeu o coração para ela!

Capítulo Um

Lucas Pendleton esgueirou-se pelo corredor comprido, atento a qualquer movimento suspeito, contando as portas na passagem e anotando possíveis esconderijos em caso de necessidade.
Escutou risos ao longe e ruídos de talheres batendo em porcelana.
O mapa rabiscado às pressas por Peggy, a criada da hospedaria, mostrara uma exatidão surpreendente.
Fora fácil localizar a alameda, as cavalariças, o portão destrancado dos fundos, as cercas-vivas que garantiam a privacidade, a entrada do terraço.
Segundo Peggy, o Duque sempre ia até a biblioteca, acima e à direita, depois do jantar.
Ainda que a moça estivesse enganada, Lucas esperaria o quanto fosse preciso para forçar uma confrontação.
Sentiu culpa e remorso ao lembrar-se de como adulara e seduzira a jovem roliça e simpática para obter as informações sobre Harold Westmoreland, Duque de Roswell. Esperava que a bolsinha com moedas que lhe enviara junto com uma mensagem de despedida servisse para amenizar um pouco o desencanto da pobrezinha.
Acertar as contas com o Duque de Roswell era uma questão familiar, e Lucas assumia qualquer ônus ou risco quando se tratava de sua família.
Com a morte prematura dos pais, enfrentou uma infância difícil.
Não demorou muito para tornar-se o protetor do casal de irmãos mais novos, e por eles faria tudo, até mesmo enganar uma pessoa bondosa como Peggy.
Durante sua permanência em Londres, as tentativas de encontrar-se com o Duque revelaram-se infrutíferas.
Roswell era poderoso, rico e poderia negar-lhe uma audiência, se assim o desejasse. Por isso Lucas resolveu usar métodos alternativos, embora pouco recomendáveis.
Batera na porta de Harold Westmoreland inúmeras vezes e escrevera várias cartas. Empenhara-se em cruzar-lhe o caminho, mas o Duque nunca estava só.
Rodeava-se de um exército de criados eficientes e fiéis que impediam a aproximação de indesejáveis.
Para maior sucesso, Lucas deveria ter trazido seus próprios homens.
Assim competiria em igualdade de condições.
Mas viera apenas com seu irmão, Matthew.

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