Série Família Ly-San-Ter
Primeiro, Brittany Callaghan acha que está sonhando.
Até porque não está acostumada a ver deuses nórdicos, de mais de dois metros de altura, em sua pequena cidade da Califórnia. Mas quando o espetacular loiro Viking aparece em sua porta, ela reconhece que o seu homem ideal é muito real. Apesar de sua impressionante beleza escultural, inteligência e independência,
Brittnay segue lutado ardualmente para conseguir respeito em um mundo de homens. Então, fica surpresa quando seu visitante, cujo nome é Dalden, informa que ele é, de fato, um guerreiro bárbaro.
Mas Dalden está muito longe de casa, precisa de sua ajuda, e está disposto a pagar para tê-la, por isso que, se ele se imagina um selvagem, está tudo bem pra ela. Guerreiro ou não, ela gostaria de conhecer este gigante sexy e lindo, muito melhor.
A verdade será um rude despertar para ela, pois Dalden é exatamente o que ele diz ser. De onde ele vem, a força bruta é a lei. Os homens são todo-poderosos, e suas mulheres sempre devem obedecê-los.
Tão ousada e impetuosa como é, a linda Brittany não vai ser subserviente a qualquer homem, mesmo aquele que é tudo o que ela sempre quis em um amante, e cujo toque deixa seus sentidos em chamas.
Se o seu relacionamento com o deus nórdico se tornar cada vez mais sério, isso certamente terá que mudar. Mas Dalden é um guerreiro até as profundezas de sua alma. Orgulhoso, poderoso e corajoso. Um homem acostumado a lutar, sem medo e sem descanso, pelo que ele quer, e ganhar. E agora, o que ele quer, acima de tudo... é Brittany.
Capítulo Um
Brittany
Callaghan se olhou fixamente no espelho da penteadeira, satisfeita com o
resultado. A blusa era de lantejoulas, chamativa, mas não excessivamente
provocante. As joias
glamorosas,
nada ostentosas. A saia longa de veludo, elegante, fina, com um corte até o
joelho. Levou duas horas para se arrumar, e não porque fosse necessário tanto
tempo para ficar bonita, mas sim porque aquela noite era especial, então
demorou mais tempo do que o habitual nos preparativos.
A
maquiagem, no entanto, realçava o verde profundo de seus olhos. Jan, sua
companheira de quarto, tinha-lhe arrumado os cabelos, e conseguido dominar os
longos cabelos acobreados em um penteado preso perfeito que lhe tinha merecido
todos os elogios na classe de esteticista. Elas formavam uma dupla fantástica
como companheiras de quarto, e faziam intercâmbios: Brittany era capaz de
arrumar qualquer coisa que se quebrasse no apartamento e mantinha o carro de
Jan em perfeito estado e enquanto isso, Jan estava acostumada a ocupar-se da
cozinha e penteava Brittany para as ocasiões especiais, já que esta nunca tinha
tempo de ir ao salão.
Levavam
três anos dividindo um apartamento em Seaview, uma pequena cidade com um nome
engraçado, por que, apesar de chamar-se “Vistamar”, não ficava próximo ao
oceano. A brincadeira de sempre entre os que moravam ali era que se chamava
assim prevendo o “grande terremoto” que algum dia iria lhes trazer a costa até
a porta de casa. Uma piada de mau gosto, certamente, mas na Califórnia, ou
brincava-se sobre os terremotos ou se mudava de um lugar a outro.
Seaview
era uma das novas cidades que foram se dispersando para o interior, longe das
grandes multidões, mas a uma distância segura para os que tinham que ir
trabalhar na cidade grande. No seu caso, São Francisco era a mais próxima. Elas
estavam suficientemente longe para não sofrer a umidade e as névoas da baía,
mas aproveitavam do mesmo clima moderado. Na verdade, Sunnyview (“Vistasol”)
teria sido um nome melhor para essa cidade.
Era
ideal ter uma companheira de quarto com quem se dava tão bem. Jan era pequena,
cheia de vitalidade e sempre tinha à mão um namorado com quem podia fazer tudo
o que quisesse, embora durasse pouco, coisa que não lhe importava
especialmente. Ela gostava de homens e tinha a necessidade de ter sempre um por
perto, embora nenhum levasse a sério. Seu único defeito, se é que podia
chamá-lo assim, era que, no fundo, era um pouco vaidosa. Podia não ser capaz de
decidirse por nenhum de seus homens, mas não via motivo algum para que suas
amigas não o fizessem.
Nesse
sentido, Brittany provou ser um desafio, mas não pelas razões habituais, já que
era bonita, inteligente, responsável, tinha uma vida profissional interessante
e objetivos louváveis. Sua única desvantagem era que media um e oitenta e dois
de altura.
A
altura sempre foi um problema para Brittany, desde a infância. Foi um
verdadeiro obstáculo para os seus relacionamentos amorosos, até a ponto de ter
abandonado qualquer esforço para se envolver.
Tinha
tentado relacionar-se com homens mais baixos que ela, mas nunca funcionava.
Eles sempre terminavam fazendo brincadeiras sobre sua altura, ou os amigos
zombavam dele ou o mais frequente, o menino roçava acidentalmente seus peitos
na cara, de propósito, claro. Tinha decidido que, quando se casasse, seu marido
teria que ser pelo menos tão alto quanto ela. Melhor se fosse mais alto, embora
como não confiasse em ter tanta sorte, se conformaria com a mesma altura.
Com tal
deficiência, tendia a detectar os homens altos de primeira. Infelizmente, os
altos estavam acostumados a ter as pernas muito longas em comparação com o
resto do corpo, o que para alguns dava um aspecto bem estranho, sobretudo aos
mais magros. Apesar disso, estava disposta a aceitar os estranhos. Não era
muito exigente, só que não queria olhar seu marido de cima.
Mas
apesar de já estar perto dos trinta, a questão marido ficava muito longe, ou
assim ela pensou. Não é que não quisesse, eventualmente, mas ela tinha seus
objetivos muito claros, e o principal era ter sua própria casa, construída com
suas próprias mãos, e concentrou todos os seus esforços.
Tinha
dois empregos: pelas tardes e todos os sábados, no balneário local, onde se
mantinha em forma ajudando os outros a fazer a controlar dietas e desenvolvendo
programas de exercícios, e pelas manhãs no Arbor Construction.
No
domingo era seu único dia de folga, e a única ocasião que tinha para cuidar de
suas tarefas cotidianas como escrever para a família, rever o talão de cheques,
pagar as contas, limpar a casa, lavar a roupa, ir às compras, organizar o
carro, etc. Também era o único dia em que podia, simplesmente, relaxar, e
preferia passar o tempo livre recuperando o sono atrasado ou desenhando a casa
ideal e se esforçando para estabelecer um relacionamento. Os dois trabalhos não
lhe deixavam muito tempo para sair com homens, até que conheceu Thomas Johnson.
Série Família Ly-San-Ter
1 - A Mulher do Guerreiro
2 - Algo Mais que o Desejo
3 - Coração Guerreiro
Série Concluída





