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17 de fevereiro de 2015

Guerreiro Domado

Série MacLerie

Laird Connor MacLerie é implacável, um fato que a esposa Jocelyn, sabia muito bem. 

Principalmente quando se trata de arranjar casamentos para os membros do seu clã. 
Embora eles tenham encontrado felicidade e paixão, Jocelyn foi comprada como uma noiva para Connor e não quer ver outra mulher na mesma situação.
Ela planeja um casamento em seus termos, mas só será bem sucedida se conseguir domar o seu marido!

Capítulo Um

Broch Dubh Keep
Lairig Dubh — Oeste da Escócia — Verão de 1370
— Há um ladrão aqui em Lairig Dubh.
Connor MacLerie, líder do clã e conde de Douran, verificou seu cofre mais uma vez. O cadeado não cedeu nem quando ele o balançou, provando que era seguro, mas as manchas no pó ao redor da caixa eram uma prova de que alguém tinha estado ali.
Connor se virou para seu homem de confiança, Duncan, que cuidava dos assuntos financeiros do clã MacLerie, e Rurik, responsável pela segurança do clã, em tempos de paz ou guerra. Os dois reagiram conforme o previsto.
— Aqui? Debaixo dos nossos narizes? — indagou Rurik ao se aproximar por cima do ombro de Connor para olhar onde estavam todos os documentos importantes e registros do clã MacLerie. Rurik era o único homem mais alto que Connor. — Nay, ninguém entra no castelo sem minha aprovação.
— Está faltando alguma coisa? — perguntou Duncan, cruzando os braços. Sempre pragmático, levantou o queixo e avaliou o cadeado. — Eu revisei alguns acordos na semana passada.
— Nay, não notei nada, Duncan. Foi a mesma coisa de antes, tudo foi mexido, mas não levaram nada. Está intacto.
Connor tinha perguntado inclusive a Jocelyn se faltava alguma chave no seu molho, mas ela negara.
— Isso não faz sentido algum. — Duncan meneou a cabeça. — Por que invadir com o perigo de ser preso se não queriam levar nada.
— Ou, então, não encontraram o que procuravam — comentou Rurik. — Quantas vezes isso já aconteceu?
Connor fez um sinal para que o seguissem até um canto dos aposentos dele e de Jocelyn antes de responder.
— A primeira vez foi há alguns meses, mas pensei que tivesse sido eu mesmo. Mas com essa é a quarta vez, e a última foi há poucos dias.
— Teremos muitos visitantes no vilarejo e no castelo por causa da festa de casamento amanhã. A coincidência é suspeita — acrescentou Rurik, franzindo o cenho.
— Fique alerta, Rurik. Ninguém deve entrar nesses aposentos. Vou mudar isto…
A porta abriu num repente, e Jocelyn entrou com os olhos arregalados e quase sem ar.
Apesar de casados havia quase duas décadas, a beleza dela ainda impressionava Connor. O cabelo castanho tinha mechas de fios grisalhos, e seus olhos verdes brilhavam vívidos. As gestações tinham alterado o corpo dela um pouco, mas ele ainda reagia a sua simples presença. Entretanto, com a idade chegando, ele temia que o desejo fosse diminuir, algo que Jocelyn não deixaria de comentar. Deus o livre, aye, seu corpo jamais o trairia.
— Jocelyn? — perguntou Connor.
Ela parecia assustada e sorriu ao encontrar todos ali, mas não foi muito convincente.
— Aconteceu alguma coisa?
— Nay, Connor. Bom dia, Duncan. Rurik… — cumprimentou ela os outros dois, meneando a cabeça, mas não entrando no quarto. Não olhou diretamente para o marido, o que o deixou desconfiado. — Seu tio estava procurando por você há pouco. Vocês se encontraram? — perguntou ela, ainda sem encará-lo.
— Nay, mas vamos encontrá-lo agora.
Duncan e Rurik entenderam que a pequena reunião havia terminado e saíram do quarto. Jocelyn entrou logo em seguida e olhou ao redar.
— Alguma coisa mais? — perguntou ele, desejando possuí-la ali mesmo.
— Nay, só isso — respondeu Jocelyn, dirigindo-se para a porta de novo.
Alguma coisa estava definitivamente errada.
Connor estava quase certo de que ela notara o quanto ele estava excitado, mas ou tinha fingido não perceber, ou o tinha evitado. Eram raras as vezes em que ela recusava um convite daqueles.
Jocelyn não chegou até a porta porque ele a puxou e a abraçou pela cintura, beijando-a com volúpia, as línguas se encontraram para um bailado único. 
Preocupada que estava, ela chegou a resistir, mas logo correspondeu ao beijo, enlaçando-o pelo pescoço. Aos poucos seus lábios fartos se aqueceram, e ela se deixou levar pela paixão. Jocelyn sempre despertara a luxúria de Connor independentemente de hora ou lugar.
Como se a quisesse devorar, ele embrenhou os dedos pelo cabelo longo, deliciando-se com aquela boca bem desenhada. O sabor dos lábios era doce, como se ela tivesse terminado de comer os quitutes que a cozinheira havia preparado para o casamento do dia seguinte.
No entanto, nada era tão tentador quanto o sabor da pele de Jocelyn. Assim, parou de beijá-la para percorrer o pescoço dela com a ponta da língua, deixando um rastro em brasa por onde passava. Com as mãos em concha, aprisionou-lhe os dois seios, prendendo os mamilos entre os dedos através do vestido. Não demoraria muito para se livrarem das roupas e se amarem ali mesmo. Mas foram interrompidos bruscamente por batidas fortes na porta.
— Connor! — o chamou Rurik, subindo as escadas.
Com o calor que envolvia seu corpo e o coração transbordando de tanto amor, Connor quase permitiu que o beijo apaixonado fosse visto por Rurik… Duncan… 

22 de dezembro de 2010

Guerreiro Domado












A Clarise DuBoise fora lhe dado um ultimato!

Ela deveria se infiltrar no castelo do Matador e matar este notório assassino.

Como poderia ela matar o pai da criança do qual ela fingia ser babá, especialmente quando ele não era o guerreiro sanguinário que ela esperava?

Seu faminto olhar implicava certa retidão.
Sua habilidade com uma espada roubava sua respiração. Seria ousadia esperar que esse campeão desafiasse seu padrasto malvado?
Ou o Matador a atingiria com um golpe baixo por fingir ser algo que não era?

Capítulo Um

Os Mouros do Norte de York A.D 1150

Na batalha, ele lutou como um homem possesso.
Ao inimigo ele não deu nenhuma trégua.
Seu nome de guerra provocava calafrios de horror nas espinhas dos aldeões.
Agora, refletido nas profundezas cinza dos olhos do seu refém renascido, o Matador parecia com um homem ordinário.
Um homem profundamente humilhado.
Seu bebê herdou sua coloração morena e sua natureza teimosa especificando que ainda estava vivo.
Ele era pequenino com os membros escorregadio, mas seu tórax inchava em uma saudável respiração, e seus punhos de ferro eram semelhantes a maretas.
Com um choro que chegava ao teto e aumentava, Simon anunciava seu próprio nascimento.
Além das venezianas, trovão estrondou e o raio estalou.
O Matador quase sorriu, Simon de La Croix seria o próximo Barão de Helmesly, não seria um guerreiro bastardo como seu pai. Não seria um homem forçado a lutar por tudo que tinha.
A porta abriu repentinamente, surpreendentemente silenciando o bebê.
Uma corrente de ar bateu na luz da tocha e iluminou a oscilação das mangas da parteira enquanto ela apressava-se para a cama.
- Dê-me o bebê – gritou a ama-seca. Ela o agarrou com suas mãos trêmulas- Eu devo batizá-lo agora!
Christian ergueu o filho para a mulher que se aproximava. Essa maldita parteira! – Ela pensava que Simon tinha a marca do diabo!
- Eu falei para você partir – ele disse em sua voz serena.
A velha mulher, ainda moveu seus olhos além dele para a forma inanimada da esposa do Matador.
- Mãe de Deus o que você fez. – ela sussurrou.
Christian sentira seu horror borbulhando, e rapidamente ele reprimiu isto.
- O que eu fiz. – ele rosnou – Eu não fiz nada apenas salvei meu filho de falecer com a mãe – E foi você que a deixou morrer. Vá embora antes que eu possa pensar em encarcerá-la por assassinato!