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21 de janeiro de 2019

Infernos de Paixão

Série Os Kinsberly
Uma história onde o perdão não existe, mas o amor sim.

Ela... Byron Kinsberly arrebatou-lhe tudo, e estava disposta a vingar-se. Mas quando entre eles surge um amor inesperado e inoportuno, Sofia esquece sua luta contra ele para lutar contra um inimigo que ameaça machucar a quem mais lhe importa. Ele... Sofia Jackson lhe devolveu a vontade de viver. E quando mais vivo se sentia descobre um destruidor segredo que o colocará na mais profunda escuridão. Para sair, entretanto, precisa da mulher que ama, a quem jurou crucificar no inferno.

Capítulo Um

Londres, 1814 

As obras tinham finalizado ao mesmo tempo que a primavera fez brotar as primeiras prímulas no Hyde Park. O edifício, construído em um bairro bem situado da cidade, estava ao alcance de qualquer um que quisesse visitá-lo e desfrutar das almas inocentes que o habitavam, tinha sido batizado com o nome de Amb’s Soul. Na sincera opinião de Byron, Cedric tinha tirado seu lado mais piegas na hora de nomear o projeto que entre ambos tinham levado a cabo.
Mas o certo era que não lhe desagradava em demasia que o nome de sua irmã Amber, seu diminutivo concretamente, fosse parte também de tudo aquilo. Ao fim e ao cabo, graças àqueles órfãos sua irmã mais nova tinha achado um bom homem com o qual compartilhar sua vida.
responsabilidade. Mas não era isso o que o fazia respirar com tranquilidade naquele instante, enquanto observava o imponente edifício avermelhado, e sim saber que por fim as contas de sua família podiam deixar de ser uma razão de insônia pelas noites. Naquela mesma manhã, antes de fiscalizar o orfanato em seus primeiros dias de funcionamento, o senhor Blain lhe tinha feito chegar, em caráter urgente, os pagamentos que cobriam as dívidas de seus sócios.
Alguns deles, envergonhados pelo novo modo de atuar do marquês, tinham desistido de manter a sociedade. Para Byron aquilo significava uma nova busca de sócios com os quais afiançar a economia do negócio familiar, uma tarefa nada divertida que teria que pôr em marcha imediatamente. Mas, pensou, pelo menos não teria que voltar a saber nada daqueles homens aos quais tinha deixado sem nada.
Fazia já muito tempo que não conseguia levantar a cabeça pelas manhãs com um sentimento de satisfação, e já que esse assunto estava solucionado, queria dedicar uma parte de seu escasso tempo em algo que o preenchesse profundamente. Como Cedric estava em sua longa lua de mel, tinha decidido atrasar umas semanas mais a inauguração do orfanato. Mas o certo era que já estavam em funcionamento todas as aulas para as crianças que habitavam nele.
Lendo com curiosidade as cartas de alguns interessados em contribuir com apoio econômico ao novo projeto do marquês de Kinsberly, Byron se convenceu de que no mundo londrino tudo dependia do título com o qual se fizesse. Outras cartas, surpreendeu-se, eram de algumas damas que perguntavam sobre o método para adquirir um dos órfãos como seus filhos.
O conhecido som de uns sapatos aproximando-se da porta aberta do escritório principal o incitou a abandonar o trabalho pelos minutos seguintes.
― Fizeram um bom trabalho, filho. Lady Georgina Kinsberly, sua amorosa mãe, desprezou com um gesto delicado o oferecimento de sentar-se de Byron para ela.
― Viu as crianças?
― São encantadoras. Harry é o mais velho?
― É ― confirmou. ― Embora Jack cada dia esteja mais alto. Logo brigarão para ser o macho alfa.
― Não crê que já terão famílias antes que isso aconteça?

Série Os Kinsberly
1 - Lágrimas do Coração
2 - O Beijo Definitivo
3- Infernos de Paixão
Série conluída

18 de dezembro de 2018

O Beijo Definitivo

Série Os Kinsberly 
Sequestrada erroneamente por um bando, a vida da tímida e isolada lady Amber Kinsberly se vê desestabilizada. 

Cedric, o Chefe, sente-se atraído e exasperado desde o primeiro momento por aquela jovem de alto berço que chegou às suas mãos pelo mais delicioso mal-entendido. 
O abismo entre suas personalidades parece estreitar-se quando ela se empenha em converter-se em alguém como ele entrando em seu mundo, algo que Cedric acaba não considerando uma boa ideia.

Capítulo Um

1813, Londres.
Quando a última das criadas se encerrou em seu quarto, Amber reapareceu dentre as sombras da escada. Titubeou antes de fazê-lo, tudo estava muito escuro e podia tropeçar com algo a qualquer momento, produzindo um ruído que despertasse a qualquer um no silêncio da noite. Mas o certo é que conhecia cada centímetro de seu lar melhor que a si mesma e, embora aquela noite houvesse mais pessoas na casa, confiava em que tudo sairia bem. 
Com passos firmes, mas silenciosos, encaminhou-se até a cozinha, aquele universo que nenhum membro de sua família pisava nunca, a menos que fosse para dar alguma ordem ou revisar o banquete de uma festa. Mas Amber sim ia muito a esse lugar, no mínimo uma vez por semana. Ali, escondida de todos, já perdidos no sono, saía à escuridão e perigos da noite londrina para interpretar o que ela considerava um ato de valentia e loucura. 
Possivelmente o segundo mais que o primeiro. Na penumbra, desenhou um mapa em sua mente até recordar onde o pessoal da cozinha guardava as cestas. À sua direita havia todo um desfile de móveis de madeira, com ganchos grossos que seguravam todo tipo de cargas: toalhas, panelas, vasos… e em um daqueles ganchos estavam delicadamente ordenadas quatro cestas de vime que estavam acostumados a dispor-se para os passeios das damas da casa. 
Não perdeu tempo e agarrou uma delas, de tamanho médio, e começou a introduzir algumas frutas que tinha espalhadas pela mesa. Também pegou pão, embora estivesse duro e certamente com algum indício de mofo, a cozinheira devia tê-lo para a elaboração de um pudim. Queria pegar mais coisas, mas não era sensato fazer desaparecer tanta comida. 
Cobriu os mantimentos com um grosso guardanapo que pegou sobre uma cadeira e fechou a cesta, não era suficiente para todos, mas eles sabiam compartilhar e sempre se arrumavam com o que fosse que lhes levasse. Amber ajustou a capa sobre seu estreito corpo e cobriu o cabelo. 
Em suas intencionadas visitas à cozinha tinha descoberto onde guardavam a chave da porta que dava ao pátio traseiro, conduzindo-a ao exterior, por isso inclusive às escuras não lhe foi difícil ficar nas pontas dos pés e alcançar a roliça chave situada em um gancho sobre a porta. Ao sair para o frio gelado de princípios de abril, deu a volta na casa e cruzou a grade que isolava a mansão da empedrada rua londrina, deu uma última olhada às janelas procurando com medo algum rosto que a pudesse delatar.

Série Os Kinsberly
1 - Lágrimas do Coração
2 - O Beijo Definitivo
3- Infernos de Paixão
Série concluída

11 de agosto de 2018

Lágrimas do Coração

Série Os Kinsberly 
Ela apaixonada por ele... 

Grace Kinsberly amou em silêncio o marquês de Wolfwood mais tempo do que gostaria de admitir. 
Evelin Mordán E quando por fim os acontecimentos a convertem em sua esposa crê ter encontrado a sorte que tanto tinha desejado. Ele apaixonado por  outra...Damien crê ter tudo e, de repente, não tem nada. 
Nada, exceto, a uma jovem que o cativa com a ternura de seus olhos e que tão bem parece compreendê-lo. Mas às vezes o passado se interpõe da pior maneira e ambos serão testemunhas disso.

Capítulo Um 

1812, Londres. 
― Grace? ― Perguntou uma voz, ao seu parecer, muito longínqua. ― Grace!? 
― O quê? Grace voltou o olhar para o rosto ovalado de olhos verdes que a olhava com recriminação. 
― Escutou o que te disse? 
― Perdoe, Carl, estava absorta. Diga-me. Um sopro muito pouco feminino escapou dos lábios da jovem. ― É o pior baile de máscaras da história. Grace estava totalmente de acordo, mas era melhor não revelar seu desânimo. ― Tampouco é tão horrível. ― Olhou ao seu redor, todos os convidados pareciam ter o cenho franzido. 
― Só é um pouco insípido, suponho. ― Não tem nem um grama de sal. Muito menos de açúcar. 
― Já tem fome, Carl? ― E exagerada. 
― Pois não será por falta de aperitivos. Deveria ir procurar algum ― sugeriu-lhe. ― Eu te esperarei aqui, no momento não tenho ninguém em meu cartão de baile. Sorriu com pesar ao olhar seu cartão creme quase vazio. 
― É uma ideia maravilhosa. ― Carl não tinha avançado nem três passos quando se virou e lhe disse por cima do ombro: ― E deixa de olhá-lo prima, ou toda a sala se dará conta. Grace ia perguntar a quem se referia, mas Carl já se dirigia à variada bandeja de aperitivos que estava na outra ponta da sala, esquivando à multidão.  Mas, é óbvio, ela já sabia. Apenas se tornava impossível afastar os olhos dele. Damien Cross, marquês de Wolfwood, monopolizava toda sua atenção onde o visse e Carl era muito capaz de dar-se conta disso. 
Carlota Sharleston era sua prima mais próxima, das que habitavam em Londres, e desde pequenas tinham estabelecido uma amizade que com os anos se fez mais forte e confidente. Sem lhe dizer nada, Carl se tinha dado conta de que o coração de Grace já tinha dono, e que este era do marquês de Wolfwood, cavalheiro que tinha sido apresentado a ambas no ano anterior, a qual tinha sido sua terceira temporada social. 
Tinha passado todo um ano até que havia tornado a vê-lo, já que, ao que parecia, era um homem que viajava muito. Mas ao reencontrá-lo seu coração tinha deixado de pulsar por um segundo, trazendo para sua mente a lembrança de tantas noites em claro que passou pensando naquele momento em que olhou àqueles olhos azuis, quando ele beijou o dorso de sua mão… o sentir sobre as luvas de seda tinha sido o único contato que conservava daquele homem por quem tinha se apaixonado, já que nem sequer tinham dançado, mas tinha sido formoso e o único que tinha dele. 
Por isso sabia, acabava de herdar o título de marquês de Wolfwood depois do falecimento de seu pai há dois anos. Vivia em sua residência de Londres, em Grosvenor Square, junto com sua avó materna e sua irmã mais nova, lady Anne Cross. Dizia-se que mantinha em pé o legado de seu pai e que era muito valorado na Câmara dos Lordes. E, para sua desgraça, também era de domínio público o fato de que mantinha um tranquilo romance com a viúva lady Cheryl Growpenham. Toda a sociedade londrina sabia que lady Growpenham, uma mulher formosa de apenas uns trinta anos, mantinha uma relação séria com lorde Wolfwood. A Grace repugnava a forma tão pública com a qual demonstravam seu amor, iam juntos a todas as partes, davam passeios pelo Hyde Park e não se incomodavam em desmentir os rumores de que ele dormia em sua casa mais de uma vez na semana. Era vergonhoso. 
Nesse instante, precisamente, lorde Wolfwood estava inclinado sobre ela de forma discreta enquanto lhe sussurrava algo ao ouvido. Uma pontada de ciúmes percorreu sua espinha dorsal obrigando-a a afastar o olhar. Mas o pior era que não podia, morria de vontade de saber o que lhe estava dizendo, embora aquilo a fizesse sentir-se pior. Por que tinha que haver se apaixonado por ele? Era um amor impossível.

Série Os Kinsberly
1 - Lágrimas do Coração
1 - Lágrimas do Coração
3- Infernos de Paixão
Série concluída

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