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20 de julho de 2026

Desperta pelo Fogo do Highlander

Série Contos do Poder das Highlanders

Sua nova vida pode terminar tão repentinamente quanto começou.
Elspeth Ariss viveu uma vida difícil após a morte de sua mãe, assumindo mais responsabilidades do que qualquer outra jovem assumiria. Quando seu pai, que era o zelador do Laird local, morre, Elspeth descobre que o Laird já fez arranjos para seu casamento! Relutante em se casar com um homem que não conhece, Elspeth aceita apenas porque esse era o último desejo de seu pai. Para sua grande surpresa, seu futuro marido não é apenas sobrinho do Laird, mas também um Laird. No entanto, por algum motivo, o Laird Finlay MacCowan passou os últimos seis anos solteiro, apesar do incentivo de sua família. Assim que se encontram, Elspeth vê em seus olhos um bruto que se importa pouco com romance, sentimentalismo ou frivolidades. No entanto, Laird Finlay parece um homem diferente quando a toca pela primeira vez… O coração de Elspeth se enche de desejo e sentimentos que ela nunca havia experimentado antes, e logo ela percebe que o caráter austero de Finlay não passa de uma fortaleza que ele construiu para manter seus segredos sombrios ocultos. O casal parece acreditar que o casamento não será tão ruim quanto pensavam inicialmente, mas assim que Finlay baixa um pouco a guarda, forças invisíveis aproveitam a oportunidade para destruir o clã. Elspeth sentiu um fogo renovador perto de Finlay que a lembrou de que há mais na vida do que sofrimento, mas talvez ela tenha se aproximado demais das chamas que o cercam e em breve será consumida por elas…

Capítulo Um

—Eu já vou indo, querida—, disse Lyle, dando um beijo na bochecha de Elspeth. Ele bagunçou o cabelo de Eoin antes de sair pela porta. —Tem certeza de que trouxe tudo?
—Ai, pai, não se preocupe. O jantar estará pronto quando você chegar em casa—, disse Elspeth, revirando os olhos. Lyle dizia a mesma coisa toda vez que saía para trabalhar, como se, nos últimos seis anos, Elspeth não tivesse cuidado da casa enquanto ele estava fora. Tinha sido difícil se adaptar após a morte da mãe. A alegria e a felicidade trazidas pelo nascimento de Eoin foram diluídas pela tristeza, mas a família se apoiou mutuamente, assim como todos em Kilin. Levou muito tempo para que a vida voltasse a algo que Elspeth considerasse normal, mas agora ela era uma mulher de dezoito anos e havia cumprido sua promessa de cuidar de Eoin.
—Sua tia vai passar aqui à tarde para ver como você está—, disse ele, já na porta. Lyle parou ao ouvir Elspeth bufar. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, e ela apoiou as mãos no balcão da cozinha, recolhendo as tigelas usadas no café da manhã.
—O que foi, moça? —, perguntou Lyle, voltando para a cozinha.
—Eu não preciso que Aileen fique me vigiando. Eu sei o que estou fazendo. Eu não sou criança.
Lyle a observou por um instante e então deixou a cabeça cair. —Sim, garota, acho que você tem razão. De certa forma, você sempre será uma criança para mim, mas eu sei tudo o que você passou. Estes últimos anos não foram fáceis para você. Você nunca pediu por isso e teve que amadurecer rapidamente. Eu queria agradecê-la, filha. Eu não teria conseguido sem você. Depois que sua mãe morreu, eu fiquei arrasado. Você me ajudou a me manter firme. Sabe, filha, logo você terá que construir sua própria vida.
—O quê? — Perguntou Elspeth, franzindo a testa.
—Quero que você tenha uma boa vida. Não pode ficar aqui para sempre. Você precisa de um marido. De uma família. Sei que esta vida não tem sido o que esperava, mas quero que seja feliz. — Estas foram as últimas palavras que ele disse ao sair para cuidar dos jardins do castelo do senhor feudal.
—Mas estou feliz—, disse Elspeth em voz baixa, voltando-se para a pia e refletindo sobre o que ele havia dito. Não havia um momento sequer em que ela tivesse pensado em ir embora. Era sua casa, sua família, e ela não sabia o que seu pai ou Eoin fariam sem ela. Fechou os olhos enquanto os ecos do passado invadiam sua mente. Seu estômago se revirou ao se lembrar dos gritos de dor do outro lado da porta fechada e, em seguida, dos lençóis manchados, das sombras carmesim que emanavam do corpo inerte de sua mãe. Ela havia jurado a si mesma, então, que jamais se submeteria àquilo, e ainda assim seu pai parecia achar que era a coisa mais natural do mundo.
Depois de arrumar a cozinha após o café da manhã, Elspeth levou Eoin para passear por Kilin, pois precisava fazer algumas compras. Ela foi à padaria comprar pão e sorriu para todos enquanto caminhava, pois todos em Kilin se conheciam e haviam sido gentis com ela após a tragédia.
Eles caminharam até o rio azul-acinzentado que serpenteava pela cidade. O castelo do senhor feudal erguia-se aninhado contra uma colina, e Elspeth o contemplava com orgulho, pois era ali que seu pai trabalhava. Além do castelo, estendia-se a densa floresta, sob o céu azul. Uma única estrada atravessava Kilin. Era uma cidade pequena, com poucas pessoas, mas próxima a Inverness, o que ocasionalmente atraía um fluxo de mercadores ansiosos para vender seus produtos na cidade maior.
Embora Kilin fosse um lugar tranquilo, as pessoas eram amigáveis, Elspeth não conseguia se imaginar em nenhum outro lugar. O senhor feudal organizava eventos divertidos ao longo do ano, e como a cidade era pequena, cada evento ali era como passar um tempo com amigos. Não havia muitas pessoas da sua idade por perto, mas como Elspeth amadurecera rapidamente, tinha uma visão de mundo mais madura e geralmente se dava melhor com pessoas mais velhas.
Um passeio pela aldeia deveria ter sido algo simples, mas Eoin era uma criança curiosa e queria examinar tudo. Ele se distraía facilmente com um cachorro latindo ou uma flor colorida, e agora, aos seis anos, fazia perguntas para as quais Elspeth simplesmente não sabia as respostas. Em certo momento, eles caminhavam pela margem do rio, e Elspeth viu algumas flores bonitas. Ela se aproximou e colheu algumas para enfeitar em casa.
—Essas eram as favoritas da mamãe





Série Contos do Poder das Highlanders
1- Desperta pelo Fogo do Highlander