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6 de junho de 2018

A Loucura do Visconde Atherbourne

Série Resgatada da Ruína
A noite que mudou tudo ...

A vida de Vitória Lacey deveria ser perfeita. E é… perfeitamente aborrecida.
Aceitar casar-se com um lorde que ainda não lhe inspira nem um único e solitário formigamento?
Bem, sim é óbvio. Sorrir, como se esta não fosse a enésima vez que ele falasse da temporada de caça e de seus cães farejadores? Esse é todo o trabalho do dia da muito correta irmã do Duque de Blackmore. Sem dúvida, ninguém suspeitaria de seu secreto desejo por uma paixão que lhe acelere o coração e lhe dê voltas à cabeça. Exceto, talvez, um estranho no escuro... em um terraço... em um baile onde sem dúvida não deveria estar beijando um homem que há pouco acabara de conhecer.
A obsessão que conduziu à ruína ...
É o ódio, não o amor, que impulsiona Lucien Wyatt, visconde Atherbourne, a tentar ao pecado a "Flor de Blackmore". Seu irmão tinha feito um dano impensável à família de Lucien, e ele tem a intenção de vingar-se da única maneira que resta: arruinar a irmã de seu inimigo, então afastá-la definitivamente do Blackmore ao fazê-la sua.
A mulher que acenderá o fogo no coração de seu marido
Quando Lucien leva a cabo seu desumano plano, ensinando a sua nova esposa os pontos mais deliciosos do prazer, sua entrega o deixa sem fôlego... e logo surge uma nova obsessão: uma escandalosa fascinação por sua irresistível esposa.

Capítulo Um



Londres, 12 de junho, 1815
Enquanto o vapor do banho umedecia a pele de Marissa Wyatt, um só pensamento estava em sua mente, as palavras como ácido gotejando a torrentes. Nunca me amou. Deveria ter sabido quando não respondeu às suas cartas, quatro nas últimas duas semanas, cada uma mais urgente que a anterior. A quinta e última carta que havia escrito tinha sido dirigida não a ele, mas aos irmãos de Marissa. Repousava sobre um escritório ao lado de um vaso com rosas que tinha colhido do jardim no dia anterior. Ainda só eram botões, nada mais que promessas de uma beleza posterior. O clima nos últimos tempos tinha sido extremamente frio e hostil para florescimentos completos. Olhou para a janela aberta, cuja cortina se agitava com a brisa ligeira. Por que não pôde me amar? Por outro lado, talvez as razões não importassem, só a verdade importava. De fato, as pessoas poderiam ser perdoadas por pensarem que nada importava. Nem o dia em que se conheceram, quando seus olhos azuis procuraram os dela como se carregassem alguma magia estranha. Nem o calor de sua boca na primeira vez que lhe tinha permitido beijá-la. Nem a contração de seu coração quando ele tinha sorrido como se visse o mesmo futuro que ela. Não, não significava nada. O tinido da destilação do líquido soou forte na habitação silenciosa. Plop. Plop. Plop. Um empoeirado céu azul e tênues nuvens brancas eram tudo o que podia ver de onde jazia na banheira. Logo, inclusive isso se desvaneceria e brilharia em uma névoa iridescente. Um dia precioso, pensou distraídamente, uma lágrima fazendo cócegas por sua bochecha, já deslizando-se para baixo, abaixo, abaixo.
Um dia precioso. A fazia desejar voar como um pássaro pela janela para o sol amarelo, lhe permitindo queimar esta profunda e insuportável dor. Permitindo queimar sua carne até que não ficassem nem suas cinzas. Tudo o que tinha que fazer era deixar-se ir. Com um suspiro, deixou que suas pálpebras caíssem. Sim. Deixar-se ir. Depois de seu sussurrado pensamento, o movimento da água se voltou mais tênue, o rugido do vento se elevou para levar-lhe e Marissa Wyatt estendeu suas asas e voou.


Série Resgatada da Ruína
1 - A Loucura do Visconde Atherbourne

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