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4 de novembro de 2019

Procurando Desesperadamente um Canalha

Série Resgatada da Ruína

Desesperadamente à procura de um noivo... A senhorita Sarah Battersby está na extrema necessidade de um homem, de preferência um habilidoso na arte de enganar. 

Após a morte de seu pai ela ficará sem lar e sem um centavo. Com o tempo se esgotando, ela deve aceitar a proposta de um homem que detesta ou ficar o suficiente para garantir uma posição de professora contando uma mentirinha: que ela é prometida a outra pessoa. O problema? Ele não existe, tecnicamente. Mas Sarah se recusa a ser derrotada por detalhes insignificantes. A resposta está em encontrar o homem certo para o trabalho. E, por sorte, ela tropeçou com o candidato... embora ele pudesse necessitar de um pouco de cuidados. Desesperadamente procurando um refúgio... Para onde vai lorde Colin Lacey o problema o segue, mesmo quando ele tenta fazer o certo. 
Torturado e caçado por um criminoso brutal, ele é salvo da porta da morte pela teimosa e estranhamente atraente Senhorita Battersby. Em troca, ela pede um pequeno favor: fingir ser seu noivo. Temporariamente, claro. Com o perigo beliscando seus calcanhares, ele sabe que é errado querê-la, que é errado concordar com os termos dela. Mas quando Colin Lacey fez a coisa sensata? Desesperadamente procurando um amor para conquistar tudo... Enquanto as mentiras se tornam desejos e anseiam por algo mais profundo, eles percebem que será preciso mais do que paixão para salvarem-se do perigo que está por vir. Eles precisarão de um plano. Eles precisarão de sua família. Acima de tudo, eles precisarão de um amor forte o suficiente para fortalecer a determinação de uma dama e transformar o coração de um canalha.

Capítulo Um

20 de agosto de 1817 Keddlescombe, East Devonshire 
— Que expectativa, senhorita Battersby. Quando acredita que poderiam casar-se? Sarah evitou o olhar de sua jovem aluna concentrando-se em troca na cesta de maçãs aos seus pés, pouca fruta nesta árvore não tinha amadurecido ainda, mas havia o suficiente para hoje, e isso teria que bastar.
— Não estamos comprometidos, senhorita Cresswell. Um ramo frondoso retrocedeu e tremeu quando a ruiva Lydia Cresswell, de largas extremidades, arrancou outra maçã verde e a pôs na mão estendida de Sarah. A menina tinha treze anos e estava fascinada por tudo relacionado com noivado e romance, o que a fez procurar sua companhia. Mesmo assim, embora fosse dez anos mais nova que Sarah, já tinha crescido mais de um palmo e possuía braços terrivelmente longos, então lhe tinha sido atribuída a tarefa de subir na escada.
— Oh, mas o senhor Foote o disse. Sarah franziu o cenho.
— A quem? — Bom, a todos, suponho, ele insiste em que o aceitou. Sua garganta se apertou e levantou o olhar para as estreitas costas da garota.
— Não deve ser vítima das intrigas. Recorde nossa recente lição de Provérbios. Lydia suspirou ruidosamente e recitou:
— Quem guarda sua boca, guarda sua vida. Sarah apoiou as mãos nos quadris. — Muito bem, Deus aprova a discrição, pratiquemos essa virtude, de acordo? — Ela olhou a cesta. — Acredito que isto é suficiente.
 — Seu tom sufocado deve ter sido ouvido, porque Lydia olhou por cima do ombro e assentiu antes de descer a escada. Elas tinham conseguido doze maçãs, o suficiente para fazer os bolos que Sarah tinha prometido às meninas. Recolhendo a cesta apertou o lábio entre os dentes enquanto pensava na farinha e no açúcar que precisavam para isso, devia visitar o mercado na praça do povoado, e para esses artigos e o chá de sua mãe devia gastar seus últimos xelins. Olhou à Lydia, que tirava folhas soltas de seu cabelo.
— Aqui — Sarah disse levantando a cesta nos braços da garota. — Leva isto à escola e diga à senhora Blake que pode esquentar o forno. Voltarei com os ingredientes restantes em breve. — Oh! Está segura de que não deseja que eu vá ao... — Bastante segura. 
— Quão último precisava era que a jovem fofoqueira em floração a observasse regateando com o moleiro por cada grama de farinha. A pobreza já era suficientemente humilhante. Sarah saudou com a mão a caminho da casa paroquial.
 — Vá, agora. 

Série Resgatada da Ruína
1 - A Loucura do Visconde Atherbourne
2- A Verdade sobre Canalhas
3- Procurando Desesperadamente um Canalha

21 de agosto de 2019

A verdade sobre canalhas

Série Resgatada da Ruína
Quando uma aposta sai mal... 

A dolorosamente tímida Jane Huxley é o mais longe de um diamante de primeira. Um camundongo de biblioteca, com óculos e bem pouco agraciada, nunca esperou fazer amizade com um encantador dissoluto como Colin Lacey, e muito menos concordar em ajudá-lo a recuperar uma perdida herança familiar. Felizmente ele não se parece em nada ao seu rígido e frio irmão mais velho. Infelizmente, tampouco tem escrúpulos em recorrer a uma mentira, se isso significa ganhar uma aposta. E isso põe Jane em uma posição muito precária. Um duque formidável se casará com uma jovem pouco agraciada... 

Capítulo Um

"A humilhação é um sinal de mau julgamento ou de um oportunismo atroz. Ou em seu caso, de ambos." - A Marquesa Viúva de Wallingham ao seu sobrinho por sua saída prematura de Oxford devido a atividades de natureza extremamente inadequadas. 
5 de Maio, 1817 Londres Jane Huxley esperava fervorosamente que estivesse na direção correta. Ser surpreendida com o traseiro pendurado na janela de uma casa equivocada, e usando calças de homem, nada menos, seria muito lamentável. 
Queria rir de sua própria situação, mas no momento o ar era um bem escasso. Na realidade, estava presa: a metade direita de seu corpo dentro da casa de um estranho em Londres, e a metade esquerda fora da janela da planta baixa, e sua generosa cintura tão apertada que pouco podia respirar. Acreditava que estava começando a ver manchas, mas na escuridão era difícil dizê-lo com certeza. 
Talvez isto seja uma má ideia, pensou não pela primeira vez. Apoiando suas mãos no batente em frente a ela, empurrou os ombros para cima com toda sua força. A janela se cravou dolorosamente na parte superior de suas costas, mas não se moveu. 
Respirou fundo, ofegando fracamente. Brilhante. Sufocada por sua própria corpulência. Se tivesse quarenta anos e quarenta mil maços de papel, não poderia inventar uma morte mais humilhante. Mais cedo, estudando a janela do exterior, estava segura de que poderia entrar pela abertura; simplesmente subiria por uma pequena escada tirada do estábulo, passaria uma perna primeiro, e tudo estaria arrumado. Equivocou-se. Não importa. Deve entrar, Jane. 
Se for apanhada aqui a ruína seria a menor de suas preocupações. Quase podia ouvir os soluços de sua mãe ao ver como uma de suas filhas era transportada à Newgate por roubo. Ou pior ainda, à Bedlam. A ideia era chocante. Inclusive uma lesão seria melhor, e Jane se opunha enfaticamente à dor. Voltou-se para diante até que seu rosto roçou o marco da janela. 
A nova posição lhe tirou completamente o ar e ameaçou arrancar os óculos, mas se endireitou o suficiente para que seus ombros pudessem deslizar-se um ou dois centímetros mais para o interior da habitação. 
Dobrando o pescoço para um lado em um ângulo anormal, agarrou-se à parede de cada lado e deu um forte impulso. 


Série Resgatada da Ruína
1 - A Loucura do Visconde Atherbourne
2-  A verdade sobre canalhas

6 de junho de 2018

A Loucura do Visconde Atherbourne

Série Resgatada da Ruína
A noite que mudou tudo ...

A vida de Vitória Lacey deveria ser perfeita. E é… perfeitamente aborrecida.
Aceitar casar-se com um lorde que ainda não lhe inspira nem um único e solitário formigamento?
Bem, sim é óbvio. Sorrir, como se esta não fosse a enésima vez que ele falasse da temporada de caça e de seus cães farejadores? Esse é todo o trabalho do dia da muito correta irmã do Duque de Blackmore. Sem dúvida, ninguém suspeitaria de seu secreto desejo por uma paixão que lhe acelere o coração e lhe dê voltas à cabeça. Exceto, talvez, um estranho no escuro... em um terraço... em um baile onde sem dúvida não deveria estar beijando um homem que há pouco acabara de conhecer.
A obsessão que conduziu à ruína ...
É o ódio, não o amor, que impulsiona Lucien Wyatt, visconde Atherbourne, a tentar ao pecado a "Flor de Blackmore". Seu irmão tinha feito um dano impensável à família de Lucien, e ele tem a intenção de vingar-se da única maneira que resta: arruinar a irmã de seu inimigo, então afastá-la definitivamente do Blackmore ao fazê-la sua.
A mulher que acenderá o fogo no coração de seu marido
Quando Lucien leva a cabo seu desumano plano, ensinando a sua nova esposa os pontos mais deliciosos do prazer, sua entrega o deixa sem fôlego... e logo surge uma nova obsessão: uma escandalosa fascinação por sua irresistível esposa.

Capítulo Um



Londres, 12 de junho, 1815
Enquanto o vapor do banho umedecia a pele de Marissa Wyatt, um só pensamento estava em sua mente, as palavras como ácido gotejando a torrentes. Nunca me amou. Deveria ter sabido quando não respondeu às suas cartas, quatro nas últimas duas semanas, cada uma mais urgente que a anterior. A quinta e última carta que havia escrito tinha sido dirigida não a ele, mas aos irmãos de Marissa. Repousava sobre um escritório ao lado de um vaso com rosas que tinha colhido do jardim no dia anterior. Ainda só eram botões, nada mais que promessas de uma beleza posterior. O clima nos últimos tempos tinha sido extremamente frio e hostil para florescimentos completos. Olhou para a janela aberta, cuja cortina se agitava com a brisa ligeira. Por que não pôde me amar? Por outro lado, talvez as razões não importassem, só a verdade importava. De fato, as pessoas poderiam ser perdoadas por pensarem que nada importava. Nem o dia em que se conheceram, quando seus olhos azuis procuraram os dela como se carregassem alguma magia estranha. Nem o calor de sua boca na primeira vez que lhe tinha permitido beijá-la. Nem a contração de seu coração quando ele tinha sorrido como se visse o mesmo futuro que ela. Não, não significava nada. O tinido da destilação do líquido soou forte na habitação silenciosa. Plop. Plop. Plop. Um empoeirado céu azul e tênues nuvens brancas eram tudo o que podia ver de onde jazia na banheira. Logo, inclusive isso se desvaneceria e brilharia em uma névoa iridescente. Um dia precioso, pensou distraídamente, uma lágrima fazendo cócegas por sua bochecha, já deslizando-se para baixo, abaixo, abaixo.
Um dia precioso. A fazia desejar voar como um pássaro pela janela para o sol amarelo, lhe permitindo queimar esta profunda e insuportável dor. Permitindo queimar sua carne até que não ficassem nem suas cinzas. Tudo o que tinha que fazer era deixar-se ir. Com um suspiro, deixou que suas pálpebras caíssem. Sim. Deixar-se ir. Depois de seu sussurrado pensamento, o movimento da água se voltou mais tênue, o rugido do vento se elevou para levar-lhe e Marissa Wyatt estendeu suas asas e voou.


Série Resgatada da Ruína
1 - A Loucura do Visconde Atherbourne
2- A Verdade sobre Canalhas
3- Procurando desesperadamente um Canalha

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