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22 de dezembro de 2017

Uma Promessa de Natal

O conde de Falloden herdou pesadas dívidas, juntamente com o seu título, 14 meses antes do início do livro.

Ele tem poucas chances de pagá-las.
Mas então, a ele é dada a chance de ter todas as suas dívidas canceladas caso se case com a filha do homem que as comprou. 
Sr. Transome, um imensamente rico comerciante de carvão, está morrendo e quer garantir para sua filha um casamento seguro antes que ele se vá.
O conde é obrigado a aceitar, mas jura silenciosamente fazer sua conivente noiva sofrer, como recompensa pela ambição da jovem.
Eleanor Transome, entretanto, está horrorizada com o que seu pai arranjou, mas ele está morrendo e ele é tudo no mundo para ela. Como poderia recusar o seu último pedido? Ela concorda em se casar com o Conde de Falloden, mas em particular, promete fazê-lo sofrer, como recompensa pela cínica ganância dele.
Não é um início auspicioso para um casamento. Mas o Natal está chegando e o conde convida alguns amigos para passa-lo no campo, e diz à Eleanor que ela pode levar seus próprios convidados.
No entanto, ele não especifica um número, e logo descobre sua casa invadida e transbordando com a voz alta, talvez vulgar, mas totalmente calorosa dos Transome.

Capítulo Um

O conde de Falloden olhou para o cartão de visita que descansava na bandeja que seu mordomo segurava estendida em direção a ele. Franziu a testa.
— Sr. Joseph Transome, comerciante de carvão — disse ele — Por que diabo é que um comerciante de carvão gostaria de falar comigo? Você não poderia ter resolvido o problema dele e o mandado embora, Starret?
O mordomo e o valete do conde trocaram um breve olhar. — Ele foi muito insistente, Milorde. Ele declarou que não poderia divulgar o propósito de sua visita a ninguém, senão ao senhor. Quer que eu diga que não se encontra em casa, Milorde?
—Sim— o conde disse, irritado, apontando para que seu criado lhe entregasse a gravata. Ele tinha acabado de voltar de um passeio matinal no parque que não tinha feito nada para afastar a melancolia de sua mente - embora sabia que nada seria capaz de afastá-la. E ele não estava com humor para visitantes.
O mordomo se curvou em uma profunda reverência e se virou para sair do quarto de vestir do seu mestre.
—Espere! — Disse o conde. Ele parecia ainda mais irritado enquanto amarrava a gravata com um nó precipitado e simples, apesar dos lábios apertados de seu valete em desaprovação. — O homem é respeitável, Starret? E ele veio até a porta da frente?
—Ele chegou em uma carruagem equipada com quatro cavalos, Milorde — disse o homem.
O conde arqueou as sobrancelhas. —É melhor eu ver o que demônios ele quer — disse ele. — Leve-o até o salão, Starret.
— Sim, Milorde. — O mordomo inclinou-se novamente antes de se retirar.
— Um comerciante de carvão — disse o conde para o criado, olhando-o através do espelho. — O que acha que ele quer, hein, Crawley? Oferecer-me que mude de fornecedor de carvão para o inverno? E quem é que me fornece, em todo caso? Bem, eu suponho que deveria descer e satisfazer a minha curiosidade. Ele veio até a porta da frente chamando a mim em vez de ir para a parte de trás chamar a Sra. Lawford. Interessante, você não diria?
Mas ele não esperou por uma resposta. Saiu do quarto e desceu as escadas passando pelo corredor, em sua casa da cidade, em Grosvenor Square. A melancolia de uma manhã de novembro tornou quase necessário ter as lamparinas acesas, ele pensou enquanto atravessava o corredor e esperava por um lacaio para abrir as portas duplas que davam no salão. Era um dia inteiramente de acordo com o seu estado de espírito geral.
Sr. Joseph Transome, comerciante de carvão, parecia um legítimo burguês, pensou quando o homem se afastou da janela, enquanto as portas se abriam. Ele estava tão bem e tão ricamente vestido como o próprio conde, e bem mais elegantemente, sendo sincero. O conde não tinha sido capaz de dar-se ao luxo de manter-se na moda no ano passado, embora a maior parte desse tempo, tinha passado vestindo luto de qualquer maneira. A única crítica que ele poderia fazer à roupa do comerciante, era que tudo parecia, pelo menos dois tamanhos maiores do que deveriam ser. Ele era magro e anguloso, com um rosto bicudo acentuado, a partir do qual os olhos muito escuros e muito grandes olhavam atentamente para seu anfitrião.
O conde assentiu para ele. — Eu sou Falloden — Disse ele. — O que posso fazer por você? 

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