Quando Pierce Kirrier, o belo conde de Penhollow, resgatou uma misteriosa beleza das ondas revoltas do oceano, ele não fazia ideia de quem ela era - ou de onde viera-. Mas, ao primeiro vislumbre daquela donzela encantadora, ele sentiu que precisava tê-la para si. Levando-a para Penhollow Hall, ele a mimou como uma princesa, determinado a conquistar sua confiança e seu coração. Mas seu passado pode levá-la para longe. Nada havia preparado Eden para despertar em um elegante quarto em um canto remoto da Cornualha. Era como viver em um mundo de sonhos perfeito, onde todos os desejos se realizavam. Nos braços de Pierce, ela encontrou um amor - e uma felicidade- que jamais imaginara existir. Mas, quando seu passado secreto a alcançasse, esses sonhos poderiam ser destruídos, para sempre.
Capítulo Um
Londres
A amizade entre elas era proibida. A esposa do vigário e a prostituta. Duas vidas tão radicalmente diferentes quanto o sol e a lua, e ainda assim, a amizade florescia. Agora estava prestes a terminar. Protegida por um emaranhado de arbustos crescidos que escondiam a porta secreta no muro do jardim entre a casa paroquial e o bordel, Eden observava sua amiga Mary Westchester, esposa do vigário, sentada num banco à sombra salpicada de luz do jardim, à espera de Eden. Hoje, Mary trouxera sua filha de onze meses, Dorothy, sabendo que a presença da criança seria uma raridade e um prazer bem-vindo. Recostou-se e ergueu a bebê acima da cabeça. Dorothy riu de alegria e, rindo também, a mãe a colocou no chão e a abraçou forte.
Eden ficou fascinada pela visão e pelo som do riso da criança.
A porta que separava a modesta casa paroquial da casa onde Eden morava era uma lembrança dos tempos em que ambas as casas faziam parte da mesma abadia. A casa de Eden, uma estrutura gótica de quatro andares construída em pedra e argamassa, localizada não muito longe do centro financeiro de Londres, era agora um bordel infame, porém discretamente luxuoso, ironicamente chamado de Abadia.
Uma onda de ciúme percorreu Eden. Ela reprimiu impiedosamente esse sentimento repugnante. Não era culpa de Mary que seus destinos fossem tão diferentes, ou que a vida de Eden estivesse prestes a virar de cabeça para baixo…
—Olá, disse Eden, saindo de seu esconderijo.
Mary se virou surpresa e depois sorriu, erguendo o bebê. —Eu trouxe a Dorothy. Minha sogra não estava se sentindo bem e eu consegui tirar o bebê de casa sem que ela percebesse. Ela quase nunca me deixa levar a Dorothy a lugar nenhum. Ela insiste que ar fresco faz mal para as crianças, mas eu sei que ela está errada.
Eden aproximou-se. —Ela é linda. Reverentemente, ousou estender a mão e tocar levemente um dos cachos loiro-prateados da bebê. Não conseguiu se conter. As pequenas orelhas em forma de concha e os dedinhos perfeitos da criança a fascinaram. Dorothy a examinou seriamente com seus grandes olhos azuis. —Ela é a sua cara, Mary.
Mary riu, visivelmente satisfeita com o elogio. —Minha sogra insiste que Dorothy puxou aos Westchesters, mas eu acho que ela é parte de mim, disse ela, aconchegando-se orgulhosamente na bebê. —Aqui, você quer segurá-la?
Eden deu um passo para trás. —Não, eu não poderia.
—Claro que pode! Ela não vai te morder. Mary ergueu o bebê. Mas tenha cuidado. Ela pesa mais do que você imagina.
Eden balançou a cabeça, esquivando-se. —Não posso.
Ela não era digna de tocar em tamanha perfeição. Ela tinha visto e feito coisas que a faziam se sentir impura por dentro. Nada daquilo deveria tocar em um bebê tão amado e doce quanto Dorothy.
Mary colocou o bebê no colo, com os olhos cheios de preocupação. —Eden, o que houve? Você também não a pegou no colo da última vez que a trouxe.
—Você não entenderia.
—Claro que sim. Sou sua amiga. Não há nada que você deva ter medo de me contar.
Suas palavras pegaram Eden de surpresa.
Imediatamente, Mary se levantou e foi até o lado de Éden, segurando a bebê em um dos quadris.
—Éden, o que houve? Você empalideceu de repente. Eu disse alguma coisa errada?
Dorothy estendeu a mão para o laço de seda verde no corpete de Eden. Eden observou as mãozinhas gordinhas da bebê puxarem o laço, desatando-o, antes de responder em voz baixa: —Já fui vendida.
Mary olhou para ela sem expressão e então repetiu: —Vendida?
Londres
A amizade entre elas era proibida. A esposa do vigário e a prostituta. Duas vidas tão radicalmente diferentes quanto o sol e a lua, e ainda assim, a amizade florescia. Agora estava prestes a terminar. Protegida por um emaranhado de arbustos crescidos que escondiam a porta secreta no muro do jardim entre a casa paroquial e o bordel, Eden observava sua amiga Mary Westchester, esposa do vigário, sentada num banco à sombra salpicada de luz do jardim, à espera de Eden. Hoje, Mary trouxera sua filha de onze meses, Dorothy, sabendo que a presença da criança seria uma raridade e um prazer bem-vindo. Recostou-se e ergueu a bebê acima da cabeça. Dorothy riu de alegria e, rindo também, a mãe a colocou no chão e a abraçou forte.
Eden ficou fascinada pela visão e pelo som do riso da criança.
A porta que separava a modesta casa paroquial da casa onde Eden morava era uma lembrança dos tempos em que ambas as casas faziam parte da mesma abadia. A casa de Eden, uma estrutura gótica de quatro andares construída em pedra e argamassa, localizada não muito longe do centro financeiro de Londres, era agora um bordel infame, porém discretamente luxuoso, ironicamente chamado de Abadia.
Uma onda de ciúme percorreu Eden. Ela reprimiu impiedosamente esse sentimento repugnante. Não era culpa de Mary que seus destinos fossem tão diferentes, ou que a vida de Eden estivesse prestes a virar de cabeça para baixo…
—Olá, disse Eden, saindo de seu esconderijo.
Mary se virou surpresa e depois sorriu, erguendo o bebê. —Eu trouxe a Dorothy. Minha sogra não estava se sentindo bem e eu consegui tirar o bebê de casa sem que ela percebesse. Ela quase nunca me deixa levar a Dorothy a lugar nenhum. Ela insiste que ar fresco faz mal para as crianças, mas eu sei que ela está errada.
Eden aproximou-se. —Ela é linda. Reverentemente, ousou estender a mão e tocar levemente um dos cachos loiro-prateados da bebê. Não conseguiu se conter. As pequenas orelhas em forma de concha e os dedinhos perfeitos da criança a fascinaram. Dorothy a examinou seriamente com seus grandes olhos azuis. —Ela é a sua cara, Mary.
Mary riu, visivelmente satisfeita com o elogio. —Minha sogra insiste que Dorothy puxou aos Westchesters, mas eu acho que ela é parte de mim, disse ela, aconchegando-se orgulhosamente na bebê. —Aqui, você quer segurá-la?
Eden deu um passo para trás. —Não, eu não poderia.
—Claro que pode! Ela não vai te morder. Mary ergueu o bebê. Mas tenha cuidado. Ela pesa mais do que você imagina.
Eden balançou a cabeça, esquivando-se. —Não posso.
Ela não era digna de tocar em tamanha perfeição. Ela tinha visto e feito coisas que a faziam se sentir impura por dentro. Nada daquilo deveria tocar em um bebê tão amado e doce quanto Dorothy.
Mary colocou o bebê no colo, com os olhos cheios de preocupação. —Eden, o que houve? Você também não a pegou no colo da última vez que a trouxe.
—Você não entenderia.
—Claro que sim. Sou sua amiga. Não há nada que você deva ter medo de me contar.
Suas palavras pegaram Eden de surpresa.
Imediatamente, Mary se levantou e foi até o lado de Éden, segurando a bebê em um dos quadris.
—Éden, o que houve? Você empalideceu de repente. Eu disse alguma coisa errada?
Dorothy estendeu a mão para o laço de seda verde no corpete de Eden. Eden observou as mãozinhas gordinhas da bebê puxarem o laço, desatando-o, antes de responder em voz baixa: —Já fui vendida.
Mary olhou para ela sem expressão e então repetiu: —Vendida?
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Oiii você não vai sair sem comentar nada vai? Ou que tal indicar o que leu. Ou então uma resenha heheheheh...Todo mundo agradece, super beijo!