14 de novembro de 2013

Seduzindo Um Anjo

Familia Huxtable Quintet
Banida, desamparada, e marcada como uma assassina, Cassandra Belmont, Lady Paget, chega a Londres, em plena regência, determinada a vencer a reputação que a havia precedido, a fim de encontrar um cavalheiro rico para poder retornar à vida extravagante que estava acostumada. 

Ela põe os olhos em Stephen Huxtable, Conde de Merton, um homem com possibilidades e com aparência angelical, ela não pode resistir. 
Intrigado com o charme de Cassandra, Stephen aceita em convertê-la sua amante. 
Mas, apesar de sua aparência e charme, Stephen não é nenhum anjo, e Cassandra vai logo perceber que tem que pagar um preço por tentar seduzir um.

Capítulo Um

—O que vou fazer é procurar um homem.
Quem falava era Cassandra Belmont, lady Paget, uma viúva. Em pé, junto à janela da sala da casa que tinha alugado em Portman Street, Londres. 
A casa estava mobiliada, embora tanto os móveis como as cortinas e os tapetes haviam visto melhores dias. Possivelmente já os tivessem visto há dez anos. Era um lugar elegante, mas sem brilho, muito apropriado para as circunstâncias que rodeavam a vida de lady Paget.
—Para se casar? — disse assombrada Alice Haytor, sua dama de companhia.
Cassandra observou, com desânimo e com um sorriso zombeteiro nos lábios, uma mulher que passava pela rua levando um menino pela mão que não queria ser levado assim ou de modo semelhante.
Os movimentos da mulher denunciavam sua irritação e impaciência. Seria a mãe do menino ou a babá? Fosse quem fosse, dava no mesmo. A rebeldia da criatura e sua tristeza não eram de sua conta. Ela já tinha muitas preocupações.
—Claro que não, — respondeu. — Para isso teria que achar um idiota.
—Um idiota?
Cassandra sorriu, embora não fosse uma expressão alegre. Tampouco se voltou para olhar Alice. A mulher e o menino tinham desaparecido de sua vista. 
Um cavalheiro caminhava em direção oposta com o olhar cravado no chão e a expressão carrancuda. Supôs que chegaria tarde a algum encontro e que, na opinião do cavalheiro, sua vida dependia de chegar a tempo a tal compromisso. Talvez estivesse certa. Talvez não.
—Só um idiota se casaria comigo — replicou. — Não. A verdade é que não necessito de um homem para me casar, Alice.
—Ah, Cassie! —exclamou a dama de companhia, muito preocupada. —Com certeza não se refere a... — Deixou a frase no ar porque não era preciso que a completasse.
Cassandra só podia se referir a uma coisa.
—É claro que sim — afirmou, voltando-se para olhar a sua dama de companhia com expressão jocosa, zombeteira e penetrante.
Alice se aferrava com força aos braços da poltrona que ocupava e se inclinava para frente como se tivesse intenção de ficar em pé, embora não ficasse.
—Escandalizei você?
—Se tivermos vindo a Londres foi com o propósito de procurar emprego, Cassie. As duas. E Mary também. — recordou-lhe Alice.
—Entretanto, não é um plano muito concretizável, não lhe parece? —Replicou ela com uma gargalhada carente de bom humor. — Ninguém irá querer dar emprego a uma criada convertida em cozinheira que tem uma filha pequena... sem estar casada e sem ser viúva. E uma carta de recomendação assinada por mim fará um fraco favor a Mary, verdade? Além disso, perdoe-me que lhe diga isso, Alice, mas pouca gente quererá contratar uma preceptora que passa dos quarenta quando há tantas jovens dispostas a ocupar tal posto. Sinto muito ter que indicar essa crua realidade, mas a juventude é um valor em alta hoje em dia. Foi uma maravilhosa preceptora para mim e desde que se converteu em minha dama de companhia foi uma maravilhosa amiga. Mas a idade não está a seu favor, reconheça. Quanto a mim, enfim... A menos que faça algo para ocultar minha identidade, coisa que seria impossível, porque precisaria de cartas de recomendação, tenho um futuro muito negro no mercado de trabalho. E em qualquer outro. Ninguém vai querer contratar a assassina do machado sob nenhuma circunstância.
—Cassie! —Exclamou sua antiga preceptora, que levou as mãos às faces—. Não deve se descrever dessa maneira. Nem sequer de brincadeira.
Cassandra não era consciente de que estavam falando de brincadeira. De qualquer forma, soltou uma gargalhada.
—As pessoas estão acostumadas a exagerar, não é certo? —perguntou —Inclusive a inventar coisas. Assim é como me vê meio mundo, Alice. Precisamente porque lhes divertem acreditar em semelhante barbaridade. Suponho que muitos sairão correndo assim que eu colocar um pé na rua. Terei que buscar um homem destemido.
—Ah, Cassie! —Exclamou de novo Alice, com os olhos cheios de lágrimas — Tomara não tivesse que...









Familia Huxtable Quintet
1- Primeiro Vem o Casamento
2- Então Venha me seduzir
3- Por Fim chega o Amor
4- Seduzindo Um Anjo



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