Série Viagem no Tempo de MacCoinnich
O adolescente californiano desaparecido agora é um homem adulto, um guerreiro das Terras Altas, de kilt e espada. Um misterioso livro druídico e o sexto sentido de Helen a enviam à Escócia em busca de um garoto desaparecido. Após ser atacada por homens estranhos vestidos com trajes medievais, um herói bonito e desejável, que atende pelo nome do garoto, a resgata. Ninguém fica mais surpreso do que ela ao se encontrar na Escócia do século XVI. Incapaz de negar a realidade da viagem no tempo, Helen descobre uma paixão ardente por um homem destinado a deixá-la. Simon viveu sua vida de druida em dois mundos muito diferentes, duas épocas completamente distintas, e quando Helen praticamente cai em seu colo, ele sabe que sua vida está prestes a mudar para sempre. Há inimigos na Califórnia à espreita, e um exército na Escócia se aproximando de sua família. Simon é a única pessoa que pode protegê-la. Mas quando ela descobrir seu segredo mais bem guardado, será que ela ainda o desejará? Será que Helen conseguirá amar um Shifter das Terras Altas?
Capítulo Um
Dia atual, Los Angeles
Uma energia percorreu a espinha de Helen até ela tremer com a corrente elétrica criada por seu dom. A informação que ela buscava era próxima o suficiente para ser saboreada, tudo o que ela precisava fazer era tocá-la e estaria um passo mais perto de encontrar o garoto desaparecido.
Helen Adams se apoiou na ponta dos pés, estendeu os braços bem além de seu 1,67m e despejou o antigo livro encadernado em couro nas mãos. Quando o livro deslizou de sua confortável posição na prateleira superior da biblioteca da Sra. Dawson, a poeira se ergueu do peitoril em uma nuvem. O choque que ela vinha sentindo na última meia hora se transformou em um zumbido agradável e constante. O manto de calor que só vinha quando ela encontrava o que procurava trouxe um sorriso raro ao seu rosto.
—Aí está você— ela sussurrou para o livro antigo como se ele estivesse vivo.
— Encontrou o que procurava? — A Sra. Dawson entrou mancando no quarto, apoiando-se pesadamente na bengala. Perto de completar oitenta e quatro anos, o corpo frágil e maltratado da Sra. Dawson parecia desejar apenas deitar-se e descansar para sempre.
— Acho que sim. Helen soprou delicadamente a camada de poeira do livro e olhou atentamente para identificar o título. Gravado no couro, havia um antigo desenho celta. O aroma de um prado fresco após uma chuva purificadora a envolveu. Helen fechou os olhos e agarrou o livro com força. Ouviu os cascos dos cavalos, sentiu o doce aroma de cavalo. Nada dessa experiência vinha do quarto onde estava, mas do livro que segurava nas mãos. À medida que os aromas se dissipavam, Helen abriu os olhos e contemplou o livro, maravilhada. Como um livro tão antigo poderia ter alguma relevância no caso de uma criança desaparecida no século XXI?
—Você tem alguma ideia de onde isso veio originalmente? — Helen perguntou enquanto se movia até a mesa e acendia uma luz para ver as páginas dentro do livro.
— Meu falecido marido colecionava caixas de livros assim quando era vivo. Como você pode ver pela poeira, elas não foram tocadas desde a morte dele. A Sra. Dawson se acomodou em uma cadeira, encolhendo-se ao sentar. Helen sabia que a artrite da amiga estaria piorando com o tempo ruim batendo na janela lá fora. Helen também sabia que a Sra. Dawson não aceitaria nada além de um sorriso simpático se Helen pedisse para ajudá-la a se sentar ou ficar de pé.
—Bem, vamos ver o que você tem aí.
A julgar pela capa, Helen esperava que o texto fosse em celta ou italiano. Ela estava enganada. O título Folclore, escrito em uma linda fonte, estampava a primeira página do livro. O livro foi escrito em inglês. Helen olhou para os créditos de abertura para ver a data de publicação.
—Isso tem mais de duzentos anos— disse Helen, confusa.
—O que isso tem a ver com aquele garoto? — Perguntou a Sra. Dawson.
—Não tenho ideia.
A Sra. Dawson era a única pessoa que sabia da extensão do dom de Helen. Bem, a única pessoa a quem Helen havia contado que não riu dela e a fez passar por louca. Seu trabalho em um antiquário local a levou até a biblioteca da Sra. Dawson em busca de um adolescente desaparecido, Simon McAllister. Helen não fazia ideia do que o garoto e o livro em suas mãos tinham em comum. Helen virou as páginas com cuidado e folheou o texto. Pelo que ela percebeu, vários contadores de histórias diferentes escreveram o conteúdo. Ilustrações pontilhavam as páginas com pequenas legendas explicando as imagens.
Havia ilustrações de símbolos celtas, kilts escoceses, guerreiros com espadas largas e mulheres usando vestidos longos e esvoaçantes. O que tudo isso tinha a ver com o desaparecimento de Simon McAllister da face da Terra sem deixar vestígios era um mistério para Helen. Soltando um longo suspiro de sofrimento, ela colocou a mão sobre a mesa e se virou frustrada. —Isso é inútil.
A Sra. Dawson inclinou a cabeça para o lado, preocupada. Uma das persianas do lado de fora da casa se soltou da fechadura e girou para trás, atingindo a lateral da velha casa com um estrondo violento. Helen e a Sra. Dawson pularam com o barulho e se viraram na direção dele. O ar frio entrava no quarto, e as cortinas ao redor da janela balançavam em protesto contra os elementos externos.
Um grito sinistro assobiou pela fresta da janela, e o livro ao lado de Helen começou a se mover pelas páginas como um baralho de cartas sendo embaralhado em Las Vegas. As páginas se moviam em ritmo acelerado, mas a corrente de ar no quarto mal roçava sua pele. Incapaz de desviar o olhar, Helen observou as páginas do livro pararem repentinamente. O ar em suas costas soprava mais frio, mais forte, mas as páginas não farfalhavam mais.
Seus cabelos castanho-chocolate começaram a se soltar do coque apertado, mas ela ignorou os fios caindo em seu rosto. Em vez disso, Helen se aproximou.
Capítulo Um
Dia atual, Los Angeles
Uma energia percorreu a espinha de Helen até ela tremer com a corrente elétrica criada por seu dom. A informação que ela buscava era próxima o suficiente para ser saboreada, tudo o que ela precisava fazer era tocá-la e estaria um passo mais perto de encontrar o garoto desaparecido.
Helen Adams se apoiou na ponta dos pés, estendeu os braços bem além de seu 1,67m e despejou o antigo livro encadernado em couro nas mãos. Quando o livro deslizou de sua confortável posição na prateleira superior da biblioteca da Sra. Dawson, a poeira se ergueu do peitoril em uma nuvem. O choque que ela vinha sentindo na última meia hora se transformou em um zumbido agradável e constante. O manto de calor que só vinha quando ela encontrava o que procurava trouxe um sorriso raro ao seu rosto.
—Aí está você— ela sussurrou para o livro antigo como se ele estivesse vivo.
— Encontrou o que procurava? — A Sra. Dawson entrou mancando no quarto, apoiando-se pesadamente na bengala. Perto de completar oitenta e quatro anos, o corpo frágil e maltratado da Sra. Dawson parecia desejar apenas deitar-se e descansar para sempre.
— Acho que sim. Helen soprou delicadamente a camada de poeira do livro e olhou atentamente para identificar o título. Gravado no couro, havia um antigo desenho celta. O aroma de um prado fresco após uma chuva purificadora a envolveu. Helen fechou os olhos e agarrou o livro com força. Ouviu os cascos dos cavalos, sentiu o doce aroma de cavalo. Nada dessa experiência vinha do quarto onde estava, mas do livro que segurava nas mãos. À medida que os aromas se dissipavam, Helen abriu os olhos e contemplou o livro, maravilhada. Como um livro tão antigo poderia ter alguma relevância no caso de uma criança desaparecida no século XXI?
—Você tem alguma ideia de onde isso veio originalmente? — Helen perguntou enquanto se movia até a mesa e acendia uma luz para ver as páginas dentro do livro.
— Meu falecido marido colecionava caixas de livros assim quando era vivo. Como você pode ver pela poeira, elas não foram tocadas desde a morte dele. A Sra. Dawson se acomodou em uma cadeira, encolhendo-se ao sentar. Helen sabia que a artrite da amiga estaria piorando com o tempo ruim batendo na janela lá fora. Helen também sabia que a Sra. Dawson não aceitaria nada além de um sorriso simpático se Helen pedisse para ajudá-la a se sentar ou ficar de pé.
—Bem, vamos ver o que você tem aí.
A julgar pela capa, Helen esperava que o texto fosse em celta ou italiano. Ela estava enganada. O título Folclore, escrito em uma linda fonte, estampava a primeira página do livro. O livro foi escrito em inglês. Helen olhou para os créditos de abertura para ver a data de publicação.
—Isso tem mais de duzentos anos— disse Helen, confusa.
—O que isso tem a ver com aquele garoto? — Perguntou a Sra. Dawson.
—Não tenho ideia.
A Sra. Dawson era a única pessoa que sabia da extensão do dom de Helen. Bem, a única pessoa a quem Helen havia contado que não riu dela e a fez passar por louca. Seu trabalho em um antiquário local a levou até a biblioteca da Sra. Dawson em busca de um adolescente desaparecido, Simon McAllister. Helen não fazia ideia do que o garoto e o livro em suas mãos tinham em comum. Helen virou as páginas com cuidado e folheou o texto. Pelo que ela percebeu, vários contadores de histórias diferentes escreveram o conteúdo. Ilustrações pontilhavam as páginas com pequenas legendas explicando as imagens.
Havia ilustrações de símbolos celtas, kilts escoceses, guerreiros com espadas largas e mulheres usando vestidos longos e esvoaçantes. O que tudo isso tinha a ver com o desaparecimento de Simon McAllister da face da Terra sem deixar vestígios era um mistério para Helen. Soltando um longo suspiro de sofrimento, ela colocou a mão sobre a mesa e se virou frustrada. —Isso é inútil.
A Sra. Dawson inclinou a cabeça para o lado, preocupada. Uma das persianas do lado de fora da casa se soltou da fechadura e girou para trás, atingindo a lateral da velha casa com um estrondo violento. Helen e a Sra. Dawson pularam com o barulho e se viraram na direção dele. O ar frio entrava no quarto, e as cortinas ao redor da janela balançavam em protesto contra os elementos externos.
Um grito sinistro assobiou pela fresta da janela, e o livro ao lado de Helen começou a se mover pelas páginas como um baralho de cartas sendo embaralhado em Las Vegas. As páginas se moviam em ritmo acelerado, mas a corrente de ar no quarto mal roçava sua pele. Incapaz de desviar o olhar, Helen observou as páginas do livro pararem repentinamente. O ar em suas costas soprava mais frio, mais forte, mas as páginas não farfalhavam mais.
Seus cabelos castanho-chocolate começaram a se soltar do coque apertado, mas ela ignorou os fios caindo em seu rosto. Em vez disso, Helen se aproximou.
Duas ilustrações cobriam as páginas. À esquerda, um guerreiro escocês, de ombros largos e vestido com seu manto xadrez, como qualquer escocês orgulhoso de séculos passados. No canto da ilustração, voava um gavião, ou talvez fosse um falcão. Helen não tinha certeza.
A mão do guerreiro estendia-se em direção à página oposta, seu rosto solene com uma expressão de absoluto desespero.
Helen deixou seus olhos viajarem para a página certa e o tempo parou de repente.
—Meu Deus, — exclamou a Sra. Dawson. —Meu Deus mesmo! É você.
2-Votos Silenciosos
A mão do guerreiro estendia-se em direção à página oposta, seu rosto solene com uma expressão de absoluto desespero.
Helen deixou seus olhos viajarem para a página certa e o tempo parou de repente.
—Meu Deus, — exclamou a Sra. Dawson. —Meu Deus mesmo! É você.
2-Votos Silenciosos
4- Shifter das Terras Altas