O guerreiro viking Brage Norwald é temido por todos, com exceção de uma mulher que poderia transformar-se em seu maior prêmio... ou sua destruição.
Brage Norwald nunca perdeu uma batalha, e quando decide invadir a costa saxã não espera outra coisa além de celebrar uma vitória.
Em troca, sofre uma esmagadora derrota.
Gravemente ferido, é tomado como prisioneiro.
Quando está a beira da morte, uma inimiga jurada vai em sua ajuda, despertando nele uma atração que o deixará indefeso…
Dynna está prometida ao cruel e calculador príncipe Edmund, e vê a oportunidade de fugir junto com Brage.
Ambos empreendem caminho através da campina saxã, e logo deverão enfrentar uma paixão mútua que poderia lhes proporcionar mais do que jamais ousaram sonhar… ou destruir suas vidas para sempre.
Comentário revisora Ana Catarina: Livro bonzinho, sem grandes emoções. Deslanchou lá pela metade do livro. Mas vale a pena ler
Prólogo
Noruega,
ano 838.
Um raio iluminou o céu e um trovão
profundo e ameaçador ressoou na coma
Em pé na soleira da pequena casa, a
anciã mantinha os olhos cravados na escuridão, aguardando.
Como sempre, ele não demoraria para
chegar. Estava certa disso.
Então começou a chover, as gotas
caíram sobre a terra com violência
da tormenta e ela foi se refugiar junto a lareira no centro da sala.
Embora a noite não fosse fria,
sentia-se entorpecida e o frio lhe congelava a alma.
Suas mãos nodosas agarravam-se ao
xale que a envolvia.
Fechou os olhos e procurou esquecer a tormenta exterior e também a interior, gerada pelo dom da clarividência
Fechou os olhos e procurou esquecer a tormenta exterior e também a interior, gerada pelo dom da clarividência
—Vim. — Sua voz era profunda.
A anciã abriu os olhos e contemplou
o guerreiro alto de cabelos escuros, sem revelar surpresa alguma na sua presenç
—Deseja que eu leia as runas para
você? inquiriu.
—Zarpo com a lua nova
Ela assentiu com a cabeça, logo
ficou em pé lentamente e se dirigiu para uma pequena mesa ladeada por dois
banco.
Tomou assento em um e indicou que
ocupasse o que estava na sua frente. Depois deteve-se durante um momento para
observá-lo.
Era bonito, aquele viking cujos cabelos negros — um traço herdado de sua mãe irlandesa que morreu ao lhe dar a luz— o diferenciavam dos outros; a ele devia seu apelido: Falcão Negro. Seus olhos eram azuis, de um azul pálido como os de seu pai, um homem do norte.
Era bonito, aquele viking cujos cabelos negros — um traço herdado de sua mãe irlandesa que morreu ao lhe dar a luz— o diferenciavam dos outros; a ele devia seu apelido: Falcão Negro. Seus olhos eram azuis, de um azul pálido como os de seu pai, um homem do norte.
Tinha os traços finamente
cinzelados, os ombros largos e fortes.
Era um magnífico guerreiro, ninguém
igualava a fama que tinham proporcionado seu valor e sua honra..., à exceção de
seu pai.
Após um momento, a anciã dedicou
sua atenção às runas.
Estendeu um pano branco na mesa e
tirou as pedras proféticas. Sustentou-as na mão e entoou duas estrofes do Runatál para invocar os poder
“Sei que pendi de uma árvore
agitada pelo vento,
Suas raízes ignoradas pelos
sábios
Atravessado pelas lanças,
durante nove largas noites
Prometido ao Odín, meu ser
devotado ao dele.
Não me deram pão, nem um copo do
qual beber.
Contemplei as profundidade.
Gritei e recolhi as runas;
E por fim, caí”.
Ao pronunciar as últimas palavras
jogou as runas sobre o pano estendido na mesa. Escolheu três com muito cuidado
e depois examinou suas inscrições.
—O que dizem, anciã?
perguntou o Falcão Negro, desconcertado ante seu prolongado silêncio
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