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17 de março de 2026

Votos Silenciosos

Série Viagem no Tempo de MacCoinnich
Myra, uma druida virgem medieval, foge quinhentos anos no futuro para escapar da morte nas mãos de uma bruxa amaldiçoada e acaba nos braços de um policial bonito, porém cínico, do século XXI.

O policial Todd Blakely sabe que Myra está escondendo algo, mas não consegue resistir aos seus encantos inocentes. O destino os lança em um mundo de intriga e misticismo. Será que Todd será o verdadeiro cavaleiro branco de que ela precisa? Ou a magia e os ventos do tempo os separarão?

Capítulo Um

Minha vida acabou.
Myra MacCoinnich estava montada em seu cavalo, marchando em direção à morte, a morte de sua vida como ela a conhecia. Por quê? Por que os Antigos, os spíritos benevolentes dos Druidas, estavam ditando seu destino enviando-a para o futuro agora? Ao lado dela, sua cunhada, Tara, a agraciou com um sorriso irônico, um sorriso que continha dúvidas suficientes para deixar Myra com um buraco gigante no coração.
— Já é longe o suficiente—, anunciou seu irmão, Duncan, enquanto parava os cavalos. Deslizando para fora da montaria, Myra deu um último tapinha em sua égua.
—Isso não é um adeus, Myra. Você a verá novamente.
Tara colocou um braço nos ombros de Myra em apoio.
—Estamos fazendo a coisa certa?
—As visões da sua mãe já estiveram erradas?
—Non. — A visão clara de sua mãe a alertou sobre a morte de Myra se ela permanecesse em 1576.
—Diga 'não', Myra. O século XXI já será difícil o suficiente sem tropeçarmos em palavras do século XVI. Se as visões de Lara nunca falharam, então devemos acreditar que você não está segura aqui.
Você vai adorar meu tempo. — Tara lhe lançou um sorriso muito mais convincente.
— Está na hora, moça—, gritou Duncan.
—Lembre-se, 'Lizzy' é uma abreviação de Elizabeth.
Elizabeth McAllister.
Myra assentiu, entendendo que Tara procurava por qualquer detalhe que faltasse sobre sua irmã que pudesse ajudar Myra no futuro, ou assim elas esperavam.
—Se por algum motivo ela não quiser ouvir, encontre Cassy.
Cassandra Ross.
—Você me contou tudo isso. Eu não vou esquecer. — Myra tirou a capa pesada que cobria a calça e a camisa estilo século XXI. —Aqui, não vou precisar disso. — Ela não conseguia acreditar que logo estaria andando em público com as roupas que usava.
Os olhos de Tara brilharam com lágrimas não derramadas.
O abraço forte de Duncan encheu Myra de calor.
Ela se lembrou das últimas palavras que sua irmã mais nova, Amber, lhe dissera na noite anterior. Tara estava grávida, mas nenhuma delas sabia. Amber sempre soube dessas coisas. Assim como as visões de sua mãe, Amber nunca se enganava.
—Parabéns, irmão.
—Por quê? —, ele perguntou, afastando-se do abraço dela para olhá-la.
—Você verá.
Duncan se afastou dos braços dela para espalhar as pedras sagradas em um círculo perfeito. Tocou cada uma delas, emprestando-lhes parte de seu poder druídico para ajudá-las a mover Myra através do tempo. Uma energia pulsante pulsava dentro das pedras, à espera.
Myra colocou um pé instável na frente do outro e se viu no centro das pedras.
Ela repetiu o cântico mentalmente. A energia aumentou.
—Boa sorte—, Duncan levantou a mão.
O vento começou a mudar de direção, e o calor, junto com a luz, brilhava e queimava em cada pedra que se estendia muito acima de sua cabeça, em um caleidoscópio de cores.
—Ei, Myra? — Tara gritou em um tom óbvio na tentativa de distraí-la.
—O que?
—Peça para a Lizzy te levar à Magicland. Os brinquedos não se comparam a este, mas você vai adorar.
Myra apertou a bolsa contra o peito. O ar dentro do círculo rarefez, dificultando a respiração.
— Magicland, eu vou me lembrar.
Ela queria correr, fugir das pedras, do poder que começava a envolver seu corpo; em vez disso, Myra levantou a voz e cantou.
—Pedras antigas e poder antigo, levem-me em segurança até Lizzy neste momento. Mantenham-me a salvo e longe do perigo, de olhares indiscretos e da luz do dia. Se os antigos assim o desejarem, levem-me agora e deixem-me ir.
A terra tremeu sob seus pés. Ela deu um passo à frente, o medo a atingia por todos os lados. O ar encheu seus pulmões antes de ser expelido quase num grito. Pelo canto do olho, ela viu Duncan puxar Tara para perto do peito. O poder dentro do círculo, mantido firme pelas pedras confiadas apenas à sua família, rugiu. Ela não podia escapar. Este era o seu destino. O medo percorreu sua espinha e explodiu em sua cabeça, seguido por uma estranha sensação de calma. Myra fechou os olhos com força. Magicland, Elizabeth McAllister. Oh, meu Deus. A terra caiu de seus pés e o tempo a levou embora.
Amnésia. Quem acredita nessa merda?
Uma mulher havia acordado em uma das atrações em forma de ilha, bem no meio do parque conhecido como Magicland – antes mesmo do primeiro funcionário chegar ao local –, e Todd precisava fazer o relatório do caso. Parecia mais um caso de golpe da ambulância, com vistas a uma posterior indenização.
Golpistas vinham de todos os tipos e tamanhos. Esta tinha a palavra golpista estampada em seu rosto. Alguém estava sempre procurando uma maneira de ganhar dinheiro rápido.
O policial Todd Blakely perguntou à idosa na recepção do Hospital Geral de Anaheim para onde o pronto-socorro havia levado Jane Doe e então foi até os elevadores.
Ele passou pela mesa da enfermeira e sorriu para a loira atrás do balcão, que o olhava de cima a baixo.
Obviamente, ela gostou do que viu.
Ele não sabia se era ele ou o distintivo e o uniforme. O departamento as chamava de “Coelhinhas do Distintivo”, mulheres que se esforçavam para chamar a atenção de qualquer pessoa uniformizada, policial ou bombeiro, não importava qual dessas categorias. Os homens frequentemente se aproveitavam da atenção das mulheres, o que explicava a alta taxa de divórcio entre as tropas.
Todd caminhou em direção ao quarto número 840 para visitar Jane Doe.
Atrás da porta entreaberta, ele ouviu uma risadinha. O som era meio alegre demais para alguém que acordou sem memória. Ele olhou pela porta e viu a Srta. Amnésia sentada na cama. A televisão de tela plana, presa a uma plataforma por um arco em C, girava à sua frente. Seus cabelos, do tom mais escuro de castanho com franjas pretas, desciam dos ombros até os cotovelos. Seus olhos castanho-escuros repousavam sobre bochechas lindamente delineadas e lábios carnudos que sorriam para tudo o que ela assistia. Todd sentiu o ar abandonar o corpo. Jane Doe era de uma beleza estonteante.
Impulsivamente, Todd endireitou os ombros e forçou o maxilar a ficar tenso. Ele teria que tomar cuidado. Mulheres tão deslumbrantes quanto a que estava à sua frente tinham um jeito de desarmar até o mais forte dos policiais. A mulher na cama escondeu um sorriso atrás da mão.
A boca do Todd ficou seca. Meu Deus!







Série Viagem no Tempo de MacCoinnich
1-Votos Obrigatórios
Votos Silenciosos

2 de dezembro de 2025

Votos Obrigatórios

Série Viagem no Tempo de MacCoinnich

A tarefa de Duncan MacCoinnich... era viajar para a Feira Renascentista do século XXI, deflorar as virgens Druidessas e voltar para casa.

Só que seu trabalho não era tão fácil de realizar com a virgem em questão, Tara McAllister. O tempo estava se esgotando. O mal estava se aproximando de ambos. Tara achava Duncan irresistível depois do que deveria ser uma simulação de casamento por meio de união das mãos do casal. Quando Duncan levou-a para sua casa na Escócia, ela poderia aceitar isso. Mas, poderia perdoá-lo por tirar sua vida moderna quando ela se encontrava no século XVI? E é amor o que sentem? Ou alguma outra coisa?

Capítulo Um

Elas nem estavam na fronteira do condado, e Tara McAllister já se arrependia de ter entrado no carro. Entreteve uma bela, mas breve fantasia de dar meia-volta com o último modelo Honda Accord e voltar para casa.
O latejar atrás de seus olhos começou há cerca de dezesseis quilômetros, quando Cassy, ​​sua melhor amiga, começou a ler as informações que havia baixado da Internet.
Viajando por uma estrada suja, no calor do verão com um ar condicionado quebrado, Tara repetiu as palavras que Cassy havia se jogado de corpo e alma.
—Você é jovem apenas uma vez, — YOYO, como Cassy dizia todas as vezes que Tara começava a hesitar, como se as palavras fossem o código secreto da própria vida. Tara se repreendeu por cair de cabeça no mundo de sua melhor e mais antiga amiga, um mundo cheio de péssimos planejamentos e péssimas acomodações.
—Lembre-se, isso foi ideia sua—, disse Cassy, ​​olhando para cima dos papéis que ela estava lendo.
—Não. Sugeri ir naquele restaurante medieval para jantar e assistir a um show. Você pensou em participar de uma feira renascentista. Eu pensei que depois da última vez, teria aprendido, — Tara murmurou.
—Quem poderia imaginar que no Wyoming faria tanto frio em fevereiro?
—Era inverno! E o frio não descreve a sensação de vinte abaixo de zero. Eu nunca sequer montei em um cavalo. Quem vai para um rancho no inverno?
Elas o fizeram, e Tara não iria esquecer o quão doente estava. Ela nunca saíra da cama durante todo o tempo que estiveram lá.
—Isso vai ser melhor, espere e veja.
—Certo. — Tara não podia acreditar que ela havia se envolvido em mais uma das aventuras de Cassy.
Desta vez, concordou com uma feira renascentista e um fim de semana prolongado em alguma cidade do interior com o que ela imaginava ser um complexo cheio de aberrações de circo.Elas nem teriam uma cama, pelo amor de Deus. Iam dormir em barracas, no meio de algum campo encardido, com estranhos e apenas finas tiras de tecido os separando. Tara imaginou os sons e cheiros no qual seria forçada a suportar nos próximos dias. Como se as acomodações rústicas já não fossem o suficiente, desde o minuto em que chegassem até partirem, os vestidos eram o traje obrigatório para todas as mulheres. Vestidos com roupas íntimas demais. Além do código de vestimenta, podiam comer apenas alimentos disponíveis durante os séculos XIV e XV. 
—Ah, ah! — Cassy gritou, balançando os papéis na frente dos olhos de Tara, quase fazendo com que ela desviasse para o trânsito.
—Você se importaria? Estou tentando dirigir aqui.
—Escute isso! — Cassy a ignorou e leu o panfleto em voz alta. —Quando você chegar, todas as damas são convidadas a usar o traje que acham que é o mais adequado à sua posição na vida. Se você é um vendedor ou artista, entende-se que suas roupas e escolhas de cores se inclinam para o monótono, enquanto convidados de honra e pessoas ricas são encorajados a trazer seus vestidos mais coloridos. Os penteados femininos devem representar sua posição em relação à época.
—Lembre-se, apenas jovens donzelas solteiras podem usar o cabelo solto e descoberto. Se você é casada, divorciada ou não é mais virtuosa, seu cabelo deve estar preso ou coberto durante todo o tempo em que estiver na feira. Em um esforço para manter as características e a honestidade, todos devem passar pelo escrutínio da Rainha Cigana da cidade. Ela decidirá se o traje e a aparência são apropriados para cada convidado. Não pense que pode confundir nossa Rainha!
Cassy simplesmente adorava essa merda, sua voz engatada mais alta, acrescentando drama. —Ela é mais precisa em suas visões. Na verdade, os pais de jovens donzelas muitas vezes as trazem com o único propósito de determinar se elas já têm experiência e conhecimento carnal.
Ela respirou fundo e ignorou Tara revirando os olhos. —Isso vai ser ótimo. Mal posso esperar até chegarmos lá.
—Você realmente acredita nessa porcaria? Como alguém pode saber se você dormiu com outra pessoa só de olhar para você?
—Eu não tenho certeza. Mas aqui diz que ela pode.—Aposto que tem mais alguma coisa além disso. — Tara mudou de faixa para entrar no tráfego da rodovia que a conectava.
—Mais como?
—Mais do que olhar para você. Talvez ela tenha homens nus ao seu lado. Tara imaginou como uma virgem poderia reagir ao ver um homem nu pela primeira vez. Algumas riam e escondiam os olhos, enquanto outras ficavam boquiabertas. Ela riu com o pensamento.
—Eu gosto do som disso. 
—Você poderia!







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