4 de agosto de 2026

Uma Noite como uma Cortesã

  Série Três Patifes Sensuais

A viúva Julia Partridge está desesperada. Para pagar uma dívida, ela é obrigada a se vender em um leilão no bordel mais exclusivo de Londres. Julia só precisa passar uma noite com um homem ‒ embora jamais imaginasse que esse homem seria Alistair Crawford, o dissoluto Duque de Dunstan! Alistair tem o rosto de um anjo caído… e uma reputação de vício à altura. Contudo, quando ele volta sua atenção para Julia, inesperadamente desperta nela, em poucos instantes, mais paixão do que ela sentiu em todo o seu casamento…

Capítulo Um

Expulso aos becos sem saída, por Júpiter! Alistair Crawford, Duque de Dunstan, lançou um olhar furioso para a porta da frente da casa do Marquês de Beauworth enquanto esta se fechava. Não só o primo escocês de Beauworth, Godridge, interrompera o jogo de cartas que Alistair tinha certeza de que ganharia, como Beauworth ainda recebera o parente de braços abertos e lhe mostrara a porta.
Seu lábio se curvou em desdém. Sem dúvida, famílias eram um tédio completo.
Ele desceu os três degraus até a calçada com passos tranquilos. Seu cocheiro virou a esquina para buscá-lo como se fosse um cachorrinho perdido. Farkey tinha um estranho sexto sentido para os movimentos de Alistair.
Bem consciente da bolsa de veludo em seu bolso e da fortuna em joias que continha, ele caminhou em direção à sua carruagem. As palavras furiosas de sua madrasta ainda ecoavam com satisfação em seus ouvidos. Se não fosse por Godridge, ele e Beauworth estariam comemorando sua recuperação.
Que droga, a noite era uma criança. Por que ele deveria voltar para casa? Não havia nada lá para ele. Nem precisava que Farkey o levasse para lá e para cá. O pobre coitado estaria melhor aconchegado em sua cama quentinha. Alistair fez sinal para o cocheiro voltar para casa.
Passava da meia-noite, sua noite mal havia começado e lá estava ele, sem nada para fazer. O White's? Muito formal. Ou o Brooks's? As apostas eram altas o suficiente. Os membros, por outro lado, eram previsíveis demais. Chatos. Algo mais rústico lhe atraía. Algo de natureza mais sombria para espantar o tédio. Virou-se para o leste. Um cassino clandestino onde homens matavam com um olhar de soslaio talvez combinasse com seu humor. Ele poderia até apostar as joias amaldiçoadas da família e levar sua madrasta a um colapso nervoso.
No fim, as joias não fizeram nenhum favor ao pai, desmentindo a lenda. Mas Alistair não tinha interesse em casamento. Não desejava se prender a uma mulher interesseira tão cedo.
— Dunstan! — chamou uma voz ofegante.
Alistair gemeu e acelerou o passo.
— Ora essa, primo, — insistiu a voz.
Malditas famílias. Será que não entendiam a indireta? Com um suspiro, ele se virou para encarar seu primo, o Honorável Percy Hepple.
— Percy, — disse ele quando o jovem parou ofegante à sua frente. O rapaz precisava se exercitar um pouco mais. Não que Alistair se importasse minimamente. O rapaz também precisava de alguns conselhos sobre como se vestir. Com a cintura tão marcada, ou melhor, tão marcada quanto possível, as pontas da camisa esvoaçantes e a gravata estranhamente murcha, ele tinha toda a aparência de um dândi arrogante recém-chegado à cidade. Não era o tipo de homem com quem Alistair costumava andar.
— Que sorte! — disse Percy, sorrindo, seu rosto redondo como a lua se transformando até que suas bochechas se assemelhassem a maçãs. — Muita sorte mesmo.
— Para quem? — Alistair olhou em volta.
A ironia passou despercebida pelo rapaz e seguiu rua abaixo.
— Para nós. — Percy sorriu radiante. — Você nunca vai adivinhar para onde estou indo?
— Não, — disse Dunstan. — Para que se dar ao trabalho se, não importa o que eu diga, você pretende me contar?
— Indo para a casa da Sra. B.
— Obrigado.







 

Série Três Patifes Sensuais
1- O Laird e a Viúva Dissoluta
2- Uma Noite como uma Cortesã
3- Não temos, quem tiver em inglês, envie.

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