3 de janeiro de 2012

A Intuitiva

Irmãs Wherlocke



Apesar de ter dito para si mesmo que deveria se afastar, que não deveria ceder à crescente atração que sentia por ela, ele estendeu a mão livre e tocou aquele rosto delicado. 

A pele era macia, quente e dava prazer em tocar... Ele ansiou por acariciá-la ainda mais. 
O azul dos olhos dela se intensificou, o que mostrava que ela sentia o mesmo desejo ardente. 
Deixando de lado todas as possíveis conseqüências e ignorando as resoluções tomadas minutos antes, ele abaixou a boca até a dela, pois precisava prová-la mais uma vez. 
Ela tinha um sabor doce, quente e sedutor, ele pensou enquanto deslizava o braço ao redor da cintura fina e a puxava para mais perto. 
Exatamente como temia, ela tinha gosto de quero mais — mais do que beijos e carícias suaves. 
O modo como ela se encaixou ao seu corpo despertou seus desejos mais selvagens. 
Ele lutou contra o impulso de deitá-la no tapete. Alethea era viúva, mas seus instintos, afiados pelos anos de jogos de amor, mostravam que ela estava longe de ser uma mulher experiente. 
O modo como mais uma vez ela pareceu surpresa quando ele invadiu sua boca com a língua só confirmou o palpite. 
O sabor de inocência atiçou ainda mais o desejo que sentia por ela. 
Ele queria poder mostrar todo o prazer que um homem e uma mulher podiam compartilhar...

Capítulo Um 

Alethea Vaughn Channing ergueu os olhos do livro que estava tentando ler, olhou fixamente para as chamas coloridas que flamejavam dentro da grande lareira e imediatamente ficou tensa. 
Lá estava o homem outra vez, ganhando forma entre as chamas dançantes e a fumaça que se retorcia. 
Ela tentou desviar o olhar, ignorá-lo e voltar à atenção para o livro, mas a visão a atraiu, ignorando seus desejos e roubando suas opções. 
Era como se ele fizesse parte da família, pois não havia como negar que tinham crescido juntos. Ela tinha começado a ter visões ligeiras dele desde os seus cinco anos de idade. 
Na época, ele também era um menino. 
Quinze longos anos espreitando, vez ou outra, cenas da vida dele tinham a transformado de certa forma em dona daquele homem, apesar de não fazer a menor ideia de quem ele era. 
Ela o vira desde os tempos em que era um jovem alto e desengonçado até se transformar em um homem.
Vira-o em seus sonhos, em visões e até sentira a presença dele ao seu lado. 
Como uma testemunha a contragosto, observou-o sentindo dor, chorando...Tinha sentido sua tristeza, alegria e muito mais. 
Vira-o até mesmo na noite do seu casamento, o que de certa forma tinha sido um estranho conforto, uma vez que seu falecido marido estava, obviamente, ausente. 
Ela não gostava de invadir a privacidade dele; mesmo assim, nunca conseguira bani-lo. 
Essa era uma visão forte, ela pensou, conforme as imagens foram se tornando cada vez mais nítidas: era como se ele estivesse na mesma sala com ela. 
Alethea pousou o livro e avançou para se ajoelhar diante do fogo, pois uma pontinha de preocupação cutucava-a por dentro. 
De repente, ela soube que não se tratava apenas de outra intromissão na vida do homem, mas de um aviso.
Talvez, refletiu enquanto se concentrava, por isso tivera todas as outras visões. 
Ela sabia, sem sombra de dúvida, que o que via neste momento não era o que estava acontecendo ou que já tinha acontecido, mas o que ainda iria acontecer. 
Ele estava parado diante dos degraus da entrada de uma casa muito elegante, ajeitando distraidamente suas roupas. 
Ela sentiu até mesmo o perfume de rosas e então sorriu envergonhada. 
O safado obviamente acabava de vir dos braços de alguma mulher. 
Se estivesse julgando corretamente a fisionomia, ele estampava aquele sorriso malicioso que a criada Kate afirmava que os homens costumam mostrar logo depois de terem satisfeito as necessidades viris. 
Alethea desconfiava que o homem da sua visão tivesse acabado de satisfazer, e muito, tais necessidades. 
Uma enorme carruagem preta encostou no meio-fio. 
Ela quase enfiou a mão no fogo ao sentir percorrer seu corpo uma súbita necessidade de resgatá-lo quando ele entrou no veículo. 
Então, abruptamente e sem aviso, a visão se transformou em uma seqüência estonteante de imagens breves e aterrorizantes invadindo sua mente uma após a outra. 
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4- O ESCOLHIDO

Ele a segurou pelos ombros com o intuito de repreendê-la por arriscar sua reputação de forma tão insensata. 

O fato de tocá-la provou imediatamente ter sido um erro. 
O calor da mulher sob suas mãos rapidamente permeou seu sangue. 
A maneira como seu doce rosto se levantou em direção ao dele, sua boca suave de tirar o fôlego, provava que ele tinha razão ao pensar que perdera o controle de seus desejos. 
O sermão que havia planejado lhe fugiu da cabeça tão rapidamente quanto um gamo dos caçadores. 
Ele inclinou os lábios em direção aos dela, louco para poder prová-los de novo. 
No momento em que seus lábios encostaram nos dela, Lorelei passou os braços em volta de seu pescoço, segurando-o com firmeza. 
Seus beijos eram extasiantes. Quando estava perto dele, ela não conseguia pensar em mais nada, senão em beijá-lo. 
A lembrança dos seus beijos a assombrava a maior parte do tempo, e o ardor do primeiro beijo que ele lhe dera não cessava de crescer dentro 

Capítulo Um 

Havia um homem despido no roseiral de seu pai. Lorelei Sundun piscou os olhos várias vezes, mas o homem continuava lá. 
Ela se perguntou por que ele olhava para ela com ar atônito. Não era ela que se encontrava nua no jardim, com apenas uma grande rosa branca para proteger sua intimidade. 
Para Lorelei, quem evidentemente deveria ter ficado boquiaberta era ela. 
De fato, enquanto permitia que seu olhar vagasse ao longo daquele corpo delgado, deu-se conta de que levantar, correr em direção à mansão, talvez até mesmo gritar pedindo ajuda. 
Deveria chamar a atenção. Em vez disso, estava totalmente fascinada. 
Por um instante, perguntou-se se não teria ficado tempo demais sentada ao sol, refletindo sobre a falta de marido. 
Ela não usava chapéu. Seria possível pegar uma febre cerebral pudesse por se sentar ao sol sem chapéu? Lorelei nem tinha certeza de que a febre cerebral pudesse levá-la a ver um homem nu. 
E certamente não com uma grande rosa branca cobrindo a sua virilidade, a parte que, no homem, mais a intrigava. 
Lorelei estava convicta de que os desenhos do livro que encontrara escondido na imponente  biblioteca de seu pai não podiam ser tão precisos quanto àquelas partes dos homens. 
Nenhum homem conseguiria esconder algo tão grande em suas calças. Ela duvidava que um homem pudesse andar naturalmente com tamanho apêndice e suspeitava que a aparência do rosto das mulheres nesses desenhos não retratasse nenhum êxtase, porém uma dor insuportável. Considerava-o um homem muito bonito. 
Era provavelmente por isso que não conseguia afastar dele seu olhar, como qualquer mulher de bom-senso teria feito. 
Aquele cabelo espesso que descia para além dos ombros largos, era de um preto tão verdadeiro a luz do sol lhe dava um brilho levemente azulado. 
Seus traços eram severos, quase selvagens, mas ela não sentia nenhum medo no coração. 
Seus olhos eram escuros, e ela foi tentada a se aproximar para ver a cor exata deles. 
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 Irmãs Wherlocke
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
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2 comentários:

  1. Como faço para baixar a série completa de Hanna Howell?

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    Respostas
    1. Rosi leia Ajuda do blog achará a resposta, aproveite leia Avisos. bjs

      Excluir

Oiiiiii...Não vai sair sem deixar um comentário vai?

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Jenna

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