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4 de agosto de 2026

O Laird e a Viúva Dissoluta

 Série Três Patifes Sensuais

Quando Kate Anderson ou

viu sua jovem prima reclamar do homem com quem ela deveria se casar, Kate jamais imaginou que seria Harry Le Clere, Lorde Godridge! Durante uma temporada em Edimburgo, Kate e Harry experimentaram a paixão pela primeira vez ‒ e um erro os separou. Agora, Kate está em posição de ensinar Harry a cortejar sua prima… mas Kate não percebe que ela é a única mulher que ele sempre desejou. E Harry está determinado a tê-la de volta…


Capítulo Um

As damas de companhia não dançavam em bailes, mas o pé de Kate Anderson insistia em acompanhar o ritmo de uma reel escocesa. Os cavalheiros e damas londrinos não tinham um pingo da paixão ou do entusiasmo que a dança exigia.
Elegante em um vestido cor de narciso[1], a loira Diana Buntin se virou na cadeira, os olhos azuis brilhando de alegria. — Da próxima vez que um cavalheiro lhe convidar para dançar, insistirei que aceite. — Embora seu tom fosse gentil, Kate percebeu que sua patroa falava sério.
— Desculpe, — disse Kate, e parou de andar.
— Onde está Denton com a minha limonada? — Lizzie Mcrae, sobrinha de Diana, igualmente loira e de olhos azuis, ergueu-se na ponta dos pés para ver por cima da multidão reunida na pista de dança. À primeira vista, ela e a Srta. Buntin poderiam ser irmãs, embora fossem parentes apenas por casamento. Ambas tinham a mesma beleza inglesa e o mesmo temperamento doce. Ao contrário de Kate, cujo temperamento era ditado pelos seus cabelos ruivos.
— Oh, não, — disse Lizzie. Seu rosto, antes feliz, deu lugar à tristeza.
— O que foi? — perguntou Diana. — Quem você vê?
Sentadas encostadas na parede do vasto salão de baile de Bertwick, nem ela nem Kate conseguiam ver muito além dos membros da alta sociedade elegantemente vestidos em sua proximidade imediata.
— É o ogro, — disse Lizzie. — Por que ele está na cidade? Ele vai estragar tudo.
O ogro era como Lizzie chamava o solteirão idoso da propriedade escocesa vizinha, o homem com quem seu pai queria que ela se casasse. Uma onda de raiva subiu ao peito de Kate ao ver a menina tão chateada. Ela ansiava por dizer umas boas verdades ao pai de Lizzie por ter proposto um casamento assim.
— Ai, meu Deus, — disse Diana, fazendo uma careta. — Tenho a sensação de que a culpa é minha.
Naquele instante, a multidão se abriu, revelando um senhor de porte impressionantemente grande, com uma expressão severa no rosto claro e bronzeado pelo sol, caminhando em sua direção.
O coração de Kate parou ao observar a testa franzida acima dos olhos cor de avelã, o maxilar quadrado e inflexível e as ondas nítidas do cabelo castanho-claro.
Harry?
Será que ela estava vendo coisas? Seu coração batia no ritmo há muito esquecido de uma canção vagamente lembrada. A sala pareceu desaparecer. Tudo o que ela via era ele, caminhando em direção a elas com uma graça atlética e desenvoltura.
Ela queria desviar o olhar, mas permaneceu imóvel, como pedra, seu olhar ressecado absorvendo os traços fortes e agrestes que sempre lhe lembravam de sua amada Escócia.
Os anos haviam alargado seus ombros, fortalecido seus traços, tornando-o mais austero do que quando ela o conhecera em Edimburgo. Mas, mesmo depois de tantos anos, ele continuava sendo o homem mais bonito que ela já vira.
E agora ele estava ali. Vindo diretamente em direção a eles, com o olhar fixo em Lizzie.
Harry era o ogro de Lizzie? A alegria que sentia no peito se dissipou, e seu coração ficou pesado como chumbo.
— Seu pai deve tê-lo enviado, — exclamou Diana. — É uma pena mesmo.
Kate conseguiu pensar em palavras mais fortes. Ela baixou o olhar para as mãos enluvadas que repousavam sobre o tecido cinza-escuro da saia. Ela conteve o tremor, respirou fundo para acalmar as batidas aceleradas do coração.
Harry. Ela nunca esperara vê-lo novamente. Nunca quisera, depois de perceber o erro estúpido que cometera. Nunca sequer perguntara por ele, supondo que ele devia ter se casado há muito tempo.
Aparentemente não.







 

Série Três Patifes Sensuais
1- O Laird e a Viúva Dissoluta
2- Uma Noite como uma Cortesã
3- Não temos, quem tiver em inglês, envie no contato.


Uma Noite como uma Cortesã

  Série Três Patifes Sensuais

A viúva Julia Partridge está desesperada. Para pagar uma dívida, ela é obrigada a se vender em um leilão no bordel mais exclusivo de Londres. Julia só precisa passar uma noite com um homem ‒ embora jamais imaginasse que esse homem seria Alistair Crawford, o dissoluto Duque de Dunstan! Alistair tem o rosto de um anjo caído… e uma reputação de vício à altura. Contudo, quando ele volta sua atenção para Julia, inesperadamente desperta nela, em poucos instantes, mais paixão do que ela sentiu em todo o seu casamento…

Capítulo Um

Expulso aos becos sem saída, por Júpiter! Alistair Crawford, Duque de Dunstan, lançou um olhar furioso para a porta da frente da casa do Marquês de Beauworth enquanto esta se fechava. Não só o primo escocês de Beauworth, Godridge, interrompera o jogo de cartas que Alistair tinha certeza de que ganharia, como Beauworth ainda recebera o parente de braços abertos e lhe mostrara a porta.
Seu lábio se curvou em desdém. Sem dúvida, famílias eram um tédio completo.
Ele desceu os três degraus até a calçada com passos tranquilos. Seu cocheiro virou a esquina para buscá-lo como se fosse um cachorrinho perdido. Farkey tinha um estranho sexto sentido para os movimentos de Alistair.
Bem consciente da bolsa de veludo em seu bolso e da fortuna em joias que continha, ele caminhou em direção à sua carruagem. As palavras furiosas de sua madrasta ainda ecoavam com satisfação em seus ouvidos. Se não fosse por Godridge, ele e Beauworth estariam comemorando sua recuperação.
Que droga, a noite era uma criança. Por que ele deveria voltar para casa? Não havia nada lá para ele. Nem precisava que Farkey o levasse para lá e para cá. O pobre coitado estaria melhor aconchegado em sua cama quentinha. Alistair fez sinal para o cocheiro voltar para casa.
Passava da meia-noite, sua noite mal havia começado e lá estava ele, sem nada para fazer. O White's? Muito formal. Ou o Brooks's? As apostas eram altas o suficiente. Os membros, por outro lado, eram previsíveis demais. Chatos. Algo mais rústico lhe atraía. Algo de natureza mais sombria para espantar o tédio. Virou-se para o leste. Um cassino clandestino onde homens matavam com um olhar de soslaio talvez combinasse com seu humor. Ele poderia até apostar as joias amaldiçoadas da família e levar sua madrasta a um colapso nervoso.
No fim, as joias não fizeram nenhum favor ao pai, desmentindo a lenda. Mas Alistair não tinha interesse em casamento. Não desejava se prender a uma mulher interesseira tão cedo.
— Dunstan! — chamou uma voz ofegante.
Alistair gemeu e acelerou o passo.
— Ora essa, primo, — insistiu a voz.
Malditas famílias. Será que não entendiam a indireta? Com um suspiro, ele se virou para encarar seu primo, o Honorável Percy Hepple.
— Percy, — disse ele quando o jovem parou ofegante à sua frente. O rapaz precisava se exercitar um pouco mais. Não que Alistair se importasse minimamente. O rapaz também precisava de alguns conselhos sobre como se vestir. Com a cintura tão marcada, ou melhor, tão marcada quanto possível, as pontas da camisa esvoaçantes e a gravata estranhamente murcha, ele tinha toda a aparência de um dândi arrogante recém-chegado à cidade. Não era o tipo de homem com quem Alistair costumava andar.
— Que sorte! — disse Percy, sorrindo, seu rosto redondo como a lua se transformando até que suas bochechas se assemelhassem a maçãs. — Muita sorte mesmo.
— Para quem? — Alistair olhou em volta.
A ironia passou despercebida pelo rapaz e seguiu rua abaixo.
— Para nós. — Percy sorriu radiante. — Você nunca vai adivinhar para onde estou indo?
— Não, — disse Dunstan. — Para que se dar ao trabalho se, não importa o que eu diga, você pretende me contar?
— Indo para a casa da Sra. B.
— Obrigado.







 

Série Três Patifes Sensuais
1- O Laird e a Viúva Dissoluta
2- Uma Noite como uma Cortesã
3- Não temos, quem tiver em inglês, envie.