Nenhum herói comum pode salvar Amber da morte... será preciso um Protetor das Terras Altas.
A sobrevivência de Amber MacCoinnich depende de sua viagem ao século XXI, ou assim lhe dizia a premonição de sua mãe. A morte provoca Amber e oferece paz em sua dor sem fim. Sem o salvador misterioso de que sua mãe falava, Amber se prepara para a morte apenas para acordar com um estranho bonito e moreno em sua cama.Gavin Kincaid passa a vida mudando o tempo para preservar e proteger a família MacCoinnich e sua linhagem, mesmo sem nunca ter conhecido um único MacCoinnich vivo. Um retrato assombroso de uma bela mulher captura sua atenção e ele embarca em uma jornada para dar um nome à imagem. Quando um colega desaparece, a corrente temporal força Kincaid a retornar ao século XXI, onde encontra sua misteriosa mulher à beira da morte. Seu dom de druida pode salvá-la, mas a que preço? E quando ambos se encontram emocionalmente ligados, a verdade por trás da herança de Kincaid pode matá-los.
Capítulo Um
1686, Fortaleza MacCoinnich, Escócia
Lutar com uma espada era comparável a fazer sexo sem orgasmo. Segurar aquela maldita coisa consumia muita energia e o resultado final era anticlimático e confuso. A mão livre de Kincaid ansiava por sacar qualquer uma de suas armas escondidas dos bolsos de suas roupas modificadas do século XVII e acabar com o oponente. A morte do homem era inevitável. Ele não tinha a mínima chance de capturar Kincaid. Mesmo sem o uso do dom de Kincaid, o escocês de kilt tinha duas falhas fatais contra ele. Primeiro, ele subestimava o oponente, o que nunca era bom em batalha. Segundo, o dom druídico de Kincaid impediria que qualquer golpe fatal atingisse sua pele. Ele era quase imortal.
Kincaid escapou de ser espetado pela lâmina do escocês ao se lançar para a direita e colocar um pé na beirada da enorme escadaria da Fortaleza. Acima dele, outros homens lutavam, alguns com poderes, outros sem. Impedir que a antiga Fortaleza caísse em mãos que não pertencessem aos descendentes dos donos originais era impossível. Essas missões eram planejadas e orquestradas com extrema cautela e precisão.
O escocês avançou novamente, com suor escorrendo da testa devido ao esforço da luta.
—Kincaid!— Ele ouviu seu nome vindo do andar de cima, mas não cometeu o erro de olhar para cima.
—Estou ocupado.— Ele bloqueou a espada do oponente novamente, prendeu o braço livre do homem e tentou puxá-lo para trás das costas.
Kincaid foi recompensado levando uma cotovelada nas costelas e perdendo o fôlego.
—Acabe com ele logo. Precisamos seguir em frente.
Seguir em frente, ele percebeu que seu tempo estava quase acabando.
—Acho que...— Ele empurrou o escocês a meio metro de distância e ergueu a espada. —Isso significa que terminamos aqui.
—Sua confiança será sua ruína—, disse o escocês.
Kincaid fez um gesto para que o homem se aproximasse. …disse a aranha para a mosca…
O escocês avançou com uma onda de força e determinação.
Kincaid se manteve firme, ergueu seu escudo druida e observou o choque tomar conta do olhar do homem quando sua espada ricocheteou no escudo e o deixou vulnerável ao golpe final de Kincaid.
Matar nunca lhe caiu bem. Mas ele era um guerreiro e matar fazia parte da sua alma. Uma pena.
Kincaid ouviu seu nome ser chamado novamente e subiu os degraus familiares, dois de cada vez, para alcançar os outros. Pelo canto do olho, seu olhar encontrou uma pintura na parede, uma que ele nunca tinha visto antes.
Seus passos vacilaram ao se conectar com o olhar assombrado da mulher mais linda que já vira. Não importava que a pintura fosse unidimensional, ou que a mulher provavelmente estivesse morta... mesmo neste século. Ele fez um rápido inventário das outras imagens nas paredes e reconheceu apenas uma. A mesma pintura estava pendurada naquele mesmo espaço na parede, tantos anos no futuro. Mas esta... a imagem da mulher com seus longos cabelos escuros e um olhar dolorido enquanto tentava sorrir, o atraía. Esta pintura que ele nunca tinha visto.
—Kincaid! Porra, cara, vem cá!
Kincaid afastou o olhar profundo da mulher, subiu as escadas correndo e seguiu seu bando de homens pela escada em espiral da torre.
Enquanto se moviam para a privacidade da sala de tijolos, ele notou o rosto pequeno de uma das ocupantes mais jovens da Fortaleza observando-os de trás de uma porta adjacente.
Rory se moveu para fechar a porta quando Kincaid fez um gesto em direção à testemunha.
A criança, uma menina de não mais de dez anos, observava com os olhos arregalados. Ela não parecia nem um pouco assustada.
—Ela é…
****
Dia atual, Los Angeles
Amber MacCoinnich suportou o peso da dor emocional que cercava cada momento de sua vida o máximo que pôde antes de escorregar do banho. Embora apreciasse a liberdade de um banho rápido de vez em quando, ela suportava a dor de cabeça lancinante que subia pela espinha assim que tirava a capa protetora. A água reconfortante da banheira de hidromassagem tinha um preço, mas Amber estava disposta a pagar o preço pelo menos uma vez por semana. Como uma mulher do século XVI vivendo no século XXI, havia alguns hábitos que ela trazia consigo.
Ao contrário da Fortaleza MacCoinnich, nas Terras Altas da Escócia, onde ela havia crescido, a casa da Sra. Dawson no sul da Califórnia estava praticamente vazia. A própria Sra. Dawson morava em aposentos que haviam sido transferidos para o térreo para ajudar com suas articulações debilitadas. Embora a idade pudesse estar impedindo que ela subisse as escadas com a mesma frequência de antes, sua mente era afiada e sua sagacidade sempre a fazia sorrir.
Simon, seu primo postiço, e Helen, sua esposa, ocupavam vários quartos no segundo andar, enquanto Amber ocupava um dos muitos quartos do terceiro andar. Lá em cima, o peso das emoções daqueles que moravam lá embaixo só penetrava sua mente e alma quando ela tirava a capa. Lá em cima, ela conseguia dormir várias horas caso se esgotasse durante o dia. Lá em cima, ela conseguia respirar. Ou pelo menos era assim quando ela chegou a este século. Com o passar dos dias, a capa começou a perder o poder e Amber começou a ansiar por um quarto andar.
Muito antes de ouvir seu nome ser chamado, ela sentiu a intenção de Helen... uma enorme onda emocional de energia surgiu de baixo. Embora não tivesse certeza do que causava a felicidade de Helen, ela a experimentou... e sabia que a intenção de Helen era compartilhá-la.
A noite de outono deixava a casa levemente fria, o que caia bem para Amber quando ela cobriu sua pele pálida com uma longa camisola e a capa quente que servia como um escudo emocional temporário.
Instantaneamente, os fios de magia entrelaçados na longa vestimenta silenciaram as emoções externas até entorpecerem a crescente dor de cabeça dentro de seu crânio.
Um longo suspiro escapou de seus lábios. —Está melhor—, ela sussurrou para si mesma.
A batida suave de Helen na porta fez Amber sorrir. —Entre, Helen.
Ela abriu a porta e entrou saltitando no quarto como uma criança, o sorriso nos lábios aliviando o cansaço do coração de Amber. —Ainda não consigo entender como você sabe que um de nós está por pert.
—Estou aqui há duas luas... meses—, Amber se corrigiu, tentando usar as palavras adequadas deste século. —O que te deixou tão feliz?
1686, Fortaleza MacCoinnich, Escócia
Lutar com uma espada era comparável a fazer sexo sem orgasmo. Segurar aquela maldita coisa consumia muita energia e o resultado final era anticlimático e confuso. A mão livre de Kincaid ansiava por sacar qualquer uma de suas armas escondidas dos bolsos de suas roupas modificadas do século XVII e acabar com o oponente. A morte do homem era inevitável. Ele não tinha a mínima chance de capturar Kincaid. Mesmo sem o uso do dom de Kincaid, o escocês de kilt tinha duas falhas fatais contra ele. Primeiro, ele subestimava o oponente, o que nunca era bom em batalha. Segundo, o dom druídico de Kincaid impediria que qualquer golpe fatal atingisse sua pele. Ele era quase imortal.
Kincaid escapou de ser espetado pela lâmina do escocês ao se lançar para a direita e colocar um pé na beirada da enorme escadaria da Fortaleza. Acima dele, outros homens lutavam, alguns com poderes, outros sem. Impedir que a antiga Fortaleza caísse em mãos que não pertencessem aos descendentes dos donos originais era impossível. Essas missões eram planejadas e orquestradas com extrema cautela e precisão.
O escocês avançou novamente, com suor escorrendo da testa devido ao esforço da luta.
—Kincaid!— Ele ouviu seu nome vindo do andar de cima, mas não cometeu o erro de olhar para cima.
—Estou ocupado.— Ele bloqueou a espada do oponente novamente, prendeu o braço livre do homem e tentou puxá-lo para trás das costas.
Kincaid foi recompensado levando uma cotovelada nas costelas e perdendo o fôlego.
—Acabe com ele logo. Precisamos seguir em frente.
Seguir em frente, ele percebeu que seu tempo estava quase acabando.
—Acho que...— Ele empurrou o escocês a meio metro de distância e ergueu a espada. —Isso significa que terminamos aqui.
—Sua confiança será sua ruína—, disse o escocês.
Kincaid fez um gesto para que o homem se aproximasse. …disse a aranha para a mosca…
O escocês avançou com uma onda de força e determinação.
Kincaid se manteve firme, ergueu seu escudo druida e observou o choque tomar conta do olhar do homem quando sua espada ricocheteou no escudo e o deixou vulnerável ao golpe final de Kincaid.
Matar nunca lhe caiu bem. Mas ele era um guerreiro e matar fazia parte da sua alma. Uma pena.
Kincaid ouviu seu nome ser chamado novamente e subiu os degraus familiares, dois de cada vez, para alcançar os outros. Pelo canto do olho, seu olhar encontrou uma pintura na parede, uma que ele nunca tinha visto antes.
Seus passos vacilaram ao se conectar com o olhar assombrado da mulher mais linda que já vira. Não importava que a pintura fosse unidimensional, ou que a mulher provavelmente estivesse morta... mesmo neste século. Ele fez um rápido inventário das outras imagens nas paredes e reconheceu apenas uma. A mesma pintura estava pendurada naquele mesmo espaço na parede, tantos anos no futuro. Mas esta... a imagem da mulher com seus longos cabelos escuros e um olhar dolorido enquanto tentava sorrir, o atraía. Esta pintura que ele nunca tinha visto.
—Kincaid! Porra, cara, vem cá!
Kincaid afastou o olhar profundo da mulher, subiu as escadas correndo e seguiu seu bando de homens pela escada em espiral da torre.
Enquanto se moviam para a privacidade da sala de tijolos, ele notou o rosto pequeno de uma das ocupantes mais jovens da Fortaleza observando-os de trás de uma porta adjacente.
Rory se moveu para fechar a porta quando Kincaid fez um gesto em direção à testemunha.
A criança, uma menina de não mais de dez anos, observava com os olhos arregalados. Ela não parecia nem um pouco assustada.
—Ela é…
****
Dia atual, Los Angeles
Amber MacCoinnich suportou o peso da dor emocional que cercava cada momento de sua vida o máximo que pôde antes de escorregar do banho. Embora apreciasse a liberdade de um banho rápido de vez em quando, ela suportava a dor de cabeça lancinante que subia pela espinha assim que tirava a capa protetora. A água reconfortante da banheira de hidromassagem tinha um preço, mas Amber estava disposta a pagar o preço pelo menos uma vez por semana. Como uma mulher do século XVI vivendo no século XXI, havia alguns hábitos que ela trazia consigo.
Ao contrário da Fortaleza MacCoinnich, nas Terras Altas da Escócia, onde ela havia crescido, a casa da Sra. Dawson no sul da Califórnia estava praticamente vazia. A própria Sra. Dawson morava em aposentos que haviam sido transferidos para o térreo para ajudar com suas articulações debilitadas. Embora a idade pudesse estar impedindo que ela subisse as escadas com a mesma frequência de antes, sua mente era afiada e sua sagacidade sempre a fazia sorrir.
Simon, seu primo postiço, e Helen, sua esposa, ocupavam vários quartos no segundo andar, enquanto Amber ocupava um dos muitos quartos do terceiro andar. Lá em cima, o peso das emoções daqueles que moravam lá embaixo só penetrava sua mente e alma quando ela tirava a capa. Lá em cima, ela conseguia dormir várias horas caso se esgotasse durante o dia. Lá em cima, ela conseguia respirar. Ou pelo menos era assim quando ela chegou a este século. Com o passar dos dias, a capa começou a perder o poder e Amber começou a ansiar por um quarto andar.
Muito antes de ouvir seu nome ser chamado, ela sentiu a intenção de Helen... uma enorme onda emocional de energia surgiu de baixo. Embora não tivesse certeza do que causava a felicidade de Helen, ela a experimentou... e sabia que a intenção de Helen era compartilhá-la.
A noite de outono deixava a casa levemente fria, o que caia bem para Amber quando ela cobriu sua pele pálida com uma longa camisola e a capa quente que servia como um escudo emocional temporário.
Instantaneamente, os fios de magia entrelaçados na longa vestimenta silenciaram as emoções externas até entorpecerem a crescente dor de cabeça dentro de seu crânio.
Um longo suspiro escapou de seus lábios. —Está melhor—, ela sussurrou para si mesma.
A batida suave de Helen na porta fez Amber sorrir. —Entre, Helen.
Ela abriu a porta e entrou saltitando no quarto como uma criança, o sorriso nos lábios aliviando o cansaço do coração de Amber. —Ainda não consigo entender como você sabe que um de nós está por pert.
—Estou aqui há duas luas... meses—, Amber se corrigiu, tentando usar as palavras adequadas deste século. —O que te deixou tão feliz?
2-Votos Silenciosos
3- Resgatando Votos
4- Shifter das Terras Altas
5- Protetor das Terras Altas.
Série concluída
3- Resgatando Votos
4- Shifter das Terras Altas
5- Protetor das Terras Altas.
Série concluída