23 de outubro de 2016

Sangue de Guerreiro

Série Guerreiros da Irlanda
Lutando por honra e amor!

Um jogo mortal!
Devido às cicatrizes físicas e emocionais, lady Taryn acreditava que ninguém a tomaria como esposa.
Ainda assim, está determinada a livrar sua família das garras de um lorde implacável.
Para isso, pede ajuda ao poderoso guerreiro Killian MacDubh. Tendo nascido um bastardo, ele sempre sonhou em ficar frente a frente com o homem que o abandonara. 
Aceitar a missão era a oportunidade perfeita para confrontá-lo. 
Dona de uma rara beleza, Taryn logo vira uma inesperada distração para Killian. E quando traidores são revelados, o amor proibido que sente por ela se torna a única coisa pela qual ele pretende lutar.


Capítulo Um

Irlanda — 1172
A irmãde Killian MacDubh estava à beira da morte.
Para ele era um fato, apesar de que todos o negavam. Carice ainda era a mulher mais bonita em Éireann, mas seu corpo estava frágil. Eram raras as vezes que ela saía da cama, e quando o fazia, precisava ser carregada de volta. A doença tinha piorado muito havia alguns anos e ela estava definhando desde então. Ela havia mandado uma mensagem para que ele viesse vê-la, mas não havia mencionado o motivo.
Do lado de fora a chuva continuava a cair, mas a tempestade maior estava no coração de Killian. A ansiedade era latente, como se uma ameaça invisível pairasse sobre todos eles. A sensação ruim tinha durado o dia inteiro, mas ele ainda não havia conseguido identificá-la. Ele estava com a túnica e as calças justas ensopadas em pé à porta do Salão Nobre. Assim que entrou, Brian Faoilin fez uma careta de desaprovação, como se um cão de rua tivesse entrado na casa. 
O líder do clã desprezava até o ar que Killian respirava. Apesar de ter permitido que Iona ficasse com o filho bastardo, que trouxera com ela, Brian os forçava a viver entre os fuidir. Durante toda a vida, Killian havia dormido junto com os cães e comido as migalhas que restavam das refeições nas mesas. 
Ele era proibido de ter qualquer direito no clã e não podia possuir nenhum pedaço de terra. A provação devia tê-lo ensinado seu lugar, mas, em vez disso, ele nutriu o ressentimento e jurou que haveria de chegar o dia que ninguém mais o chamaria de escravo. 
Ele ansiava por uma vida onde as pessoas o vissem com respeito, e não desdém.
Durante muito tempo ele treinou com os melhores guerreiros de Éireann, com a intenção de abandonar o clã e se tornar um mercenário. Era melhor ter uma vida nômade do jeito que quisesse do que se continuasse ali.
No entanto, seus planos precisaram ser adiados quando Carice ficou doente e implorou para que ele não a deixasse. Se não fosse por ela, ele já estaria bem longe. Mas ela era o que restava de sua família e sua vida estava por um fio. Assim, ele jurou que permaneceria ao seu lado até o final.
O líder do clã cochichou com um dos guardas, Seorse, amigo de Killian, certamente dando ordens para expulsá-lo dali. Seorse atravessou o salão com uma expressão de pesar.
— Você sabe que não pode entrar sem ser chamado, Killian.
— Claro que não. — Ele tinha de permanecer do lado de fora, na chuva e no meio da lama e do estrume dos animais.
Brian se recusava terminantemente a permitir que Killian fosse membro do clã. Ele tinha de trabalhar no estábulo, obedecendo ordens.
Mas, dessa vez, Killian cruzou os braços e não se moveu.
— Você vai me jogar para fora? — perguntou ele num tom frio de voz, pois estava cansado de ser tratado como o bastardo que era. A frustração comprimiu seu coração e ele permaneceu imóvel.
— Não provoque uma briga — avisou Seorse. — Se quiser, abrigue-se na torre, mas não cause mais problemas. Mais tarde levo comida para você.
— Você acha que estou preocupado em causar confusão? — perguntou Killian com um meio-sorriso.
Ele gostava de lutar e tinha conquistado o lugar de um dos melhores guerreiros entre os homens do clã. Por baixo da túnica de pelo, ele vestia uma cota de malha que havia tirado de um normando durante uma invasão. Infelizmente não possuía uma espada, mas sabia usar os pulsos muito bem, tanto que já tinha quebrado ossos de outros combatentes durante as lutas. Brian ganhava uma pedra na bota toda vez em que ele ganhava um jogo, ou se saía melhor do que outro membro do clã.
— O que você está fazendo aqui, Killian? — Seorse baixou o tom de voz para perguntar.
— Carice mandou me chamar.
Seorse meneou a cabeça.
— Ela está pior hoje. Acho que não conseguirá sair do quarto. A noite foi muito difícil, ela enjoou demais e mal está comendo.
Killian sentiu uma dor no peito ao pensar na irmã morrendo de fome diante de seus olhos, sem tolerar alimento algum. Por ordens da curandeira, Carice devia ingerir apenas pão e comida bem simples para acalmar o estômago. Mas não estava adiantando.
— Leve-me até ela.
— Você sabe que não posso. Brian me deu ordem para escoltá-lo para fora.
Apesar de se dirigir para a porta, Killian não tinha intenções de sair… 


Série Guerreiros da Irlanda
1- Sangue de Guerreiro



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