Mostrando postagens com marcador Liberta pelo Poder do Highlander. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liberta pelo Poder do Highlander. Mostrar todas as postagens

25 de agosto de 2026

Liberta pelo Poder do Highlander

Série Contos do Poder das Highlanders

Escapar do destino é impossível, mas ela está determinada a tentar...
Islay Gallach passou a vida inteira pensando em uma maneira de escapar do seu destino. Sendo a filha mais velha de Laird Gallach, ela conheceu Callum Conall, de 18 anos, quando tinha apenas 13, e seu futuro foi predeterminado quando os dois foram prometidos um ao outro. Mas Islay se recusa a se comprometer com uma vida cheia de obrigações e pouca alegria ao lado de um homem que ela só viu uma vez! À medida que o momento que ela tanto temia se aproxima, ela encontra seu noivo pela segunda vez. Callum se tornou um montanhês robusto e bonito, e todas as mulheres na sala gostariam de estar no lugar de Islay. Mesmo assim, Islay o entregaria de bom grado a qualquer uma delas, se isso significasse conquistar sua liberdade. Callum pode ser um espécime de homem, mas não há nenhuma conexão real entre eles, e as últimas dúvidas que Islay tinha agora desapareceram. Ela não tem dúvidas sobre a fuga que planejou com sua prima e amiga, Kirstin, mas ao ouvir falar de bandidos que rondam a região e chegam ao castelo, Kirstin muda de ideia.

Capítulo Um

Islay suspirou enquanto alisava o vestido com as mãos. As mechas douradas de seu cabelo chegavam até o meio das costas e formavam cachos nas pontas. Seus olhos brilhavam intensamente, seus lábios eram macios e sensuais. Seu vestido era de um tom claro de vermelho e fluía em pregas até o chão.
—Você está tão bonita. Eu queria ser tão bonita quanto você! — disse Iona em tom cantarolado. Islay sorriu enquanto olhava para sua irmã mais nova.
—Você é linda como um cordeirinho—, disse Islay, acariciando o queixo de Iona entre o polegar e o indicador. Iona corou e inclinou a cabeça de um lado para o outro. Enquanto Islay a observava, lembrou-se de quando tinha treze anos e deu uma risadinha. Ela era tão atrevida, tão teimosa, tão certa de que dobraria o mundo à sua vontade.
—Além disso, a única maneira de ser tão bonita quanto eu é crescer, e você não quer fazer isso.
—Por que não? — perguntou Iona, franzindo a testa.
Islay suspirou e caminhou até a janela, onde colheu uma flor de um vaso e arrancou a ponta do longo caule. Voltou para Iona e colocou a flor em seu cabelo. —Porque quando você cresce, tem que cumprir seu dever em vez de viver. Você não pode brincar o dia todo. Você não pode fazer o que quiser.
—Mas você vai a festas e usa vestidos bonitos! E você se casa—, disse Iona, com os olhos arregalados. —Papai diz que vai se certificar de encontrar um bom homem para mim, assim como fez com você.
Islay franziu os lábios e estreitou os olhos, olhando para o lado. —Eu não gostaria que isso acontecesse—, disse ela, pensando em seu próprio casamento iminente com Callum.
Os anos haviam passado como uma cachoeira entre seus dedos. Houve um tempo, quando ela tinha mais ou menos a idade de Iona, em que jurou que se libertaria das expectativas impostas a ela, mas isso ainda não havia acontecido. Cada dia que passava a aproximava do casamento com Callum, um estranho. E tudo isso quando havia um mundo tão vasto para explorar, com tantas oportunidades diferentes para aproveitar.
Iona não reagiu ao último comentário, parecia mais interessada na flor que Islay havia colocado em seu cabelo. Ela pulou pela sala, cantarolando uma melodia alegre, e então abraçou Islay com força.
—Obrigada, Islay! Você é a melhor irmã que eu poderia ter.— As mãos de Islay envolveram os cabelos de Iona e ali repousaram. As duas compartilhavam um laço especial, pois sua mãe havia falecido quando Iona era muito pequena. Islay assumiu o papel de cuidar de Iona e a via como uma irmã, amiga e até mesmo uma filha. Seria muito difícil deixá-la, e Islay afastou esse pensamento de sua mente.
—Vamos, Iona. Todos estarão esperando por você.
Islay pegou na mão de Iona e a conduziu para fora, lembrando-se de uma vez, cinco anos atrás, em que houve um ceilidh ao ​​qual Islay não quisera comparecer. Ela não fora tão receptiva quanto Iona. Talvez a filha mais velha fosse a errada.
Elas atravessaram o castelo em Kilin e saíram para o campo que se estendia em frente à entrada. A humilde cidade estava ansiosa para celebrar o aniversário de Iona. A comunidade era unida, forjada por anos de lealdade e trabalho árduo. Também compartilharam tragédias ao longo do caminho, e os laços que haviam sido forjados não se rompiam facilmente. Embora Laird Gallach vivia em um castelo e não uma cabana, ele ainda mantinha boas relações com os homens do clã, e seus filhos podiam circular livremente pela cidade, fazendo amizade com quem quisessem.
Assim, Iona recebeu uma recepção calorosa, com todos aclamando seu aniversário, e a menina irradiava orgulho. Laird Gallach a levou de Islay e a conduziu pela multidão. Islay ficou em segundo plano, onde ela se sentia mais à vontade. Ela sempre odiara essas coisas, mas Iona as apreciava.
—Islay! 



Série Contos do Poder das Highlanders
1- Desperta pelo Fogo do Highlander
2- Liberta pelo Poder do Highlander