Isabel Hermoso de Mendoza, duquesa de Estella, doce e inocente, mas também inteligente e habilidosa com a adaga e o arco, precisava de ajuda.
Um favor a um grande amigo coloca Brian na posição de ter que levá-la de volta para a Espanha da Inglaterra, onde ela era uma refugiada. Os dois embarcaram em uma viagem cheia de surpresas, mas poderiam se dar uma chance e desistir de tudo por um amor estrangeiro?
Capítulo Um
Herdeiro direto do Alto Rei da Irlanda, Brian Boru. Brian Dunboyne, levava no sangue a guerra e um espirito de rebeldia inflexível que o convertera desde menino em um lutador excepcional. Filho de um lorde rico e poderoso, Brian nasceu no ano de 1532 no meio de uma família de senhores guerreiros e comerciantes, que viram em seu nascimento uma esperança para o futuro.
Capítulo Um
Herdeiro direto do Alto Rei da Irlanda, Brian Boru. Brian Dunboyne, levava no sangue a guerra e um espirito de rebeldia inflexível que o convertera desde menino em um lutador excepcional. Filho de um lorde rico e poderoso, Brian nasceu no ano de 1532 no meio de uma família de senhores guerreiros e comerciantes, que viram em seu nascimento uma esperança para o futuro.
Foi o primeiro varão após quatro mulheres e seu pai chorou de felicidade ao comprovar seu sexo. Uma condição que lhe outorgou muitos privilégios desde sua mais tenra infância.
Brian Dunboyne cresceu feliz e livremente, ouvindo histórias sobre os antigos senhores da Irlanda, fortes, aguerridos e valentes cavalheiros que haviam convertido à ilha Esmeralda no melhor lugar do mundo para viver.
Brian Dunboyne cresceu feliz e livremente, ouvindo histórias sobre os antigos senhores da Irlanda, fortes, aguerridos e valentes cavalheiros que haviam convertido à ilha Esmeralda no melhor lugar do mundo para viver.
Uma certeza da qual ele jamais duvidou, mais ainda, depois de visitar a França, os Países Baixos, a Espanha e a Inglaterra, acompanhando seu pai, que se convertera em um comerciante respeitado de sedas, fios e tecidos irlandeses, aclamado pelas damas e pelas cortes de metade da Europa.
Educou-se como um erudito. Aos catorze anos conhecia mais terras que a maioria de seus iguais, e era esperto, ágil de mente, um negociante de primeira e um menino trabalhador e responsável, ao qual seu pai confiava as decisões de seu negócio e de quem escutava as ideias e projetos.
Educou-se como um erudito. Aos catorze anos conhecia mais terras que a maioria de seus iguais, e era esperto, ágil de mente, um negociante de primeira e um menino trabalhador e responsável, ao qual seu pai confiava as decisões de seu negócio e de quem escutava as ideias e projetos.
Ele era feliz trabalhando, gostava do dinheiro mais que da espada, ainda que soubesse usar qualquer arma com destreza. Sua envergadura física lhe facilitava se impor diante de qualquer adversário sem maior esforço, além de ser simpático, aberto, inteligente como o demônio, como dizia sua mãe, e o mais sedutor dos cavalheiros.
Aos dezesseis anos Brian havia quebrado corações e virtudes sem muito esforço e aos 18 se casara, como mandava a tradição de sua família, com uma de suas primas, a jovenzinha Keira de apenas dezesseis anos, com a qual pretendia ter uma vida longa, aprazível e coroada de filhos.
Uma intenção muito louvável que sem dúvidas se viu quebrada com a morte da jovem ao dar à luz ao seu primogênito, o pequeno Kevin, fato que levou o jovem Brian Dunboyne a assumir um ostracismo do qual demoraria anos para sair.
Deste modo, dez anos depois da morte de sua esposa, Brian seguia dirigindo sua energia sobre seu filho, seus negócios e sua gente, deixando de lado a ideia de se casar novamente ou de formar aquela grande família da qual todo o mundo lhe falava, dolorido como estava ainda pela injusta perda de Keira, a qual não havia chegado a amar como correspondia a um bom esposo, mas a quem respeitara e cuidara com todo seu coração.
— Pai, a avó disse que desta vez me trará uma mãe.
— Como?
— Uma mãe. A avó disse que já é hora de você trazer uma mãe para mim.
— Santa mãe de Deus! — Brian exclamou, sem olhar para seu filho de dez anos; suspirou e continuou carregando os fardos de tecidos sem falar.
— É verdade ou não?
— Não Kevin, não é verdade, e para que quer uma mãe? Sua mãe está no céu e isso é mais que suficiente.
— Bem.
— Bem, — repetiu e se virou para olhar seus olhos claros — porque não ajuda seu tio Seamus a subir aquelas caixas ao barco?
— Sim, pai.
Kevin saltou ao embarcadouro e procurou seu tio favorito que naquele momento organizava o carregamento de sedas e rendas, e se entreteve em ajudá-lo. Brian o olhou durante algum tempo e se concentrou em seu trabalho; o menino estava se tornando um homem, era forte, inteligente e já não necessitava de uma mãe, decidiu mentalmente, ainda que talvez ele próprio, precisasse de uma mulher.
Uma semana depois entrava na cidade de Londres decidido a cobrar uma dívida pendente com Harold Boyle, o comerciante da avenida Strand que fazia meses escapava com os pagamentos, quando uma mão forte e amistosa o parou em sua correria pelas ruas abarrotadas de gente. Brian segurou aquele braço com força antes de verificar que se tratava de seu amigo Albert Fitzgerald.
— Albert, maldito seja, quer ser morto?
— Desculpe-me, Dumboyne, o que faz por aqui?
— Trabalho, e você?
— Algo assim, convido-o para uma cerveja, seu trabalho certamente pode esperar e seu milagroso aparecimento me vem como anel ao dedo. Venha, conceda-me dez minutos.
— Em que anda metido? — Brian desabou na banqueta de madeira da taberna e esticou suas longas pernas, olhou para Albert e observou o semblante sério de seu sempre agradável amigo. — O que ocorre? Vai tudo bem?
— É por um assunto familiar, na realidade, um assunto que diz respeito mais a minha mulher que a mim, Brian, mas estou metido até o pescoço.
— Necessita dinheiro?
— Não, quando deixa Londres?
— Amanhã.
— E para onde vai?
— Amberes.
— Espanha?
— Dentro de umas semanas, porque? Diga-me de uma maldita vez o que ocorre.
— Uma prima espanhola de minha mulher está encerrada aqui em Londres, seu tutor a trouxe para comprometê-la com o melhor licitante, sabe, a jovem tem dezessete anos e vários títulos às suas costas, terras, dinheiro...


— Pai, a avó disse que desta vez me trará uma mãe.
— Como?
— Uma mãe. A avó disse que já é hora de você trazer uma mãe para mim.
— Santa mãe de Deus! — Brian exclamou, sem olhar para seu filho de dez anos; suspirou e continuou carregando os fardos de tecidos sem falar.
— É verdade ou não?
— Não Kevin, não é verdade, e para que quer uma mãe? Sua mãe está no céu e isso é mais que suficiente.
— Bem.
— Bem, — repetiu e se virou para olhar seus olhos claros — porque não ajuda seu tio Seamus a subir aquelas caixas ao barco?
— Sim, pai.
Kevin saltou ao embarcadouro e procurou seu tio favorito que naquele momento organizava o carregamento de sedas e rendas, e se entreteve em ajudá-lo. Brian o olhou durante algum tempo e se concentrou em seu trabalho; o menino estava se tornando um homem, era forte, inteligente e já não necessitava de uma mãe, decidiu mentalmente, ainda que talvez ele próprio, precisasse de uma mulher.
Uma semana depois entrava na cidade de Londres decidido a cobrar uma dívida pendente com Harold Boyle, o comerciante da avenida Strand que fazia meses escapava com os pagamentos, quando uma mão forte e amistosa o parou em sua correria pelas ruas abarrotadas de gente. Brian segurou aquele braço com força antes de verificar que se tratava de seu amigo Albert Fitzgerald.
— Albert, maldito seja, quer ser morto?
— Desculpe-me, Dumboyne, o que faz por aqui?
— Trabalho, e você?
— Algo assim, convido-o para uma cerveja, seu trabalho certamente pode esperar e seu milagroso aparecimento me vem como anel ao dedo. Venha, conceda-me dez minutos.
— Em que anda metido? — Brian desabou na banqueta de madeira da taberna e esticou suas longas pernas, olhou para Albert e observou o semblante sério de seu sempre agradável amigo. — O que ocorre? Vai tudo bem?
— É por um assunto familiar, na realidade, um assunto que diz respeito mais a minha mulher que a mim, Brian, mas estou metido até o pescoço.
— Necessita dinheiro?
— Não, quando deixa Londres?
— Amanhã.
— E para onde vai?
— Amberes.
— Espanha?
— Dentro de umas semanas, porque? Diga-me de uma maldita vez o que ocorre.
— Uma prima espanhola de minha mulher está encerrada aqui em Londres, seu tutor a trouxe para comprometê-la com o melhor licitante, sabe, a jovem tem dezessete anos e vários títulos às suas costas, terras, dinheiro...


