Olivia está finalmente reconstruindo sua vida e carreira após um divórcio doloroso. Durante uma viagem de negócios à Inglaterra, ela é forçada a sair da estrada por uma força misteriosa, apenas para recobrar a consciência na opulenta mansão de um belo duque.
O ano é 1872. O rico e poderoso Duque de Avondale renegou o amor após a morte de sua esposa, pela qual se culpa. Então, ele resgata uma mulher vestida de forma estranha que se revela ser do futuro. Ajudar a bela mulher perdida torna-se sua missão, uma maneira de expiar os pecados do passado. Mas ele não esperava a forte atração e as emoções que ela despertaria em seu coração.
Dois estranhos de mundos diferentes, eles forjam um laço que cura suas feridas emocionais. Mas o tempo está se esgotando, e revelações e segredos colocam em risco seu relacionamento nascente. Quando o passado assombra o presente e o futuro ameaça roubar sua felicidade, eles descobrirão até onde estão dispostos a ir para salvar seu novo amor de escapar como as areias do tempo.
Venha e deixe-se levar por esta história romântica repleta de saudade, paixão ardente e amor eterno.
Capítulo Um
Olivia acaba num lugar inesperado
—EM CEM METROS, vire à esquerda.
A voz robótica do sistema de navegação a despertou de seu torpor e fez Olivia perceber o quão distraída ela estava.
Com certeza ela não tinha adormecido ao volante, tinha? Não, ela manteve os olhos abertos o tempo todo. Mas havia entrado numa espécie de transe. Resultado do sono atrasado e do cansaço. Droga, ela precisava se concentrar.
A estrada à frente e à esquerda estava escura além dos faróis do carro, e não havia sinal de um lugar para virar à esquerda. Ela olhou novamente, tentando enxergar além dos faróis do carro na escuridão absoluta que a cercava.
—Vire à esquerda. O GPS repetiu.
—Não há para onde virar à esquerda!
Ela continuou dirigindo em linha reta enquanto o GPS recalibrava as direções.
—Droga. Bater no volante não resolveu nada, mas com certeza ajudou a extravasar sua frustração. Ela nem tinha chegado ainda e já estava fazendo tudo errado. Isso não era um bom presságio para o resto da viagem.
Ela deveria ter chegado à casa de campo há uma hora. Ela havia consultado o mapa antes de sair do aeroporto de Heathrow e a viagem duraria cerca de uma hora e meia. Ela estava na estrada havia três horas. Era óbvio que algo estava errado, mas ela ignorou suas preocupações e continuou dirigindo.
Dez minutos depois, o GPS continuava repetindo: Siga a rota— e ela estava ficando desesperada. Estava completamente perdida. À noite, em um país estrangeiro, em uma estrada rural e deserta. Fantástico. Ela respirou fundo e se esforçou para se acalmar e entender as instruções do GPS.
Outro som estridente, desta vez o toque do seu celular. Um breve olhar para a tela, e ela não conseguiu conter um gemido. Mãe. Só faltava isso. Ela já não tinha falado com a mãe assim que pousou? O que ela queria agora?
—Ei, mãe.
—Livvy, querida, você já chegou à cabana?
—Ainda não, mãe. Eu disse que avisaria quando chegasse lá.
—Eu sei, mas já se passaram horas. Você me disse que era uma viagem curta.
—É sim, mãe. Mas está demorando mais do que eu esperava. Estou quase lá, porém. —A mentirinha valia a pena se impedisse a mãe de se preocupar ainda mais. Desde que a irmã de Olivia havia morrido em um acidente alguns anos atrás, o luto da mãe se transformara em ansiedade. Agora, ela insistia em ligar para saber como ela estava com muita frequência.
—Está tudo bem, Livvy? —A voz trêmula da mãe denunciava sua crescente inquietação.
—Sim! Eu só... me perdi um pouco antes e acabei me desviando do caminho. Mas já estou no rumo certo.
Como se fosse combinado, a voz do navegador soou novamente. —Em trinta metros, vire ligeiramente à direita.
—Você ouviu isso? Estou seguindo o GPS.
—Não conheçe Livvy. Você não deveria dirigir sozinha na Inglaterra. Você não está acostumada a dirigir do lado esquerdo da estrada.
—Está tudo bem, mãe.
—Você não deveria ter ido nessa viagem sozinha. No mínimo, deveria ter levado seu assistente.
Ah sim, porque a pobre e incapaz Livvy não conseguia fazer nada sozinha. —Mãe, a Sasha precisa estar no escritório para cuidar dos negócios enquanto eu estiver fora. E eu tenho trinta e dois anos. Não preciso de babá.
—Bem, talvez não uma babá, mas uma amiga. Ou melhor ainda, um namorado para te fazer companhia. Eu me preocuparia menos.
Respire fundo. Ela não deveria ter sido grossa com a mãe. Ela já havia sofrido demais. Com a maior delicadeza possível, ela respondeu: Já conversamos sobre isso. No momento, meu foco está nos meus negócios.
—Desculpe, minha querida. Uma coisa não exclui a outra.
—Eu tentei. — Disse ela na defensiva. —Eu não me inscrevi naquele site de namoro que você sugeriu? Eu até já tive alguns primeiros encontros.
—E?
—Não senti nenhuma química com os rapazes.
—Por quê? O que há de errado com eles?
—Não há nada de errado com eles, mãe. Mas não houve química. Eram simplesmente estranhos, e eu não estava com vontade de conhecer melhor nenhum deles. Foi constrangedor.
—Acho que o problema é que você tem medo de se abrir, querida. Sabe, só porque você teve uma decepção não significa que não possa encontrar o amor novamente.
Só podia confiar na mãe dela para ir direto ao ponto das suas inseguranças. Ela queria encontrar o amor de novo, ter um homem a abraçando, a beijando. Fazia tanto tempo que ela não se sentia desejada. Mas ela não sabia como namorar. Casou-se muito jovem, com o primeiro namorado. Nunca precisou procurar o amor. Tinha sido fácil, e ela achava que sua vida seria um conto de fadas. Ha! Veja só como isso terminou.
Após anos trabalhando juntos e construindo a empresa que tinham, eles se separaram tanto pessoal quanto profissionalmente. Ele ficou com a construtora, e ela abriu seu próprio escritório de arquitetura e design.
Série Amor através do tempo
1- Tempo para Amar o Duque
Olivia acaba num lugar inesperado
—EM CEM METROS, vire à esquerda.
A voz robótica do sistema de navegação a despertou de seu torpor e fez Olivia perceber o quão distraída ela estava.
Com certeza ela não tinha adormecido ao volante, tinha? Não, ela manteve os olhos abertos o tempo todo. Mas havia entrado numa espécie de transe. Resultado do sono atrasado e do cansaço. Droga, ela precisava se concentrar.
A estrada à frente e à esquerda estava escura além dos faróis do carro, e não havia sinal de um lugar para virar à esquerda. Ela olhou novamente, tentando enxergar além dos faróis do carro na escuridão absoluta que a cercava.
—Vire à esquerda. O GPS repetiu.
—Não há para onde virar à esquerda!
Ela continuou dirigindo em linha reta enquanto o GPS recalibrava as direções.
—Droga. Bater no volante não resolveu nada, mas com certeza ajudou a extravasar sua frustração. Ela nem tinha chegado ainda e já estava fazendo tudo errado. Isso não era um bom presságio para o resto da viagem.
Ela deveria ter chegado à casa de campo há uma hora. Ela havia consultado o mapa antes de sair do aeroporto de Heathrow e a viagem duraria cerca de uma hora e meia. Ela estava na estrada havia três horas. Era óbvio que algo estava errado, mas ela ignorou suas preocupações e continuou dirigindo.
Dez minutos depois, o GPS continuava repetindo: Siga a rota— e ela estava ficando desesperada. Estava completamente perdida. À noite, em um país estrangeiro, em uma estrada rural e deserta. Fantástico. Ela respirou fundo e se esforçou para se acalmar e entender as instruções do GPS.
Outro som estridente, desta vez o toque do seu celular. Um breve olhar para a tela, e ela não conseguiu conter um gemido. Mãe. Só faltava isso. Ela já não tinha falado com a mãe assim que pousou? O que ela queria agora?
—Ei, mãe.
—Livvy, querida, você já chegou à cabana?
—Ainda não, mãe. Eu disse que avisaria quando chegasse lá.
—Eu sei, mas já se passaram horas. Você me disse que era uma viagem curta.
—É sim, mãe. Mas está demorando mais do que eu esperava. Estou quase lá, porém. —A mentirinha valia a pena se impedisse a mãe de se preocupar ainda mais. Desde que a irmã de Olivia havia morrido em um acidente alguns anos atrás, o luto da mãe se transformara em ansiedade. Agora, ela insistia em ligar para saber como ela estava com muita frequência.
—Está tudo bem, Livvy? —A voz trêmula da mãe denunciava sua crescente inquietação.
—Sim! Eu só... me perdi um pouco antes e acabei me desviando do caminho. Mas já estou no rumo certo.
Como se fosse combinado, a voz do navegador soou novamente. —Em trinta metros, vire ligeiramente à direita.
—Você ouviu isso? Estou seguindo o GPS.
—Não conheçe Livvy. Você não deveria dirigir sozinha na Inglaterra. Você não está acostumada a dirigir do lado esquerdo da estrada.
—Está tudo bem, mãe.
—Você não deveria ter ido nessa viagem sozinha. No mínimo, deveria ter levado seu assistente.
Ah sim, porque a pobre e incapaz Livvy não conseguia fazer nada sozinha. —Mãe, a Sasha precisa estar no escritório para cuidar dos negócios enquanto eu estiver fora. E eu tenho trinta e dois anos. Não preciso de babá.
—Bem, talvez não uma babá, mas uma amiga. Ou melhor ainda, um namorado para te fazer companhia. Eu me preocuparia menos.
Respire fundo. Ela não deveria ter sido grossa com a mãe. Ela já havia sofrido demais. Com a maior delicadeza possível, ela respondeu: Já conversamos sobre isso. No momento, meu foco está nos meus negócios.
—Desculpe, minha querida. Uma coisa não exclui a outra.
—Eu tentei. — Disse ela na defensiva. —Eu não me inscrevi naquele site de namoro que você sugeriu? Eu até já tive alguns primeiros encontros.
—E?
—Não senti nenhuma química com os rapazes.
—Por quê? O que há de errado com eles?
—Não há nada de errado com eles, mãe. Mas não houve química. Eram simplesmente estranhos, e eu não estava com vontade de conhecer melhor nenhum deles. Foi constrangedor.
—Acho que o problema é que você tem medo de se abrir, querida. Sabe, só porque você teve uma decepção não significa que não possa encontrar o amor novamente.
Só podia confiar na mãe dela para ir direto ao ponto das suas inseguranças. Ela queria encontrar o amor de novo, ter um homem a abraçando, a beijando. Fazia tanto tempo que ela não se sentia desejada. Mas ela não sabia como namorar. Casou-se muito jovem, com o primeiro namorado. Nunca precisou procurar o amor. Tinha sido fácil, e ela achava que sua vida seria um conto de fadas. Ha! Veja só como isso terminou.
Após anos trabalhando juntos e construindo a empresa que tinham, eles se separaram tanto pessoal quanto profissionalmente. Ele ficou com a construtora, e ela abriu seu próprio escritório de arquitetura e design.
1- Tempo para Amar o Duque